domingo, março 03, 2019

sexta-feira, março 01, 2019

PRAÇA CAMÕES


VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO

Hoje ao passar na Praça Camões, reparei que  o painel que lá existe com dados sobre a nossa zona histórica foi vandalizado.
Num dos lados do painel, foram arrancados os referidos dados, estando  o outro lado do painel, também bastante danificado (como se pode ver nas imagens postadas). 
Ao autor ou autores desta "façanha" estúpida, só posso dizer-lhes, que destruir aquilo que é de todos nós, é crime. 
O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 4

 RECORDAR É VIVER
"ERA ALI A PRAÇA VELHA" 
Quem sendo albicastrense e tendo nascido na 
década de cinquenta do passado século, não pode
 deixar de se recordar  da antiga praça. 
Esta antiga praça, tinha lugar onde hoje está
 instalado o nosso tribunal.
                          
           





 O Albicastrense

domingo, fevereiro 24, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 2

R
ECORDAR É VIVER
CINQUENTA E TRÊS ANOS DEPOIS DO MANDA ABAIXO, 
AINDA HOJE ESTRANHAMOS A  SUA DEMOLIÇÃO.  
(Eu entrei muitas vezes neste Palácio). 


O jornal “Beira Baixa”, publicou de forma bastante tímida, o pequeno artigo que pode ser lido neste poste.
Nele, ficamos a saber que a Junta Provincial da Beira Baixa, tomou a decisão de demolir o antigo palácio da família Fevereiro. 
Este artigo não impediu a sua demolição, pois em 1966 ele foi deitado abaixo. Para ali construírem o mamarracho, que podemos ver na fotografia captada por este albicastrense.            
                            
   UMA PERGUNTA AOS VISITANTES
Seria hoje possível mandar abaixo um edifico desta envergadura, para ali construírem o mamarracho que lá foi edificado?
                                               O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE 1

RECORDAR É  VIVER
"UMA VELHA IMAGEM DA TERRA ALBICASTRENSE"

Restaurar uma imagem não é tarefe fácil, pois trata-se de um trabalho que requer muita paciência, contudo, muitas das vezes depois de alindar uma velha imagem da terra albicastrense, dou comigo a dizer a mim mesmo, que a imagem nos mostra depois da recuperada um local desaparecido muito mais digno.
A imagem aqui postada deverá ter sido captada na década de 30/40 do passado século (que me corrija quem dispor de dados diferentes). Nela pode ver-se a estátua de Vaz Preto, (que em tempos esteve colocada no local a que hoje chamamos Praça do Município), as casotas frente ao edifício do governo civil, o antigo coreto que o tufão arrasou, a velha praça metálica e a escadaria da devesa que dava aceso ao Passeio Verde.


Curiosamente esta imagem tem outro dado que considere importante. A imagem foi captada de um edifício que tinha uma varanda ou terraço, que podemos ver na imagem. 

                                                                 
Aos visitantes deste blogue, lanço um desafio: a que edifício pertencia esta armação de ferro? 
Se chegou a este poste através do facebook, pode deixar aqui a sua resposta ou o seu comentário.
                 
                      O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

ANTÓNIO RODRIGUES CARDOSO

AUTOR DAS EFEMÉRIDES MUNICIPAIS 

Em 2008 comecei a postar neste blogue a rubrica; “Efemérides Municipais”, da autoria de António Rodrigues Cardoso. 
Efemérides, que narram a vida municipal da terra albicastrense entre 1655 e 1820. Onze anos depois, publiquei 131 postes sobre essas efemérides, tendo ainda matéria para mais duas ou três dezenas de postes.
Recentemente ao ir ao nosso cemitério dei com a campa deste homem. Confesso que ao ler o nome de António Rodrigues Cardoso na campa, fiquei comovido. Pois, embora sabendo que tinha sido sepultado  em Castelo Branco, não esperava encontrar a sua campa setenta e cinco anos depois.

 ANTÓNIO RODRIGUES CARDOSO
                                                                                   (1864/1944)
Nasceu na Sobreira Formosa a 8 de Julho de 1864, e fez o liceu em Castelo Branco. 
O reitor do liceu era nessa altura Ruivo Godinho, que impressionado com António Rodrigues Cardoso, o incentivou a tirar um curso superior sem que se preocupasse com as despesas do referido curso, pois ele as pagaria.
António Cardoso azamboado com a oferta agradeceu com lágrimas nos olhos, e ficou de ponderar se as circunstâncias da sua vida familiar lhe permitiam aceitar tão generosa oferta. 
Cardoso era órfão de pai, e sua mãe, viúva de dois matrimónios, tinha uma ninhada de filhos que era necessário amparar e guiar. Venceu o amor da família e ficou para se sacrificar pela família, crente, pensou em seguir a carreira de eclesiástica, e para tal se matriculou no curso eclesiástico que ao tempo havia na cidade, pois era sede de bispado. Findo o curso, por concurso entrou no magistério primário complementar, e de lá para o quadro docente da escola normal primária, donde veio a sair para secretário da Câmara Municipal de Castelo Branco. 
Cedo ingressou na política ao lado do seu amigo Ruivo Godinho. O jornalismo chamava-o, e em Janeiro de 1889 fundou o “ Distrito de Castelo Branco” que durou até 1906. Com a morte de Ruivo Godinho e retirada da política de Manuel Vaz Preto, o partido regenerador no distrito entrou numa fase de entendimento com o partido progressista local, e António Rodrigues dedicou-se ao jornalismo, em 1906 fundou “ A Gazeta da Beira” que na monografia do jornalismo distrital de João Grave, tem esta nota sugestiva (jornal monárquico esturrado, progressista, morreu com a monarquia). 
De 1910 a 1912, A. Cardoso não teve jornal, pois a “Gazeta da Beira” morrera entretanto. É durante esse período de natural agitação que se afirma como polemista distinto, panfletário enérgico, cáustico e mordente, na defesa da sua pessoa e sobretudo na defesa dos seus amigos. 
Francisco Tavares Proença seu velho e grande amigo, havia-se exilado nas terras de França, e cá dentro no nosso burgo ouve quem tentasse denegrir a sua ação politica e denegrir o passado honroso de seu pai que havia sido alguém na política geral do país. 
António Rodrigues Cardoso, veio à estacada com um panfleto enérgico repondo a verdade dos factos. 
António Cardoso mantinha-se inflexível no desempenho do seu cargo. As novas vereações, mais os esturrados queriam a sua demissão, é neste período que ele publica uma série de folhetos que são uma alta afirmação de doutrina, e uma defesa enérgicas dos seus direitos.
A sua vocação jornalística não se coadunava com a inação forcada, em fins de 1912 consertou com o seu primo João Ribeiro Cardoso a publicação do jornal o “Beirão” jornal que viveu a vida intensa da politica daqueles anos até 1917, surgindo depois novo jornal, monárquico sem disfarces, de nome “A Beira Baixa” sob a direção de José Pinto da Silva Faia. 
Em 1927 apareceu ”A Era Nova” sob a direção de A. Crucho Dias, que passou a direção do jornal para A. Cardoso, “A Era Nova” viveu até ao advento da nova remodelação territorial do pais, tendo a erecção da nossa província justificado a mudança do seu título para “A Beira Baixa” onde ele se manteve até 1944. 
António Rodrigues Cardoso, permaneceu no jornalismo local mais de 50 anos, durante quase meio século redigiu milhares de páginas, deixando bem vincado o seu anseio pelo progresso da sua região. 
António Rodrigues Cardoso, tinha a paixão da história regional, deliciava-se no estudo dos velhos manuscritos que lhe podia deixar visionar a nossa vida em tempos idos. Morreu em Castelo Branco, a 28 de Janeiro de 1944. 
A ele se deve a publicação das "Efemérides Municipais";  Crónicas "Do Canhenho de Um Velho"; e muitos outros trabalhos sobre a terra albicastrense
Setenta e cinco anos após a sua morte, aqui fica a recordação de alguém que amou e viveu intensamente a terra albicastrense.
PS. Recolha de dados. "Subsídio para a  História Regional da Beira Baixa", de J. Ribeiro Cardoso.
O Albicastrense

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...