terça-feira, fevereiro 02, 2021

MISERICÓRDIA DE CASTELO BRANCO



UMA ENORME INSTITUIÇÃO DA TERRA ALBICASTRENSE, 
A QUEM TODOS DEVEMOS MUITO.

A Misericórdia de Castelo Branco celebrou em 2014 quinhentos anos de história. Cinco séculos de existência 
ao serviço da terra albicastrense que mereceram a publicação de um fantástico livro da autoria de António Lopes Pires Nunes. Não tenho este livro, pois a minha modesta reforma não dá para tudo, todavia, tenho em meu poder uma 2ª edição de uma primeira publicação sobre a história da Misericórdia. 
Em 1891 o Dr. Hermano José das Neves Castro e Silva, a convite do então provedor, publicou a primeira monografia da Misericórdia de Castelo Branco.
Em 1958 José Lopes Dias por altura do 5º centenário da Rainha Leonor de Lencastre, reeditou a publicação com prefácio e notas da sua autoria. 
Tenho a edição de 1958 (adquirida por mim numas das feiras de velharias realizadas em Castelo Branco), livro onde José Lopes Dias dá a conhecer no prefácio da obra, quem foi H. Castro e Silva. Para que a memória de H. Castro e Silva não se desvaneça aqui ficam alguns dados sobre ele.                             

A MISERICÓRDIA DE CASTELO BRANCO
APONTAMENTOS HISTÓRICOS – 1891.
(H. CASTRO E SILVA)

Parte do prefácio da 2ª edição: Hermano José das Neves Castro e Silva, foi clínico muito querido e respeitado, nesta cidade, popularmente conhecido pelo “Dr. Hermano”. Aqui realizou a sua mensagem de médico distinto e benemérito, cidadão considerado e digno, investigador de antigualhas e escritor, numa palavra, um grande médico e um verdadeiro homem. Nascido na vila do Fundão, a 1 de Agosto de 1846, a vida pública e profissional decorreu-lhe quase inteiramente em Castelo Branco. 
Era filho de Manuel Joaquim da Silva, daquela vila e de D. Carolina Josefina Amália da Silva, da Pampilhosa. Casou com D. Felícia Leopoldina Robalo e Silva, sua digníssima companheira; e faleceu nesta cidade com, 47 anos de idade. 
Profissional infatigável, consumiu-se no combate à doença, tendo desempenhando alguns cargos políticos como vogal da Junta Geral, de 1879 em diante. Bondoso e esmoler, gozava da maior simpatia popular que igualmente abrangia a esposa D. Felícia. Incumpria-o o provedor e amigo Caldeira Pedroso, de rebuscar alguns documentos necessários ao esclarecimento de uma questão da Misericórdia, em juízo, e o seu fino espírito, naturalmente, tomou gosto à devassa das coisas longínquas do passado, dispondo-se a ressuscita-las em toda a curiosidade e exactidão. 
Assim trouxe a público a monografia da Misericórdia, por certo a mais escrupulosa obra de história publicada em Castelo Branco, mas sobreviveu apenas alguns meses a esta gloria.
Um percalço fatal da sua actividade clínica contaminou-o duma terrível infecção da época, a gangrena gasosa, vulgarmente designada erisipela negra ou bronzeada. O desenlaço inesperado causou a maior consternação, desencadeando sucessivas manifestações de sentimento e de saudade. A cidade em peso, acompanhou-o, na última jornada, ao jazigo da família Caldeira Pedrosa.  
                                        O ALBICASTRENSE                               

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