sexta-feira, abril 30, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

ANTIGO CAFÉ CARIOCA

😞  😝  😝  😞
Ao passar hoje na rua da Figueira e ao olhar para o placar do antigo Café Carioca (que persiste em manter-se no seu local), este albicastrense, confessa que chamou nomes a quem lhe fechou as portas, (ASAE).
O Café Carioca fechou portas em 2009, com ele finou-se um pouco da história da Rua da Figueira. Segundo informações recolhidas por mim, este velho café terá sido inaugurado na década de 40 do século passado. O seu nome deve-se ao nome do seu primeiro proprietário; “Joaquim Carioca”.
Não sei ao certo o tempo que Joaquim Carioca esteve à frente deste pequeno café, sei porém, que o trespassou ao Amoroso e ao Martins, (cunhados um do outro) e que depois o Amoroso o deixou nas mãos do Martins. 
O Martins manteve este velho café aberto durante muitos anos. Contudo, o tempo fez com que o velho café fosse ficando cada vez mais descuidado, situação que deu azo ao seu encerramento.
Num pequeno placar colocado à porta do café, e onde antigamente se expunha o menu do dia, (pois ali também se servia comida caseira), é ainda possível ler-se num pequeno papel; “Fechado para obras”, obras, que nunca aconteceram.
Com o seu encerramento, findou uma das especialidades que era possível saborear no local; um branquinho traçado com uma casca de limão e uma folha de hortelão (uma delicia meus amigos!). 
Era apenas um velho café, dirão alguns!
Talvez seja verdade… porém, este albicastrense que se deliciou durante muitos e muitos anos (na companhia do meu irmão António), a beber esses belos branquinhos com limão e hortelão, não pode deixar de dizer, que muitas são as saudades do VELHO CAFÉ CARIOCA.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, abril 27, 2021

FERNÃO DE MAGALHÃES

500 ANOS DEPOIS...

(Nascimento 1480, Saborosa, Reino de Portugal. Morte, 27 de Abril de 1521) 

Numa época em que alguns pretendem rescrever a nossa historia, este albicastrense que não alinha nessa estapafúrdia maluqueira,  recorda alguém que morreu  no dia de hoje à 500 anos.

Navegador Portuguesa que se notabilizou por ter encabeçado a primeira viagem de circum-navegação  ao globo de 1519 até 1522, ao serviço da Coroa de Castela. A expedição espanhola Magalhães-Elcano. Nascido numa família nobre, em 1505 viajou para as Índias Ocidentais, participando de várias expedições militares.

A serviço do rei de Castela, Carlos V  do Sacro Império Romano-Germânico (também rei de Aragão e Itália  entre outros títulos), planeou e comandou a expedição marítima que efetuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo. 
Foi o primeiro a alcançar a Terra do Fogo no extremo sul do continente americano,  a atravessar o estreito que hoje que hoje leva seu e a cruzar o Oceanos Pacifica, que nomeou. 
Fernão de Magalhães foi morto em batalha em Cebu nas Filipinas durante a expedição, posteriormente chefiada por Juan Sebastián Elcano  até ao regresso em 1522. O Pinguin-de-Magalhães   recebeu o seu nome como homenagem, já que Magalhães foi o primeiro Europeu a ter visto um. 
As aptidões de navegação de Fernão também foram reconhecidas na nomeação de objetos associados à astronomia, incluindo as Nuvens de Magalhães, as crateras lunares de Magalhães, e as crateras marcianas de Magalhães  e as crateras marcianas de Magalhães e sonda espacial da NASA Magellan   (versão inglesa do nome).
A sua vida e a viagem de circum-navegação é descrita ao pormenor no romance biográfico " Fernão de Magalhães e a Ave- do- Paraiso"   do escritor João Morgado. 

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre). 
                                             O ALBICASTRENSE

segunda-feira, abril 26, 2021

UM NAMORO QUE DEU EM FELIZ CASAMENTO

O CASAMENTO DO NOSSO BORDADO

COM AS ROTUNDAS
DA 
TERRA ALBICASTRENSE.

    Muitas vezes já aqui barafustei, contra certas medidas tomadas pelos responsáveis da nossa autarquia, chegando ao ponto de ser acusado de estar sempre contra  tudo e contra todos.  

Para demonstrar que tal não corresponde à verdade, declaro que estou cem por cento a favor deste tipo de rotundas na terra albicastrense, pois ele é um casamento perfeito.
              O ALBICASTRENSE                              

sexta-feira, abril 23, 2021

BAIRRO DO VALONGO

OS PASSEIOS 

DO 

MEU BAIRRO

Os passeios do meu bairro são florestas bravias, passeios onde as ervas daninhas crescem como se fossem lindas flores. 

Se aqui não morasse,
mas por cá passasse.
Talvez imaginasse,
que quem aqui morasse.
Muito amasse e adorasse,
 ervas daninhas sem classe.


Agora mais a sério. Será que nas ruas onde morem os senhores que dirigem a terra albicastrense, os passeios estão como os do meu bairro? A esses senhores, só posso mesmo pedir o mesmo tratamento, ou seja, que os passeios do meu bairro sejam iguais aos passeios de onde eles moram.

                                                      O ALBICASTRENSE

segunda-feira, abril 19, 2021

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "111 ANIVERSÁRIO".

O NOSSO MUSEU

Realizou-se no passado Sábado pelas 10:30 horas no Museu e pelas 11:30 horas na Praça Rei Dom José, uma pequena homenagem pelos 111 anos do nosso museu.

Aqui ficam algumas imagens desse acontecimento, assim como uma imagem do funeral de Francisco Tavares Proença Júnior, captada em 1916 à porta da Sé.


A imagem do funeral de Francisco Tavares Proença Júnior, pertence ao trabalho realizado pela Dr. Maria Adelaide Neto Salvado que tem por título:
”OS DEUSES AMAM OS QUE MORREM JOVENS
Francisco Tavares de Proença Júnior (1883-1916).
Ecos da Morte na Imprensa Albicastrense
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 16, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

236 ANOS DE DEPOIS....

A 15 de Abril de 1785, nasceu em Castelo Branco José Bento Pereira, que se formou em Cânones, pela Universidade de Coimbra. Teve assento nas cortes, reunidas em 2 de Julho de 1823, pela divisão de Castelo Branco, tendo feito parte da Comissão Legislativa.

José Bento Pereira foi perseguido e pronunciado por delito político. Posteriormente foi indultado. Em 1828, foi preso por ser correligionário do liberalismo, tendo sido encarcerado no Forte de S. Julião da Barra, tendo ali permanecido até ao dia 19 de Dezembro de 1831, seguindo depois para Vila da Praia, a borde da charrua ”Oreites”.
Após o regresso à Metrópole dois anos depois e após a promulgação da Convenção de Évora monte foi nomeado Juiz do tribunal Comercial da 2º InstânciaAinda por motivos políticos, foi exonerado do cargo de Juiz, por decreto de 5 de Outubro de 1836, vindo a ser reintegrado nas funções de Juiz, poucos messes depois. 
Durante a primeira invasão Francesa, José Bento Pereira desempenhou um papel relevante, junto da população e autoridades concelhias, pois era a única pessoa em Castelo Branco, que sabia falar Francês. Veio a falecer em Lisboa, no dia 1 de Setembro de 1864, com 79 anos.  

PS. Recolha de dados: Jornal "Reconquista"
O ALBICASTRENSE

terça-feira, abril 13, 2021

ROTUNDA COM BORDADO DE CASTELO BRANCO

UMA BELA IDEIA  - 💝 💟 💙 💗 💖                                                                                
                                                                                
UMA BONITA ROTUNDA DA TERRA ALBICASTRENSE 
O   ALBICASTRENSE     
      

domingo, abril 11, 2021

PÉROLA DA TERRA ALBICASTRENSE

DESAFIO AOS VISITANTES:

"A CORES A PRETO E BRANCO".

A MINHA PERGUNTA É A SEGUINTE:

A IMAGEM DESTA PUBLICAÇÃO, FOI CAPTADA NO PASSADO SÉCULO.

QUEM CONSEGUE DIZER-ME A DÉCADA EM QUE ELA FOI CAPTADA.
(PS. Imagem a cores, foi pintada por este albicastrense).
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 10, 2021

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRNSE

RUA NOVA
UMA RUA ONDE MORA A TRISTEZA.
😩 😨 😩 😨 😩
Confesso que já perdi a conta ao número de vezes que aqui postei publicações  sobre as tristezas na nossa zona histórica. Declaro igualmente, que o irei continuar a fazer, pois, sempre que lá vou, venho de lá revoltado por constatar que a zona histórica em vez de melhorar, piora todos os dias.

Desta vez subi ao Castelo pela Rua Nova, uma das ruas mais emblemáticas, pois trata-se da rua onde em tempos terá existido a antiga Judiaria. As imagens desta publicação foram recolhidas no início dessa rua. Elas documentam a triste realidade de uma rua que embora tenha o nome de Rua Nova, talvez devesse chamar-se, Rua “Em Ruínas” pelo miserável estado em que se encontram algumas das suas casas.
A placa toponímica da rua é bem lindinha (contrariamente a muitas outras da nossa cidade), porem, subir esta rua e olhar para muitas das casas a cair de “podre” é de um tristeza colossal, nódoa que parece não incomodar quem manda na terra albicastrense.
 
Por favor, não me venham com a justificação esfarrapada de que a culpa é dos proprietários!

A culpa é de todos nós! Uns são culpados por omissão, outros, por se estarem borrando para o que ali se passa, outros ainda (os que elegemos), por não terem tido a bravura de tomar decisões em prol da NOSSA ZONA HISTÓRICA.
Uma tristeza de rua, mágoa que envergonha a zona histórica, os albicastrenses e acima de tudo, a terra ALBICASTRENSE.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, abril 08, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

ANTIGA CAPELA E ALBERGARIA DE SANTA EULÁLIA
(Situadas em tempos, na Rua dos Ferreiros)
 
Erguiam-se na Rua dos Ferreiros, no troço compreendido entre o Postiguinho de Valadares e a antiga porta da vila que existia na muralha e que dava acesso à antiga rua da Corredoura (hoje denominada de Bartolomeu da Costa). A Capela foi instituída por Martim Esteves no século XIV e os seus administradores ou morgados eram abrigados a manter, com os seus rendimentos, um hospital na vila de Castelo Branco.
Os administradores limitaram-se porem, a custear com os rendimentos uma albergaria destinada a dar guarida aos peregrinos religiosa e aos viajantes pobres. 


A albergaria de Santa Eulália estava instalada numa casa anexa à capela. Martim Esteves deixou o vínculo a Vasco Anes, para este o legar a um seu filho que não fosse sandeu nem desmemoriado.


Rui Vasquez, 3º sucessor do vínculo, formou em 1431 uma petição ao Rei D. João I para que lhe fosse permitido aumentar os bens de Santa Eulália, alegando que “não se cumprira inteiramente aquilo que nas disposições se ordenara, como do dito morgado era conteúdo”. Ignora-se se a petição obteve deferimento. Sabe-se, todavia, que antes de 1514. Data da instituição da Misericórdia de Castelo Branco, já existiam na vila umas confrarias pobres que sustentavam com os seus minguados recursos um pequeno hospital. 

O Dr. Hermano de Castro e Silva, no seu livro: “A Misericórdia de Castelo Branco” publicado em 1891, assegura ter visto um velho documento, muito deteriorado pela ação do tempo, no qual se afirma que aquelas confrarias não tinham compromisso porque “a fazenda foi deixada por diversas pessoas que, como confrades deixavam cada uma à confraria do Santo de que era devota, para as missas que agora se dizem pelas almas de todos os benfeitores deles defuntos”.

Foi com os bens destas confrarias que o Rei D. Manuel fundou a Misericórdia de Castelo Branco. No século XIX a capela de Santa Eulália foi transformada em palheiro e no século seguinte arrasada, para no local onde havia sido erguida, ser edificado uma casa de habitação.
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Em 2008, durante as obras de requalificação da Praça Posiguinhos de Valadares, surgiram vestígios de algo que em tempos ali existiu. Fui ao local para captar algumas imagens, quando lá cheguei estava tudo vedado para não permitir o que quer que fosse. Felizmente consegui entra na sede do Benfica, e de uma das janelas captei a imagem que  podem ver nesta publicação. 
O ALBICASTRENSE 

segunda-feira, abril 05, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

  ANTIGOS ESTABELECIMENTOS  DA TERRA ALBICASTRENSE


Ontem ao passar à porta do prédio que pode ser visto nas imagens aqui publicadas, dei comigo a magicar:
Anteontem foi-se um velho café com muita história na terra Albicastrense, ontem, uma farmácia centenária, hoje, uma velha papelaria, amanhã, um velho sapateiro, depois de amanhã, talvez feche portas a última tasca da terra albicastrense.
Dirão alguns, que nada se pode fazer para evitar o encerramento dos velhos estabelecimentos comerciais, que se trata uma fatalidade. Talvez haja alguma verdade na afirmação, contudo, também é inteiramente verdade, que na terra Albicastrense aos poderes instalados nunca se importaram em defender e apoiar os velhos estabelecimentos da nossa terra. Eu diria até, que em alguns casos fecharam olhos e viraram a cara para o outro lado.
Eu lançava aqui um desafio a quem ler esta publicação: deixe na caixa de comentários três estabelecimentos com mais de 50 anos de existência na terra Albicastrense.   


"Tenho para mim, que vão ter algumas dificuldades na resposta a este meu desafio".

                  
Eu deixo aqui os meus três nomes: Pastelaria Pelar, Ourivesaria Rosa de Ouro e Café Beirão.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 02, 2021

NOVOS VENTOS NA TOPONÍMIA DA TERRA ALBICASTRENSE

SERÁ QUE DESTA VEZ A TOPONÍMIA DA 
TERRA ALBICASTRENSE VAI ENTRAR NA LINHA?

Muitas foram as vezes que aqui me manifestei contra a anarquia existente na Toponímia da terra Albicastrense. Placas de qualidade miserável, nomes de pessoas colocados  nas placas sem dados referentes a essas pessoas, critérios muitas vezes duvidosos dos patronos a constar nas placas, etc, etc…
Foi pois com grande satisfação, que hoje no jornal “Reconquista”, tomei conhecimento da publicação em diário da república do; “Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia do Município de Castelo Branco”. Ou seja, parece que a partir de agora (a ver vamos), as coisas vão entrar na linha. Não conheço o Regulamento na sua totalidade, porem, por aquilo que veio a público no jornal, temos coisas nele bastante positivas. Entre elas, a criação de uma Comissão Municipal de Toponímia, que eu pensava já existir, a colocação de placas em granito nas novas artérias (nada dizendo porem, sobre a substituição das miseráveis placas de plástico existentes) e ainda, a possibilidade de moradores de um determinada rua, poderem propor a mudança do nome dessa rua através de um baixo assinado aprovado, por dois terços dos seus moradores.
Volto ao ponto onde comecei esta publicação, entrei nesta contenda da Toponímia Albicastrense à muitos e muitos anos, contenda que agora “parece” ter dado alguns frutos, agora vou aguardar para observar os passos que vão ser dados a seguir. Eu proponha desde já, que a tal comissão que vai ser criada, pense muito seriamente na substituição das placas de plástico, pois a continuidade delas nas nossas ruas, envergonham os seu patronos e a terra albicastrense.   
Por isso, (na minha modesta opinião), elas devem ser substituídas pouco-a-pouco por placas em granito, e que nelas sejam colocados dados concretos sobre os patronas das mesmas. Será que este assunto morre aqui, ou dentro de algum tempo vou voltar a este assunto? 

A VER VAMOS!!!

                                                          O ALBICASTRENSE

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...