segunda-feira, outubro 17, 2016

LÁPIDES EXISTENTES NO ANTIGO QUARTEL DA DEVESA

Na parada principal do Regimento e na parede do edifício fronteiro à porta das armas, havia, antes do tornado, por baixo de uma fita com a inscrição “Dulce et decorum est pro Padria mori ”, as seguintes lápides:

Unidades que têm estado instaladas neste quartel

Regimento de Cavalaria nº 8, do Príncipe Real           - 1844-1911
2º Batalhão do Regimento de Infantaria  nº 21          - 1911-1917
7º Grupo de Metralhadoras                                          - 1911-1917
3º Esquadrão do Regimento de Cavalaria nº 7            - 1915-1917
Regimento de Obuzes de Campanha                            - 1917-1926
Regimento de Cavalaria nº  11                                     - 1926-1927
Regimento de Cavalaria nº  6                                       - 1927-1939
Regimento de Cavalaria nº  5                                       - 1939 -

Por debaixo desta lápide uma “Aos mortos na Grande guerra 1914-1918 ”, datada de 11 de Novembro de 1920, com, a relação dos mortos sofridos pelo regimento de Cavalaria nº 11, indicando-se o posto, nome e naturalidade de cada um e, ainda, se morrerem em combate ou por doença, com indicação do local e do ano.
Havia ainda outras duas lápides, estas do Regimento de Obuzes de Campanha; a da direita, “Honra”, registava as condecorações concedidas às diferentes Batarias, com indicação da ação em que as ganharam, a da esquerda, “Gloria”, relacionava os mortos sofridos em França e na Africa, com indicação do posto, numero e nome.
Porem, tanto a fita referida como todas estas lápides foram arrancadas, por ordem do então Comandante Interino do Regimento Tenente-Coronel Eduardo Sousa de Almeida, quando das obras de reparação dos estragos do tornado, em 1956.
As lápides “Unidades que têm estado instaladas neste quartel” e “ Regimento de Cavalaria nº 11 - Aos mortos na Grande Guerra 1914-1918 ” foram, em seguida, colocadas no pequeno átrio de entrada, junto da Porta das Armas, o qual já por 1934 fora embelezado pelo comandante do regimento de Cavalaria nº 6, Major António Elias Garcia, com seis painéis de azulejos mostrando cenas da vida da Unidade.
Também nessa altura foram ai colocadas duas novas lápides:
Uma diz: 
SE ÉS LEAL, ENTRA FRANCAMNETE:
LEAIS CAVALEIROS TE RECEBEM
SE O NÃO ÉS, NÃO O TENTES SEQUER,
ELES TE VOLTARAM AS COSTAS.
                                               Cor, E. d’ Almeida ”
 E a outra:

““ O  “TORNADO”  EM 6-XI-1954
DESTRUI A NOSSA CASA.
SENDO MINISTRO DO EXERCITO O
EXMO. COR. DO C.E.M. F. DOS SANTOS COSTA
E COMANDANTE DA III R.M. O
EXMO. GEN. BUCETA MARTINS
REERGUERAM-SE AS SUAS PAREDES
O “BEM-HAJA DOS CAVALEIROS DA B. BAIXA”
15-VI-1958 ””

Quanto às duas lápides do regimento de Obuzes de Campanha foram guardadas numa arrecadação.
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O que acabou de ler foi postado neste blogue em Abril de 2010, estou de novo a publica-lo (com algumas alterações), em virtude de uma pergunta aqui deixada por um anónimo, 6 anos apôs a publicação do referido poste.
Pergunta ele:
 Onde estão as lápides de que fala neste poste?”. 
Que terá acontecido às referidas lápides, perguntei a mim próprio de seguida? Após alguns telefonemas para organismos militares que tutelavam o velho quartel da devesa, nada consegui descobrir sobre o paradeiro das lápides. 
Ou seja, parece que ninguém sabe nada de nada!
Como não sou de desistir facilmente, vou continuar esta investigação para ver se consigo saber do paradeiro das lápides, assim que tiver novidade, prometo posta-las aqui.
Contudo, não registo em deixar aqui uma pergunta:
Não deveriam estas lápides ter ficado numa das paredes
do que resta do velho quartel?
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 13, 2016

MENIR E ESTELAS DE S. MARTINHO

O Jornal “Reconquista”, publicou na edição desta semana, uma boa reportagem sobre o Menir de S. Martinho, trabalho que não posso deixar de elogiar e de dar os parabéns aos respetivos autores.
Quanto ao que lá vem escrito, gostaria de dizer o seguinte: Sendo eu, um defensor acérrimo do nosso bordado, gostaria de dizer que estou não cem mas mil por cento de acordo, com a proposta de Pedro Salvado, sobre a mudança do símbolo do museu.
Quando na altura se propôs como símbolo o pássaro, trabalhava eu no museu e já nessa altura, defendia que o símbolo deveria ser o menir e nunca o pássaro, contudo outros valores se levantaram.
Se nessa altura até poderia fazer sentido que o pássaro fosse o símbolo, pois o museu tinha uma Oficina-Escola de Bordados de Castelo Branco, infelizmente a referida escola já não existe, por isso, faz todo o sentido do mundo que se faça a mudança de símbolo.
Quanto ao menir e estelas de S. Martinho, faço minhas as palavras do Dr. Pedro Salvado.
O Albicastrense

terça-feira, outubro 11, 2016

domingo, outubro 09, 2016

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Na sessão seguinte, que se realizou em 5 de Setembro, apareceu o “Thezoureiro dos Imgeitados” a dizer que não tinha cinco réis para pagar às amas dos pobrezinhos expostos.
Lançou-se uma finta em que torna a aparecer a cidade com 50.000 réis e Monforte com 120.000 réis e não se fez mais nada.

A sessão seguinte realizou-se no dia 14 de Setembro. O que houve conta-o assim o nosso escrivão Frazão Taborda:

“Nesta foi apresentado pelo Doutor Juiz de Fora Prezidente deste Senado hum Regio Avizo expedido pelo Excelentíssimo senhor Dom Rodrigo de Souza Coutinho Prezidente do Erario Regio em que Sua Alteza determina que o dito Menistro faça  Nomiar hum Depozitario seguro em virtude do qual Regio Avizo porpoz elle dito Menistro a este Senado que nomeassem o referido Depositario para receber o papel selado que havia chegado e o fosse chegando a esta cidade e por todos iniformemente foi nomiado a Joaquim José Mendes Fevereiro assignando termo de seus Fiadores e abonadores Joaquim José Machado, e Manuel Maques Simoins desta mesma cidade e tem vinte cruzados”.

Certamente o papel selado que tinha chegado e o chegando era coisa de vulto. Visto que para dele tomar conta se exigia um “depositário seguro” e este teve ainda de apresentar dois fiadores e abonadores endinheirados.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais: O que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.  
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 05, 2016

ANTÓNIO GUTERRES

SECRETÁRIO - GERAL DA ONU
Quem havia de dizer, quando em 1987 o autor deste blogue convidou António Guterres para falar, “Do papel do futuro deputado pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, na defesa da nossa região”, que 29 anos depois ele viria a ser nomeado, Secretário-Geral da ONU.
NINGUÉM COM CERTEZA!
Neste momento apenas me atormenta é o seguinte: Que a coletividade albicastrense onde ele se estreou nestas andanças políticas, tenha fechado portas e não possa celebrar este feliz acontecimento. 
Uma desgraça (em meu entender) para os albicastrenses e para a sua terra.
O Albicastrense

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...