MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
Castelo Branco - O ALBICASTRENSE
BEM – VINDOS A UM BLOGUE LIVRE DE OPINIÕES SOBRE CASTELO BRANCO, SEJAM ELAS BOAS OU MÁS. O BLOGUE É DE TODOS E PARA TODOS OS ALBICASTRENSES…
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
domingo, janeiro 25, 2026
ACTAS CAMARÁRIAS - (III)
MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE
A Rematação da Siza do corrente desta vila:
Acta: 1655
"Anno do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo de mil eseis sentos esincoenta esinco annos nesta villa de Castelo Branco nas cazas da Câmara dela estando prezentes ojuiz e vereadores e procurador do concelho abaixo assinados por eles ditos officiais mandarão por emperguão enão aver pesoa quemolhor lanso fizese doque foi joão furtado e Manuel pires mercador ambos desta villa que lansarão na dita Siza do corrente Sento esincoenta esinco mil Reis pagos aos quartéis como he costume e trez Resmas de papel paguas logo e por não aver quem milhor lanso fizese o dito juiz avereadores eprocurador do conselho lhamandarão a Rematar sendo testemunhas Simão prezado e pedro homem ambos desta vila que todos assinarão aqui elogo pêra mais seguransa dise que ele presentava por seu fiador as quebras ao dito pedro homem que dise empresença de mim escrivão que ele fiava ao dito joão furtado e Manuel pires em todas as quebras datita Siza que ouvesse eele se obriguava a pagar as ditas quebras alei de deposito com o dinheiro desua magestade epor assim serem contentes lhe mandarão arematar e dar a fiansa segura eabonada dentro em quize dias eaporteiro lhe meteo o Ramo namão perante mim escrivão de tudo se fez este auto de a Rematação que assinarão aqui e eu Manuel ferrão de pinna oescrevi".
Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA VIDA MUNICIPAL". Por António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito como foi publicado na época.
O ALBICASTRENSE
quarta-feira, janeiro 21, 2026
domingo, janeiro 18, 2026
ACTAS CAMARÁRIAS - (II)
MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE
Acta: de janeiro de 1655
Termo da Câmara:Aos primeiro dias do mês dejaneiro de mil aseis sentos esincoenta esinco annos estando em acaza da Camera odoutor domingos Cayado Rebelo juiz de fora Pedro dandrade Miguel Achioli Boino Gaspar Mousinho magro vreadores gonsalo gomes procurador mandarão o seguinte.
SALGUEIRO
E logo na dita Camera abrirão a pauta dolugar do Salgueiro e tirarão por juízes dadita pauta António martis e Manuel antunes por juízes epor procurador Pedro gil eojuiz lhe deu juramento dos santos evangelhos por cargo doqual lhe em carregou que bem everdadeiramente servisem odito officio eoserviço desua magestade e assinarão aqui, Manuel ferrão de pinna o escreveu.
Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA VIDA MUNICIPAL". Por Autoria de António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito como foi publicado na época.
O ALBICASTRENSE
terça-feira, janeiro 13, 2026
sábado, janeiro 10, 2026
MOUZINHO MAGRO
QUEM FOI MOUZINHO MAGRO?
Gaspar Mouzinho Magro: Nasceu em Castelo Branco na primeira metade do século XVII, filho de um casal de Albicastrenses, António Magro Mouzinho e Isabel Pires.
Desempenhou em Castelo Branco, (sua terra natal) vários lugares importantes, entre os quais o de Procurador às cortes em 1669.
Casou com Catarina Vilela Leitão, deste casamento não houve filhos. Talvez por isso e também por ser homem possuidor de avultados bens, institui "uma capela na igreja Santa Maria cuja administração confiou, por disposição testamentária, à confraria de Nossa Senhora do Rosário, para que, com o seu rendimento, se distribuíssem dotes às raparigas "pobres, casadoiras, de boa vida e costumes".
Gaspar Mouzinho Magro faleceu em Castelo Branco a 29 de Abril de 1685. Está sepultado no convento de Santo António. Fez testamento e instituiu capela na igreja de Santa Maria, com missa quotidiana.
Alguns dados da disposição testamentaria
de Gaspar Mouzinho Magro.
Não tendo descendência do seu casamento com D. Catarina Vilela Leitão e possuindo avultados bens, instituiu uma capela na igreja de Santa Maria, cuja administração confiou à Confraria de Nossa Senhora do Rosário (por disposição testamentária de 29.8.1684 e codicilio de 28.4.1685) para do seu rendimento se distribuír em dotes a 5 raparigas pobres daquela freguesia, que fossem casadoiras, de boa vida e costumes mas sem raça de cristãos-novos...
A pedido dos mordomos da dita Confraria, a importância de 12000 réis, correspondente a cada dote, foi aumentada para 24000 réis por breve pontifício de 7.5.1803, com o fundamento Gaspar Mouzinho anexou esta capela às duas instituídas por seus irmãos, Jorge e D. Emerenciana Mouzinho, que haviam deixado do mesmo modo todos os bens à Confraria de Nossa Senhora do Rosário. ”Desembargo do Paço-Beira”.
Gaspar Mouzinho Magro nomeia por herdeira e testamenteira a mulher, D. Catarina Vilela Leitão, a quem deixa o usufruto dos seus bens, ”ficando viúva ou casando com um homem seu igual na qualidade”. Porém, “esquecendo-se ela de quem é e de que foi minha mulher e casar com um homem que tenha parte da nação, cristão-novo por muito pouco que seja, a hei logo por dês herdada e não quero que goze nem possua cousa alguma minha um só instante”, passando então tudo a ser administrado pelos mordomos de Nossa Sª. do Rosário.
PS. D. Catarina conservou-se viúva até à data do seu falecimento, em 21.9.1688.
O ALBICASTRENSE
quarta-feira, janeiro 07, 2026
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