ANTIGO BAIRRO DO PARDAL
"O BAIRRO DA BOA VONTADE”
Na publicação de uma imagem sobre um cortejo de oferendas a favor da Santa Casa de Misericórdia, cortejo realizado na década de 40 do passado século, recebi de Manuela Cêponto a seguinte questão. “António, trata-se de um cortejo de oferendas? Parece-me ver, na faixa, "A boa vontade do" depois uma andorinha e por baixo "Bairro ???" qual o nome do bairro, sabe?”
Dos comentários deixados na publicação recolhi algumas informações. Depois de muito pensar sobre o assunto, fui ao local captar imagens do que terá sido o antigo bairro do Pardal e onde ainda hoje ainda existe um beco com o referido nome.
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MEMÓRIAS MINHAS
No início dos anos 60 eu passava muito pelo referido bairro, ou se preferirem, na rua J. A Morão. Nos primeiros anos porque ia da rua do Padre Américo à rua dos Ferreiros, à sopa dos pobres buscar uma panela de sopa. No início de 1965, comecei a fazê-lo porque comecei a trabalhar na Auto Mecânica da Beira, empresa onde comecei a trabalhar. Tenho pois algumas memórias da rua e de algumas das pessoas que la moravam, memórias que vou aqui contar, pedindo a colaboração dos membros para ajudarem com mais memórias que eventualmente tenham.
-As imagens 1 e 9 dá-nos uma ideia do que teria sido o bairro, uma imagem tirada para quem desce a rua, e outra para quem a sobe.
-A imagem número 3 mostra uma casa onde no passado existiu uma mercearia/tasca, que tinha uma pequena barbearia anexada a ela. Local onde o senhor António além de explorar a mercearia, desempenhava funções de barbeiro, profissão que terá aprendido na tropa.
Recordo que o pequeno estabelecimento de mercearia, tinha uma pequena banca na rua com caixotes cheios de fruta, e eu passava a correr pela rua “gamava” uma peça de fruta. O senhor António ja falecido hà muitos anos, era avô materno do meu bom amigo Joaquim Baptista.
-A imagem número 4, mostra uma velha casa onde morava um casal com três filhos, dois rapazes e uma rapariga, todavia não me recordo do apelido da família, assim como desconheço o paradeiros dos filhos do casal.
-A imagem número 5, mostra uma casa onde o sapateiro Sequeira tinha uma pequena oficina. Nesta oficina aprendeu a arte um amigo meu de infância, amigo que “zarpou”” assim que ganhou asas. O velho Sequeira não era fruta que se cheirasse, pois além de mal-humorado não mostrava simpatia por ninguém.
-Na imagem número 6, mostra um prédio onde o velho Sequeira morava no segundo andar. Desconhecendo eu, quem morava no primeiro andar. No res-do-chão, existia uma loja de mobílias, que segundo me parece, também vendia caixões.
-A imagem número 8, mostra o local que hoje designamos de Beco do Pardal, beco que na altura deveria ter vários moradores, local. onde ainda hoje mora alguém.
-A imagem número 2, mostra uma pequena pérola da terra Albicastrense, pérola (segundo o meu bom amigo Joaquim), construída com a colaboração do seu avô António, pessoa que terá sido um dos grandes impulsionadores do bairro da sua época.
O ALBICASTRENSE
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