segunda-feira, junho 16, 2025

HISTÓRIA DE CASTELO BRANCO

                                  DADOS SOBRE A TERRA ALBICASTRENSE

Os primeiros documentos sobre as terras de Castelo Branco datam do século XII. No entanto, muito antes disso os primeiros povos fixaram-se aqui. Estações dolménicas e romanas em diversas freguesias, como em Alcains, Malpica do Tejo ou Sobral do Campo, são prova da ocupação remota. Durante os séculos da presença dos bárbaros e dos mouros, toda esta zona de fronteira foi exposta à violência dos invasores. 
O próprio nome do concelho indicia o povoamento ainda antes da chegada dos romanos. Castelo deriva do castellum, um diminutivo de castro, local onde viviam aquarteladas as primeiras populações, designadas de castrejas. No tempo de D. Sancho I, chamava-se Cardosa à terra coberta de ruínas e matagais onde depois se veio a construir Castelo Branco. 
Em 1214, D. Afonso II doou estas terras à Ordem do Templo e, no ano seguinte, o Papa Inocêncio III confirmou a doação régia. Os séculos XIV e XV não se revestem de importância significativa no progresso de Castelo Branco. Mas a povoação foi crescendo e, em 1510, recebeu nova carta de foral, concedida por D. Manuel I. 
O século XVI seria de expansão, tendo sido fundada a Misericórdia, construídos os conventos dos frades Agostinhos (1526) e dos Capuchos (1562) e a igreja de São Miguel, que tem agora o papel de Sé. 
No final de Quinhentos, um bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, mandou edificar um palácio rodeado de jardins, que atualmente funciona como sede de um museu da cidade. 
Em 1771, o marquês de Pombal elevou Castelo Branco a cidade e criou a diocese, fatores que foram decisivos para a afirmação de Castelo Branco na região e que viriam a colocar a terra na posição importante de capital de distrito depois das reformas administrativas do liberalismo. A sede diocesana foi depois extinta, em 1881. 
Durante o século XIX, a cidade viu nascer novas vias de comunicação e construções públicas que favoreceram o seu desenvolvimento, como foi o caso da abertura da estrada que a ligava a Abrantes e a inauguração do telégrafo entre as duas urbes. Em 1860, a iluminação pública chegou aos albicastrenses. Foi uma das primeiras cidades do país a ser eletrificada e também a receber a linha férrea, o que aconteceu em 1891.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, junho 05, 2025

PALMEIRAS DA AVENIDA RAMALHO EANES

UMA AVENIDA
 DESPIDA DAS SUAS PALMEIRAS
😊 😍 😑 😀 😁

Começou por fim, a substituição  das velhas e doentes palmeiras na avenida Ramalho Eanes. 
A substituição destas palmeiras, está em curso por outras mais resistentes ao malvado escravelho que as manda abaixo. 
😝 😡 😠 😖

Quando em 2023 contestei na nossa autarquia o corte das primeiras palmeiras, respondeu-me na altura o presidente, que estava em estudo encontrar uma solução para resolver o problema.  
Dois anos depois,  a solução foi finalmente encontrada, por isso, não posso deixar de aqui realçar a recuperação de um dos mais bonitos lugares da terra albicastrense.
Ps. Espero que a recuperação desta nossa avenida, não seja um tapa olhos, por isso, peço urgência nas obras a decorrer, pois a nossa avenida não pode estar despida das suas palmeiras. 
O ALBICASTRENSE 

sábado, maio 31, 2025

ILUSTRES DA TERRA ALBICASTRENSE

Pedro da Mota e Silva (Castelo Branco cerca de 1685 - Lisboa 1685-Lisboa, 4 de Novembro de 1755) foi um clérigo e politico português durante os reinados de D. João V e de D. José I.

Biografia

Era irmão de João da Mota e Silva, o célebre "Cardeal da Mota". Padre, foi agente da Santa Fé entre 1721 e 1728 e Secretario de Estado dos Negócios Interiores do Reino de D. João V de Portugal a partir de 1736.
Enquanto Secretário de Estado, apresentava fama de ser "indolente" no desempenho das suas funções, o que se talvez se devesse à sua frágil saúde e idade avançada. Pedro da Mota alegadamente só daria audiências passada a meia-noite, dormindo durante o dia. 
Quando D. José I subiu ao trono em 1750, este monarca quis mantê-lo no cargo, contra a sugestão de D. Luís da Cunha. Na sequência da nomeação de Sebastião José de Carvalho e Melo para a Secretaria de Estado dos Negócios Estanheiros e da Guerra, este teria mostrado grandes manifestações de respeito pelo ministro, invocando para si as atribuições de Pedro da Mota "sob o pretexto de o aliviar de trabalho, excessivo para seus anos e achaques".
Faleceu de complicações respiratórias após o Terramoto de Lisboa de 1755.  Segundo o cardeal Filipo Acciaiouli, núncio apostólico, a casa de Pedro da Mota ruiu, mas ele salvou-se e foi levado (em virtude da sua idade e por ser "impedido das pernas") para uma cantina, na qual "foi apanhado por um grande catarro", tendo morrido sufocado três dias depois do desastre. Sebastião José de Carvalho e Melo esteve ocupado no dia seguinte, por ordem do rei, a assegurar todas as escrituras de Estado que Pedro da Mota tinha em sua casa. 

Recolha de dados: Wikipedia
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segunda-feira, maio 26, 2025

SANTA VILGEFORTE - "VERDADE OU MENTIRA"?

 SANTA VILGEFORTE

Também conhecida como Liberata, (Lusitânia, 119 - 139), segundo a  tradição católica, foi uma infanta Lusitana  condenada à  crucificação  por professar a fé  cristã. 

A sua hagiográfica  afirma que ela teria conseguido se livrar-se de um casamento arranjado,  fato pelo qual se tornou-se padroeira  das mulheres mal casadas. No entanto a sua história é considerada lendária, tendo sido mencionada pela primeira vez no século XIV.

História

Segundo lendas, Vilgeforte teria nascido no antigo território romano da Lusitânia,  parte do qual corresponde parcialmente a Portugal. Ela havia de ter sido uma infanta, tendo sido educada na fé cristã pelo bispo Santo Ovídio.  Vilgeforte era uma das irmãs de santa Quitéria e Santa Marinha.

Seu pai, um rei pagão,  haveria de lhe ter arranjado um noivo, este também pagão. No entanto, por ser cristã   em secreto, ela teria professado em privado seu voto de manter a virgindade  em nome de sua fé. Para impedir o casamento indesejado, ela pôs-se em oração para que Cristo  a tornasse fisicamente repugnante a fim de que ela pudesse ser apenas dele. Em resposta às suas orações, no dia seguinte ela acordou com barba,  o que fez com que seu noivo fugisse espantado. O pai, furioso ao ter descoberto os planos de Vilgeforte, ordenou que ela fosse crucificada. Recolha de dados: Wikipédia. 

PS. J. A. Porfírio Silva, na seu "Memorial  Cronológico e Descritivo da Cidade de Castelo Branco", diz que uma Santa Wilgeforte terá nascido na rua do Poço das Covas! A pergunta que aqui deixo para quem quiser queimar as pestanas neste assunto, só pode ser uma: A Santa que Porfírio diz ter nascido na rua das Covas, não pode ser a mesma que retirei da Wesiclopedia, pois as datas são bem diferentes uma da outra. Fica  a questão para quem a quiser decifrar.

O ALBICASTRENSE

segunda-feira, maio 19, 2025

CRUZEIRO DA ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES.


O CRUZEIRO VOLTOU AO SEU PEDESTAL

Tudo está bem quando acaba bem, porém, não podemos deixar de pensar, que se nada fosse dito sobre o seu sumisse, talvez o seu desaparecimento caísse no esquecimento. Moral deste triste episódio: lutar pelo nosso património é dever de todos aqueles que dizem amar a terra onde nascerão. 
E mais não digo, pois o episódio teve um fim feliz, que é o que verdadeiramente interessa.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, maio 15, 2025

REALÇAR O QUE DE BOM SE FAZ NA TERRA ALBICASTRENSE

 SEDE DA FUTURA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA E MUSEU ACADÉMICO. 

Numa altura em que decorrem várias obras na terra albicastrense, não posso deixar de realçar a ousadia de criar na nossa zona histórica, uma sede para a Associação de Estudantes e um espaço para se criar um museu académico.  

Passamos a vida a dizer que a nossa zona histórica está uma tristeza (que aliás é verdade), não realçar o que atualmente está a acontecer, seria uma falta de seriedade. Para este Albicastrense, tudo o que possa ser feito em benefício da nossa zona história, terá sempre o meu apoio, independentemente de ser feito em época eleitoral ou não eleitoral. Por isso, endereço ao presidente  da nossa autarquia os meus parabéns por esta iniciativa. 

O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...