sexta-feira, abril 16, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

236 ANOS DE DEPOIS....

A 15 de Abril de 1785, nasceu em Castelo Branco José Bento Pereira, que se formou em Cânones, pela Universidade de Coimbra. Teve assento nas cortes, reunidas em 2 de Julho de 1823, pela divisão de Castelo Branco, tendo feito parte da Comissão Legislativa.

José Bento Pereira foi perseguido e pronunciado por delito político. Posteriormente foi indultado. Em 1828, foi preso por ser correligionário do liberalismo, tendo sido encarcerado no Forte de S. Julião da Barra, tendo ali permanecido até ao dia 19 de Dezembro de 1831, seguindo depois para Vila da Praia, a borde da charrua ”Oreites”.
Após o regresso à Metrópole dois anos depois e após a promulgação da Convenção de Évora monte foi nomeado Juiz do tribunal Comercial da 2º InstânciaAinda por motivos políticos, foi exonerado do cargo de Juiz, por decreto de 5 de Outubro de 1836, vindo a ser reintegrado nas funções de Juiz, poucos messes depois. 
Durante a primeira invasão Francesa, José Bento Pereira desempenhou um papel relevante, junto da população e autoridades concelhias, pois era a única pessoa em Castelo Branco, que sabia falar Francês. Veio a falecer em Lisboa, no dia 1 de Setembro de 1864, com 79 anos.  

PS. Recolha de dados: Jornal "Reconquista"
O ALBICASTRENSE

terça-feira, abril 13, 2021

ROTUNDA COM BORDADO DE CASTELO BRANCO

UMA BELA IDEIA  - 💝 💟 💙 💗 💖                                                                                
                                                                                
UMA BONITA ROTUNDA DA TERRA ALBICASTRENSE 
O   ALBICASTRENSE     
      

domingo, abril 11, 2021

PÉROLA DA TERRA ALBICASTRENSE

DESAFIO AOS VISITANTES:

"A CORES A PRETO E BRANCO".

A MINHA PERGUNTA É A SEGUINTE:

A IMAGEM DESTA PUBLICAÇÃO, FOI CAPTADA NO PASSADO SÉCULO.

QUEM CONSEGUE DIZER-ME A DÉCADA EM QUE ELA FOI CAPTADA.
(PS. Imagem a cores, foi pintada por este albicastrense).
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 10, 2021

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRNSE

RUA NOVA
UMA RUA ONDE MORA A TRISTEZA.
😩 😨 😩 😨 😩
Confesso que já perdi a conta ao número de vezes que aqui postei publicações  sobre as tristezas na nossa zona histórica. Declaro igualmente, que o irei continuar a fazer, pois, sempre que lá vou, venho de lá revoltado por constatar que a zona histórica em vez de melhorar, piora todos os dias.

Desta vez subi ao Castelo pela Rua Nova, uma das ruas mais emblemáticas, pois trata-se da rua onde em tempos terá existido a antiga Judiaria. As imagens desta publicação foram recolhidas no início dessa rua. Elas documentam a triste realidade de uma rua que embora tenha o nome de Rua Nova, talvez devesse chamar-se, Rua “Em Ruínas” pelo miserável estado em que se encontram algumas das suas casas.
A placa toponímica da rua é bem lindinha (contrariamente a muitas outras da nossa cidade), porem, subir esta rua e olhar para muitas das casas a cair de “podre” é de um tristeza colossal, nódoa que parece não incomodar quem manda na terra albicastrense.
 
Por favor, não me venham com a justificação esfarrapada de que a culpa é dos proprietários!

A culpa é de todos nós! Uns são culpados por omissão, outros, por se estarem borrando para o que ali se passa, outros ainda (os que elegemos), por não terem tido a bravura de tomar decisões em prol da NOSSA ZONA HISTÓRICA.
Uma tristeza de rua, mágoa que envergonha a zona histórica, os albicastrenses e acima de tudo, a terra ALBICASTRENSE.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, abril 08, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

ANTIGA CAPELA E ALBERGARIA DE SANTA EULÁLIA
(Situadas em tempos, na Rua dos Ferreiros)
 
Erguiam-se na Rua dos Ferreiros, no troço compreendido entre o Postiguinho de Valadares e a antiga porta da vila que existia na muralha e que dava acesso à antiga rua da Corredoura (hoje denominada de Bartolomeu da Costa). A Capela foi instituída por Martim Esteves no século XIV e os seus administradores ou morgados eram abrigados a manter, com os seus rendimentos, um hospital na vila de Castelo Branco.
Os administradores limitaram-se porem, a custear com os rendimentos uma albergaria destinada a dar guarida aos peregrinos religiosa e aos viajantes pobres. 


A albergaria de Santa Eulália estava instalada numa casa anexa à capela. Martim Esteves deixou o vínculo a Vasco Anes, para este o legar a um seu filho que não fosse sandeu nem desmemoriado.


Rui Vasquez, 3º sucessor do vínculo, formou em 1431 uma petição ao Rei D. João I para que lhe fosse permitido aumentar os bens de Santa Eulália, alegando que “não se cumprira inteiramente aquilo que nas disposições se ordenara, como do dito morgado era conteúdo”. Ignora-se se a petição obteve deferimento. Sabe-se, todavia, que antes de 1514. Data da instituição da Misericórdia de Castelo Branco, já existiam na vila umas confrarias pobres que sustentavam com os seus minguados recursos um pequeno hospital. 

O Dr. Hermano de Castro e Silva, no seu livro: “A Misericórdia de Castelo Branco” publicado em 1891, assegura ter visto um velho documento, muito deteriorado pela ação do tempo, no qual se afirma que aquelas confrarias não tinham compromisso porque “a fazenda foi deixada por diversas pessoas que, como confrades deixavam cada uma à confraria do Santo de que era devota, para as missas que agora se dizem pelas almas de todos os benfeitores deles defuntos”.

Foi com os bens destas confrarias que o Rei D. Manuel fundou a Misericórdia de Castelo Branco. No século XIX a capela de Santa Eulália foi transformada em palheiro e no século seguinte arrasada, para no local onde havia sido erguida, ser edificado uma casa de habitação.
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Em 2008, durante as obras de requalificação da Praça Posiguinhos de Valadares, surgiram vestígios de algo que em tempos ali existiu. Fui ao local para captar algumas imagens, quando lá cheguei estava tudo vedado para não permitir o que quer que fosse. Felizmente consegui entra na sede do Benfica, e de uma das janelas captei a imagem que  podem ver nesta publicação. 
O ALBICASTRENSE 

segunda-feira, abril 05, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

  ANTIGOS ESTABELECIMENTOS  DA TERRA ALBICASTRENSE


Ontem ao passar à porta do prédio que pode ser visto nas imagens aqui publicadas, dei comigo a magicar:
Anteontem foi-se um velho café com muita história na terra Albicastrense, ontem, uma farmácia centenária, hoje, uma velha papelaria, amanhã, um velho sapateiro, depois de amanhã, talvez feche portas a última tasca da terra albicastrense.
Dirão alguns, que nada se pode fazer para evitar o encerramento dos velhos estabelecimentos comerciais, que se trata uma fatalidade. Talvez haja alguma verdade na afirmação, contudo, também é inteiramente verdade, que na terra Albicastrense aos poderes instalados nunca se importaram em defender e apoiar os velhos estabelecimentos da nossa terra. Eu diria até, que em alguns casos fecharam olhos e viraram a cara para o outro lado.
Eu lançava aqui um desafio a quem ler esta publicação: deixe na caixa de comentários três estabelecimentos com mais de 50 anos de existência na terra Albicastrense.   


"Tenho para mim, que vão ter algumas dificuldades na resposta a este meu desafio".

                  
Eu deixo aqui os meus três nomes: Pastelaria Pelar, Ourivesaria Rosa de Ouro e Café Beirão.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 02, 2021

NOVOS VENTOS NA TOPONÍMIA DA TERRA ALBICASTRENSE

SERÁ QUE DESTA VEZ A TOPONÍMIA DA 
TERRA ALBICASTRENSE VAI ENTRAR NA LINHA?

Muitas foram as vezes que aqui me manifestei contra a anarquia existente na Toponímia da terra Albicastrense. Placas de qualidade miserável, nomes de pessoas colocados  nas placas sem dados referentes a essas pessoas, critérios muitas vezes duvidosos dos patronos a constar nas placas, etc, etc…
Foi pois com grande satisfação, que hoje no jornal “Reconquista”, tomei conhecimento da publicação em diário da república do; “Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia do Município de Castelo Branco”. Ou seja, parece que a partir de agora (a ver vamos), as coisas vão entrar na linha. Não conheço o Regulamento na sua totalidade, porem, por aquilo que veio a público no jornal, temos coisas nele bastante positivas. Entre elas, a criação de uma Comissão Municipal de Toponímia, que eu pensava já existir, a colocação de placas em granito nas novas artérias (nada dizendo porem, sobre a substituição das miseráveis placas de plástico existentes) e ainda, a possibilidade de moradores de um determinada rua, poderem propor a mudança do nome dessa rua através de um baixo assinado aprovado, por dois terços dos seus moradores.
Volto ao ponto onde comecei esta publicação, entrei nesta contenda da Toponímia Albicastrense à muitos e muitos anos, contenda que agora “parece” ter dado alguns frutos, agora vou aguardar para observar os passos que vão ser dados a seguir. Eu proponha desde já, que a tal comissão que vai ser criada, pense muito seriamente na substituição das placas de plástico, pois a continuidade delas nas nossas ruas, envergonham os seu patronos e a terra albicastrense.   
Por isso, (na minha modesta opinião), elas devem ser substituídas pouco-a-pouco por placas em granito, e que nelas sejam colocados dados concretos sobre os patronas das mesmas. Será que este assunto morre aqui, ou dentro de algum tempo vou voltar a este assunto? 

A VER VAMOS!!!

                                                          O ALBICASTRENSE

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

236 ANOS DE DEPOIS.... A 15 de Abril  de 1785, nasceu em Castelo Branco José Bento Pereira, que se formou em Cânones, pela Universidade de C...