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quarta-feira, agosto 12, 2009

UM VELHO POTE - VII


Oito meses após a primeira tentativa, para resolver o caso do pote abandonado no jardim do governo civil e cinco após a ultima tentativa, volto hoje a abordar aqui este caso que considero importante e sobre o qual nada foi conseguido.
Em Dezembro de 2008 falei aqui pela primeira vez de uma notícia encontrada por mim no antigo jornal, “Noticias da Beira”.
Esta edição de 1916 dava conta do aparecimento de um pote, (que na altura teria mais de 300 anos), encontrado no antigo Bairro do Montinho, durante o derrube de uma velha casa.
O Pote foi oferecido alguns dias depois ao museu Tavares Proença Júnior, que na altura estava instalado nas instalações do governo civil.
Com a mudança do museu para o Paço Episcopal na década de 70, o pote “terá” ficado esquecido no edifício do governo civil e caído no esquecimento de todos. Quando encontrei a notícia, pensei para com os meus botões que o velho pote iria por fim regressar ao nosso museu e desta forma fazer-se justiça para com aqueles que em 1916 o doaram ao museu da nossa cidade.
Santa ingenuidade a minha! Pois passados oito meses o velho pote continua no velho jardim do governo civil, às contingências do tempo, (hoje com mais de 400 anos).
Oito meses depois! Só me apetece gritar bem alto que fiquei sem palavras para argumentar contra aqueles que podiam e deviam resolver este assunto.
É costume dizer-se que o silêncio é de ouro…
Neste caso o silêncio é de lata… pois ele é demonstrativo da falta de interesse e da apatia instalada nas instituições, que podiam ajudar a resolver este caso.

O ignorar…
O nada fazer…
Ou o deixar falar quem fala…

É a prova que os responsáveis por estas instituições pouco ou nada se interessam pelo que se passa ao seu redor. O velho pote vai continuar:
Ao sol…
Á chuva…
E ao vento…

Até que um dia alguém repare nele e resolva dar-lhe a dignidade que 400 anos de história lhe dão direito.
O albicastrense

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