segunda-feira, junho 15, 2026

ATAS CAMARÁRIAS - (VIII)

 VIDA MUNICIPAL 

        "MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE"

Acta de 9 de Janeiro de 1806:

Apareceram os “criadores de gado”, Diogo da Fonseca Barreto Mesquita, D. Clara Jacinta Zuzarte, José da Silva Castelo Branco, Padre Manuel dos Reis Soares e Padre António da Maia Nogueira, a queixar-se de que tinham sido proibidos de fazer entrar os seus gados na Granja da Senhora de Mércoles e por isso estes não pudera, pastar parte das ervagens que os queixosos tinham arrematado, requerendo portante que se precedesse à avaliação de parte das ervagens que não puderam utilizar para o “devido abate” nas importâncias por que tinham arrematado. A Câmara achou que os queixosos tinham razão e fez-lhes a vontade. 

Palavras de, António Rodrigues Cardoso.
Lá forma dois louvados e acharam que a parte da ervagem da Rebouça incluía na Granja da Senhora de Mércoles valia bem vinte e dois mil réis; e da Pedra da Abelha valia doze mil réis, a do Vale do Lobato valia dez mil réis; a dos coutos de Santa Ana valia vinte e três mil réis; a do Semideiro valia doze mil réis. Abaterem-se estas quantias às importâncias que os “criadores de gado” aludidos se tinham comprometido a pagar e não se falou mais nisso.
O escrivão agora chamava-se José Manuel Vaz Touro. Ainda conhecemos um homem e duas mulheres cá na cidade que usavam o apelido de Vaz Touro. 
As duas mulheres morreram velhas sem filhos. 
O homem, perdemo-lo de vista e não sabemos dizer se tinha filhos. Se os tinha, puseram de parte o apelido da família, porque hoje não conhecemos cá ninguém que se chame e assine Vaz Touro.
 Recolha de dados: "CASTELO BRANCO NA SUA  VIDA MUNICIPAL". Por António Rodrigues Cardoso.
Ps. O texto está escrito talo como foi publicado no livro de atas. 
O ALBICASTRENSE

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