domingo, fevereiro 28, 2021

EPIGRAFIA LUSITANO-ROMANA DO MUSEU TAVARES PROENÇA JÚNIOR.

NO TEMPO EM QUE O NOSSO MUSEU 

ENGRANDECIA A TERRA ALBICASTRENSE.

Em 1984 o Museu Francisco Tavares Proença editou o livro que está nesta publicação. Livro da autoria de José Manuel Garcia sobre a Epigrafia Lusitano-Romana existente no museu.
Para quem não saiba, esclareço que o nosso museu tem uma das melhores coleções da Epigrafia Lusitano-Romana do nosso país. Coleção, que esteve exposta durante muitos e muitos anos, mas, que foi “mandada” para a reserva da museu, quando das obras realizada no edifício, e onde continua em "silêncio" há mais de vinte anos.

A pergunta que aqui coloco aos Albicastrenses 
é a seguinte: Não deveria esta Epigrafia Lusitano-Romana estar exposta ao público?

Apelava aos albicastrenses que opinassem sobre este infeliz assunto, só assim os responsáveis pelo deixa andar  e o não quero saber, irão tomar medidas para que esta coleção volte a estar exposta no nosso museu.
O ALBICASTRENSE

sábado, fevereiro 27, 2021

A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO

IMAGENS QUE NOS CONTAM HISTÓRIAS

A imagem número (1) desta publicação, mostra-nos um velho casarão que ainda hoje existe na Alameda do Cansado. Casa que tem ao lado uma construção inacabada, segundo consta, essa construção nunca foi terminada.
Consta aliás, que essa estrutura se destinava a ser uma prisão privada e que a mansão seria a casa do diretor. 
A imagem terá sido captada nos anos 30/40 do passado século, de um lugar que hoje designamos por rua Guilhermino de Barros. 

A casa que podemos ver à direita da mesma imagem ainda hoje lá se encontra, embora tenha agora apenas dois elementos (foto 2) e não três como tinha no passado. 

Na minha visita à Fabrica da Criatividade (foto 3), tive a oportunidade de conhecer o edifício, local onde captei imagens das arcadas que se encontram no seu interior (foto 4). Arcadas que podem igualmente ser observadas na imagem número (1).
Na mesma visita foi-me mostrado uma planta do presumido edifício primitivo, planta onde estão assinalados quatro torrões, elementos que fariam parte da antiga construção, o espaço entre os torrões seria destinado aos presos. 

Sendo a imagem número um dos anos 30/40 do passado século, podemos especular que a construção da possível cadeia privada, teria começado muitos anos antes, pois vê-se na imagem que aquilo estava ao abandono e em decadência.

Confesso que gostaria de saber mais sobre esta antiga e nunca acabada construção e sobre a razão da mesma não ter sido terminada, todavia, não será fácil encontrar dados sobre tal. Quando a pandemia abrandar e se puder consultar os arquivos camarários, vou tentar saber mais sobre este assunto.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, fevereiro 25, 2021

FABRICA DA CRIATIVIDADE

 "CENTRO ONDE A CULTURA SE CRIA E FLUI".

Muitas são as vezes que falamos de coisas das quais temos pouco ou nenhum conhecimento. Quando da abertura da Fabrica da Criatividade, postei aqui uma publicação elogiando o projeto e dando-o a conhecer aos albicastrenses menos atentos. 

Todavia, reconheço que pouco sabia verdadeiramente dos objetivos pretendidos para este, “centro onde a cultura se cria e flui”.

Fui convidado recentemente a visitar a Fabrica da Criatividade, visita em que tive o privilégio de ter como guia, alguém que me explicou Tim Tim por Tim Tim, o que é a Fabrica da Criatividade e os seus propósitos. Embora tivesse Já alguns conhecimentos sobre o que era este espaço (ou ambiciona ser), confesso que vim de lá completamente babado, pois a realidade superou as minhas melhores expetativas.
A quem me guiou nessa visita, este albicastrense agradece a gentileza e o carinho demonstrado. Maís que as minhas palavras, aqui ficam as palavras dos responsáveis sobre esta fantástica ideia raptadas do sit. da nossa autarquia.
FÁBRICA DA CRIATIVIDADE
Descrição
Este equipamento pode ser considerado como um dos espaços com maior diversidade de produção cultural ao nível nacional, fazendo com que uma antiga fábrica de confeção têxtil renasça como Fábrica da Criatividade.
A Fábrica da Criatividade é mais do que um centro onde a cultura se cria e flui, é uma aposta da autarquia de Castelo Branco no dinamismo económico da região e na criação de infraestruturas capazes de albergar projetos empreendedores na área das indústrias criativas e desta forma, ser uma cidade amiga dos artistas ao mesmo tempo que incentiva a criação de postos de trabalho.
A Fábrica da Criatividade será um equipamento onde diferentes agentes, das áreas artísticas e performativas, teatro, dança, música, cinema, vídeo e televisão, design, artes gráficas; fotografia, arquitetura, se cruzam e colaboram, partilhando ideias, criatividade e recursos num mesmo espaço físico, flexível e multidisciplinar e onde poderão usufruir de um conjunto de oficinas/ateliers, serviços e gabinetes com áreas individualizadas, permitindo-lhes desta forma a inserção num ambiente adequado e com as condições técnicas necessárias, convertendo-se num ponto de encontro de profissionais, criadores e público.
Pretende também estabelecer um caráter de complementaridade com outras instituições, como a Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, o Centro de Empresas inovadoras bem como outros equipamentos culturais e académicos quer da cidade quer da região, apresentando-se, também, como um projeto preponderante para a fixação de quadros qualificados e uma solução para os que, assim, procuram uma oportunidade para desenvolverem as suas atividades na região e aqui se fixarem.

Principais objetivos
- Fomentar o aparecimento de novos projetos nas áreas das indústrias criativas e inovadoras, de modo a que estes se tornem geradores de desenvolvimento nas vertentes culturais e artísticas, económicas e tecnológicas;
- Captação de talento;
- Promoção do empreendedorismo e espírito de iniciativa com impacto significativo na área do município, mas também na coesão e competitividade regional, despertando o interesse pela cultura e cidadania;
Especificações
- Área total de 2.500 metros quadrados;
- Auditório com capacidade de 150 lugares;
- Oficinas/ateliers; (madeiras; metais; cerâmica; gessos; plásticos; serigrafia; gravura; têxtil; fotografia; vídeo; arte digital)
- 2 salas de coworking;
- 2 Black Box;
- 7 gabinetes;
- 1 sala de conferências;
- 1 biblioteca;
- 1 sala de exposições;
- 1 sala de reuniões;
                                                        O ALBICASTRENSE

terça-feira, fevereiro 23, 2021

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

D. VICENTE FERRER DA ROCHA
(05-04-1737 - 25/8/1814)

Visitei ontem o Bairro Ribeiro Das Perdizes, local  do qual guardo boas recordações, pois na minha infância vagueava quase diariamente por lá. Ao passar por determinada rua do referido bairro, reparei numa placa toponímica com o nome de, D. Vicente Ferrer da Rocha, confesso que desconhecia que o segundo Bispo de Castelo Branco tivesse na terra albicastrense uma rua com o seu nome.

D. Frei Vicente Ferrer da Rocha, foi o segundo Bispos de Castelo Branco e pertencia à ordem dos Pregadores. A ele se devem importantes melhoramentos; a ampliação e o aformoseamento do Paço Episcopal e do seu belo jardim; e ainda a construção dos dois corpos laterais da Igreja de Sé, formados pela Capela do Santíssimo Sacramento e pela sacristia grande e Câmara Eclesiástica.
Teve como colaborador e delineador das notáveis obras de ampliação e decoração dos dois edifícios o arquiteto Frei Daniel, professor da Ordem dos Pregadores.
Segundo a tradição foi também este arquiteto o autor do projeto do chafariz da Mina. Faleceu o Bispo D. Vicente em 24 de Agosto de 1814 e foi sepultado no átrio da igreja da sacristia grande que ele mandou edificar. Os seus restos estão sepultados, sob o arco cruzeiro da mesma Igreja, para onde foram transladados por ordem do Bispo de Portalegre D. Domingos Frutuoso. Atualmente existe perto da porta da Sacristia da Sé, uma campa (que não tem quais-queres restos mortais), com o nome dele.
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De seguida, para todos aqueles que possam estar interessados neste tipo de conhecimentos, gostaria de informar que a verdadeira lápide sepulcral que cobria o túmulo dele, se encontra no Museu Francisco Tavares Proença Júnior em Castelo Branco, tendo ela uma particularidade única. 
Trata-se de uma lápide sepulcral biface, ou seja, a mesma lápide foi utilizada para as campas de duas pessoas distintas; em 1726 a lápide serviu pela primeira vez, para cobrir a campa de D. Joana Maria Josefa de Meneses e seu filho, tendo sido utilizado um dos lados para se fazer a respetiva inscrição do facto ocorrido, (diz na lápide que terá morrido juntamente com o filho, durante o parto deste)
Cerca de noventa anos depois, (em 1814), a mesma lápide serviu para o túmulo de D. Vicente Ferrer da Rocha, utilizando-se a outro face da lápide para se fazer a respetiva inscrição. Para quem quiser saber mais dados sobre esta história, recomendo a leitura do livro “Uma Lápide sepulcral biface e uma lápide funerária de um soldado britânico”, de Luís Pinto Garcia, que poderá adquirir na loja do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. 
 O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLIII

 A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”.
Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
(Continuação)
Nova sessão no dia 27 de marco.
Para nomear o almoxarife das munições de guerra que fossem mandadas para esta cidade, para ficarem em depósito. Coube a honra a António Robalo.
A sessão seguinte realizou-se no dia 18 de Abril de 1810.
Foi deferido um requerimento em que criadores de gado pediam que ficasse baldio a ervagem do Ribeiro de Ega na folha da Líria;
 “visto que com o receio da invasão do inimigo, e por livrarem o seu gado da Passagem, todos eles assentarão suas Queijeiras na dita folha”, para o pouquíssimo gado vacum que havia chegavam e sobravam as ervagens da Corga das Azenhas e Lombas.
Era verdade que a dita ervagem tinha sido arrendada, mas avisavam-se os rendeiros “para ficarem nesta inteligência” e tudo estava remediado. Ficava também assente que era livre a passagem pela ervagem aludida para os carretos.
Sessão de 12 de Maio de 1810.
Tinha morrido o inspetor das amoreiras de Escalos de Cima, nomeou-se Joaquim Manuel Botelho para o substituir e não se tratou de mais.
No dia 22 do mesmo mês, sem que a Câmara se reunisse em sessão, mandou-se proceder à avaliação de um chão e um palheiro que havia ao Espírito Santo, pertencentes à Confraria das Almas. 
O chão foi avaliado em quarenta mil réis e nunca mais se soube do palheiro nem do chão.
A sessão seguinte realizou-se em 13 de Junho.
Foi nomeado juiz do ofício de oleiro Manuel Fernandes Ripado e a Câmara impôs-lhe a a obrigação de “vigiar sobre o preço da louça porquanto consta, que os oleiros não observarão o seu Regimento, levando muito mais da Taxa”.
Depois a acta diz-nos ainda o seguinte a respeito dos oleiros:
E outro sim qualquer oleiro a que não manter a lenha competente nas fornadas e por isso sahir mal cosida, perderá toda a louça não a podendo vender, sendo-lhe além disto imposta por esta Camara huma condenação arbitrária”:
Era para que soubessem os senhores oleiros, que com isso da louça não se brincava. Se a louça não saísse coisa capaz por falta de lenha nas fornalhas, perda da louça e, ainda por cima, a
 Câmara considerava com o pulso livre para aplicar ao culpado a condenação que entendesse.
Contaram-se ainda os alqueiros e encerrou-se a sessão.
(Continua) 
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”. 
O que acabaram de ler é uma transcrição, do que foi publicado na época.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 19, 2021

terça-feira, fevereiro 16, 2021

OS FONSECAS DE CASTELO BRANCO

UMA ILUSTRE FAMÍLIA ALBICASTRENSE DO PASSADO.

Depois das publicações sobre Frei Egídio do Espírito Santo, Diogo da Fonseca, Frei Bartolomeu da Fonseca e Frei Egídio da Fonseca ou Apresentação. 
Faltava apresentar  os pais de tão ilustre gente.

Eram os filhos de Francisco Martins da Costa, doutro em direito Cesário pela Universidade de Paris, casado em 1ª núpcias com D. Francisca de Gaya e, em 2ª, com D . Perpétua da Fonseca, dos Fonsecas da Cortiça, moderna Proença-a-Nova. Foi recebedor do almoxarife de Castelo Branco em 1521-22 e Procurador desta vela nas Cortes de Évora (1535) e de (1544).
Da 1ª esposa houve o futuro monge trinitário Frei Roque do Espírito Santo e uma filha, Inês de Gaya; da 2: o tente de leis Digo da Fonseca, o colegial de S. Paulo e inquisidor Frei Bartolomeu da Fonseca, o lente de Véspera da Faculdade de Teologia e ermita de Santo Agostinho, Frei Egídio de Apresentação e uma filha Catarina da Fonseca. Desta irmandade apenas deixou descendência em Castelo Branco Diogo da Fonseca, cujo nome parece ligado presumidamente à edificação da casa de Devesa fora dos muros, em que se encontra a Câmara Municipal e da capela dos Fonsecas, por detrás do altar-mor da antiga igreja de Santo Agostinho ou da Graça, hoje, da Misericórdia, em que repousam os seus restos mortais e dos descendentes.
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FREI ROQUE DO ESPÍRITO SANTO  
(Da ordem dos Trinitários)
INEZ DE GOYA
(Filhos: de Francisco Martins da Costa e de Inês de Goya)
DIOGO DA FONSECA 
 
(Corregedor do Crime da Corte)
FREI BARTOLOMEU DA FONSECA 
(Inquisidor geral do Santo Oficio)
FREI  EGÍDIO DA FONSECA OU DA APRESENTAÇÃO 
(Da ordem de Santo Agostinho)
CATARINA DA FONSECA
(Filhos: de Francisco Martins da Costa e de D. Perpétua da Fonseca)

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O pai “Francisco Miz era fidalgo da casa nobre, f.º filho de Martim Annes da Costa e Cat.ª Frez”, diz um velho documento. O avô, Martim Annes da Costa, viveu em Castelo Branco, nos finais do séc. XV e princípios do XVI, onde foi vereador, sendo já escudeiro-real.
Pela mãe D. Perpetua da Fonseca eram parentes do Pedro da Fonseca (1528?-1599), filósofo da escola conimbricense e designado o “Aristóteles Lusitano”.
Era filha de Simão Sequeira e de Catarina da Fonseca; neta materna de Diogo da Fonseca; neta materna Diogo da Fonseca, comendador de Alpalhão e Rosmaninhal; sobrinha materna do bispo de Trípoli D. Francisco da Fonseca, de Antão da Fonseca e de Iria da Fonseca. Certos escritores, como George Cardoso no Agiológio Lusitano, consideram erradamente filha do 2º matrimónio de Inês de Gaya, como de houvesse tomado o apelido da 1ª esposa de seu pai, e também ignoraram a existência de Catarina da Fonseca, filha, esta, do 2º matrimónio.
Inês de Gaya casou com Vasco da Fonseca Freire, filho de Pedro da Fonseca, fidalgo da casa de D. Manuel, e de Ana Freire, filha do alcaide-mor de Abrantes, Gil Vaz Freire. Viveram em Abrantes, tendo o casal dois filhos: o primogénito, Francisco da Fonseca Freire que ali casou e prolongou a descendência e, o mais novo João da Fonseca Freire que morreu na Índia. Catarina da Fonseca casou com Sebastião da Cunha, alcaide-mor de Sabugal.
Recolha de dados: "Os Retratos de Frei Roque do Espírito Santo e de Frei Egídio da Apresentação, do Museu Francisco Tavares Proença Júnior", da autoria de José Lopes Dias.
O ALBICASTRENSE

sábado, fevereiro 13, 2021

CUMPRIR O QUE FOI PROMETIDO


UM LONGO TEMPO DE ESPERA

Hoje ao passar ao lado da nova superfície comercial (situada perto da estação), e ao olhar para a centenária chaminé que insiste em manter-se pé, contrariando vozes de que dia menos dia ela vinha abaixo, dei comigo a lembrar-me do email que recebi em Setembro do passado ano, da empresa Sonae MG.
Email que pode ser lido a seguir.

 Olá António. (21 de Setembro de 2020).
Informamos que a chaminé centenária irá ser restaurada. A Sonae MC rege-se por um forte compromisso de sustentabilidade ambiental, no entanto, graças à presença de um ninho de cegonhas na chaminé do terreno do novo Continente Bom Dia Castelo Branco, decidimos aguardar que as cegonhas abandonem o ninho, previsivelmente a partir de Setembro, para podermos reabilitar a chaminé que se encontra em risco de colapsar. 
O plano será restaurar a chaminé, para que as cegonhas possam manter o seu lar quando regressarem. Estamos a acompanhar o processo, para garantir que todos os procedimentos decorrem dentro da legalidade e protegem a biodiversidade do local. Agradecemos a sua preocupação e estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional. 
Obrigado!
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Quando recebi o email confesso que fiquei de papo cheio, pois finalmente alguém assumia a vontade da fazer algo pela nossa centenária chaminé. Durante quatro messes fiquei no meu cantinho esperando pelo início das obras, todavia, hoje ao passar por lá e olhando para a apatia reinante no local, disse para mim mesmo, que era necessário fazer algo para que o início das obras de recuperação da chaminé seja uma realidade.
Eu acredito que a empresa que a prometeu recuperar não vai voltar atrás, uma vez que se trata de uma empresa responsável. Todavia, este longo tempo de espera, tempo em que a única coisa que foi feita foi tirar o ninho, para depois as Cegonhas o voltarem a fazer, faz-me a voltar a um assunto que eu pensava estar resolvido.
A empresa termina o seu email dizendo o seguinte: “Agradecemos a sua preocupação e estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional”. 
Perante tal afirmação, só resta aos albicastrenses lutarem pelo cumprimento do que foi escrito, ou seja, que a empresa de uma vez por todas comece a recuperação da nossa lindinha.
 Sei que existem albicastrenses que não se revêem nesta contenda, afirmando alguns deles, que se trata de uma chaminé sem qualquer importância.
A esses eu gostaria de dizer o seguinte: esta é uma contenda de todos nós, e não de meia dúzia de “chanfrardes” que nada mais tem que fazer. Deixarmos que uma empresa que se comprometeu a recupera-la, mas, que parece estar à espera que ela caia, para depois vir a público lavar as mãos, afirmando que estava só à espera do bom tempo para o fazer, pode tornar-nos cúmplices de tal estratégia.
Recuperar esta chaminé, é dizer a todos aqueles que nos vão suceder na terra albicastrense, que ali existiu no passado uma fábrica que era o sustento de grande parte dos habitantes de Castelo Branco. Manter no local esta nossa pérola, é garantir às gerações futuras, um pedaço de história do local e da terra albicastrense.
No seguimento do que acabei de dizer, torna-se necessário fazer algo para que de uma vez por todas a sua recuperação seja uma realidade. Por isso, peço aos albicastrenses que partilhem esta publicação, pois só com muita pressão e barulho à volta deste assunto, as obras irão avançar. Podendo ainda colocar no site da empresa, “Sonae MG”, uma mensagem perguntando para quando o inicio da obra. 
Será que estou a pedir muito! Penso que não, pois a terra albicastrense
 é merecedora de todo o nosso apoio.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, fevereiro 10, 2021

  CAPELA

 DA

 NOSSA SENHORA DA AJUDA

Em 2009, publiquei no blogue, “Castelo Branco – O – Albicastrense”, um pouco da história da Capela da Nossa Senhora da Ajuda. 

Construída no Século XVIII, a Capela da Nossa Senhora da Ajuda apresenta, uma elegante frontaria ao estilo barroco e terá sido mandada construir pela família Pina de Carvalho Freire Falcão, mais tarde terá sido adquirida pela Família Tavares Proença, cujos herdeiros mais tarde a venderam a D. Ana Maria Teixeira Gordino. Quem passar pela rua dos Ferreiros e olhar para a fachada da referida Capela, dificilmente imaginará que dentro daquele espaço ainda existe grande parte do recheio da velha Capela, embora se encontre tudo em deplorável estado. Nessa mesma altura, falei com a proprietária “D. Ana Maria”, que amavelmente me contou um pouco da história da Capela e dos contactos feitos por ela junto da Autarquia Albicastrense, no sentido da sua recuperação, tendo ainda permitido a recolha de imagens.

Em 2018
Voltei a publicar nova publicação sobre esta Capela, publicação onde dava a conhecer que a nossa autarquia tinha adquirido o palacete e afirmava o seguinte: “Quero acreditar que a compra do palacete por parte da nossa autarquia, poderá ser uma mais-valia para a recuperação da capela, contudo, não vou aplaudir nem lançar foguetes, pois, muitas foram já as vezes em que as boas intenções (que eu julgava existirem), se transformaram em autênticas desilusões
Vamos aguardar para ver o que aí vem, contudo peço deste já vigilância a todos os albicastrenses, para a proteção do que ainda existe nesta antiga capela (altares, tecto, pias e moveis)".
Em 2021
Infelizmente as minhas reservas em não lançar foguetes tinham razão de ser, quatro anos depois nada mudou, compraram o palacete, trancaram  portas e deixam que o tempo dê cabo do que ainda resta da velha capela. 
Palavra que por vezes não consigo encontra palavras para este tipo de estupidez, então a nossa autarquia gasta centenas de milhares de euros do “nosso” dinheiro, para comprar um belo palacete que inclui uma Capela construída no séc. XVIII, tranca-lhe as portas e deixam tudo ao abandono? Que me desculpe quem não concordar comigo, mas quem assim governa a casa Albicastrense, deveria ser despejado pelos albicastrenses da casa que ocupa.

                                                     O Albicastrense

domingo, fevereiro 07, 2021

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

QUEM FOI O PROFESSOR BOIADAS?

Nas voltas e voltinhas que tenho dado pelo meu bairro, tenho tido a curiosidade de olhar para as placas toponímicas das ruas. 
Umas amparam nomes de pessoas de quem ouvi falar na terra albicastrense, outras, de pessoas que não faço a mínima ideia de quem foram essas pessoas. Contudo, existem ainda outras, cujos nomes das pessoas que constam nas placas me dizem algo, mas, que agitando e sacudindo nos meus velhos neurónios, nada de nada sai sobre essas pessoas.

Está neste caso a Rua, Professor Joaquim dos Santos Boiadas. 
O nome é-me familiar, mas, não consigo lembrar-me de quem se trata, assim como não consegui encontrar na Internet dados sobre o homem. Por isso, lanço aqui um desafio aos meus amigos albicastrenses: vamos lá fazer esta publicação em conjunto, ou seja, cada um de nós deixa aqui o que sabe sobre este homem e depois eu faço a publicação final.
                   (PS. Fico a aguardar pela pela vossa colaboração).
O ALBICASTRENSE

sábado, fevereiro 06, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE.


CASTELO BRANCO

DÉCADAS DE 50/60 DO PASSADO SÉCULO.


    UM LOCAL DA TERRA ALBICASTRENSE, QUE DURANTE MUITOS E MUITOS ANOS, FOI CONHECIDO COMO LARGO DOS CAFÉS

    O ALBICASTRENSE                  

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

FREI BARTOLOMEU DA FONSECA

 O ÚLTIMO DOS IRMÃOS

FREI  BARTOLOMEU  DA  FONSECA

(Inquisidor geral do Santo Oficio)

No seguimento das publicações sobre  Frei Roque do Espírito Santo, Frei Egídio da Aposentação e Diogo da Fonseca, segue-se o último dos irmãos, Frei Bartolomeu da Fonseca.
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Frei Bartolomeu da Fonseca doutor em Cânones pela Universidade de Coimbra e o primeiro colegial de São Paulo. Bartolomeu da Fonseca foi o terceiro filho de Francisco Martins da Costa e o segundo de Perpetua da Fonseca, (segunda esposa), nasceu em Castelo Branco entre 1530/38 e terá falecido por volta de 1620. Fez os seus estudos no real colégio de São Paulo de Coimbra, e ali foi o primeiro colegial que entrou por oposição, quando D. Sebastião o fundou novamente, tendo inclusivo chegado a reitor deste mesmo colégio.
Começou a sua carreira servindo em Coimbra em 1579 com o cargo de deputado do Santo Oficio, por altura em que D. Sebastião e o Cardeal Infante D. Henrique, então inquisidor-mor, ali estabeleceram a inquisição. 
Nomeado com 30 anos inquisidor em Gôa, (segundo o seu testamento, contra a sua vontade), permaneceu ali onze anos, onde exerceu os cargos de inquisidor e deputado da mesa da consciência, em Gôa perseguiu, julgou e condenou os chamados cristãos novos. Durante os anos que esteve em Goa promoveu muitos autos da fé (1) ”quasi todos os annos”, (segundo palavras suas)
Chamado por El Rei a Lisboa serviu na inquisição como inquisidor no tempo do Principie Alberto, que era o inquisidor Geral. Foi mandado para Coimbra para compor discórdias entre os inquisidores e a câmara, Bartolomeu da Fonseca abreviou despachos, fez autos da fé, e pacificou as discórdias (!), (mais uma vez segundo palavras suas).
Durante aproximadamente cinco anos, esta personagem, (que eu designaria de maligna), esteve na corte Portuguesa, (segundo ele) tendo durante esse tempo conseguindo destruir e rebater as maquinações dos sediciosos fazendo com que El Rei ficasse “mui satisfeito” com os ministros da inquisição em Portugal. 
Segundo livro publicado em 1905 (2) por Victor Ribeiro, Bartolomeu da Fonseca terá feito três testamentos, um em 1595 outro em 1617 e por fim o ultimo em 1620,
Em 1605/6 após uma queda em Castela, e estando em perigo de vida, pediu licença para se retirar da corte, tendo vindo para Castelo Branco. Foi então chamado a Lisboa por El Rei, para que fosse residir no Santo Oficio. Nas pesquisas feitas mandadas fazer por Victor Ribeiro ao Padre Manuel Duarte Preto em Castelo Branco, não foi encontrado qualquer documento comprovativo de que ele esteja sepultado na Capela dos Fonsecas, na sacristia do Convento da Graça, porém, foi possível assegurar-se que ali se encontram os seus despojos, assim como os do irmão Diogo e seus descendentes.
(1) - Os autos da fé consistiam em cerimónias mais ou menos públicas onde eram lidas e executadas as sentenças do Tribunal do Santo Ofício, (sentenças de morte na fogueira ou tortura por todos os meios, o fanatismo era tal que nem Garcia da Horta escapou a tal monstruosidade, foi condenado post-mortem em 1580 pelo Tribunal do Santo Ofício pelo “crime de judaísmo”, os seus ossos foram desenterrados e queimados);
(2) – O livro “Os testamentos do Inquisidor Bartolomeu da Fonseca”, por Victor Ribeiro, pode ser consultado na Biblioteca Alberto Beneviste.  
O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 02, 2021

MISERICÓRDIA DE CASTELO BRANCO



UMA ENORME INSTITUIÇÃO DA TERRA ALBICASTRENSE, 
A QUEM TODOS DEVEMOS MUITO.

A Misericórdia de Castelo Branco celebrou em 2014 quinhentos anos de história. Cinco séculos de existência 
ao serviço da terra albicastrense que mereceram a publicação de um fantástico livro da autoria de António Lopes Pires Nunes. Não tenho este livro, pois a minha modesta reforma não dá para tudo, todavia, tenho em meu poder uma 2ª edição de uma primeira publicação sobre a história da Misericórdia. 
Em 1891 o Dr. Hermano José das Neves Castro e Silva, a convite do então provedor, publicou a primeira monografia da Misericórdia de Castelo Branco.
Em 1958 José Lopes Dias por altura do 5º centenário da Rainha Leonor de Lencastre, reeditou a publicação com prefácio e notas da sua autoria. 
Tenho a edição de 1958 (adquirida por mim numas das feiras de velharias realizadas em Castelo Branco), livro onde José Lopes Dias dá a conhecer no prefácio da obra, quem foi H. Castro e Silva. Para que a memória de H. Castro e Silva não se desvaneça aqui ficam alguns dados sobre ele.                             

A MISERICÓRDIA DE CASTELO BRANCO
APONTAMENTOS HISTÓRICOS – 1891.
(H. CASTRO E SILVA)

Parte do prefácio da 2ª edição: Hermano José das Neves Castro e Silva, foi clínico muito querido e respeitado, nesta cidade, popularmente conhecido pelo “Dr. Hermano”. Aqui realizou a sua mensagem de médico distinto e benemérito, cidadão considerado e digno, investigador de antigualhas e escritor, numa palavra, um grande médico e um verdadeiro homem. Nascido na vila do Fundão, a 1 de Agosto de 1846, a vida pública e profissional decorreu-lhe quase inteiramente em Castelo Branco. 
Era filho de Manuel Joaquim da Silva, daquela vila e de D. Carolina Josefina Amália da Silva, da Pampilhosa. Casou com D. Felícia Leopoldina Robalo e Silva, sua digníssima companheira; e faleceu nesta cidade com, 47 anos de idade. 
Profissional infatigável, consumiu-se no combate à doença, tendo desempenhando alguns cargos políticos como vogal da Junta Geral, de 1879 em diante. Bondoso e esmoler, gozava da maior simpatia popular que igualmente abrangia a esposa D. Felícia. Incumpria-o o provedor e amigo Caldeira Pedroso, de rebuscar alguns documentos necessários ao esclarecimento de uma questão da Misericórdia, em juízo, e o seu fino espírito, naturalmente, tomou gosto à devassa das coisas longínquas do passado, dispondo-se a ressuscita-las em toda a curiosidade e exactidão. 
Assim trouxe a público a monografia da Misericórdia, por certo a mais escrupulosa obra de história publicada em Castelo Branco, mas sobreviveu apenas alguns meses a esta gloria.
Um percalço fatal da sua actividade clínica contaminou-o duma terrível infecção da época, a gangrena gasosa, vulgarmente designada erisipela negra ou bronzeada. O desenlaço inesperado causou a maior consternação, desencadeando sucessivas manifestações de sentimento e de saudade. A cidade em peso, acompanhou-o, na última jornada, ao jazigo da família Caldeira Pedrosa.  
                                        O ALBICASTRENSE                               

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...