sábado, maio 30, 2020

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLI

VINHO AQUARTILHADO
          
A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
As sessões dão agora um salto de 1 de Dezembro de 1809, para 1 de Janeiro de 1810. Na forma do costume, foram nomeadas as Justiças para as “Terras do Termo.
Depois de feito esse serviço e em cumprimento de uma ordem do Juízo da Correição, foram nomeados Luís António Henriques e António Gomes para tomarem em relação todos os géneros e Transportes que os moradores desta Cidade e Termo tiverem fornecido e Tropa e pertencente a Administração de Almeida.

Além disse, ainda os vereadores:
“acordarão que todo o vinho que o arrematante das tabernas desta Cidade vendesse em cada hum dellas ficasse sujeito ao Juiz de Almotaçaria, para que examinadas as qualidades do vinho, e o seu preço pudessem os Almotacés  providenciar tanto a respeito do interesse como da saúde dos Povos.
Ficando outro sim prohibido a outro qualquer, que não seja arrematante, o Transporte ou venda de vinho ficando só prometido a venda aos Habitantes desta Cidade daquela que recolheram.
E todo outro qualquer não obstante esta proibição que vender vinho aquartilhado debaixo que pretexto for, perderá todo o vinho que lhe for achado, que para vender tenha, metade para o Denunciante, e metade para as Despesas da Camara e na mesma pena incorrerá aquelle que protestando trazello para vender almudado não o for a manifestar na Casa do Escrivão da Camara de quem o competente Billhete”.
E com isto se encerrou a sessão, que não foi daquelas em que os vereadores se mostraram menos activos.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: O que
acabaram de ler é uma transcrição, do que foi publicado 
na época.
O Albicastrense

quinta-feira, maio 28, 2020

CHAMINÉ DA ANTIGA FABRICA DA CORTIÇA


A NOSSA LINDINHA

Após algum tempo de sossego em virtude do Covid-19, visitei na segunda-feira passada o local onde está a ser construída a nova superfície comercial do Modelo Continente. As obras decorrerem a grande velocidade, como se pode ver nas imagens captadas por mim no local. A nossa Lindinha mantem-se firme e tesa como se costuma dizer no local, solidez que contraria muitos dos que afirmam que ela dia menos dia estará no chão.
Duma coisa eu não tenho dúvidas em relação a este caso, se não fosse o  muito ruído feito ao redor de um possível derrube da nossa Lindinha, ela já lá não estava. A retirada do ninho das cegonhas da chaminé era o princípio do fim, felizmente o bom senso parece ter prevalecido e ela continua no seu lugar de sempre. 
Lugar que ocupa à mais de um século, idade o que lhe dá o estatuto de:  ser tratada por "velha senhora” centenária. Espero muito sinceramente, que o bom senso permita a sua continuidade no local, pois a maioria dos albicastrenses não iria entender o seu manda abaixo. 
Aos responsáveis pela construção da superfície comercial, os meus parabéns por mais esta unidade comercial, unidade que ficará muito mais catita com a inclusão da nossa linda chaminé no seu espaço.
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NOTA: Já depois de ter escrito o pequeno texto com que começo esta publicação, encontrei no meu facebook comentários sobre a nossa chaminé, comentários que não resisti em colocar nesta publicação, pois tenho para mim que eles são uma mais valia para esta publicação. 
Já o disse muitas vezes e volto a repetir: este é um blogue de um albicastrense que tem por fim defender a terra albicastrense, ou seja, é um blogue onde todos os albicastrenses podem ter palavra se assim o desejarem. Apenas tem uma regra: Está proibida  a falta de respeito, seja por quem for.

COMENTÁRIOS
Continua no local e esperamos que por lá continue por muitos anos. Aproveito para deixar aqui uma opinião, à semelhança do que fiz à época, para a Câmara, quando da recuperação das outras duas chaminés, mas em vão... que é : A manter-se esta chaminé, com certeza que irá ser objecto de restauro.
A concretizar-se o que acabo de referir, deveria-se aproveitar na altura do restauro, numa das possíveis cintas que a irá protejer, partirem quatro braços, em cruz, com + - 2 a 2,5 metros de cumprimento cada um, com arabescos na ponta, em forma de concha, ajudando as cegonhas que sempre abundaram naquele local, a nidificar!?... Fica a sugestão... como já disse no início, sugeri em tempos por email, para a Câmara, mas não surtiu qualquer efeito.
Não vai ser fácil, esta chaminé não está nem pouco mais ou menos nas condições das da Metalúrgica. 
Além de uma inclinação que é visível a olho nu existem várias fissuras na mesma o que significa que está na iminência de cair a qualquer momento em que haja vento forte ou chuva intensa. 
Convém também referir que qualquer restauro ficará em muitas dezenas de milhares de €uros e será que a Sonae está na disposição de a executar. Aquando da inauguração do novo Continente de C. B que se prevê para 2021 esta questão tem que estar resolvida sob pena de ser um perigo para os clientes e colaboradores deste novo espaço comercial em que a segurança tem que ser assegurada.
Com muita pena, é pena que a chaminé tenha os dias contados e não haja um movimento citadino a favor da sua conservação. A Câmara Municipal, a Sonae e algumas empresas com alguns recursos podiam apoiar a sua recuperação. É uma questão que poderia dar algum fruto. Trata-se de mecenato.
José Carvalho de Sousa
Concordo plenamente consigo Sr. J. Baptista. Um movimento citadino, para defender estas causas e outras, seria o ideal, acontece que eu à semelhança do Senhor, resido em Odivelas, mas estou na medida do possível, disponível, sempre que para tal, seja necessário.

PS. Concorda ou discorda destas opiniões? 
Deixe aqui a sua opinião, pois através dessas opiniões
 teremos mais força para ajudar a resolver este assunto.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 26, 2020

PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRÂNEA DO BAIRRO DO VALONGO



UMA CAUSA COM FINAL FELIZ!

A passagem de nível subterrânea do Bairro do Valongo, está finalmente limpinha, aos responsáveis pela limpeza, o meu bem-haja por me terem dado ouvidos nesta causa.

Para quem por vezes me acusa de só aqui postar situações  menos boas da terra albicastrense, este poste é a prova que o que me move é e será sempre,  a defesa da terra albicastrense.

NOTA: Faço aqui um apelo aos moradores do Bairro do Valongo. Sempre que vejam alguém  na passagem de nível a danifica-la, chamem essa pessoa à razão, ou então, telefonem para a policia. A passem é de todos nós, e não de alguns meninos que se julgam gente grande, mas que não passam de crianças muito mal comportadas. 
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, maio 22, 2020

CHAFARIZ DE S. MARCOS -



OPORTUNIDADE PERDIDA

Quando espalhei nas redes sociais a miserável condição em que se encontrava o nosso velhinho Chafariz de S. Marcos.
Quando nas sessões públicas da assembleia municipal da terra Albicastrense, me insurgi contra o abandono do velho chafariz e contra as maldades cometidas contra ele ao longo dos tempos. 
Não posso deixar de confessar, que nessa altura  o que tinha em mente, era que ele fosse recuperado através de uma limpeza do granito, da reparação dos muros laterais do chafariz e da resolução do estacionamento frente ao Chafariz.  
Quando no início do ano vi uma equipa de arqueólogos a “esgravatar” ao seu redor, os meus velhos neurónios agitaram-se e parafrasearam entre si: “desta vez as coisas vão ser feitos como deve ser”. Com o andar das escavações  (escavações que foi acompanhado, passo a passo), confesso que me entusiasmei e comecei a pensar em algo mais sério.
Comecei a imaginar: (a minha loucura), que talvez fosse possível restituir ao velho chafariz, a identidade “roubada” ao longo dos tempos, por gente sem qualquer tipo de piedade para com o património da terra Albicastrense.
Comecei a imaginar: (a minha estupidez), que o estudo apresentado pelos arqueólogos, iria mostrar as maldades cometidas contra o velho chafariz.  
Comecei a imaginar: (a minha parvoíce), que parte da antiga galeria por onde passava água no passado, encontrada nas traseiras do velho chafariz, poderia ficar visível de forma a mostra como a água chegava ao chafariz  
Comecei a imaginar: (santa ingenuidade), que o velho tanque do chafariz enterrado por uns idiotas no século passado, iria finalmente ser desenterrado e ficar a céu aberto.
Comecei a imaginar: que na nossa autarquia havia gente disposta a corrigir erros do passado, pessoas que iriam restituir ao velho chafariz parte da beleza roubada.

Nada do que eu imaginei ou pensei, vai acontecer!

Hoje ao passar pelo largo de S. Marcos fui surpreendido com aquilo que as imagens mostram. As covas abertas para se investigar o passado do nosso chafariz foram tapados, com cimento (não fossem algumas almas penadas infiltrar-se por ali), grande parte do tanque e a antiga galeria por onda passava água, são de novo SEPULTADOS.
Palavra que olhei para tudo aquilo e nem queria acreditar, os meus velhos neurónios negavam-se a dar-me respostas ao que os meus olhos contemplavam e ali fiquei imóvel e em silêncio, durante algum tempo.

COMO POSSO EU FINALIZAR  ESTA PUBLICAÇÃO! 
Apenas me ocorre dizer o seguinte: O Velho Chafariz de S. Marcos foi uma causa que abracei de alma e coração-aberto, causa em que não me sinto nem vencedor nem derrotado, mas antes, muito desiludido pela resultado final. 
Tivemos a oportunidade de corrigir erros do passado, mas  alguém proferiu deixar tudo quase na mesma. 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, maio 20, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


      RUAS E PRAÇAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Ao passar recentemente numa rua da Urbanização Pires Marques, constatei que o nome que a mesma ostentava, era o de Joaquim Porfírio da Silva.
De imediato começou a germinar na minha cabecinha, se o homem que a placa toponímica venerava, era o autor de um pequeno livro sobre a terra albicastrense (pequeno no tamanho, mas grandíssimo na historia que nos relata), que tem por título; “Memorial Cronológico e Descritivo da Cidade de Castelo Branco”, editado em 1853?
Será que este Joaquim Porfírio da Silva, é o Augusto Joaquim Porfírio da Silva, autor do “Memorial Cronológico e Descritivo de Castelo Branco?”
Tenho para mim, que se trata da mesma pessoa. Tentei na Internet descobrir quem foi o homem que consta na placa toponímica, porém nada consegui encontrar sobre ele.
Mais uma vez lamento que as atuais placas toponímicas da terra albicastrense, tenham apenas o nome do ilustre a nada mais. Desta forma, a maioria dos notáveis serão para todo o sempre, distintos desconhecidos para todos nós. Quando e onde nasceu o ilustre, em que atividade se destacou e quando morreu, será assim tao difícil colocar estes dados nas placas?
Não querendo ser mauzinho, até parece que os nomes para as placas toponímicas, são escolhidos de uma lista  onde os nomes dos "Cajos" é a única coisa que interessa.  
PS. Lanço aqui um desafio a quem se interessar pela toponímica albicastrense. Se tiverem dados sobre este homem, podem coloca-los na caixa de comentários, para depois os poder colocar na publicação.

INTRODUÇÃO DO LIVRO: ”MEMORIAL CRONOLÓGICO E DESCRITIVO
DA CIDADE DE CASTELO BRANCO”.
Por, Augusto Joaquim  Porfírio da Silva

Decorria o mêz de Maio de mil oitocentos cinquenta e dois, quando n’uma tarde, me resolvi a ir passear á quinta do Paço Episcopal dessa cidade de Castello Branco, para ali gozar da suavidade que esparge sobre a terra a amena estação da Primavera, que n’ esta região costuma muitas vezes vir áspera e destemperada.
E com efeito, apezar de haverem aparecido desde o seu começo alguns dias frios, carrancudos e chuvosos, aquelle que escolhi para o meu passeio estava bello e ameno. Alli, divulgando de rua em rua, eu ia aspirando a suave fragrância com que a Natureza nos deleita n’esta alegre e pomposa estação, e ouvindo ao mesmo tempo os gorgeios e trinados arrebatadores de inúmeros rouxinoes domiciliados nos gigantescos e frondosos loureiros que orlam a quinta.

Que bello quadro, disse eu comigo! Este passeio é bonito e deleitoso e nem por isso vejo agora aqui outra pessoa que o queira desfrutar! É por isso mesmo que estou só é esta uma boa ocasião para m’entregar sem distração à contemplação d’este bello sitio.
Esta peça não é obra d’agora: a sua edificação foi efeituada em outros tempos: e de certo que  do o seu fundador só existe a memoria e as cinzas, porque, segundo ouço dizer, foi o digno Bispo D. Vicente Ferrer da Rocha quem mandara fazer esta quinta. Sem dúvida que o Paço Episcopal e seus logradouros é uma peça de merecimento, e a de maior valor que há n’esta cidade onde se diz haverem florecido muitas pessoas dignas de veneração por seu saber e virtudes.
Aquelle castello, que lá no alto em frente, já arruinado, campêa e domina estes sítios, é testemunha da existência d’esses distinctos varões que tiveram o ser e o berço n’esta antiga povoação. Oh! e que não tenha eu encontrado um documento que me diga as memoráveis épocas em que existiram esses heróis, e bem assim seus nomes para os admirar e contemplar!...
Vou desde já dar ordem a descobrir positivas noticias de todos eles, bem como de tudo quanto se torna de mais notável n’esta terra; e se a tanto minhas forças chegarem organizarei um opusculo em que narre resumidamente quanto lhe diz respeito”.

Tal foi pois a origem do meu desejo, e deliberação de diligenciar os dados precisos para a organização d’ests minha insignificante obra.´, que vou submeter á critica do judicioso leitor. A quem desde já peço indulgencia e desculpa dos defeitos  ou erros que encontrar.
Dezoito anos consecutivos de residências em Castello Branco; o saber que meus pais aqui contraihram  o santo matrimonio, do qual sou fruto, é sem duvida d’onde nasceu a sympathia que sinto por esta cidade. 
E a amizade que tributo a aluns de seus habitantes com quem tenho adquirido relações, assim como a afeição que tenho a todos em geral.
Esta Sympathia, esta amizade, e o haver eu aqui visto vegetar e murchar a flor da minha joventude,  é motivo bastante para me deixar quasi persuadir  de que é esta a minha terra natal; e tanto basta para me interessar por tudo quanto lhe diga respeito. Eis a razão porque me propuz a fazer uma descripção d’ella, já que outro serviço lhe não poderei prestar. 
Possa pois este meu rude trabalho agradar a todos os que o lerem. Castello Branco 27 de Maio de 1853.
(O Texto está escrito tal como foi publicado em 1853).
A ALBICASTRENSE

segunda-feira, maio 18, 2020

JORNAL "RECONQUISTA".

75 Anos do Jornal “Reconquista”.

O jornal “Reconquista” celebrou no passado dia 13 deste mês, 75 anos de existência. 
Não sou nem nunca fui um leitor assíduo da “Reconquista”, todavia, não posso deixar de aqui festejar os seus 75 anos, 
e dizer a quem hoje o dirige, que a terra albicastrense tem para com o jornal “Reconquista”, uma desmedida divida de gratidão.

A seguir, lembrava aqui uma pequena história: Entre 1973 e 1975 cumpri comissão militar de dois anos no Leste de Angola, o meu irmão António (já falecido), enviava-me regularmente o jornal “Reconquista”. 
Quando o recebia, (pois muitas das vezes ele ficava pelo caminho), era uma alegria dos diabos “perdão!” do caraças.

O jornal “Reconquista”, as cartas da família e as cartas da madrinha de guerra, eram o meu refúgio para não ficar maluquinho da tola.
O jornal era a elo que me ligava à terra onde nascera, as notícias sobre Castelo Branco, as sementes que me davam energia para resistir a uma guerra injusta e desnecessária. No seu 75 aniversário, este albicastrense só pode mesmo dar os parabéns aquém o dirige atualmente, e lembrar todos aqueles aqueles ao longo dos tempos deram o seu melhor para o servir. Que dure mais 75 anos, são os desejos deste albicastrense.
O ALBICASTRENSE

domingo, maio 17, 2020

ANTIGO MIRADOURO DA TERRA ALBICASTRENSE


TESOURO  QUE O TEMPO NÃO PRESERVOU
E QUE A BURRICE DE ALGUNS ARRASOU


Recentemente ao voltar a dar uma vista de olhos pelo livre; "O Programa Polis em Castelo Branco", da autoria de António Silveira, Leonel Azevedo e Pedro Quintela de d'Oliveira, encalhei  num capitulo do livro dedicado á construção do miradouro de S. Gens.
Não vou falar da burrice que foi a sua destruição, não vou falar da estranha coisa que ocupou o seu lugar, não vou falar dos toscos que o arrasaram, contudo, não posso deixar de dizer que ainda hoje não consigo entender como foi possível a destruição do velho miradouro.
Destruir memórias de uma terra onde não se nasceu, é fácil, pois essas memórias não lhes dizem respeito, todavia, tal só foi possível porque aqueles a quem as memórias diziam respeito, ficaram na bancada a assistir à sua derrocada.

A CONSTRUÇÃO DO MIRADOURO DE S. GENS DE ESTEVAL 
(A SUA HISTÓRIA)

A questão pendente era a do aproveitamento da zona superior dos depósitos. As dificuldades financeiras, com que se debatia a autarquia, levavam ao lançamento da obra denominada “Muro de suporte, vedação, terraplanagens e acesso do reservatório de águas”, apenas nos inícios de 1940, numa época em que a zona do castelo era alvo de processos de intervenção por parte de DGEMN.
Mas, em termos históricos qual é o passado do ”Esteval”? 
O topónimo parece-nos bastante claro, sendo possível reportar-se a um local onde existiam estevas. Em termos arquitectónico, o miradouro instalou-se no pano de muralha onde estava construída a antiga porta do Esteval, bastante perto da imponente torre de menagem sextavada.
A ligação desta porta, com as ruas do Mercado e da Sobreira, só terá sido operada em meados de século XVI.
Esta área perdeu importância, nos finais do século XIX, como nos dá a conhecer o pedido de dois cidadãos, a 14.05.1887, para a venda em hasta pública do “terreno da quelha denominada “Esteval” que hoje não dá servidão alguma, visto que José Torrado tapou o terreno que para ele dava serventia”. Após uma vistoria ao local, a Câmara viria a indeferir o pedido.
No concernente à construção do Miradouro de S. Gens, projectado por Eurico Salles Viana, apesar deste técnico ambicionar um outro nível de grandiosidade para as escadas sob as arcadas de cedros (pretendia estende-las até á muralhas, a Nascente) não o consegui, pela falta de dotação financeira, como já foi  aqui referido. 
As expropriações, executadas em finais de Dezembro, foram céleres, não havendo conflitos com os proprietários das parcelas requeridas. 
O programa e caderno de encargos da parte mais monumental da obra, a escadaria que liga o largo do castelo aos depósitos, foram lançados a 20,03.1941.
Em Agosto do ano seguinte davam-se os últimos preparativos para as “obras de embelezamento” do Miradouro de S. Gens”, enquanto os Serviços de Obras decidiam o fecho do local durante a noite, a título provisório, para não se danificarem os cedros que se estavam a plantar no local, pois em 1943 ainda não havia luz nem policiamento.
Por último, podemos apontar que em Janeiro de 1944 ainda estavam em curso os trabalhos da ajardinamento do espaço, como demonstra uma encomenda que a Câmara Municipal endereçou à Companhia Hortícola-Agrícola Portuense, Lda, para adquirir “8 videiras, reprodutoras directos para pérgolas e 20 ciprestes com 1,90m”.
Deste modo, a cidade passou a dispor de um local próprio para observar o belo panorama albicastrense. 
PS. O texto sobre a construção do Miradouro, foi retirado do livre referido inicialmente. 
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, maio 15, 2020

O FUNERAL DOS ANTIGOS POSTES ELÉCTRICOS

  BAIRRO DO VALONGO
UM
BAIRRO DE PLENO DIREITO
DA 
TERRA ALBICASTRENSE
😅  😉  😊
Após muitos anos de postes de cimento com fios elétricos a céu aberto nas ruas do Bairro do Valongo, os velhos postes estão pouco-a-pouco a ser derrubados e a ser substituídos por postes mais bonitinhos.
Os fios passam agora por tubos subterrâneos, evitando o arraial de fios que ainda existem em algumas das ruas bairro, pena é, que os fios das operadoras de distribuição de televisão, Internet e telefone, continuem a céu aberto, independentemente de já existir a possibilidade de eles também passarem por baixo de terra.    
Aproveitando este funeral anunciado, apelava ao presidente da nossa autarquia, para que tome medidas no sentido de sensibilizar os tais operadores, de que não podem continuar a ter os arrais de fios a céu aberto.

Caro Presidente: a conclusão da segunda fase da requalificação do Bairro do Valongo é um passo em frente, contudo, ela não estará concluída enquanto as ruas do Bairro do Valongo alardearem arrais de fios de operadoras que não respeitam nem as nossas ruas nem as casas de cada um. 
Virar a cara para o outro lado, ou fazer de conta de que os fios não atordoam quem mora no Bairro, é dizer aos “senhores” das operadoras, que os tubos que foram colocados por baixo de terra são para fazer de conta e nada mais.
Como morador do Bairro do Valongo à quase 40 anos, não posso deixar solicitar a V. Excelência a tomada de medidas, para que a curto prazo as operadoras de telecomunicações resolvam este assunto. 
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 12, 2020

EMAIL PÚBLICO AO PRESIDENTE LUÍS CORREIA.

ASSUNTO 
“PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRÂNEA
DO
 BAIRRO DO VALONGO
Caro presidente: no dia 20 de Abril, expus aqui a triste situação em que se encontrava a passagem de nível do Bairro do Valongo, stop. 
No dia 25 do mesmo mês, fui surpreendido com a presença de trabalhadores da nossa autarquia a limparem as porcarias ali expostas, assim, como a repararem as caixas elétricas partidas, stop.
Nessa altura, coloquei aqui nova publicação a elogiar os trabalhos que estavam a ser feitos, prometendo fazer nova publicação quando a passagem estivesse limpinha e arranjadinha, stop. 
Entretanto, sucedeu algo que me deixou completamente baralhado e a deitar baba pela boca fora, stop.
Ao passar hoje pela passagem (quase 20 dias depois do início das limpezas), constatei que o trabalho ficou pela metade, stop.
Então não é, que limparam metade dos gatafunhos rascas que emporcavam as paredes da passagem de nível, e deixaram a outra metade por limpar!.... (como se pode ver nas imagens aqui publicadas, stop.)

A MINHA QUESTÃO PARA V. EXELÊNCIA É A SEUINTE:
Será que o detergente para limpar os gatafunhos se esgotou nas drogarias, ou será, que os trabalhadores estão todos com o Conid-19? Stop.
Limpar metade da passagem de nível subterrânea e deixar a outra metade por limpar, não lembrava nem ao diabo stop.
Caro presidente Luís Correia, eu sei que não pode estar atento a tudo e a mais alguma coisa, todavia, deve ter gente responsável para fiscalizarem este tipo de obras, stop.
Termino este correio eletrónico público, apelando a “V. EXCELÊNCIA”, para que fossem tomadas medidas para acabarem a limpeza da passagem de nível do Bairro do Valongo, stop.
Muito respeitosamente, um albicastrense que não se acomoda ao deixa andar ou ao não quer saber, stop.
O ALBICASTRENSE

domingo, maio 10, 2020

RECORDAR ONDE FOMOS FELIZES - " A TASCA DO PONSUL"

A publicação anterior sobre Toponímia Albicastrense, tinha como objetivo informar, que existe uma rua na terra albicastrense que venera o Rio Ponsul. Essa publicação tinha uma imagem da “Tia Amélia” e recordava a antiga Tasca do Ponsul, imagem que  terá lavado mais de MIL pessoas a clicarem na publicação, para recordarem esse tempo.  
Como em 2006 tive um pequeno bate-papo com a “Tia Amélia” sobre a origem da tasca do Ponsul, cavaqueira que deu origem a uma publicação que aqui postei nessa altura. Resolvi voltar a postar essa publicação, pois recordar coisas boas ou situações onde fomos felizes faz bem ao coração e alegra a alma. 

AGOSTO DE 2006
A TASCA DA “TI AMÉLIA”
(UMA TASCA COM CERCA DE 100 ANOS, À BEIRA DO FIM)

Estive este fim-de-semana na tasca da “Ti Amélia”, também conhecida por Tasca do Ponsul.
Conversei com a “Ti Amélia”, (espoa do “Ti Rodrigues”), antigo proprietário (já falecido), que em poucas palavras me contou um pouco da história desta tasquinha.
Segundo ela, a referida tasca foi construída por um individuo, natural de Malpica do Tejo, no início do Século XX.
Após alguns anos a explorar o estabelecimento, trocou-o por umas terras situadas perto de Malpica do Tejo com o “Ti Humberto”, (Pai do Ti’ Rodrigues) que após a sua morte a deixou ao filho. 
A tasca da “Ti Amélia”, também conhecida por tasca do “Ti Rodrigues”, fica situada perto da antiga ponte do Ponsul, tinha como petisco principal, (e único), a famosa miga de peixe, sempre acompanhada por peixe frito. 
A miga era feita com peixe apanhado no rio Ponsul, rio, que passa a meia dúzia de metros da casa. Com a morte do "Ti Rodrigues" e a construção da barragem Espanhola, (que deu cabo da água do rio), lá se foram as famosas migas. 
Confesso que tenho muitas saudades das migas da tasca do Ponsul!
Para quem como eu ali saboreou as referidas migas, aqui ficam algumas imagens captadas na casa, porém, sem qualquer sabor ou cheiro da famosa miga.
O Albicastrense

sábado, maio 09, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

RUAS E PRAÇAS
 DA 
TERRA ALBICASTRENSE

Desta vez o ilustre não é um albicastrense ou qualquer outra pessoa a figurar na placa toponímica, mas antes, um Rio onde  fui 
muito feliz na minha juventude.

É um rio de Portugal,  que atravessa os concelhos de Idanha-a-Nova (onde nasce) e Castelo Branco . É um afluente da margem direita do rio Tejo. Desagua perto de Monte Fidalgo, entre as freguesias de Perais  e Malpica do Tejo,  traçando no seu troço final a fronteira entre os concelhos de Castelo Branco e de. Villa velha de Rodão.
Tem a sua nascente a 540 Metros de altitude na Serra do Ramiro e onde somente a 2 Km de distância é barrado por uma represa  formando a Albufeira de Penha Garcia.
Tem como afluente principal o Rio Torto que começa como Ribeira das Taliscas e muda de nome devido ao seu trajeto serpentil. Tem 2 represas, a de Penha Garciae a de Idanha. E mais não digo deste triste e abandonado rio, rio que tantas alegrias me deu na minha juventude mas que nos dias de hoje está transformado num rio desprovido de gente e de peixes.
PS. Terminava esta publicação lançando um desafio aos visitantes:
 Em que local da terra albicastrense se encontra esta rua?
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, maio 07, 2020

CASTELO BRANCO - IGREJA DE SÃO MIGUEL



A TERRA ALBICASTRENSE

(IGREJA DA SÉ)

A 18 de Março de 1803, um forte temporal fez ruir  o coro e o tecto da Sé. 

As obras de reconstrução iniciaram-se de imediato. 
O tecto foi elevado e passou a ser em abóbada. O facto de haver obras deu oportunidade para que fosse construída a Capela do Santíssimo e a Sacristia grande, que não existiam.


Em 1806, as obras importavam já em 29.000 cruzados e ainda não estavam concluídas.
O ALBICASTRENSE

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...