quarta-feira, julho 22, 2026

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

ANTIGO BAIRRO DO PARDAL
 "O BAIRRO DA BOA VONTADE”


Na publicação de uma imagem sobre um cortejo de oferendas a favor da Santa Casa de Misericórdia, cortejo realizado na década de 40 do passado século, recebi de Manuela Cêponto a seguinte questão. “António, trata-se de um cortejo de oferendas? Parece-me ver, na faixa, "A boa vontade do" depois uma andorinha e por baixo "Bairro ???" qual o nome do bairro, sabe?”
Dos comentários deixados na publicação recolhi algumas informações. Depois de muito pensar sobre o assunto, fui ao local captar imagens do que terá sido o antigo bairro do Pardal e onde ainda hoje ainda existe um beco com o referido nome.
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MEMÓRIAS MINHAS

No início dos anos 60 eu passava muito pelo referido bairro, ou se preferirem, na rua J. A Morão. Nos primeiros anos porque ia da rua do Padre Américo à rua dos Ferreiros, à sopa dos pobres buscar uma panela de sopa. No início de 1965, comecei a fazê-lo porque comecei a trabalhar na Auto Mecânica da Beira, empresa onde comecei a trabalhar. Tenho pois algumas memórias da rua e de algumas das pessoas que la moravam, memórias que vou aqui contar, pedindo a colaboração dos membros para ajudarem com mais memórias que eventualmente tenham.
-As imagens 1 e 9 dá-nos uma ideia do que teria sido o bairro, uma imagem tirada para quem desce a rua, e outra para quem a sobe.
-A imagem número 3 mostra uma casa onde no passado existiu uma mercearia/tasca, que tinha uma pequena barbearia anexada a ela. Local onde o senhor António além de explorar a mercearia, desempenhava funções de barbeiro, profissão que terá aprendido na tropa.
Recordo que o pequeno estabelecimento de mercearia, tinha uma pequena banca na rua com caixotes cheios de fruta, e eu passava a correr pela rua “gamava” uma peça de fruta. O senhor António ja falecido hà muitos anos, era avô materno do meu bom amigo Joaquim Baptista.
-A imagem número 4, mostra uma velha casa onde morava um casal com três filhos, dois rapazes e uma rapariga, todavia não me recordo do apelido da família, assim como desconheço o paradeiros dos filhos do casal.
-A imagem número 5, mostra uma casa onde o sapateiro Sequeira tinha uma pequena oficina. Nesta oficina aprendeu a arte um amigo meu de infância, amigo que “zarpou”” assim que ganhou asas. O velho Sequeira não era fruta que se cheirasse, pois além de mal-humorado não mostrava simpatia por ninguém.
-Na imagem número 6, mostra um prédio onde o velho Sequeira morava no segundo andar. Desconhecendo eu, quem morava no primeiro andar. No res-do-chão, existia uma loja de mobílias, que segundo me parece, também vendia caixões.
-A imagem número 8, mostra o local que hoje designamos de Beco do Pardal, beco que na altura deveria ter vários moradores, local. onde ainda hoje mora alguém.
-A imagem número 2, mostra uma pequena pérola da terra Albicastrense, pérola (segundo o meu bom amigo Joaquim), construída com a colaboração do seu avô António, pessoa que terá sido um dos grandes impulsionadores do bairro da sua época.
O ALBICASTRENSE

sábado, julho 18, 2026

MEMÓRIAS DO BLOGUE - 2006

 CASTELO BRANCO E OS SEUS

ESPAÇOS CULTURAIS, ATRAVÉS DO TEMPO

A Cidade de Castelo Branco é desde sempre, (infelizmente), um rosário de amarguras e deceções, no desenrolar da existência dos nossos espaços culturais. Praticamente desde o final do século XIX, que a problemática dos espaços culturais na cidade de Castelo Branco tem tido um caminho tortuoso, com alguns oásis pelo meio, de politicas e intenções privadas.
Quem não se lembra dos muitos projetos, (ao longo dos tempos), vindos a publico, para a construção de não-sei-quantos centros culturais, que nunca passaram do papel. Porém a história é feita de realidades e não de projetos, que nunca passaram disso mesmo. Em virtude dessas mesmas existências aqui ficam alguns dados
, dos espaços culturais que existiram na nossa cidade, entre os finais do século XIX e a inauguração do Cine-Teatro Avenida, no ano de 1954.

O Teatro União, segundo consta foi a primeira casa de espetáculos da cidade de Castelo Branco, Situava-se no largo de Santo António, e terá sido construído em 1853. Pouco se sabe desta casa de espetáculos, e da sua história.

Por finais do séc. XIX, deu-se a construção do Teatro da Sé, (onde ainda hoje funciona o conservatório). Foi um drama daqueles de faca e alguidar, uma série quase indeterminável de atos e cenas, podendo hoje dizer-se que, um edifício que foi inicialmente projetado para ser teatro nunca o foi efetivamente.

O Teatro de Castelo Branco, Construído no inicio do século XX, sucedeu ao famigerado teatro da Sé, e também construído no Largo de Santo António, (onde já anteriormente existira o Teatro União). È caso para dizer que o referido largo, é um verdadeiro cemitério de espaços culturais.

Nos anos 20, o Cine – Teatro Vaz Preto, que se situava na rua com o mesmo nome, e onde até à pouco tempo existia um armazém da firma Castanheira.

O Cine – Teatro Vaz Preto, nasce da remodelação do antigo Salão Olímpia.

Nos anos 50, construi-se o Cine – Teatro Avenida, de que muitos albicastrenses guardaram com certeza boas memórias.

Castelo Branco, teve igualmente algumas salas de cinema; O Salão A. P que de 1911 a 1913 funcionou na Rua do Relógio, o Animatógrapho Royal que funcionava na Devesa, o Salão Olímpia que será transformado mais tarde em Cine -Teatro Vaz Preto.

Muito mais haverá a dizer naturalmente destes espaços culturais, e das pessoas responsáveis pelas suas construções. Gostaria no entanto de aqui falar de um nome muito ligado a este sector. Tomás Mendes da Silva Pinto, (empresário albicastrense do sector dos espetáculos), que segundo os apontamentos que tive oportunidade de ler, foi um grande impulsionador nesta área ao longo de mais de 50 anos.

Ps. Esta é uma publicação é de 2006. 

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, julho 09, 2026

JARDIM DO PAÇO CANDIDATO A UMA DAS NOVAS SETE MARAVILHAS DE PORTUGAL

"ÚLTIMO APELO !...."

😇 😉 😊 😋 😌 😍 😎

 A NOSSA SALA DE VISITAS É CONDIDATA NA CATEGORIA 
DE TURISMO,  NAS SETE NOVAS MARAVILHAS DE PORTUGAL.
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Aos visitantes do blogue que eventualmente conheçam o nosso belo jardim, peço uma chamada telefónica para o número 761207040 (até ao próximo dia 11 de julho, 1 euro mais iva), para o elegermos como uma das novas sete Maravilhas de Portugal.
O ALBICASTRENSE

sábado, julho 04, 2026

LEONARDO NUNES - (14??-1569)

ALBICASTRENSES DESTINTOS 

Formou-se em medicina e exerceu clinica em Castelo Branco. O primeiro documento que se lhe refere data de 17 de Julho de 1522, data em que designado por bacharel e residente em Castelo Branco, lhe é passada carta de físico e, autorizado por el-rei D. João III a curar em todos os seus reinos e senhorios.
Por carta regia de 23 de Março de 1536 é nomeada físico da Casa da Suplicação, com o ordenado de 2400 reis por ano.
Nesta carta e nas demais se lhe dá o titulo de licenciado. Foi também fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, cujo hábito recebeu em Tomar a 19 de Dezembro de 1546.
Serviu a Casa de Bragança de que tinha 20.000 reis de tença, impondo-se à consideração de todos pelas suas qualidades profissionais e, tecendo-lhe os maiores elogios D. João. Conde de Redondo, numa carta datada de 1541, em que agradece a el-rei o ter-lhe enviado Leonardo Nunes, para o tratar e a sua família.
A ele se refere também o celebre Amato Lusitano, seu patrício, dizendo: Leonhar dus Nuius est premios opud dignitates obtineat”.
A 4 de Maio de 1554 é nomeado fisico-mor do reino por falecimento de Mestre Diogo, tendo 4240 reais por ano de vestária e, mais tarde em 16 de Setembro de 1554 é designado para exercer interinamente as funções de cirurgião-mor do reino. Faleceu a 19 de Janeiro de 1569, devendo-lhe suceder no cargo de fisico-mor seu filho o Dr. Ambrósio Nunes, segundo um alvará de lembrança que se não cumpriu inteiramente, ficando porem a receber e tença de 80.000 reis, enquanto não fosse provido outro oficio que os valesse.
Foi casado com D. Leonor Coronel, filha de mestre Nicolau Coronel físico da Câmara de D. Manuel I, de que houve uma geração distintíssima.
Texto da autoria de: Manuel da Silva Castelo Branco
O ALBICASTRENSE

domingo, junho 28, 2026

JARDIM DO PAÇO

 A NOSSA SALA DE VISITAS É CONDIDATA NA CATEGORIA 
DE TURISMO,  NAS SETE NOVAS MARAVILHAS DE PORTUGAL.
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Aos visitantes do blogue que eventualmente conheçam o nosso belo jardim, peço uma chamada telefónica para o número 761207040 (até ao próximo dia 11 de julho, 1 euro mais iva), para o elegermos como uma das novas sete Maravilhas de Portugal.  
😉 😊 😇 😍 😎 😑 😅
     
      
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, junho 24, 2026

ATAS CAMARÁRIAS - (IX)

VIDA MUNICIPAL 

        "MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE"

Ata de 26 de Fevereiro de 1806. 

Palavra de António Rodrigues Cardoso. 
Para começaram os vereadores por nomear procurador do concelho, em Escalos de Cima, José Robalo, em razão de ter pedido e obtido dispensa do exercício do cargo José Vaz de Sousa pelo facto de residir na Povoa de Rio de Moinhos. 
A seguir nomearam derramadores de décima José Jorge, José Vaz Cunha, José Joaquim Pancas, Manuel Nunes Torrado, António de Almeida Freixedas e Dr. José Esteves Povoa. 
Depois apareceu coisa de maior importância, que o bom do escrivão Vaz Touro conta assim:
Nesta determinarão que eu Escrivão copiasse no livro competente desta Câmara o requerimento que se fez a Sua Alteza Real com todos os documentos que o acompanhavam para esta mesma Câmara ser conservada na posse dos pastos das granjas de Nossa Senhora de Mércoles e Ribeiro da Torre como tão bem a Provisão expedida ao Almoxarife da Comenda de Santa Maria do Castelo desta cidade pela Junta da Sereníssima Casa, e Estado do Infantado em data de dezanove de Dezembro de mil oito centos e cinco, pela qual Sua Alteza Real foi servido deferir ao mesmo requerimento”.
O ALBICASTRESE

sexta-feira, junho 19, 2026

TRISTEZAS DA TERRA ALBICASTRENSE

TRISTEZAS DA MINHA TERRA- (V)
😡  😠  😟  😞  😝  😜  😛
Recentemente ao passar na rua Vaz Preto, como vi a porta que a muralha tem aberta, resolvi espreitar e captei as duas imagens desta mesma publicação. O espaço está em situação perigosa como se vê nas imagens,  todavia, parece que habitam pessoas no local.
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Ao proprietário do espaço (autarquia ou particular), não posso deixar de perguntar o seguinte.
Se amanhã houver por ali um derrocada e morrer alguém, quem devemos nós responsabilizar? Por favor, não venham depois dizer que desconheciam que ali "viviam" pessoas. 
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

ANTIGO BAIRRO DO PARDAL   "O BAIRRO DA BOA VONTADE” Na publicação de uma imagem sobre um cortejo de oferendas a favor da Santa Casa d...