quarta-feira, fevereiro 27, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 4

 RECORDAR É VIVER
"ERA ALI A PRAÇA VELHA" 
Quem sendo albicastrense e tendo nascido na 
década de cinquenta do passado século, não pode
 deixar de se recordar  da antiga praça. 
Esta antiga praça, tinha lugar onde hoje está
 instalado o nosso tribunal.
                          
           





 O Albicastrense

domingo, fevereiro 24, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 2

R
ECORDAR É VIVER
CINQUENTA E TRÊS ANOS DEPOIS DO MANDA ABAIXO, 
AINDA HOJE ESTRANHAMOS A  SUA DEMOLIÇÃO.  
(Eu entrei muitas vezes neste Palácio). 


O jornal “Beira Baixa”, publicou de forma bastante tímida, o pequeno artigo que pode ser lido neste poste.
Nele, ficamos a saber que a Junta Provincial da Beira Baixa, tomou a decisão de demolir o antigo palácio da família Fevereiro. 
Este artigo não impediu a sua demolição, pois em 1966 ele foi deitado abaixo. Para ali construírem o mamarracho, que podemos ver na fotografia captada por este albicastrense.            
                            
   UMA PERGUNTA AOS VISITANTES
Seria hoje possível mandar abaixo um edifico desta envergadura, para ali construírem o mamarracho que lá foi edificado?
                                               O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE 1

RECORDAR É  VIVER
"UMA VELHA IMAGEM DA TERRA ALBICASTRENSE"

Restaurar uma imagem não é tarefe fácil, pois trata-se de um trabalho que requer muita paciência, contudo, muitas das vezes depois de alindar uma velha imagem da terra albicastrense, dou comigo a dizer a mim mesmo, que a imagem nos mostra depois da recuperada um local desaparecido muito mais digno.
A imagem aqui postada deverá ter sido captada na década de 30/40 do passado século (que me corrija quem dispor de dados diferentes). Nela pode ver-se a estátua de Vaz Preto, (que em tempos esteve colocada no local a que hoje chamamos Praça do Município), as casotas frente ao edifício do governo civil, o antigo coreto que o tufão arrasou, a velha praça metálica e a escadaria da devesa que dava aceso ao Passeio Verde.


Curiosamente esta imagem tem outro dado que considere importante. A imagem foi captada de um edifício que tinha uma varanda ou terraço, que podemos ver na imagem. 

                                                                 
Aos visitantes deste blogue, lanço um desafio: a que edifício pertencia esta armação de ferro? 
Se chegou a este poste através do facebook, pode deixar aqui a sua resposta ou o seu comentário.
                 
                      O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

ANTÓNIO RODRIGUES CARDOSO

AUTOR DAS EFEMÉRIDES MUNICIPAIS 

Em 2008 comecei a postar neste blogue a rubrica; “Efemérides Municipais”, da autoria de António Rodrigues Cardoso. 
Efemérides, que narram a vida municipal da terra albicastrense entre 1655 e 1820. Onze anos depois, publiquei 131 postes sobre essas efemérides, tendo ainda matéria para mais duas ou três dezenas de postes.
Recentemente ao ir ao nosso cemitério dei com a campa deste homem. Confesso que ao ler o nome de António Rodrigues Cardoso na campa, fiquei comovido. Pois, embora sabendo que tinha sido sepultado  em Castelo Branco, não esperava encontrar a sua campa setenta e cinco anos depois.

 ANTÓNIO RODRIGUES CARDOSO
                                                                                   (1864/1944)
Nasceu na Sobreira Formosa a 8 de Julho de 1864, e fez o liceu em Castelo Branco. 
O reitor do liceu era nessa altura Ruivo Godinho, que impressionado com António Rodrigues Cardoso, o incentivou a tirar um curso superior sem que se preocupasse com as despesas do referido curso, pois ele as pagaria.
António Cardoso azamboado com a oferta agradeceu com lágrimas nos olhos, e ficou de ponderar se as circunstâncias da sua vida familiar lhe permitiam aceitar tão generosa oferta. 
Cardoso era órfão de pai, e sua mãe, viúva de dois matrimónios, tinha uma ninhada de filhos que era necessário amparar e guiar. Venceu o amor da família e ficou para se sacrificar pela família, crente, pensou em seguir a carreira de eclesiástica, e para tal se matriculou no curso eclesiástico que ao tempo havia na cidade, pois era sede de bispado. Findo o curso, por concurso entrou no magistério primário complementar, e de lá para o quadro docente da escola normal primária, donde veio a sair para secretário da Câmara Municipal de Castelo Branco. 
Cedo ingressou na política ao lado do seu amigo Ruivo Godinho. O jornalismo chamava-o, e em Janeiro de 1889 fundou o “ Distrito de Castelo Branco” que durou até 1906. Com a morte de Ruivo Godinho e retirada da política de Manuel Vaz Preto, o partido regenerador no distrito entrou numa fase de entendimento com o partido progressista local, e António Rodrigues dedicou-se ao jornalismo, em 1906 fundou “ A Gazeta da Beira” que na monografia do jornalismo distrital de João Grave, tem esta nota sugestiva (jornal monárquico esturrado, progressista, morreu com a monarquia). 
De 1910 a 1912, A. Cardoso não teve jornal, pois a “Gazeta da Beira” morrera entretanto. É durante esse período de natural agitação que se afirma como polemista distinto, panfletário enérgico, cáustico e mordente, na defesa da sua pessoa e sobretudo na defesa dos seus amigos. 
Francisco Tavares Proença seu velho e grande amigo, havia-se exilado nas terras de França, e cá dentro no nosso burgo ouve quem tentasse denegrir a sua ação politica e denegrir o passado honroso de seu pai que havia sido alguém na política geral do país. 
António Rodrigues Cardoso, veio à estacada com um panfleto enérgico repondo a verdade dos factos. 
António Cardoso mantinha-se inflexível no desempenho do seu cargo. As novas vereações, mais os esturrados queriam a sua demissão, é neste período que ele publica uma série de folhetos que são uma alta afirmação de doutrina, e uma defesa enérgicas dos seus direitos.
A sua vocação jornalística não se coadunava com a inação forcada, em fins de 1912 consertou com o seu primo João Ribeiro Cardoso a publicação do jornal o “Beirão” jornal que viveu a vida intensa da politica daqueles anos até 1917, surgindo depois novo jornal, monárquico sem disfarces, de nome “A Beira Baixa” sob a direção de José Pinto da Silva Faia. 
Em 1927 apareceu ”A Era Nova” sob a direção de A. Crucho Dias, que passou a direção do jornal para A. Cardoso, “A Era Nova” viveu até ao advento da nova remodelação territorial do pais, tendo a erecção da nossa província justificado a mudança do seu título para “A Beira Baixa” onde ele se manteve até 1944. 
António Rodrigues Cardoso, permaneceu no jornalismo local mais de 50 anos, durante quase meio século redigiu milhares de páginas, deixando bem vincado o seu anseio pelo progresso da sua região. 
António Rodrigues Cardoso, tinha a paixão da história regional, deliciava-se no estudo dos velhos manuscritos que lhe podia deixar visionar a nossa vida em tempos idos. Morreu em Castelo Branco, a 28 de Janeiro de 1944. 
A ele se deve a publicação das "Efemérides Municipais";  Crónicas "Do Canhenho de Um Velho"; e muitos outros trabalhos sobre a terra albicastrense
Setenta e cinco anos após a sua morte, aqui fica a recordação de alguém que amou e viveu intensamente a terra albicastrense.
PS. Recolha de dados. "Subsídio para a  História Regional da Beira Baixa", de J. Ribeiro Cardoso.
O Albicastrense

domingo, fevereiro 17, 2019

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXXI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal, deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
(Continuação)
Na sessão de 17 de Março de 1808.
Tratou-se, em primeiro ligar, de substituir Joaquim José Mendes Fevereiro, que era “Depositário para as Terças e mais Ramos da responsabilidade” e se encontrava gravemente doente, por pessoa capaz. Não foi difícil achar o substituto, José Vaz da Cunha. Depois a acta foi assim.
Nesta mesma Câmara foi apresentada uma carta do Juiz da Correção desta Comarca que representa a esta mesma ser necessário nomear quatro pessoas capazes e abonadas para concorrerem com o encargo de E’goas de Leite em lugar de outras tantas que se tem livrado por Privilégios que obtiveram se procede na eleição e por votos uniformes nomearam”.
- Diogo da Fonseca Portalegre
- Joaquim António Garcia Lobo
- Francisco José Pereira
- Dom João Mouzinho Topete de Castello Devide e Herdade de São Luís.
E ficou assim o assunto arrumado.
No dia 25 de Março de 1808.
Substitui-se o procurador do povo. António Ignacio Cardos Frazão, que não podia continuar no cargo em virtude de ser vereador, por Diogo da Fonseca Barreto Mesquita, que teve como companheiro de desdita Joaquim José Machado.
Vem agora a ata de 9 de Abril de 1808.
Em que aparecem colectados.
Na cidade como Negociantes, Traficantes, 21: como “rendeiros de rendas públicas”, 9; como “rendeiros de rendas particulares”, 16.
Em Cebolais, “pela fabricação de lã”, 47;
Em Retaxo, pelo mesmo motivo, 32;
Em Malpica, apenas um rendeiro de taberna;
Em Monforte, como rendeiro 3;
Em Escalos de Cima, como rendeiro 3;
Na Lousa, como rendeiro, 4;
No Salgueiro, como rendeiro, 1;
Em Alcains, “pelo fabrico de lã e chapéus”, 58.
E tanta gente colectada para se obter, em conjunto, a importância de 366.703 reis!
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

ANTIGO PALÁCIO DO GOVERNO CIVIL


O antigo palácio do Governo Civil está novamente de portas abertas. Quem por ali passar, pode ver ali içada a bandeira nacional, coisa que não acontecia deste a extinção do cargo de Governador Civil.  

O novo inquilino, é o Secretario de Estado da Valorização do Interior. Confesso que este nome tão pomposo me deixa confuso,  assim como as funções que o senhor Secretario de Estado irá desempenhar.
Independentemente desta minha confusão, não posso deixar de aqui aplaudir o facto, de finalmente, ver o nosso lindo palácio ser  utilizado.
Vamos aguardar para ver,  se a deslocação desta Secretaria de Estado de Lisboa para a terra albicastrense é uma mais-valia,  ou se estamos perante uma medita para enganar tolos. 
Albicastrense

terça-feira, fevereiro 12, 2019

A TASCA DA TI LURDES

A TRISTEZA MORA AQUI

As imagens aqui postadas mostram-nos um espaço que em tempos foi uma referência neste tipo de estabelecimentos na terra albicastrense.
Esta tasca, situada na rua Dadrá, foi durante muitos e muitos anos o ex-libris das tascas albicastrenses.
Transformada em restaurante (mas curiosamente manteve sempre o estatuto de tasca), está ao compete abandono e transformada numa autentica lixeira e casa de banho de quem ali vai fazer as suas necessidades. Palavra que não consigo compreender, que estando esta tasca no local onde está e tendo ela as características que tem, não haja alguém que lhe deite a mão e a coloque ao serviço da gastronomia da terra albicastrense.
                                                     O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O TÚMULO DO LEÕES DA IGREJA DE SANTA MARIA

Frei António Estaço, capitão de cavalos e cavaleiro da Ordem de Cristo, faleceu em o mesmo dia que sua mãe (a 17.11.1663) e está enterrado em o túmulo dos leões.
O mais antigo monumento sepulcral, de que há notícia na igreja de Santa Maria do Castelo, aparece designado nos registos por “o moimento” ou “moimento levantado” ou ainda, pelo “túmulo dos leões”, visto assentar sobre 3 de pedra.
Consistia num caixão de pedra, com 15 palmos de comprimento por 6 de alto, suportado pelos 3 leões e situava -se no meio do corpo da igreja, à parte direita, junto ao púlpito e abaixo da porta travessa.
Pertencia à família do ilustre albicastrense D. Fernando Rodrigues de Sequeira (1338-1433), cavaleiro de Aljubarrota, Mestre da Ordem de Avis, Regente e defensor do reino enquanto D. João I esteve fora dele à conquista de Ceuta (1415).
Ali se haviam depositado os restos mortais de sua mãe D. Maria Afonso e da avó desta, chamada D. Estevaínha; durante vários séculos, seria a última jazida dos descendentes do Mestre por via de sua filha D. Brites Fernandes de Sequeira, entre os quais D. Maria e Baltazar de Siqueira.

QUEM FOI FREI ANTÓNIO ESTAÇO?
Morreu dos ferimentos sofridos na guerra em 17.11.1663, foi batizado na igreja de Santa Maria a 1.2.1618, sendo filho de Manuel Oliveira de Vasconcelos e D. Helena da Costa de Lemos.
Ainda jovem tomou parte nas lutas da Restauração, sendo-lhe concedida a patente de capitão dos Auxiliares da comarca de Castelo Branco, em 27.9.1647. Prestou assinalados serviços não só na dita vila como nos mais diversos lugares e ocasiões: na entrada da vila de Ferreira e socorro a Salvaterra do Extremo, Penamacor e à província do Alentejo; na queima dos lugares de Pedras Alvas e Estorninhos, Fuente Guinaldo, Perosi e Penhaparda; na peleja que se travou com o inimigo em Alcântara e assistência ao forte da Zebreira; na presa de gados em terras de Castela, entrada do campo de Cória e recontro de Penha Garcia, em que foi ferido.
Por tudo isto, teve a mercê de cavaleiro da Ordem de Cristo com 40000 réis de tença, em 29.5.1655. Frei António Estaço, capitão de cavalos e cavaleiro da Ordem de Cristo.
Recolha de dados: "Figuras Ilustres de Castelo Branco". 
Autoria, Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

CASTELO BRANCO
"A DEVESA DE OUTROS TEMPOS"




DO PRETO E BRANCO PARA A COR




IMAGEM RESTAURADA
 POR 
VERÍSSIMO BISPO

O Albicastrense

O PASSADO E O PRESENTE - (III)

CASTELO BRANCO  ATRAVÉS DOS TEMPOS  Terceira publicação da rubrica: “ I magens do passado e do presente da terra albicastrense ” .  A imagem...