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quarta-feira, dezembro 31, 2025
sexta-feira, dezembro 26, 2025
ACTAS CAMARÁRIAS - (I)
ACTA CAMARÁRIA DE 20 DE NOVEMBRO DE 1791
Nesta Vereação a que foram convocados a Nobreza e Povo dos lugares de Alcains e Louza para responderem a hum requerimento que os Procuradores dos referidos Lugares fizeram a Sua Magestade para que lhes concedesse o levantarem o dinheiro que se achava com que tinhão concorrido para as Pontes dos Rios ocreza e Alvito e sendo lido aos mesmos o referido requerimento disserão que elles convinhão nelle pella necessidade que tinhão os da Louza de dinheyro para continuar a obra da Torre da Igreja que ha pouco se tinha rematado, e os de Alcains para acabarem a obra de Sàchistia da sua Igreja, e de como assim o disseram assignarão”.
António Rodrigues Cardoso: e lá aparecem as assinaturas; que são quinze da Lousa, das quais seis são de cruz, e apenas três de Alcains. Parecia, pois, que ocaso estava arrumado, que o pedido estava deferido e que o dinheiro lá ia para a torre da igreja da Lousa e para a sacristia da igreja de Alcains. Não aconteceu, porém assim.
Depois das assinaturas da “Nobreza e Povo”, acta continua e reza assim:
“Continuando esta Vereação respondem os oficiais da Camara que visto a grande necessidade em que esta Cidade e sua Comarca de achava das Pontes para que se acha depozitado o dinheiro que pretendem levantar os Procuradores dos Lugares da Alcains e Louza considerando tãobem que as obras particulares e veluntarias que aquelles pretendem fazer não devem nunca prevalecer ás obras publicas e de tanta nescessidade como as ponderadas, não covinhão no seu requerimento muito principalmente por se não achar obra das Pontes prohibida mas somente sustada e pella dificuldade e demora que ha de have r em se tornarem a fintar os Povos quando Sua Magestade mande continuara a referida obra”.
António Rodrigues Cardoso: estava de há muito resolvido construir as pontes da Ocreza e do Alvito. Tinha-se juntado para elas o dinheiro necessário por meio de uma finta que abrangeu todos os povos da cidade e seu termo, tinham sido arrematadas as respetivas obras.
Mas o governo tinha mandado que se não levassem por diante até segunda ordem. Os motivos são fáceis de adivinhar: tinha-se andado em guerra com os espanhóis, os ares estavam turvos e não era por isso conveniente que com as pontes se facilitasse a passagem de tropas estrangeiras por esse Portugal além.
Mas o facto de estarem então proibidos os trabalhos não queria dizer que eles não se fizessem, logo que a situação melhorasse; por isso, desde que se tinha juntado o dinheiro para as pontes, tivessem santa paciência os Procuradores do Povo de Alcains e Lousa, deixassem-no estar onde estava, bem guardado, bem acautelado, e fizessem lá a torre e a sacristia como pudessem. Eram obras “particulares e voluntarias”, não deviam “prevalecer às publicas”.
Mas o facto de estarem então proibidos os trabalhos não queria dizer que eles não se fizessem, logo que a situação melhorasse; por isso, desde que se tinha juntado o dinheiro para as pontes, tivessem santa paciência os Procuradores do Povo de Alcains e Lousa, deixassem-no estar onde estava, bem guardado, bem acautelado, e fizessem lá a torre e a sacristia como pudessem. Eram obras “particulares e voluntarias”, não deviam “prevalecer às publicas”.
Texto retirado em; “Efemérides Municipais”, da autoria de António Rodrigues Cardoso. O que acabou de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O ALBICASTRENSE
sexta-feira, dezembro 19, 2025
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (V)
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Continua)
O ALBICASTRENSE
segunda-feira, dezembro 15, 2025
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (IV)
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Continuação)
(Continua)
O ALBICASTRENSE
sexta-feira, dezembro 12, 2025
UM HOMEM QUE DEDICOU PARTE DA SUA VIDA A CASTELO BRANCO
Sendo Manuel da Silva Castelo Branco o autor do trabalho que estou atualmente a publicar no blog, não podia deixar de publicar o que consegui descobrir sobre ele. Nesta pequena biografia (pois não consegui encontrar muitos dados sobre ele), podemos constatar através dos seus trabalhos publicados sobre a terra Albicastrense, que nutria por ela um enorme amor.
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Nasceu a 28 de fevereiro de 1928 na da freguesia da Orca, concelho do Fundão. Foi presidente da autarquia albicastrense entre 1970 e 25 de abril de 1974. Em 1998 foi figura central da sessão solene que se realizou em Castelo Branco, a propósito das
comemorações dos 227 da elevação a cidade da “notável vila de Castelo Branco. Detentor de um invejável currículo, dedicou muito do seu tempo à investigação da história de Castelo Branco e da Beira Baixa.
Nessa cerimonia, o então presidente da Camara Municipal, Joaquim Morão, teceu-lhe rasgados elogios.
Manual da Silva Castelo Branco demonstrou à época perfeitos conhecimentos dos quadrantes fundamentais para o desenvolvimento deste concelho. Fornecer à cidade e a todo o concelho água e
eletricidade em condições satisfatórias, estabelecer e melhorar as indispensáveis vias de comunicação e transporte, de ligação a todas as freguesias anexas, bem como a outros centros mais importantes. Já
faziam parte das suas metas a alcançar nesse tempo. Favorecer a instalação de indústrias era outro dos seus objetivos lembrados nesse aniversario da cidade, bem assim como de empreendimentos turísticos.
Outra das metas que nessa altura foram salientes e nas quais o empenho de Manuel da Silva Castelo Branco foi bastante, segundo o próprio reconheceu nesse mesmo dia em declarações prestadas ao
Reconquista, foi “diligenciar pela criação de estabelecimentos de ensino de grau superior, a fim de proporcionar aos estudantes a ambicionada dolarização de um modo mais acessível.
Defensor de uma extensa lista de trabalhos sobre a sua cidade, foi apresentado nessa altura ainda como
”o precursor da atual Zona Industrial da cidade”, uma vez que no seu mandado à frente da autarquia “procedeu á compra de uma parcela de terreno de 260 hectares tendo em vista a implantação de um vasto
plano de desenvolvimento com o objetivo de transformar Castelo Branco numa das mais desenvolvidas, belas e prosperas cidades do interior dopais”. “Esta é uma terra da qual as pessoas podem ter orgulho”, disse na mesma ocasião Manuel da Silva
Castelo Branco, lembrando que “conservo acima de tudo no coração as muitas amizades que aqui fiz” Manuel da Silva Castelo Branco é autor de uma vasta lista de obras sobre Castelo Branco, das quais das
quais consegui descobrir as seguintes:
- Alcaides-mores de Castelo Branco, Amor e a Morte... nos antigos Registos Paroquiais Albicastrenses, - -
Assistência aos doentes na Vila de Castelo Branco e seu termo, entre finais do Séc. XV e começos de 1806 até 1836.
- Familiares do Santo Ofício em Castelo Branco.
- Heráldica dos Bispos de Castelo Branco.
- Retratos de Frei Roque do Espírito e de Frei Egídio da Aposentação do Museu Francisco Tavares Proença.
- D. Frei Fernando Rodrigues de Sequeira, 24º Mestre da Ordem de Aviz, (1387-1433.
- Notas e Documentos para a História dos Judeus e Cristãos-Novos em Castelo Branco.
- Noticia Histórica sobre a Fonte das Águas Férreas, em Castelo Branco.
- Registos Paroquiais Quinhentistas da Igreja de Santa Maria do Castelo da Vila de Castelo Branco.
- Subsídios para o Estudo da Toponímia Albicastrense do Século XV.
- Subsídios para o Estudo da Toponímia Albicastrense do Século XVI, Poetas do “Cancioneiro Geral” Ligados a Diversas Povoações do atual distrito de Castelo Branco.
- Vínculos Genealógicos que Liga o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco presidente cessante da República do Brasil à cidade de Castelo Branco”.
Manuel da Silva Castelo Branco, faleceu em Lisboa a 14 de outubro de 2014
Recolha de dados: Jornal "Reconquista entre outras páginas”
O ALBICASTRENSE
segunda-feira, dezembro 08, 2025
terça-feira, dezembro 02, 2025
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE NO SÉCULO XVI - (II)
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DA TOPONÍMIA ALBICASTRENSE DO SÉCULO XVI
INTRODUÇÃO
O ALBICASTRENSE
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MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DA TOPONÍMIA ALBICASTRENSE DO SÉCULO XVI (Continuação) O ALBICASTRENSE
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