terça-feira, novembro 10, 2009

TIRAS HUMORÍSTICAS - 48


Bigodes e Companhia comentam as nomeações de Fernando Serrasqueiro e Valter Lemos, para secretários de estado.
O Albicastrense

domingo, novembro 08, 2009

EXPOSIÇÃO - IV


António Andrade Fernandes
4 – ALEGORIA DA EIRA
(Realizado no ano de 2008)
Com a chegada do Outono, uma certa nostalgia invade-me a alma. Recordo os tempos idos da infância na aldeia onde nasci, por altura das malhas dos cereais.
Este trabalho foi realizado tendo como tema de fundo não essas eiras e essas malhas, mas a política e alguns políticos iluminados.
Trata-se de uma homenagem a alguns desses ilustres. Tive a colaboração dos meus filhotes e trata-se de uma pintura a óleo e acrílico sobre tela e manta de trapos. Utilizei também bonecos feitos de trapos e madeira
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O Albicastrense

sexta-feira, novembro 06, 2009

MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO


CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO DOS CAPUCHOS
As notícias vindas a público recentemente sobre o futuro do Convento de Santo António dos Capuchos, (actualmente prisão) colocaram-me a pulga atrás da orelha.
O presidente da nossa autarquia, (Joaquim Morão) anunciou a sua compra, porém, pouco mais adiantou em relação ao seu futuro, a não ser que o mesmo irá ser devolvido á cidade.
Passado o folclore eleitoral, (onde esta notícia foi divulgada várias vezes) resolvi tentar saber um pouco mais sobre a história deste antigo convento e dar a conhecer aos albicastrenses, um pouco do seu passado.
UM POUCO DA SUA HISTÓRIA
Data do século XVI a fundação do mosteiro de Santo António dos Capuchos, localizado do lado nascente da cidade de Castelo Branco. Profiro da Silva, no seu Memorial de Castelo Branco, fixou em 1562 a data da fundação do convento e afirmou que ele foi instituído por D. Fernando de Meneses, comendador da Ordem de Cristo e alcaide-mor de Castelo Branco, por antonomásia o “Boca Aberta” por ter o hábito de não fechar a boca e que era avô doutro D. Fernando de Meneses o bisavô de D. Leonor de Meneses que foi casada com D. Jerónimo Ataíde, conde de Atouguia.
Não esclareceu Porfírio da Silva o fundamento do seu asserto, que parece ser erróneo, a julgar por uma inscrição latina que se encontra no pórtico da entrada principal e cuja tradução á a seguinte:
“Este mosteiro, cujos fundamentos foram lançados pelos frades, foi depois continuado por António, o qual (mosteiro) durará para sempre.”
“As paixões do mundo, umas arrebatadas e violentas como as ondas do mar, alteroso, outras suaves e deleitosas como o brando murmúrio dos rios, jamais perturbarão o bestifico sossego deste cenóbio.”
O convento foi reedificado no fim do século XVII e no princípio do século XVIII. A sua fachada principal, construída no acaso do Renascimento e no dealbar do estilo barroco acusa uma notável semelhança com a do Convento da Graça: são iguais os arcos de volta dos pórticos, os capitéis das piastras, os perfis COMOdas cornijas e os pináculos. Pertencia, o mosteiro a um a Ordem medicante à qual segundo os estatutos, era vedado possuir bens de raiz. Esta circunstância, porém era causa de muitas reclamações dos proprietários dos prédios rústicos onde os frades apascentavam o gado que lhes era ofertado pelos lavradores.
Consta do arquivo municipal que a Câmara dava anualmente ao Convento de Santo António dos Capuchos a quantia de 20$000 réis em cumprimento de uma provisão de 3 de Novembro de 1660 da Rainha Regente Luísa de Gusmão, viúva de do Rei D. João IV, para que os frades pregassem os sermões do concelho e mais 40$000 réis para a manutenção de uma escola primaria criada pela Rainha D. Maria I EM 24 DE Novembro de 1770, sendo metade dessa quantia para o convento e a outra para o frade regente. Esta escola, da qual foi professor frei José do Dominguizo, funcionou até ao ano de 1807 e, como nesta cidade foi encerrada pelos frades, criou-se outra de ensino gratuito em 9 de Novembro desse ano, tendo sido nomeado mestre régio António Gomes da Almeida. Com a extinção das congregações religiosas, em 1834 o convento foi incorporado no património do estado. No mesmo ano destinou-se o edifício a hospital, prevendo-se a hipótese, que não se verificou, de alastrar a Castelo Branco a epidemia da cólera-morbo que então grassava nos pais. Em 21 de Março de 1836 foi autorizado a venda de uma parte do convento para ser adaptado a teatro. Não chegou porém a ser feita a adaptação. Por portaria de 12 de Novembro de 1836 foi a cerca do mosteiro cedida à pelo ministério do reino ao da guerra para servir de horta ao Regimento de Cavalaria nº 3 aquartelado no castelo. A antiga capela dos Terceiros, situada do lado sul do convento, foi cedida à sociedade União, por decreto de 25 de Maio de 1845, para será adaptada a teatro. Foi então ali instalada uma casa de espectáculos de exíguas dimensões, que era insuficiente para a população da cidade, pelo que foi condenada à demolição em 31 de Março de 1888.
Durante alguns anos serviu de teatro um barracão provisório até ser construído um edifício próprio, pela sociedade do Teatro de Castelo Branco, no local da antiga Capela dos Terceiros. O novo teatro foi inaugurado em 1900 e era justamente considerado um das melhore casas de espectáculos que nesse época existiam no pais, fora das cidades de Lisboa Porto.
Entre 1835 e finais do século XX o convento serviu de quartel e várias unidades militares por ali passaram. No antigo mosteiro de Santo António dos Capuchos esteve alojado o Museu regional de Francisco Tavares Proença Júnior deste a sua fundação em 1910, até ao ano de 1929 em que foi transferido para o edifício do Governo Civil. Em 1935 foi ampliado o edifício para serem melhoradas as instalações do Batalhão de Caçadores nº 6. Ainda para ampliar as dependências da mesma unidade militar, foi comprada em 1950 pelo ministério da guerra à sociedade do teatro de castelo Branco, a casa de espectáculos ali erguida no inicio do século XX.
Este pequeno resumo histórico é apenas uma pequena migalha, do muito que existe por saber sobre a história do convento de Santo António. Aos responsáveis pela devolução do convento á cidade pede-se inteligência e bom senso sobre qualquer projecto que ali possa vir a ser implementado, pois no local estão cerca de quinhentos anos da história de nossa terra.
PS - Recolha de alguns dados históricos: “Castelo Branco na História e na Arte” - Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 04, 2009

EXPOSIÇÃO - SOPRO DE ÁGUA


Manuela Justino
Museu Francisco Tavares Proença Júnior
31DE OUTUBRO A 27 DE DEZEMBRO DE 2009
Visitei esta exposição e quero deixar aqui um apelo aos vistantes do blogo, ”Castelo Branco - O ALBICASTRENSE” para que não deixem de a visitar.
Tal como costume dizer: De corda aos sapatos e vá até lá….

O Albicastrense

domingo, novembro 01, 2009

BIGODES E COMPANHIA – REPÓRTERES


AS TRÊS DA VIDEIRADA
Bigodes e Companhia repórteres de investigação, (da caca) resolveram entrevistar as “Três da videirada” que actualmente habitam á porta da nova biblioteca albicastrense.

Bigodes para Companhia.

- Companhia este trabalho parece-me mais uma grande treta! Penso que quem vai sair chamuscado desta léria de entrevista, somos nós.
- Ainda nem começámos e já estás a queixar-te de ires para a fogueira Bigodes?

- Afinal o que diz o dicionário da língua portuguesa sobre a palavra; “Vitrina”?
- Diz o seguinte: “Vidraça ou mostrador com tampo de vidro onde estão expostos objectos.
- Como vês Companhia, essa é precisamente a utilidade que o nosso prefeito está a dar às “Três da videirada”. – Elas servem para expor o ar da erudição produzido pelos assíduos da biblioteca.
- Lá estás tu com paninhos quentes! Se o prefeito fosse da minha facção já estavas a mandá-lo prá fogueira.

- Bom! Vamos deixar-nos de bocas foleiras e falar com as ditas “três da videirada”.
Já no local, os nossos repórteres dirigiram-se às respectivas vitrinas e toca a fazer-lhes perguntas e mais perguntas.

- Donas vitrinas, (ou será D. abandonadas!?) nós gostaríamos de lhes colocar algumas contendas.
- Olha que dupla!

- Digam-nos D. Vitrinas, como é ser-se vitrina e não ter qualquer serventia?
- Olha para estes! Quem não está a ter serventia são as vossas mulheres, pois parece-me que vocês já deram o que tinham para dar.

- Bigodes… estas estão a cantar de galo, quando não passam de três galinholas em fase de penugem.
- Nós somos as primeiras de uma nova geração de vitrinas, cuja função é mostrar aos visitantes da biblioteca como antigamente as peças se mostravam em vitrinas como nós!

- Eh pá! Esta não lembrava nem ao diabo… Então agora expomos as vitrinas em vês das peças?
- Claro seus palermas!

- D. Vitrinas não queremos ser mal interpretados, mas têm que concordar que é muito estranho aquilo que nos estão a dizer.
- Estranho uma ova! Nós custámos uma pipa de massa e não íamos agora servir para colocar dentro de nós, um qualquer achado encontrada por ai fora.

- As D. Vitrinas desculpem a nossa insistência, até podem ter custado uma pipa da massa, porém, era de esperar que pudessem ter algum proveito!
- Nós não fomos arquitectadas para exibir achados, mas antes para sermos nós a ser exibidas!
Companhia para Bigodes.
- Bigode… Estas fazem-me lembrar algumas tias que gostam de se exibir, sem no entanto terem feito nada de essencial para tal.
- Olha! Vamos reatar esta espécie de entrevê, com uma sugestão sacramental!

- Donas e queridas abandonadas… Já que são as primeiras de uma nova geração de vitrinas, temos um alvitre a propor-lhes.
- Chutem lá esse alvitre!
- Nós alvitramos! Que as donas sonhadoras deixem de ser três cangalhos abandonados e comecem a ser prestáveis a quem lhes pagou as vidraças e a ossatura.
- Que dupla de invejosos! Se em vez de andarem por aqui a incomodar as obras do nosso prefeito, lhe pedissem para ele arranjar mais duas ou três iguaizinhas a nós.
- Mais duas ou três iguais a vocês!?
- Sim! Sentimo-nos muito sozinhas.
- Bigodes… Vamos dar música para outra banda, antes que estas patetas nos mendiguem para exporem as nossas ossadas.
O Albicastrense
PS. O Albicastrense pede desculpa aos visitantes pelos desabafos das vitrinas, (desabafos rascas) em relação às mulheres do Bigodes e Companhia.

sábado, outubro 31, 2009

COMENTÁRIOS - VI


CARLOS VALE DISSE...
Não sei a que horas o Veríssimo fotografou a nossa cidade.Estranhamente (ou talvez não) não há pessoas. Não sei se alguns "pontinhos" serão pessoas. Mas, se forem são muito poucas! Foi coincidência ou quis dizer algo? Foi algum presságio para o futuro? Longe vá o agouro... De facto as cidades começaram a existir para as pessoas viverem, para as fixar. Sem as pessoas as cidades morrem. Há muitos exemplos ao longo da História de grandes cidades que desapareceram ou ficaram em ruínas. É que, por enquanto, "ainda" vamos por cá andando uns poucos, alguns teimosos... Embora, o INE diga que a Beira Interior (Castelo Branco, Guarda) voltou a perder população, incluindo o concelho de C. Branco. (Jornal do Fundão desta semana). É mais um sinal de alarme! Na 6ª-feira, a Alma Azul promoveu um debate sobre as cidades do séc. XXI, que decorreu com agrado. Tendo em conta a situação preocupante de desertificação e despovoamento, que se arrasta há décadas, muitos mais serão necessários realizar e com mais participação. Com as loas que nos andam cantar não vamos lá. É mais do mesmo... Até é caso para dizer: Cantam bem, mas não nos alegram...
O Albicastrense

NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS JUDEUS E CRISTÃOS-NOVOS DE CASTELO BRANCO - (IV)

POR MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO QUARTA PUBLICAÇÂO: Embora já tenha publicado o trabalho de Manuel da Silva Castelo Branco, resolvi voltar...