terça-feira, agosto 29, 2017

LARGO DO ESPÍRITO SANTO - (II)

Em Junho passado postei aqui o poste que vai ler a seguir.

UMA SITUAÇÃO BEM TRISTONHA

O largo do Espírito Santo é sem qualquer dúvida um dos mais bonitos da terra albicastrense, na segunda-feira ao passar por lá, (como ia de maquina fotográfica na mão) alguém me chamou a atenção para uma triste situação que por ali existe. 
Situação que segundo a mesma pessoa, se arrasta e parece não ter fim à vista. As imagens aqui postadas mostram um prédio cujo telhado ameaça cair a qualquer momento, como precaução, alguém colocou no pequeno pátio frente à casa, uma grade para impedir que as pessoas passem  pela frente do dito cujo.
Até aqui tudo bem! O pior… é que a coisa está assim à imenso tempo, impedindo as pessoas de passar pelo pátio, ou seja, quem por ali pretender passar, tem que descer as escadas antes da grade e subir as escadas seguintes mais à frente.
Ainda segundo a mesma pessoa, um invisual que por ali passava diariamente, tem tido dificuldades em percorrer o local derivado a esta situação.
Perante este deixa andar, só posso rogar ao presidente da autarquia albicastrense, que tome medidas sobre este triste assunto, pois quem por ali passa diariamente não pode ser prejudicado por alguém que parece estar-se borrifando para o estado do telhado.
                                        --------------------------------------------
Dois meses depois o poste foi visitado por quase 1500 pessoas, todavia, de nada valeu ao local ter-se aqui falado da anormalidade que por ali está instalada, pois a situação está ainda  pior que em Junho passado. 
Como as imagens documentam, o prédio está pior e as ervas daninhas começaram a instalar-se no espaço vedado aos peões.
Como não sou de ficar à espera do dia de S. Nunca à Tarde para ele resolver determinadas situações, aqui fica de novo o poste na esperança de que desta vez algo seja feito em benefício dum dos largos mais belos da terra albicastrense.
                                                     O Albicastrense

domingo, agosto 27, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”, transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Vem agora a sessão de 1 de Janeiro de 1807.
Foram nomeadas as justiças do termo, como era da praxe, e acabou-se a sessão.

Depois de 1 de Janeiro de 1807 os vereadores só tomaram a reunir-se em sessão no dia 28 do mesmo mês. A sessão que nesse dia se realizou achamo-la interessante e por isso ponde de parte o introito, que é sempre e o mesmo, transcrevemos na íntegra ata.

Ora façam o favor de ler:
“Por ele Juiz Presidente foi proposto que a importante cultura das Amoreiras tem merecido as atenções dos nossos Augustos Soberanos, e com especialidade do Príncipe Regente Nosso Senhor, pelo Alvará de seis de Janeiro de mil outo centos e dous confirmativo da Real Companhia das Fiaçoens e Torcidos das sedas, os quias nas respetivas Leis agrarias tem feito este objeto dos cuidados, e vigilância das Camaras pelo que representa que é do dever desta fazer acórdãos, e Posturas que facilitem, e promova este de industria e portante lhe parecia.
Iº
Que visto o esquecimento e descuido em que se tem posto a Derrama que por esta Camara se fez para os Cultivadores das Fazendas desta Cidade e Termo plantarem Amoreiras se ponha a mesma em indefectiva observatório debaixo de penas impostas a arbitro pertente segundo a negligencia e malicia em que foram compreendidos os ditos cultivadores e quando alguns deles as não tenham para plantar as devem pedir aos inspetores que gradualmente lhas deveram fornecer.
2º
Que se deveram assinar e Demarcar terras dos Baldios, sem prejuízo dos Logradouros para o plantio e viveiro das ditas Amoreiras, e lembra o sitio do tangue da Graça, e da Deveza para serem bordados com elas com o necessário resguardo e para viveiro o sitio do Calvário junto a cerca dos Padres de Santo António cujas terras ficarão vedadas e coutadas para outro qualquer contrario uso que lhe possa ser prejudicial e nocivo.
3º
Que toda a pessoa que quebra pé ou cortam alguma das ditas Amoreiras, ou danificam o viveiro delas fosse condenado em dous mil reis porem se o dano for tal que as mesmas não possam vir a proceder e corroborar-se ou se ficarem de todo secas ou forem arrancadas seriam condenados em quatro mil reis e a plantarem e a formar outras tudo de baixo de vigilância e arbítrio dos inspetores.
4º
Que sendo gado que fizer o dano será o dono encoimado, e condenado nas ditas penas de dous e quatro mil reis e plantar e formar outras segundo o prejuízo e dano que fizer e se seguir tudo na forma da Postura terceira já referida cujas penas serão todas aplicadas para as Despesas do plantio e viveiro e a sua promoção, assunto das coimas e vigilâncias deve principalmente competir aos Inspetores que o poderão fazer e requerer perante o juiz competente guardando em tudo o ser regimento e formalidades legais.

E logo pelos ditos vereadores foi acordado, e assentado que vista a necessidade, e utilidade que exige, e resulta do objecto proposto se guardeasse o mesmo em todos os seus capítulos intimamente enquanto com audiência e conselho dos Povos e das pessoas da Governança se não deliberar definitivamente, e tão bem para se demarcar nos lugares do termo as terras Baldias para o plantio, e viveiro e que as Posturas já referidas, e acórdãos se intimasse aos Inspetores para ficarem na sua inteligência e devida execução cada hum pela parte que lhe respeita, e recomendam aos mesmos principalmente o cuidado dos viveiros por ter mostrado e experiência que o plantio de estacas hê de pouca substancia, procedimento neste pais, que só de raiz as Amoreiras são melhores.
E assentaram mais que facultavam ao Inspetor desta cidade os paus que se acham no referido sítio do Tanque e que já não servem para encosto, e guia das Arvores que ali se plantaram para servirem para o mesmo respeito das Amoreiras”.

Façam favor de reparar na importância que então se atribuía á cultura da amoreira e, por conseguinte, à criação dos bichos-da-seda. 
A seda que então se produzia era matéria-prima de uma indústria que deu brado, mas que por complete se perdeu; a das famosas colchas de Castelo Branco, que foram um motivo de admiração e de pasmo para os nacionais e estrangeiros que vieram á nossa terra por ocasião da inauguração do caminho-de-ferro da Beira Baixa e as viram às centenas a ornamentar a sala onde jantaram no dia 5 de Setembro e almoçaram no dia 6 o Rei D. Carlos e a Rainha Senhora D. Amélia.
Tudo isso se foi, incluindo as amoreiras.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: 
O que acabaram de ler é uma transcrição do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quinta-feira, agosto 24, 2017

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (VIII)


A imagem que desta vez estou a postar na rubrica; ”Descobrindo Castelo Branco antigo”, não é uma imagem com muitos anos, pois foi captada por mim em 1999.
A imagem não tem ainda 20 anos, mas olhando para ela e pensando no local atualmente, parece que passou um século por este lugar.
É evidente que qualquer albicastrense irá reconhecer o local, contudo, não resisti em coloca-la à discussão nesta rubrica, em virtude de qualquer pessoa com mais de 20 anos ter memórias do local e poder falar dele.
O albicastrense

segunda-feira, agosto 21, 2017

FOTOGRAFIAS DO PASSADIÇO DA TERRA ALBICASTRENSE



PÉROLAS 
DA
 TERRA
ALBICASTRENSE

O texto desta publicação, foi retirado do livro "Istopía" da autoria de Leonel Azevedo,  publicado pela autarquia albicastrense.
O A ALBICASTRENSE

sábado, agosto 19, 2017

MEMÓRIAS DE OUTROS TEMPOS - " O JÚLIO RAMOS DO CAFÉ ARCÁDIA"


O jornal “Beira Baixa” publicou em 1944, a pérola que aqui estou a postar.                         
Não há no Mundo maior palpite!
JÚLIO RAMOS, PROPRIETÁRIO DO CAFÉ ARCÁDIA.
VAI VENDER OS 6.000.000$00 DA GRANDE LOTARIA DO NATAL!”

Não sei se o Júlio cumpriu a promessa, e conseguiu vender o número premiado da lotaria do natal de 1944. 
Contudo, não é esse o meu propósito, o meu propósito é saber quem foi Júlio Ramos e se algum albicastrense de hoje tem lembranças dele. A pergunta que aqui coloco é a seguinte:
 “Será que os albicastrenses comuns do passado, não têm o direito de ser lembrados no presente?”
O anúncio do Júlio tem 73 anos, sendo pois muito difícil encontrar pessoas que o tenham conhecido.
O desafio que aqui faço a quem conheceu o Júlio ou tenha memórias dele, é o seguinte:
Se conheceu Júlio Ramos fale-nos dele, pois também os albicastrenses menos conhecidos do passado, merecem ser recordados.  
Ou será que 73 anos depois, já não existe alma viva para o recordar?
                                           O Albicastrense                  

sexta-feira, agosto 18, 2017

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (VII)

Esta é uma imagem bem querida para mim, pois em criança deambulei por esta rua, muitas e muitas vezes.
A data da captação da fotografia, talvez ande pelos anos trinta ou quarento do passado século, mas sem qualquer certeza da minha parte. 
A rua que se pode ver na imagem ainda hoje tem o mesmo nome, algumas das casas já não existem, ao fundo pode ver-se um instituto que teve fama na terra albicastrense e mais não digo.
Qual o local da terra albicastrense, onde
foi esta imagem captada?
O Albicastrense

terça-feira, agosto 15, 2017

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (VI)

 
Esta é uma imagem que irá deixar muita gente a coçar a cabeça e a interrogar-se, sobre o local onde este edifício tinha poiso na terra albicastrense. A imagem terá sido captada nos anos cinquenta (+-) do século passado.

Meus amigos, em que praça da nossa terra tinha este velho edifício, residência?

O velho edifício foi mandado abaixo nessa mesma década. A praça que o albergava mudou de nome e está hoje bem diferente.
O Albicastrense

RECONSTRUÇÃO DA NOSSA MURALHA - (II)

MURALHA DA TERRA ALBICASTRENSE Na madrugada de 21 de janeiro de 2025, deu-se a derrocada de parte da muralha que fica na esquina da rua Vaz ...