terça-feira, outubro 13, 2009

CURIOSIDADES DO PASSADO

NOTÍCIAS DE OUTROS TEMPOS
(98 anos depois)
Com a saída do liceu do edifício situado no largo da sé, (14/10/1911) o qual foi pertença de D. José Saldanha, para o Palácio do antigo Paço Episcopal, foi instalado no bloco arquitectónico do largo da sé, o internato Nacional.
Esta instituição destinava-se a dar apoio e protecção aos alunos mais desfavorecidos de posses económicas, que frequentavam o Liceu. Para tanto este alojamento, estava equipado de camaratas, amplas e arejadas; confortáveis salas de estudo, bem como aprazíveis recreios. Tudo isto já era iluminado a luz eléctrica.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
”
Albicastrense

domingo, outubro 11, 2009

POETAS DA MINHA TERRA

O poeta Albicastrense António Forte Salvado apresentou na passada terça-feira, na Universidade de Salamanca, o seu ultimo livro “Outono”. Este livro foi recentemente publicado em Espanha e conta com desenhos do mestre japonês Kousei Takenaka.
A apresentação decorreu na sala do reitorado da universidade, uma das que mantém elos mais fortes com Portugal, contando com a presença dos dois tradutores da obra, o professor espanhol Alfredo Pérez Alencarte e a japonesa An Osihiro. Ao poeta António Salvado “O Albicastrense” só pode pedir que continue a dar-nos muita poesia.
Pela segunda vez, coloque aqui a seguinte questão....
Às entidades da nossa “santa terrinha” uma pergunta: para quando a atribuição do nome deste grande homem a um espaço nobre da nossa cidade? Ou será que é mais importante perpetuar nomes nas nossas praças e ruas, de políticos cuja única virtude que se lhes conhece, foi fazer o trabalho, (muitas vezes mal feito) para o qual foram eleitos, e a quem pagaram muito bem, para o fazer?
Responda quem souber e quiser....
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 09, 2009

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - LX



MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO
CONVENTO DA GRAÇA (V)
(Continuação)
O produto da venda dos imóveis foi convertido em papeis de credito cujo rendimento veio a produzir um importante aumento de receitas. No ano económico de 1866-1867 a receita foi de 4.063$820 reis, ao passo que nos anos seguintes foi aumentando sempre ate atingir a quantia de 11.494$854 reis no ano de 1871-1872.
Em 1890 possuía a Misericórdia, a importância de 205.350$000 reis em papeis de credito e 5.999$260 reis mutuados ao juro de 5 e 6%.
Os rendimentos anuais haviam baixado para uma importância de 6.560$430 reis e as despesas com a botica privativa e com o pessoal da secretaria, do hospital e da igreja perfaziam a quantia de 3.106$800 reis. O saldo de 3.453$630 reis era insuficiente para custear todos os encargos da hospitalização dos doentes, do culto religioso, da conservação do edifico e das festividades, etc... A situação financeira da Misericórdia agravou-se considerávelmente no século XX com a enorme desvalorização da moeda, causada pelas crises económicas que se seguiram as guerras mundiais de 1914-1918 e 1939-1945.
Todavia, mercê da competência e dedicação dos últimos provedores, comerciante António Ferreira Pinto e advogado Dr. Frederico da Costa, a Misericórdia consegui ampliar os benéficos da assistência clinica e hospitalar a um grande numero de necessitados . Sob a gerência do primeiro dos citados provedores foi construído na cerca, em 1937, um edifício com novas enfermarias e solários, com o qual melhorou considerávelmente a hospitalização dos doentes. A concepção do edifício não obedeceu, porem, às regras modernamente aconselhadas na construção de hospitais e arquitectonicamente, constitui esse pavilhão uma deformidade que pode emparceirar com outras que ultimamente tem surgido na cidade prejudicando lamentavelmente a sua estética.
Com as receitas obtidas por meio de legados, subsídios do Estado e donativos e donativos de particulares consegui também a Misericórdia, em 1947, sob a gerência do Dr. Frederico da Costa, fazer a adaptação a policlínica de um edifício na cerca. Os serviços externos e o internamente do hospital funcionam, desde o ultimo quartel do século XIX, em boas condições higiénicas e, no livro de registos dos visitantes, iniciado em 16 de Outubro de 1888,podem ler-se algumas frases de pessoas ilustres que traduzem agradáveis impressões colhidas na sua visitas. O Rei D. Carlos, que esteve em Castelo Banco nos dias 5 e 6 de Setembro de 1891 para inaugurar a linha férrea da Beira Baixa, escreveu o seguinte:
“Ao acabar a minha visita a este hospital desejo deixar aqui consignado a todos os que o dirigem o meu sincero elogio pelo estado em que encontrei tudo. – el-rei D. Carlos I. – 6 de Setembro.” Seguem-se as assinaturas da Rainha D. Maria Amélia e dos conselheiros Mariano de Carvalho e João Franco Castelo Branco, que acompanharam o soberano na sua visita. Na igreja do antigo convento da Graça existia a Irmandade dos Passos, que foi sempre muito pobre.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 07, 2009

Eleições autárquicas


Domingo é dia de votar para a nossa autarquia. Não vou aqui apelar ao voto em sicrano ou beltrano, pois a escolha pertence a cada um de nós.
No entanto posso e devo apelar a todos os albicastrenses e não só, para que no próximo domingo não façam como o outro, que criticava tudo e todos, porém quando podia manifestar-se pela continuidade ou não de quem criticava, dizia sempre que eram todos uma cambada de chulos e que só criam poleiro.
Votar é escolher quem queremos…
Não votar é dizer aos outros, para escolherem por nós…

O Albicastrense.

segunda-feira, outubro 05, 2009

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XXI)

"RUA DO ARRESSARIO"
Esta rua começa no final da rua dos Chões e desagua num cotovelo que dá para a rua do Mercado e rua do Sobreiro. Sobre o nome dela, Manuel da Silva Castelo Branco diz no seu livro: “Toponímia Albicastrense do séc. XVI”, o seguinte;
Segundo o Dr. David Lopes este topónimo significa lomba, cumeada, elevação, elevação de terreno entre dois vales, derivando do vocábulo “arreç”, que em árabe quer dizer cabeço e pelo que se devia escrever “arreçário”. O Dr. Joaquim da Silveira afirma, porém, que o termo á uma alteração popular de “Ressaio” (lugar soalheiro, em que dá o sol), donde ser correcta a ortografia com os dois “ss”, opinião perfilhada pelo professor, Diogo Correia. E com efeito, encontre esta última forma em várias escrituras antigas, que sumario a seguir.
-- Carta de venda de João Rodrigues e sua mulher Maria Esteves, vizinhos e moradores em Castelo Branco, na rua do Arressayo de certos bens a Rodrigo Anes e Maria Afonso, sua mulher, moradores em S. Vicente da Beira, (20.03.1351).
-- Carta de venda dos mesmos aos mesmos, com idêntica morada, (21.08.1356).
-- A 28.04.1574 faleceu Diogo Alvares, da rua de Ressayo, não fez testamento e jaz no adro.
-- Gaspar de Queiroz, por testamento feito em 01.09.1615, no Campo de Santa Ana em Lisboa, nos aposentos em que vivia o Dr. Bartolomeu da Fonseca, inquisidor-mor do Santo Oficio, deixa à Misericórdia de Castelo Branco uma morada de casas na R. do Arressario, aos Arcos de Baltazar de Sequeira, com a obrigação de uma missa todos os anos.
Depois desta explicação… passemos ao presente e falemos do actual estado desta rua.
Com pouco mais de trezentos metros de comprimento e aproximadamente oitenta portados na soma dos dois lados, esta rua é hoje uma tristeza de lugar, mais de metade das casas ali instaladas, estão desertas por falta de condições habitacionais e a outra metade vai caminho se não forem tomadas medidas mais enérgicas.
Se morarem na rua do Arressario dúzia e meia de pessoas, já será muito!.. Porém nem tudo é negativo, nesta rua nos últimos tempos, (conforme se pode numa das fotos), tem sido feito um bom trabalho de recuperação de velhas casas, pena é, que essa recuperação seja uma “espécie de caracol” a recuperação anda… mas anda demasiadamente devagar e por esse andar, serão necessários muitos e muitos anos para que possamos ver o resultado final.
No entanto seria desonesto da minha parte se não louvasse aqui o trabalho desenvolvido ultimamente pela nossa autarquia, trabalho que só peca pela lentidão com que está a ser feito, (como disse anteriormente).
Para terminar… diria que a perspectiva de recuperação desta pobre zona, já não está ao fundo do túnel, (como é hábito dizer-se), diria antes… que o trabalho desenvolvido esta a dar frutos, necessitando apenas que a lentidão deixe de ser dona e senhora deste restabelecimento e dê lugar a uma aceleração controlada.
O Albicastrense

sábado, outubro 03, 2009

Tiras Humoristicas - 47

Bigodes e Companhia comentam as declarações feitas pela nossa governadora ao jornal “Reconquista".
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 02, 2009

EXPOSIÇÃO - " Depois da Paisagem "



LUIS FERNANDES

Na Sala da Nora do Cine Teatro Avenida, está patente ao público até 31 de Outubro uma exposição da autoria do pintor Luís Fernandes.
Estive na inauguração e confesso que gostei de alguns dos quadros que ali se encontram expostos.
Exposição… onde a cor e a luz das telas, transformam a “Sala da Nora” numa espécie de gruta encantada e onde até parece que as telas se preparam para nos contar histórias de encantar.
Gostaria de realçar um dos trabalhos presentes nesta exposição, que por sinal escolhi para colocar neste blog. Trata-se de num conjunto de dezoito pequenas telas, que juntas se completam e nos dão uma panorâmica belíssima sobre a nossa cidade. Ao pintor os meus parabéns por esta bonita exposição.
Aos visitantes deste blog só posso dizer mais uma vez! Toca a levantar o rabiosque do banco e meter pernas a caminho para visitar esta linda exposição.

Depois pode comentá-la aqui…

O Albicastrense

RECONSTRUÇÃO DA NOSSA MURALHA - (V)

                       MURALHA DA TERRA ALBICASTRENSE  Na madrugada de 21 de janeiro de 2025, deu-se a derrocada de parte da muralha que fic...