quinta-feira, novembro 30, 2017

OS NOVOS FARDAMENTOS DOS TRABALHADORES DO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

   UMA FARDA QUE ENVERGONHA QUEM A VESTE

Não envergonhes os outros e não serás envergonhado por eles.
(Textos Judaicos)

Antes de escrever esta publicação, os meus velhos neurónios "matutaram" sobre se deveria levar este assunto a sério ou, pelo contrário, deveria de "galhofar" com a situação. Após alguma efervescência “neuronial”, resolvi deliciar-me com a coisa. 
Em 2016 publiquei aqui sobre o uniforme que certas pessoas, (ou pessoa), tinham intenção que os trabalhadores da nossa biblioteca utilizassem. Volto hoje ao tema porque o mau gosto expandiu-se para o nosso museu, correndo o risco de nos abarcar a todos. 
Estive no museu e confesso, que quase me deu o "badagaio" perante o novo fardamento dos guardas do museu. Então não é que, quando entrei no museu, cheguei a cogitar que estava a ser recebido por uma dupla de arrumadores de carros?
Tal como disse no passado, só tenho que me repetir: “Quem forjou este tipo de fardamento, deveria ser obrigado a usá-lo todos os dias, para dar o exemplo”. 
Como tenho por costume guardar velhas imagens, fui ao meu arquivo e procurei imagens de tempos passados.
As duas imagens aqui publicadas, mostram o antes e o depois, ou seja, o vestuário que os guardas usavam antes da passagem do nosso museu para a nossa autarquia, e o novo. 
Como é costume dizer-se, as imagens valem mais do que mil palavras, por isso vou deixar para quem me visita, que diga o que pensa do  (fantástico)  vestuário imposto aos guardas do nosso museu.
Atenção: se for ao nosso museu tenha cuidado, pois corre o risco de sair de lá com um fardamento igual ao dos guardas. 
Haja paciência para tanta falta de gosto, é o mínimo que me acorre perante este triste assunto.                                         
                                                O Albicastrense 

segunda-feira, novembro 27, 2017

GRUPO TIPICO “O CANCIONEIRO DE CASTELO BRANCO”.

MUSEU ETNOGRÁFICO
 DO
 CONCELHO DE CASTELO BRANCO 
O Grupo Típico “O Cancioneiro” de Castelo Branco assinalou na passada quinta-feira, 13 anos de existência.
A cerimónia oficial decorreu no passado sábado, dia 25 de Novembro, nas novas instalações, uma grande aspiração da associação. A nova sede do Grupo “O Cancioneiro”, fica situada na Rua Domingos José Robalo (perto do centro de saúde de S. Tiago).
Visitei as novas instalações e confesso que fiquei de queixo caído perante a grande riqueza cultural que ali absorvei.
As imagens aqui postadas, foram captadas por mim na nova sede, espero que possam servir de incentivo a quem ler este poste e  vá visita-la.
 O Albicastrense

sexta-feira, novembro 17, 2017

ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO - (IV)


Depois de aqui ter postado imagens das ruas dos Ferreiros, Santa Maria e Arco do Bispo, temos agora, a rua do Torrejão.


Confesso que depois de ter subido e descido esta rua várias vezes, dei comigo a pensar se seria possível encontrar na nossa zona histórica, uma em pior situação.
A rua do Torrejão tem pouco mais de cem metros, distancia que ao percorrermos não podemos deixar de nos indignar, pelo estado calamitoso em que ela se encontra.
As características desta rua, poderiam fazer dela uma das mais bonitas da nossa zona histórica, todavia, ela está transformada num monte ruínas, casas que vão tombando um pouco todos os dias, como se de frutos podres se tratassem.
E mais não digo, 
 pois as imagens falam por mim.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 14, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA – (VIII)

    (ESCOLA DO VALONGO)
                      O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?

 
A designação de Valongo derivou, linguísticamente, de Vale Longo. 
Este nome, encontra-se muitas vezes, nos textos de atas camarárias (14 de Julho de 1700), onde se faz referencia à zona de Vala Longo. A par desta, sempre tida como a mais conhecida, aparece, também, muitas vezes, o nome Vale da Raposa.
Já no século XIX, uma outra designação ficou na sua memória, com o nome de Carreira de Tiro, significando a existência de uma caracterizada pela grande pobreza do solo e pela existência de muitas fontes de água “acinzentada”, que muitas vezes serviam em épocas de grande secas.
Nos anos, que se seguiram ao 25 de Abril, foi alvo da então chamada “construção clandestina”, mas que hoje, se revela de grande utilidade e vamos lá, pela compreensão da utilização de terrenos improdutivos, o que nem sempre aconteceu, em algumas zonas dos arredores da cidade.
Hoje, o grande Bairro do Valongo, é um polo habitacional com vida própria, postos de trabalho e vive paredes meias com a Zona Industrial.

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste poste, foi retirado do referido livro.
                                         O Albicastrense

sábado, novembro 11, 2017

PASSEANDO…. PELA DEVESA DO SÉCULO XX – (6)

   A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO
(Continuação)
1941 - Termina a construção da filial da Caixa Geral de Depósitos.
1945 – Inauguração do Hotel de Turismo.
1946 – Obras de abertura da rua da Páqueixada (atual rua D. Dinis) e da  avenida para o Cansado (atual avenida General Humberto Delgado).
1947 – Obras de construção da avenida 28 de Maio (atual 1º de Maio).
1950 – Início da construção do Cine-Teatro Avenida.
1954 – A 6 de Novembro um tornado passa pela parte baixa da cidade. Causou grandes danos no quartel de Cavalaria, Hotel de Turismo, praça metálica e coreto.
1954 – Inauguração do Cine-Teatro Avenida.
1956 – Inauguração da estátua do Amato Lusitano.
1963 – Construção do quiosque “Vidal”
1965 – Inicia-se a construção do tribunal.
1966 – Demolição do palácio da família Fevereiro.
1969 – Inauguração do edifício do Banco Nacional Ultramarino.
1974 – Demolição do Hotel de Turismo.
(Fim)
RECOLHA DE DADOS
O Programa POLIS em Castelo Branco”.
 Autoria, António Silveira, Leonel Azevedo
 e Pedro Quintela d`Oliveira.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 08, 2017

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE - PORTADOS QUINHENTISTAS

"EXCENTRICIDADES"
A imagem aqui postada foi captada por mim numa das ruas da nossa zona histórica.
Esta é uma fantástica imagem, não pela imagem em si, mas por nos provar que durante anos e anos, tudo foi permissível na nossa zona histórica.
Hoje “parece” que as coisas estão diferentes no que diz respeito aos nossos Portados Quinhentistas, contudo, convém não esquecer os erros dum passado bastante recente, e aprender com eles.
Por fim, uma pergunta:

QUEM SABE ONDE ESTE PORTADO QUINHENTISTA TEM RESIDÊNCIA? 

Não prometo um pastel de nata e quem identificar a rua, todavia, quem identificar o local, sempre pode argumentar que conhece bem a  zona histórica da sua terra.
                                                   O Albicastrense

terça-feira, novembro 07, 2017

PASSEANDO…. PELA DEVESA DO SÉCULO XX – (5)

  A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO
(Continuação)
1928 – O café Lusitana monta uma esplanada frente ao seu estabelecimento.
1928/29 – Construção das casetas do Passeio Público.
1929 – Exposição das Beiras no Campo dos Mártires da Pátria.
1929 – Colocação da primeira pedra do monumento a Vaz Preto, frente ao palácio do Barão de Oleiros.
1931 – Obras de abertura da avenida para a estação do caminho-de-ferro.
1932 – Obras de prolongamento da estrada da Senhora da Piedade até ao Passeio Publico.
1934 – Construção de um campo de futebol no Campo dos Mártires da Pátria, realizando-se o primeiro jogo nesse mesmo ano.
1935 – A 5 de Dezembro a Câmara reúne pela primeira vez no palácio do Barão de Oleiros.
1935 – Demolição da capela de Nossa Senhora da Conceição. Construção do prédio conhecido por “Casa Zarita”.
1936 – Colocados dois marcos fontanários no campo dos Mártires da Pátria.
1939 – Construção do edifício onde se situa a “Casa Africana”.
1941 – Grandes obras de aformoseamento do largo fronteiro à Câmara Municipal, Passeio Público e campo dos Mártires da Pátria.
1941 - Termina a construção da filial da Caixa Geral de Depósitos.
(Continua)
RECOLHA DE DADOS
O Programa POLIS em Castelo Branco”.
Autoria,  António Silveira, Leonel Azevedo
 e Pedro Quintela d`Oliveira.
O Albicastrense

domingo, novembro 05, 2017

ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO - (III)

Depois de aqui ter postado imagens das ruas dos Ferreiros e de Santa Maria, chegou a vez da rua do Arco do Bispo.

As imagens aqui postadas sobre a desonrosa situação em que  se encontram algumas das casas desta rua, deveriam cobrir de vergonha os proprietários das casas assim como os responsáveis políticos da terra albicastrense, por ainda não terem encontrado soluções para evitar a calamidade ali instalada.

O estado miserável em que esta rua se encontra é de tal maneira ignóbil, que me recuso a acrescentar o que quer que seja, por isso, recomendo a quem ler este poste, que vá visita-la e veja com os seus próprios olhos a tristeza ali instalada.

Todavia nem tudo é negativo nesta desafortunado rua, um Solar construindo pelo Barão de Castelo Novo (não sei se atualmente pertence aos seus descendentes) a recente recuperação do palacete que dá para a rua dos Peleteiros por José de Castilho, evitam que esta rua pareça ter saído de um bombardeamento.

Falando José de Castilho, não posso deixar de elogiar o fantástico trabalho de recuperação do seu palacete (que já visitei), e lamentar que ele não seja o exemplo a seguir por quem ali tem casa e, pelos responsáveis da autarquia da terra albicastrense.  

                                                   O Albicastrense

PASSEANDO…. PELA DEVESA DO SECULO XX – (4)

                                                                             A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO 
(Continuação)
1903 – A charanga do Regimento de Cavalaria 8 atua no coreto do passeio público.
1906 – Suas Altezas o Príncipe Real D. Luís Filipe e o Infante D. Manuel visitam o Regimento de Cavalaria 8 do Príncipe Real.
1910/11 – O largo D. Luís I passa a designar-se Praça da Republica.
1913 – Nas comemorações do 5 de Outubro houve iluminação à Veneziana do passeio Publico, com mais de 1500 balões. 
Tocou a banda dos Bombeiros Voluntários.
1913/16 – Construção do edifício “Ferrinho de Engomar”.
1917 – João Mourato Grave é autorizado a abrir uma porta na fachada da farmácia que faz frente para o público.
1923 – A Praça da Republica (largo da Devesa) passa a denominar-se  Campo dos Mártires  da Pátria.
1924 - Instala-se na devesa o Circo Ibérico. Inauguração do monumento aos mortos.
1925 – O Centro Artístico Albicastrense pede para se preparar o coreto para a realização de uma quermesse. Atuará a banda do Colégio de S . Fiel.  
(Continua)
RECOLHA DE DADOS
O Programa POLIS em Castelo Branco”.
 Da autoria de António Silveira, Leonel Azevedo
 e Pedro Quintela d`Oliveira.
O Albicastrense

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...