quinta-feira, julho 30, 2009

CURIOSIDADES DO PASSADO


NOTÍCIAS DE OUTROS TEMPOS
(501 Anos depois)
A 27 de Julho de 1508, D. Manuel I concedeu a Afonso Luz, licença para poder construir uma estalagem nos arredores da Vila de Castelo Branco.
Foi o primeiro estabelecimento do género a ser edificado nesta região Beirã.

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista"
O Albicastrense

Tiras Humoristicas - 42


Com algum atraso da minha parte, (depois dos comentários às candidaturas de Eusébio e Morão), Bigodes e Companhia comentam hoje as palavras de Francisco Costa, (CDU) publicadas no jornal “Reconquista”.
PS.
Independentemente da minha simpatia pela candidatura de F. Costa, “O Albicastrense” não se responsabiliza pela tomada de posição do Companhia, nem assume o encargo de ele poder vir a votar no meu amigo Costa.
O Albicastrense

segunda-feira, julho 27, 2009

A MINHA CIDADE


As fotografias aqui colocadas, são uma forma de agradecimento aos responsáveis da nossa autarquia, pelo belo trabalho de recuperação realizado nesta zona da nossa cidade. Que durante anos e anos esteve ao mais completo dos abandonos.
Assim como criticamos determinadas obras na nossa cidade, também devemos ter a coragem e a hombridade de dar os parabéns pelas boas obras, independentemente de não concordarmos com este ou aquele pormenor dessa mesma obra
Aos responsáveis pela recuperação deste espaço da minha cidade este albicastrense só pode dizer:
BEM-HAJA… POR ESTE BELO TRABALHO.
O Albicastrense

sábado, julho 25, 2009

UMA PONTE PRÓ LARGO DO CASTELO



Afonso disse...

Estive este fim-de-semana em Castelo Branco, cidade que apesar de acinzentada pelas pedras do chão, continua muito bela.
No entanto fiquei sem palavras ao chegar ao Castelo e ver o que fizeram à Porta. Alguém me explica o que é aquilo? Como é que vocês deixam destruir o vosso património daquela maneira?
UMA PONTE… PRÓ LARGO DO CASTELO
As palavras que o Afonso deixou na secção de comentários, levaram-me a tentar compreender melhor a obra que a nossa autarquia fez no arco que dá aceso ao largo do nosso castelo.
Para perceber melhor a pergunta do Afonso, fui até ao nosso castelo para poder dissecar a obra, (ainda não tinha visto o resultado final).
Fui até lá e constatei o seguinte: É verdade que actualmente temos a oportunidade de poder ver na totalidade o portado do arco, (tal como as fotografias documentam), porém, também é verdade que por baixo do arco germinou uma ponte de ferro, que na minha modesta opinião deveria e poderia ser bem diferente.
A questão a saber-se é… se os fins justificam os meios!
(Segundo Maquiavel, se o objetivo a ser alcançado fosse de suma importância, qualquer meio para alcançá-lo seria aceitável.)
Confesso que gosto de contemplar o portado do arco na sua totalidade.
Confesso igualmente que a ponte de ferro ali colocada agride a minha pobre sensibilidade visual.


Colocar o portado do arco à mostra na sua totalidade, não deixa de ser uma belíssima ideia! O pior… vem quando olhamos para tudo aquilo e verificamos, “não dar a bota com a perdigota”.
Segundo penso, a realização deste trabalho terá tido a aprovação das entidades responsáveis por este tipo de obras.
Pois… que me desculpem esses responsáveis, mas a sensação que tive quando atravessei aquela pequena ponte de ferro, deve ter sido parecida ao do homem que é colocado na prancha do navio dos piratas, para ser lançado aos tubarões, ou seja… que mal terá feito o infeliz desgraçado, para que o pirata perna-de-pau o metesse na prancha? Explicando melhor… que mal terão feito os albicastrenses para merecerem projectos de tão grande “talento” na sua cidade!? Para terminar regresso à pergunta do Afonso: “Como é que vocês deixam destruir o vosso património daquela maneira?”
Amigo Afonso, apenas lhe posso dizer o seguinte: Os Albicastrenses estão tão extasiados com a nova cidade, que se esqueceram do velho burgo albicastrense.
Um abraço do albicastrense e bem-haja pela sua pergunta.

“Como é que vocês deixam destruir o vosso património daquela maneira?”
Responda quem souber e quiser.

O Albicastrense

sexta-feira, julho 24, 2009

António Andrade Fernandes Duarte - Exposição / I



Ao meu bom amigo António Andrade Fernandes Duarte, o meu bem-haja por ter aceitado publicar no blog, “ O Albicastrense” os seus belíssimos quadros. O texto que se segue é da autoria do próprio artista.

Olá amigos…

Chamo-me António Andrade Fernandes Duarte, tenho 47 anos de idade e nasci no lugar de Partida, freguesia de S. Vicente da Beira, concelho de Castelo Branco.
Gostaria de levar até vós uma vez por mês e durante os próximos trinta e seis meses, os trabalhos artísticos que fui realizando ao longo destes últimos 25 anos.
Trata-se de um projecto que resolvi chamar de “ Confidências sob uma manta de trapos “. Estas “confidências “ são nada mais nada menos que 50 trabalhos pictóricos efectuados em mantas de trapos.
A ideia base para a elaboração destes trabalhos surgiu a partir da frase - “A Beira Baixa é uma manta de Trapos “ (Orlando Ribeiro).
E questiono eu: A vida não será também uma manta de trapos?
Como referi, este projecto começou há 25 anos depois de ter adquirido uma casa em Xisto, pertença dos meus avós e bisavós, na aldeia onde nasci.
Posteriormente, a minha mãe ofereceu – me um grande número de mantas de trapos que a minha avó tinha confeccionado ao longo da vida.
Naquela altura achei interessante a ideia de começar algo de novo.
Desde logo, restaurar a dita casa de xisto e aí criar um espaço de visita, de pensamento também, onde iria guardar todos os trabalhos que fosse realizando. Estas ideias amadureceram quando tirei o curso de Técnico de Museografia no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco e tive o privilégio de conhecer e aprender muito com um ilustre albicastrense, o Dr. António Salvado.
Foi através deste homem, poeta maior da poesia portuguesa, que eu aprendi a amar a nossa Beira Baixa e a respeitar o legado histórico deixado pelos nossos antepassados.

Estavam assim lançadas “ grosso modo “ as ideias para o meu projecto:
“ Casa de Xisto “
“ Confidências sob uma manta de trapos “
“ Beira Baixa – Manta de trapos “

Só faltava encontrar um nome adequado ao projecto, baptizá-lo.
Escolhi precisamente o título de “O Pequeno Lugar”.
Trata – se um belíssimo poema do Dr. António Salvado que mandei gravar numa pedra de Xisto e que afixei à entrada da casa.
Diz o poema:
O Pequeno Lugar: é meia – dúzia de casas construídas d’ humildade, algumas hortas árvores dispersas, sol quando chove e quando não há chuva.
Mas um dia qualquer feita a diáspora aí - missão cumprida – se regressa.

Este “O pequeno lugar“ será também título de um livro onde ficarão guardados os retratos de todos os trabalhos “as confidências” que já realizei e os comentários que os mesmos receberam e outros que certamente surgirão nos próximos tempos.
A diversidade de cores das mantas de trapos mais as que eu lhes fui acrescentando, conjuntamente com uma grande diversidade de comentários, darão lugar a um trabalho, que espero interessante, destinado à preservação e divulgação deste património que é nosso – a manta.
Amigos… fico a aguardar a V. colaboração e comentários, o que agradeço antecipadamente.

Do meu curriculum constam as seguintes exposições:
- 1978 - Museu Municipal do Crato
- 1980 – Escola Secundária de Castelo Branco
- 1984/85 – Salão Paroquial da Partida
- 1987 – Museu Francisco Tavares Proença Júnior
- 1988 – Biblioteca Popular Dr. Hipólito Raposo em S. Vicente da Beira
- 1989 – Posto de Turismo de Belmonte
- 1989 – Discoteca English Bar no Fundão
- 1990 – Junta de Freguesia de Castelo Branco
- 1994 – Centro de Juventude de Castelo Branco
Aqui vos deixo com o primeiro trabalho:

Frutos Novos
Realizado no ano de 2005
Pintura a óleo


Materiais usados: Madeira, barro, fios e xisto
O regresso à infância é a linha inspiradora deste quadro.
Tive a colaboração dos meus filhotes, o Miguel (12 anos) e a Carolina (8 anos), os meus mais acalorados críticos.
O Albicastrense

quinta-feira, julho 23, 2009

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - (LVI)

MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO
(IGREJA DA MISERICÓRDIA VELHA – 9)
(Continuação).
Na casa do lado do Norte da Igreja de Santa Isabel, que foi hospital do sexo masculino, foram instaladas duas escolas de ensino secundário: a Escola de Ensino Mútuo, criada por decreto de 15 de Novembro de 1834 e o Liceu Nacional, instituído por decreto de 17 de Novembro de 1836. Estes dois estabelecimentos de ensino permaneceram no antigo hospital até demolição do edifício que se efectuou pouco tempo depois de 1850 por ele ameaçar ruína. O local ficou sendo um largo público e ainda hoje é conhecido pela designação de Largo da Escola.
Na casa do lado sul, que foi hospital do sexo feminino, esteve aquartelado, em 1834, uma companhia da Guarda Nacional, mais tarde esteve ali instalada uma escola primária do sexo feminino criada por decreto de 10 de Março de 1840 e depois funcionou ali o Tribunal Judicial até 1935, data em que foi transferido para o antigo edifício da Câmara Municipal situado no Largo da Sé.
Na Igreja da Rainha de Santa Isabel existiram as confrarias da Ordem Terceira de S. Francisco e de Santo António.
Após a transferência da Misericórdia para o convento da Graça, o santo lisbonense, que tinha outrora a sua imagem no altar colateral do lado do Evangelho, passou a ser o orago, dando origem à designação de Igreja de Santo António pela qual é hoje conhecido o velho templo consagrado à Rainha Santa. Durante a reedificação da Igreja, iniciada no século XVIII e terminada em meados do século XVIII, deu-se a transição do estilo arquitectónico do Renascimento para o barroco. A fachada principal evidencia esta transição apresentando ornatos que caracterizam os dois estilos sem que, todavia esta combinação afecte a beleza das proporções e a elegância da decoração. Remata o frontão da fachada principal uma imagem da Rainha Santa Isabel e sobre a empena da capela-mor há uma imagem de S. Francisco. Ambas as esculturas, talhadas no granito regional de difícil trabalho, são relativamente são relativamente perfeitas.
A fachada lateral do lado do Norte, posta a nu com a demolição da antiga enfermaria do sexo masculino do hospital da Misericórdia, efectuada em meados do século XIX, apresenta um espeto deselegante que não se harmoniza com o da fachada principal.
Interiormente a igreja é dotada de dois altares colaterais além do altar-mor. O arco que separa a nave da capela-mor é de volta plena e esta apoiada sobre pilastras de granito. Os tectos de madeira da capela-mor e da nave são em abóbada e ostentam uma primorosa pintura do século XVIII que é uma notável preciosidade artística digna de ser cuidadosamente conservada. A reedificação deste templo, que foi primitivamente da invocação de uma venerável santa portuguesa e tem por orago um não menos venerável santo português.
Foi feita nos séculos XVII e XVIII com dificuldades quase insuperáveis, com penosos sacrifícios da Misericórdia e da população de castelo Branco. Deve-se portanto, evitar a sua ruína, mantendo-a aberta ao culto e mandando proceder às indispensáveis obras de conservação.
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos.
O ALBICASTRENSE

Tiras Humoristicas


Bigodes e Companhia comentam a recandidatura do presidente da nossa autarquia.
O Albicastrense

RECONSTRUÇÃO DA NOSSA MURALHA - (V)

                       MURALHA DA TERRA ALBICASTRENSE  Na madrugada de 21 de janeiro de 2025, deu-se a derrocada de parte da muralha que fic...