quarta-feira, abril 29, 2020

A TERRA ALBICASTRENSE NO FINAL DO SÉCULO XVIII - (III)




 Rol dos Confessado da freguezia da Santa Sé desta cidade de Castello Branco na Quaresma do prezente anno de 1794.

TRABALHO DA AUTORIA
DO CORONEL VASCO DA COSTA SALEMA.
COSTUMES SOCIAIS - (I)

(Continuação)
Da leitura atenta do Rol alguns costumes sociais próprios daquele tempo. É talvez para admirar a existência de uma única escrava na freguesia, criada de um lar do sítio no Adro de S. Miguel, constituído por catarina Lucas, solteira, que vive de suas fazendas, de 68 anos de idade, e por seu irmão Manuel Cipriano, de 66 anos, D. Joana Teresa d’ Ordaz, viúva vivendo na sua casa da Rua do Bispo com seus filhos José Caldeira d’ Ordaz, D. Ana Josefa e Pedro d’ Ordaz, sua tia D. Joana Maria e seu irmão João de Mendanha Valadares, tinha a servi-los, vivendo sob o seu teto, além do seu escuteiro, um alfaiate, um ganham, e quatro criados, mais dez criadas; na mesma casa ainda habitavam o seu capelão (é a única família que tem capelão) e um estudante (fogo nº 291).
Também tinham numerosos criados, um escudeiro, um ganhão, três e nove criadas, D. Francisco Josefa de Sousa e suas 4 irmãs, cujas idades se escalonavam entre os 50 e os 40 anos, que moravam em rua que se desconhece, por faltarem paginas ao manuscrito (fogo nº 325).
Com um total de sete criados apontam-se: o Capitão de Ordenanças José Pessoa Tavares, morador na Rua do Pina, casado com D. Leonor Pereira e cujos filhos eram Alferes de Ordenanças José Joaquim, de 19 anos, D. Leonor, D. Ana António e Joaquim, precisava para o serviço de sua casa de um escudeiro e seis criados (fogo nº 185);
O Dr. Francisco José de Carvalho Freire que, com sus mulher, sua sogra, viúva, e seus cinco filhos, cujas idades variavam dos 14 aos 3 Anos, morava na Rua dos Ferreiros e era servido por um escudeiro, um criado e cinco criadas (fogo nº 420).
Apesar de viver sozinho, na Rua do Relógio; necessitava de seis criados o Dr. Francisco José da Silveira Falcato, Provedor (da Misericórdia) que tinha um escudeiro, um boleeiro, um criado e três criadas (fogo nº 339).
Servidos, só por cinco criados haviam: O Ver. Dr. Manuel dos Reis Soares Provisor do Bispado, que com seus velhos pais e irmã, morava na mesma rua que o D. Francisca Josefa de Sousa e suas irmãs, acima referidas, e tinha dois pastores, um ganhão e duas criadas (fogo nº 326);
José António Morão, mercador, que morava no Relógio com sua mulher, Luísa Violante, e seus filhos José António, Daniel e Rafael, e era servido por um caixeiro, um criado e três criadas (fogo nº 335);
José Tudela de Castilho que vivia com sua irmã D. Caetana Rosa e duas sobrinhas, na Rua Nova, e eram servidos por um criado e quatro criadas (fogo nº 348).
Possuindo quatro criados regista o Rol: a viúva Clara Maria, proprietária, que habitava na Rua do Pina com sua irmã, Maria Joaquina, e seus filhos, o Ver. Dr. Isidoro José dos Santos e Maria Inácia, Felícia Rosa e Ana Josefa, e tinham um criado e três criadas (fogo nº 189);
“Homê de Negocio”, Luís Vaz da Cunha que na sua casa da Rua do Saco vivia com dois filhos, um pastor, uma criada, sua mulher Ana Joaquina e sua filha Ana (fogo nº 327);
O mercador António Pereira da Silva, casado com Guiomar Maria e que morava no Relógio com sua sobrinha Antónia, precisava de um caixeiro, um criado e duas criadas (fogo nº 336);
E Amónio Soares Franco, também mercador no Relógio, casado com Isabel Antónia, pais de Leonor, José e Joaquim, de 5,3 e 1 ano de idade, tinha na sua casa um caixeiro, um criado e duas criadas (fogo nº 341).
(Continua)
O ALBICASTRENSE

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

VISTA DO CRUZEIRO DE S. JOÃO
(IMAGEM DOS ANOS CINQUENTA DO PASSADO SÉCULO)

 
Imagem fotocopiada de uma edição do  jornal Beira Baixa da década de 50 . 
Como eu  conheci o local como a imagem o mostra, resolvi devolver-lhe o brilho e a core que a imagem não tem mas que eu recordo muito bem.


Confesso que esta labuta me deu algum trabalho, todavia, penso que terá valido a pena, pois a imagem independentemente da pouca qualidade que tem, mostra o local (a cores), como eu o conheci nesse tempo. 
O ALBICASTRENSE

terça-feira, abril 28, 2020

IGREJA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO

IGREJA DE
 S. JOSÉ OPERÁRIO
 (BAIRRO DO CANSADO)

Assegurei ontem ao meu amigo Fevereiro, que hoje iria aqui publicar uma publicação sobre a construção da Igreja de S. José Operário.
Os dados que consegui sobre a sua construção não são muitos e os que encontrei, envolvem unicamente dados sobre as características da igreja, não falando de quem foram os obreiros dessa construção.
Prometo um dia destes fazer um visita aos antigos jornais desse época, para ver se encontro dados sobre os obreiros da sua construção.

ALGUNS DADOS REFERENTES À SUA CONSTRUÇÃO

- A Igreja de S. José Operário foi começada em 1 de Março de 1959.
- As obras importaram em 900 contos; com mobiliário ultrapassaram os mil contos.
- Tem capacidade. Incluindo o coro, para cerca de mil pessoas.
- Da parede de fundo à empena da entrada mede 32 metros.
- A torre, que mede 17 metros, tem acesso por ponte que parte da arrecadação ao nível do coro.
- O pavimento, com passadeira de mármore, é de tacos de mogno.
- Ficará com dois sinos – Um dos quais já na torre, com peso de 280 quilos.
- O altar é de mármore; e um só para afirmar, com mais concretização, a unidade paroquial.
- O projecto foi da autoria do Arquitecto Barata Roxo.
PS. Foram construtores, Marçal Carrega e 
José. P. Monteiro
O Albicastrense

segunda-feira, abril 27, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE

RUAS E PRAÇAS
 DA 
TERRA ALBICASTRENSE

Recentemente ao passar por uma das ruas do meu Bairro, dei de caras com uma placa toponímica que ainda aqui não tinha publicado.

                             QUEM FOI
      ANACLETO PIRES DA SILVA MARTINS?

A 28 de Agosto de 1916, nasceu em Presa (Alcaravela) Anacleto Pires da Silva Martins, que viveu em Castelo Branco de 1956 a 1981, onde foi pároco da cidade, Arcipreste e director do jornal “Reconquista” de 1956 a 1966. 
Foi Prior de São Miguel da Sé, onde desempenhando cumulativamente com a docência em diferentes estabelecimentos de ensino. 
Por sua iniciativa foram construídas, as Igrejas de Nossa S. do Valongo e de S. Tiago. Este sacerdote dedicou grande interesse e particular atenção, aos valores arquitectónicos, arqueológicos e aos diferentes lugares históricos da nossa cidade, deixando valiosos apontamentos sobre os mesmos. 
Escreveu um notável esboço histórico da cidade de Castelo Branco (1979); portados quinhentistas de Castelo Branco (1979); breve história da freguesia e Igreja de São Miguel Arcanjo e da diocese de Castelo Branco (1980); Capítulos inéditos da história de Castelo Branco (1981).
Devido ao seu instável estado de saúde, o Cónego Anacleto foi transferido para Portalegre, onde ocupou o cargo de Vigário Geral da Dioceses de Portalegre e Castelo Branco. No início do século XXI, entendeu a autarquia albicastrense dar o seu nome a uma rua da nossa cidade (Rua situada no Bairro do Valongo).

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação
 é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 25, 2020

PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRÂNEA DO BAIRRO DO VALONGO



UMA BOA LIMPEZA  

Na segunda-feira passada, denunciei aqui a miserável situação em que se encontrava a passagem de nível subterrânea do meu bairro, passagem de nível vandalizada por gente que nada terá de gente, mas que muito terá de seres idiotas.


Ontem ao passar por ali, pois moro bem pertinho da passagem, foi surpreendido com a presença de pessoas na passagem subterrânea a limparem as borradas dos tais seres idiotas, assim como a repararem as caixas eléctricas.

Segundo sei, os responsáveis por este tipo de estruturas ao lerem a publicação que aqui publiquei (publicação que foi lida por mais de mil pessoas), deslocaram-se ao local para verem a barbárie e de imediato tomaram medidas para resolver este triste assunto. 
A limpeza segundo sei, estará terminada dentro de alguns dias. Ao presidente Luís Correia, o meu bem-haja por de imediato ter tomado meditas para resolver a miserável situação da passagem de nível do meu bairro.
PS. Prometo publicar aqui novas imagens da passagem
de nível, assim que ela esteja limpinha.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 24, 2020

25 DE ABRIL, SEMPRE.


Num ano tão difícil para todos nós, este albicastrense não vai passar ao lado das celebrações do 25 de Abril, quer coletivamente (se as houver), quer individualmente.

Ficar silenciosamente neste dia, não seria fazer uma pequena homenagem (como muito defendem nas redes sociais, e não só), a quem morreu vítima da covid19, mas antes, uma perversidade a muitas das pessoas que morreram com a covid19.
Gente que talvez tenha participado no derrube da ditadura, gente que em 1974 saiu à rua para celebrar a liberdade, gente que anualmente celebrava esta data, gente que independentemente de já não estarem entre nós, irão gritar (se acreditarmos que a nossa existência espiritual, vai para além desta vida), VINTE E CINCO DE ABRIL, SEMPRE! 
Poderei estar enganado, poderei até estar a ser utópico, mas… para quem viveu o 25 de Abril de 1974 como eu, não celebrar de forma serena e responsável o 25 de abril, seria atraiçoar todos aqueles (vivos ou mortos), que tanto se regozijaram e contribuíram para que a revolução do 25 de Abril, fosse uma realidade. 

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, abril 23, 2020

A TERRA ALBICASTRENSE NO FINAL DO SÉCULO XVIII - (II)


 
Rol dos Confessado da freguezia da Santa Sé desta cidade de Castello Branco na Quaresma do prezente anno de 1794.
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TRABALHO DA AUTORIA
DO CORONEL VASCO DA COSTA SALEMA.CENSO
POPULACIONAL

(Continuação)
Segundo os dados obtidos do incompleto manuscrito, da população da freguesia  da Sé de Castelo Branco é de 2328 habitantes, pelo que as paginas que faltam deviam contar 548 pessoas, para conduzir com as 2876 almas a que se refere o Vigário Pelejão na pagina 57, antes transcrita.
Note-se que o Rol não menciona o Paço Episcopal, nem os Conventos da Graça e de Santo António. Daqueles 2328 habitantes vivem na cidade 2089 e no campo 239. Tratando somente da cidade, por ser o que nos interessa, vamos fazer ressaltar alguns elementos sobre a população. Os homens são ao todo 992, agrupando-se idades do seguinte modo: até aos 10 anos 258; dos 11 aos 20 anos 212; dos 21 aos 50 anos 402; com mais de 50 anos 120.
As mulheres são 1097 e agrupam-se: até aos 10 anos 250; dos 11 aos 20 anos 202; dos 21 aos 50 anos 462; com mais de 50 anos 174.
Os homens casados são 351 e as mulheres casadas 358; os viúvos são só 27, mas as viúvas são 90; os solteiros, com trinta anos ou mais, são ao todo 86 e as solteiras, de idêntica idade, 157.
As pessoas mais idosas da cidade são o cirurgião António Gomes, viúvo, com 90 anos (fogo nº 434) e Isabel Maria, solteira, também com 90 anos (fogo nº 183), e depois o casal constituído por Joaquim de Almeida e sua mulher Catarina da Silva, repetidamente de 84 e 81 anos (fogo nº 360). 
O Rol informa ainda que em Castelo Branco havia 8 Expostos, 2 rapazes e 6 raparigas, das quais duas Matildes (fogos nº34, 41, 51, 56 e 428); 26 pobres, 4 homens e 22 mulheres (fogos nº 118, 132, 136, 156, 162, 165, 225, 312, 316, 317, 350, 353, 363, 367, 385, 392, 406, 471, 500, 507,522, e 525); 1 Escrava, Joaquina, de 17 anos (fogo nº 125); 1 mudo (fogo nº 320); 1 Cego (sem domicilio certo); e 3 coxos (sem domicilio certo).
A rua com mais moradores é a dos Ferreiros, 187, seguindo-se o Arrabalde dos Oleiros, 144, e depois a Moreirinha, 133; as de menos habitantes são a Rua do Saco, Travessa da Misericórdia e Postigo de Valadares, repetidamente com 9, 11 e 12 habitantes. Não há qualquer informação sobre os estrangeiros que habitavam na freguesia, contudo julgamos que “Dr. Thomas Ant. Jurdon”, casado com Ana Bernarda é Espanhol (fogo nº 313).
Sobre as profissões da população constam nada menos que 60 entre os homens, e, 12 nas mulheres. Assim temos 27 Padres; 1 Frade; 1 Corregedor; 5 Advogados; 1 Juiz de Fora; 3 Médicos; 2 Cirurgiões; 5 Capitães de Ordenanças; 2 Alferes de Ordenanças; 1 Sargente de Auxiliares; 1 Correio Mor; 3 Boticários; 11 Escrivães; 1 Contador e Distribuidor; 1 Professor de Gramatica; 1 Mestre de Meninos; 8 Proprietários; 9 Mercadores; 5 Negociantes; 18 Estudantes; 3 Rendeiros;1 Porteiro; 1 Carcereiro; 2 Couteiros; 1 Ourives; 6 Caixeiros; 1 Caminheiros; 1 Pintor; 1 Ferreiro; 3 Serralheiros; 2 Cardadores; 1 Seringueiro; 10 Barbeiros; 98 Sapateiros; 18 Alfaiates; 8 Escudeiros; 2 Cozinheiros; 46 Criadas; 11 Ganhões; 79 Jornaleiros; 42 Lavradores; 3 trabalhadores; 8 Hortelões; 42 Pastores; 20 Porqueiros; 1 Pescador; 20 Pedreiros; 9 Carpinteiros; 13 Oleiros; 1 Guarda; 9 Maquilões; 2 Cortadores; 16 Almocreves; 4 Boleeiros; 4 Ferradores; 2 Taverneiros; e 1 Albardeiro.
De um criado o Vigário informa que é também jurado, de que se desconhece o significado na época.
Quando as mulheres tinham as seguintes profissões: 9 Proprietárias; 138 criadas; 8 Vendeiras; 8 Padeiras; 4 Tendeiras; 4 Joeiradeiras; 3 Trabalhadoras; 3 Forneiras; 1 Costureiras; i Doceira; 1 Sereeira; e 1 Taverneira.
(Continua)
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 22, 2020

ANTIGO PARQUE DA CIDADE

UMA IMAGEM COM 20 ANOS

A IMAGEM QUE PODE SER VISTA NESTA PUBLICAÇÃO  FOI CAPTADA (COMO SE PODE VER NA IMAGEM), NO DIA 1 DE JANEIRO DE 2000.
VINTE ANOS DEPOIS, NÃO POSSO DEIXAR DE AQUI COLOCAR ESTA IMAGEM COMO FORMA DE HOMENAGEAR UM PARQUE QUE ENCANTOU MUITAS GERAÇÕES DE ALBICASTRENSES.
CONFESSO QUE AINDA HOJE NÃO CONSIGO COMPREENDER O PORQUE DO MANDA ABAIXO DUM PARQUE QUE ENCANTAVA QUEM NELE ENTRASSE.
POR MAIS QUE TENTE, NÃO CONSIGO ENCONTRAR EXPLICAÇÕES PARA TAL BARBARIDADE, PODE SER QUE UM DIA ALGUÉM ME CONSIGA EXPLICAR (MUITO DEVAGAR, DEVAGARINHO),  A RAZÃO DESTE MANDA ABAIXO SEM QUALQUER RAZÃO APARENTE.
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, abril 20, 2020

PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRARIA DO BAIRRO DO VALONGO

UMA PASSAGEM DE NÍVEL SUBTERRÂNEA QUE ENVERGONHA
 O BAIRRO DO VALONGO, E A TERRA ALBICASTRENSE.
😒😢😡😠😞😝😣

Hoje ao passar na passagem de nível subterrânea que existe no Bairro do Valongo, mais uma vez fiquei indignado com o estado em que ela se encontra. 
Gente que nada tem de humana mas antes de asnos irracionais, divertiram-se a estragar o que é de todos nós, como se pode ver nas imagens recolhidas por mim no local.
Não sei quem é responsável por este tipo de estruturas, contudo, numa altura em que o Bairro do Valongo está a ser requalificado, apelava ao presidente Luís Correia, para fazer uma limpeza nesta passagem, pois o estado dela envergonha-nos a todos.





O ALBICASTRENSE

sexta-feira, abril 17, 2020

NORONHA DA COSTA

ARTISTA PLÁSTICO E PINTOR PORTUGUÊS

"MAR
PORTUGUÊS"

Morreu um homem que doou ao nosso museu um conjunto de obras importantíssimas, obras, que repousam silenciosamente na reserva do nosso museu. Retenção carrancuda  que afasta estas obras dos olhos de todos nós.

Obras, que faziam parte de uma exposição realizado em Setembro de 1985 no nosso museu, exposição a qual foi dado o nome de; “MAR PORTUGUÊS”. 
Num tempo em que o edifício do nosso museu está a ser recuperado (à demasiado tempo 😢😢😢😢😢😢😢), não posso deixar de aconselhar quem comanda um barco que “parece” desgovernado, que talvez fosse de inteira justiça,  reabrir o nosso museu com uma homenagem a Noronha da Costa. 

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR 
(1985)
MAR PORTUGUÊS

A exposição de 1985, foi organizada com a colaboração de um grupo de amigos de Noronha da Costa: António Lopes Dias, António Salvado, Augusto Araújo dos Anjos, João Romãozinho, Luís Marçalo Grilo e Mário de Deus Branco. 
Da mesma constavam seis telas gigantes, pintadas a óleo e algumas peças em pedra pintadas (como se pode ver nas fotos que ilustram esta publicação). 
As obras que faziam parte desta exposição, foram oferecidas por Noronha da Costa ao museu, fazendo atualmente parte da sua vasta coleção de arte contemporânea. 

VAMOS AGUARDAR PARA VER SE ALGUÉM COM MUITO BOM SENSO, OLHA PARA ESTE MEU PEDIDO E DECIDE HOMENAGEAR UM HOMEM A QUEM A TERRA ALBICASTRENSE MUITO FICOU A DEVER.
O Albicastrense

quinta-feira, abril 16, 2020

PÉROLAS DA TERRA ALBICASTRENSE


UM PANFLETO  DE 1953 

Este pequeno panfleto, foi encontrado por mim ao lado de um contentor do lixo.  
Trata-se de uma verdadeira
preciosidade, pois foi editado em 1953. 
Preciosidade que bem merece ser aqui publicada
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 15, 2020

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE

ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS
NA 
TERRA ALBICASTRENSE


Em 1535 a vila de Castelo Branco, adquiriu de D. João III,   o título de Vila Notável   →









  Em 1771 por carta régia de El Rei, D José, foi elevada à categoria de cidade, a notável Vila de Castelo Branco.

Em 2020, um asqueroso coronavírus que se julga Rei, mas que não passa mesmo de um hediondo vírus, inferniza-nos a vida obrigando-nos a deixar de dar abraços, beijinhos e até a deixar de fazer amor.
Todos juntos, vamos mostrar a este estafermo, que dia menos dia ele tem os dias contados.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, abril 14, 2020

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE


CENTO E OITO ANOS DEPOIS
(14 De Abril de 1912, 14 de Abril de 2020)

CAMPO DE JOGOS DO MONTALVÃO

Em Castelo Branco, no campo de jogos do Montalvão (integrado nas festas académicas), realizou-se um conjunto de provas desportivas integradas nas comemorações académicas. 
Nesse dia 14 de Abril de 1912, foi realizado um torneio de tiro aos pratos, corridas de atletismo, de sacos, saltos em altura e em comprimento, lançamento de pese, de disco e de dardo, bem como corridas velocípedes.






Em fim de festa, teve lugar um renhido jogo de futebol, entre duas formações que alinhavam com equipamentos brancos e amarelos. 

A equipa canarinha ganhou, por três bolas a duas, razão porque recebeu uma taça de prata, que foi oferecida pelas damas Albicastrenses. 

É a notícia mais antiga, respeitante a um jogo de futebol, realizada em Castelo Branco. 

(Recolha de dados; Jornal Reconquista).
O ALBICASTRENSE

sábado, abril 11, 2020

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


Toponímia da
Terra Albicastrense

Na minha redescoberta do Bairro do Valongo, fui surpreendido com uma placa toponímica que me deixou de queixo caído.
O motivo dessa minha surpresa, prendesse com o facto da placa ser em granito e não de plástico (RASCA), como é tem sido habitual nos bairros da nossa cidade nos últimos anos. 
Fui igualmente surpreendido pelo nome colocado na placa, uma vez que desconhecia por complete a personagem cujo o nome consta na placa toponímica. Fui à Internet e descobri o nome complete deste homem; Fernando Gil Almeida Lobato de Faria.  
Imagino tratar-se da mesma pessoa, embora o seu nome não esteja complete na respectiva placa, o que me surpreende (pois não é habito), é que esta pessoa  ainda está entre nós e ter sido nomeado em 2016 pelo nosso presidente para Membro do Conselho das Ordens Nacionais. 
Se se tratar da mesma pessoa (quero crer que sim), só posso dizer que estou em complete acordo, pois defende à muitos e muitos anos, que não é necessário uma pessoa morrer para ver o seu nome numa placa toponímica.
QUEM FOI 
FERNANDO LOBATO FARIA?

Coronel de Infantaria Fernando Gil Almeida Lobato de Faria, nasceu a 16 de Agosto de 1936, em Castelo Branco.
Terminou o curso da Academia Militar no ano de 1959. Colocado na Escola Prática de Infantaria, onde desempenhou as funções de instrutor dos Cursos de Oficiais Milicianos. Mobilizado para Cabo Verde em 1962/1963, onde comandou o Pelotão de Atiradores nº 7. Em Agosto de 1964 é mobilizado no Comando da Companhia de Caçadores n O546, onde a sua brilhante actuação em combate fez jus à condecoração da medalha de prata de Valor Militar, com palma. De regresso a Lisboa é colocado no CMEFED, como instrutor do 1º curso de instrutores de educação física militar.
Em 1967 é mobilizado para a Escola de Aplicação Militar de Angola, onde se oferece para frequentar o 8° curso de comandos, que terminou com aproveitamento em 30 de Novembro, no Centro de Instrução de Comandos. Colocado no CIC/RMA foi Diretor de Instrução e instrutor de 8 cursos de comandos consecutivos.
Terminou a comissão em Junho de 1970. Nomeado para comandar a 31ª Companhia de Comandos, em Janeiro de 1971. Ferido gravemente numa operação no Leste de Angola de que resultou a evacuação para Lisboa. Condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 1ª classe, por feitos em combate considerados de extraordinários, relevantes e distintos.
Em 2016, foi nomeado pelo Presidente da República para Membro do Conselho das Ordens Nacionais.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, abril 08, 2020

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXL


  A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Vem agora a sessão de 1 de dezembro, que vem a seguir, apareceu o tesoureiro dos “Ingeitados”, João Nunes de Sequeira, a queixar-se de que não tinha sombra de dinheiro para pagar às almas. Lançou-se uma finta “pelos Povos do Termo desta Cidade”, que rendeu trezentos mil reis.

Não era uma fortuna, mas não havia para mais, e por isso mesmo os vereadores: Determinaram.

visto  terem cessado os motivos pelos quaes se augmentou  o selário que se costumava dar às Amas pela creação dos Expostos e  ter deminuido consideravelmente o rendimento das sizas por não se effectuarem compras de bens de raiz como dantes de que resultou não haver sobejos para epprir aquellas despezas, se reduzisse a quantia de mil quatro centos e quarenta reis que até agora se pagava mensalmente a cada Ama a quantia de mil e duzentos reis devendo começar este pagamento desde o mem de Novembro próximo pretérito inclusive”.

Não havia compras de bens de raiz, porque não havia segurança para ninguém, as sisas não rendiam nada, não havia sobejos e por isso toca a reduzir o salario das pobres amas dos expostos em doze vinténs por mês.
Tivessem paciência. Não havia e, quando não há, tudo tem de esperar.

Ainda nesta sessão foram nomeados “para derramadores de Sizas e Decimas” o capitão Joaquim José Mendes Fevereiro, José Joaquim Pancas, Doutor Manuel de Ascensão, Luís António Henriques de Almeida, José Jorge e Manuel da Fonseca.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”; O que 
acabaram de ler é uma transcrição, do que foi 
publicado na época.
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RODA DOS EXPOSTOS OU RODA DOS ENJEITADOS
A roda dos expostos ou roda dos enjeitados consistia num mecanismo utilizado para abandonar (expor ou enjeitar na linguagem da época) recém nascidos    que ficavam ao cuidado de instituições de caridade.
O mecanismo, em forma de tambor ou portinhola giratória, embutido numa parede, era construído de tal forma que aquele que expunha a criança não era visto por aquele que a recebia. Esse modelo de acolhimento ganhou inúmeros adeptos por toda a Europa. principalmente a católica,  a partir do século XVI. 
EM PORTUGAL:
Em Portugal, as rodas espalharam-se a partir de 1498 com o surgimento das irmandades da Misericórdia,  financiadas pelos Senados das Câmaras. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa  foi pioneira neste dispositivo. Segundo as Ordenações  Manuelinas de 1521  e confirmadas pelas Ordenações Filipinas  de 1603,  as Câmaras deveriam arcar com o custo de criação do enjeitado nascido sob a sua jurisdição, caso esta não tivesse a Casa dos Expostos e nem a Roda dos Expostos.
 A Câmara teria essa obrigação até que o exposto completasse sete anos de idade
O Albicastrense

O AMOR E A MORTE... NOS ANTIGOS REGISTOS PAROQUIAIS ALBICASTRENSES – (17)

Por Manuel da Silva Castelo Branco XIII - QUANDO A GUERRA BATE À PORTA.  II Parte - A Guerra da Sucessão de Espanha (1704).    Nos seis Ass...