segunda-feira, fevereiro 16, 2026

ACTAS CAMARÁRIAS - (V).

 VIDA MUNICIPAL 

                      "MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE"

Acta

"Aos trese dias domes de Março de mil eseis esincoenta esinco annos estando em Camera odoutor domingos Cajado Rebelo juiz de paz o 1, Thomaz de Carvalho dasilva vreador António martins Ruivo procurador mandarão oseguinte elogo na dita Camera ordenarao emandarao que porquanto os pordais fazião muito dano nas ortas e nos chois eno pão que está junto avilla e que he nesesario acudir-lhe com oremedio conveniente mandarão que toda a pessoa de qualquer calidade que tiver casas em que viva terá obrigação de dar sinquo cabesas depardais que serão entregues ao escrivão da Camera eas pesoas asim davilla como do termo e para otermo sepassara mandado pêra os juises amandarem apreguar e fazerem rol das pessoas que dão os ditos pardais emandarao os róis aesta Camera das pessoa que os darão ou deixarão de dar oque cumprirão os dittos juises com pena deseis mil Reis aplicados pera as obras desde concelho equalquer pesoa que não entreguar os ditos Simquos pardais ate dia de são joão paguara quinhentos Reis de coima pera as despesas do concelho
----------------------------------------------------
Comentário do autor do trabalho, António Rodrigues Cardoso: 
Era um imposto sue generis criado por uma postura que esteve em vigor durante mais de dois séculos. Era escrivão da Câmara Francisco Domingos Guedes, que nós conhecemos ainda muito bem, quando o imposto das cinco cabeças de pardais foi extinto. Nos últimos anos este imposto era difícil de pagar, porque os pardais tinham rareado; por isso o escrivão da Câmara fechava os olhos e deixava passar vários ardis com que, em parte ao menos, se iludia a postura. Um desses ardis consistia em dividir a cabeça do pardal em duas partes, o que conseguiam separando as duas peças que formam o bico. 
O escrivão fingia não dar por isso; fazia de conta que cada parte do bico era uma cabeça e deixava passar. Contou-me isto a tia Isabel, que foi minha patroa de estudante e que em nova fora criada do escrivão Guedes. Assistiu à cena muitas vezes e ajudava à prática do ardil. Mas nesta sessão, por muitos títulos notável, houve outras deliberações importantes, e a que tomou lodo a seguir à do imposto em cabeças de pardais ainda hoje é de aplicar e, mutatatis mutandis está incluía no código de postura em vigor. Veja-se pelo que, a seguir consta da acta:
 
Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA  VIDA MUNICIPAL". Por António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito como foi publicado no livro de atas. 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (X)

 MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DA TOPONÍMIA
 ALBICASTRENSE DO SÉCULO XV.
(CONTINUAÇÃO)
(Continua)

O ALBICASTRENSE

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

ACTAS CAMARÁRIAS - (IV).

VIDA MUNICIPAL 

"MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE"

ACTA DA ELEICÃO DOS ALMOTASEIS 1655
E logo na dita Camera ouverão por eleitos para almotaseis emquanto não venha apauta dos vreadores novos emlegerão por almotaseis Diogo Roiz e Manuel Barata aos quais mandarão vir perante sim e lhe derão juramento dos santos evangelhos docargo do qual lhe em carregou que bem everdadeiramente servisem odito officio e assinarão aqui e eu Manuel ferrão de pinna.

ACTA DE 6 DE JANEIRIO DE 1655
Nao havendo quem milhor lanso fizesse do que foi francisco de matos que lansou em adita Renda Sendo e des mil Reis esete covados depano verde para amenza dos tabahais e há alpendre com  tres colunas lavradas depedra e otelhado reboquado de cal quanto diz da quinta de manuel frz bigodes ate acabo do poial á porta de maria gessoina o que será feito por todo o mês de marso e quatro Resmas de papel paguas logo e com todas estas condisois o dito lansador foi contente ... os ditosoffisiais da Camara lhe mandarrão  arematar o que foi satisfeito por bernardo dovale porteiro da Camara que lhe meteo oramo na mão....

 Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA  VIDA MUNICIPAL". Por António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito como foi publicado no livro de atas. 
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (IX)

  MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DA TOPONÍMIA
 ALBICASTRENSE DO SÉCULO XV.
(CONTINUAÇÃO)
       




         
(CONTINUA)
O ALBICASTRENSE

domingo, janeiro 25, 2026

ACTAS CAMARÁRIAS - (III)

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Acta: 1655

A Rematação da Siza do corrente desta vila:
"Anno do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo de mil eseis sentos esincoenta esinco annos nesta villa de Castelo Branco nas cazas da Câmara dela estando prezentes ojuiz e vereadores e procurador do concelho abaixo assinados por eles ditos officiais mandarão por emperguão enão aver pesoa quemolhor lanso fizese doque foi joão furtado e Manuel pires mercador ambos desta villa que lansarão na dita Siza do corrente Sento esincoenta esinco mil Reis pagos aos quartéis como he costume e trez Resmas de papel paguas logo e por não aver quem milhor lanso fizese o dito juiz avereadores eprocurador do conselho lhamandarão a Rematar sendo testemunhas Simão prezado e pedro homem ambos desta vila que todos assinarão aqui elogo pêra mais seguransa dise que ele presentava por seu fiador as quebras ao dito pedro homem que dise empresença de mim escrivão que ele fiava ao dito joão furtado e Manuel pires em todas as quebras datita Siza que ouvesse eele se obriguava a pagar as ditas quebras alei de deposito com o dinheiro desua magestade epor assim serem contentes lhe mandarão arematar e dar a fiansa segura eabonada dentro em quize dias eaporteiro lhe meteo o Ramo namão perante mim escrivão de tudo se fez este auto de a Rematação que assinarão aqui e eu Manuel ferrão de pinna oescrevi".
Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA  VIDA MUNICIPAL". Por António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito como foi publicado na época. 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, janeiro 21, 2026

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (VIII)

 MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DA TOPONÍMIA
 ALBICASTRENSE DO SÉCULO XVI
(Continuação)
      





           (Continua)
O ALBICASTRENSE

domingo, janeiro 18, 2026

ACTAS CAMARÁRIAS - (II)

 MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Acta: de janeiro de 1655

Termo da Câmara:
Aos primeiro dias do mês dejaneiro de mil aseis sentos esincoenta esinco annos estando em acaza da Camera odoutor domingos Cayado Rebelo juiz de fora Pedro dandrade Miguel Achioli Boino Gaspar Mousinho magro vreadores gonsalo gomes procurador mandarão o seguinte. 
SALGUEIRO
E logo na dita Camera abrirão a pauta dolugar do Salgueiro e tirarão por juízes dadita pauta António martis e Manuel antunes por juízes epor procurador Pedro gil eojuiz lhe deu juramento dos santos evangelhos por cargo doqual lhe em carregou que bem everdadeiramente servisem odito officio eoserviço desua magestade e assinarão aqui, Manuel ferrão de pinna o escreveu.
Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA  VIDA MUNICIPAL". Por Autoria de António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito como foi publicado na época. 
O ALBICASTRENSE

ACTAS CAMARÁRIAS - (V).

  VIDA MUNICIPAL                         "MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE" Acta " Aos trese dias domes de Março de mil eseis ...