terça-feira, julho 15, 2025

OS FONSECAS DE CASTELO BRANCO - (III).

ALBICASTRENSES DO PASSADO 
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FREI BARTOLOMEU DA FONSECA
(Inquisidor geral do Santo Oficio)

Frei Bartolomeu da Fonseca doutor em Cânones pela Universidade de Coimbra e o primeiro colegial de São Paulo.
Bartolomeu da Fonseca foi o terceiro filho de Francisco Martins da Costa e o segundo de Perpetua da Fonseca, (segunda esposa), nasceu em Castelo Branco entre 1530/38 e terá falecido por volta de 1620.
Fez os seus estudos no real colégio de São Paulo de Coimbra, e ali foi o primeiro colegial que entrou por oposição, quando D. Sebastião o fundou novamente, tendo inclusivo chegado a reitor deste mesmo colégio. 

Começou a sua carreira servindo em Coimbra em 1579 com o cargo de deputado do Santo Oficio, por altura em que D. Sebastião e o Cardeal Infante D. Henrique, então inquisidor-mor, ali estabeleceram a inquisição.
Nomeado com 30 anos inquisidor em Goa, (segundo o seu testamento, contra a sua vontade), permaneceu ali onze anos, onde exerceu os cargos de inquisidor e deputado da mesa da consciência, em Goa perseguiu, julgou e condenou os chamados cristãos novos.
Durante os anos que esteve em Goa promoveu muitos autos da fé ”quasi todos os annos”, (segundo palavras suas) Chamado por El Rei a Lisboa serviu na inquisição como inquisidor no tempo do Principie Alberto, que era o inquisidor Geral. 
Foi mandado para Coimbra para compor discórdias entre os inquisidores e a câmara, Bartolomeu da Fonseca abreviou despachos, fez autos da fé, e pacificou as discórdias (!), (mais uma vez segundo palavras suas). Durante aproximadamente cinco anos esta personagem, (que eu designaria de maligna), esteve na corte Portuguesa, (segundo ele) tendo durante esse tempo conseguindo destruir e rebater as maquinações dos sediciosos fazendo com que El Rei ficasse “mui satisfeito” com os ministros da inquisição em Portugal. 
Segundo livro publicado em 1905 por Victor Ribeiro, Bartolomeu da Fonseca terá feito três testamentos, um em 1595 outro em 1617 e por fim o ultimo em 1620. Em 1605/6 após uma queda em Castela, e estando em perigo de vida, pediu licença para se retirar da corte, tendo vindo para Castelo Branco. Foi então chamado a Lisboa por El Rei, para que fosse residir no Santo Oficio. 
Nas pesquisas feitas mandadas fazer por Victor Ribeiro ao Padre Manuel Duarte Preto em Castelo Branco, não foi encontrado qualquer documento comprovativo de que ele esteja sepultado na Capela dos Fonsecas, na sacristia da Convento da Graça, porém foi possível assegurar-se que ali se encontram os seus despojos, assim como os do irmão Diogo e seus descendentes. 
Como disse no inicio deste texto Bartolomeu da Fonseca foi o terceiro filho desta família albicastrense, o primeiro Frei Roque foi um santo homem, o segundo Diogo da Fonseca um politico que serviu Portugal, Espanha e se serviu a si próprio (um camaleão), o terceiro este Frei Bartolomeu foi com certeza a desonra de uma época que ainda hoje nos envergonha a todos e nos coloca na boca a seguinte palavra: Como foi possível toda esta barbaridade por parte dos homens da Igreja?

(1) - Os autos da  consistiam em cerimónias mais ou menos públicas onde eram lidas e executadas as sentenças do Tribunal do Santo Ofício, (sentenças de morte na fogueira ou tortura por todos os meios, o fanatismo era tal que nem Garcia da Horta escapou a tal monstruosidade, foi Condenado post-mortem em 1580 pelo Tribunal do Santo Ofício pelo “crime de judaísmo”, os seus ossos foram desenterrados e queimados);
(2) – O livro “Os testamentos do Inquisidor Bartolomeu da Fonseca”, por Victor Ribeiro, pode ser consultado na Biblioteca Alberto Beneviste.

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, julho 10, 2025

PARAGENS DE AUTOCARROS DO BAIRRO DO VALONGO

 NOVO MAIL PÚBLICO AO PRESIDENTE LEOPOLDO RODRIGUES

CARO PRESIDENTE 

Recentemente fui abordado por moradora do meu bairro,  sobre a anulação de duas carreira no bairro, assim como da pobreza das paragens dos autocarros. Quanto à anulação de duas carreiras, penso que tem a ver com as férias dos estudantes, contudo, não me parece justo que os moradores do bairro sejam penalizados por isso. 
Quanto às paragens dos autocarros, desafio o nosso presidente a apanhar um autocarro numa dessas paragens.  Recomendo-lhe porém, que no inverno traga um guarda chuva para não ficar que nem um pintainho (pode trazer igualmente, uma cadeira para se sentar enquanto espera pelo autocarro). No verão traga os mesmos utensílios, mas... junte-lhes uma garrafinha de agua para não ficar com uma isolação. 

Como sou um albicastrense despachado, envio deste logo um projeto  elaborado pela dupla; “Bigodes & Companhia”, para as futuras paragens de autocarros do bairro do Valongo. Deste já, o meu bem-haja pela  resolução deste assunto. Um Albicastrense que nem sempre lhe bate palmas, mas...  que muito defende a sua terra.


Ps. Peço desculpa pelo projeto da dupla não ter a qualidade dos projetos de Siza Vieira, todavia, eles esmeraram-se muito no projeto.

O ALBICASTRENSE

sexta-feira, julho 04, 2025

FONSECAS DE CASTELO BRANCO - (II)

ALBICASTRENSES DO PASSADO 

Frei  Egídio  da Aposentação

(1539 – 1626)

Nasceu em Castelo Branco no ano de 1539, irmão consanguíneo de Frei Roque do Espírito Santo e irmão germano de Diogo da Fonseca e de Frei Bartolomeu da Fonseca, aparentava-se pelo lado materno com o jesuíta Pedro da Fonseca.
Estudante em Coimbra desde muito novo, e estudante distintíssimo que sendo discípulo competia com os mestres na profundeza com que explicava os textos mais antinómicos, segundo Barbosa de Melo, professou aos dezanove anos de idade no Convento da Graça dos Eremitas de Santo Agostinho, de Lisboa, em 25 Abril de 1558.
Mestre conventual, iria doutorar-se em Teologia, e ocupar as cátedras de Gabriel, a de Escoto e a de Véspera, da faculdade de Teologia. Chegou a obter a mercê da cadeira de prima, por carta de Filipe III, mas pelos seus achaques não veio a reger. As cátedras principais designavam-se, como é sabido, pela nomenclatura das horas canónicas. Somente os Teólogos de grande reputação ascendiam às cadeiras de Prima e de Véspera. Foi doutor em Teologia e substituído na cadeira de Véspera por Frei Pedro Mártir, da Ordem dos Pregadores.
Frei Egídio figura na escola dos afamados teólogos e filósofos da escolástica, desempenou, em diversas ocasiões, o cargo de Vice-Reitor e durante algum tempo o de Reitor da Universidade. Recusou a mitra de Coimbra, oferecida por Filipe III, recusou igualmente o cargo de provincial, para que fora eleito. 
No último período da sua vida ficou cego, suportando com perfeita conformidade o seu infortúnio. Autor de muitas obras publicadas, e de numerosos textos de filosofia, que até hoje não encontrou quem os analisasse em profundidade, o que nos daria a exata e definitiva craveira intelectual de Frei Egídio. Esteve com o seu irmão Frei Roque do Espírito Santo em Alcácer Quibir, a tentar demover o rei D. Sebastião da sua louca aventura, porém sem sucesso. 
Morreu em Coimbra, a 8 de Novembro de 1626, e ali jaz sepultado, entre varões ilustres, na igreja da Graça de Coimbra. 
Muito mais haveria para dizer deste grande albicastrense, no entanto os dados sobre este “homem sábio” são escasso, tornando-se difícil dizer algo mais sobre ele. A Capela do Carneiro ou dos Fonsecas, (hoje atual sacristia da igreja da Graça), como era vulgarmente conhecida, em Castelo Branco, destinou-a o seu edificador Diogo da Fonseca a mausoléu de família, pais, esposa, irmãos e seus descendentes. 
Era ao mesmo tempo, uma homenagem à memória dos insignes irmãos, à consagração do seu valor e de suas glórias terrenas, mas não repousam ali, os restos mortais de Frei Roque e de Frei Egídio, (em tempos terão ali repousado os restos mortais de Diogo da Fonseca, e seus familiares).
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, junho 30, 2025

BIGODES & COMPANHIA

Bigodes & Companhia repórteres do improviso e do desenrasca, fartos de andarem a roçar o traseiro pelas cadeiras das tascas albicastrenses, resolveram regressar ao bloque com nova tira. 
Tira sobre o tão prometido complexo funerário, obras que segundo consta irá finalmente  arrancar.

PS. Vamos ver se desta a dupla maluca está mesmo de regresso, ou se mais uma vez, eles estão a gozar  comigo.
A ALBICASTRENSE

domingo, junho 29, 2025

FUTURO COMPLEXO FUNERÁRIO DE CASTELO BRANCO - (II)

😐     😑     😏

Publiquei recentemente uma publicação sobre o complexo funerário que está previsto ser construído, no antigo armazém de mercearias, frente à capela de S. Marcos. 


Como entretanto surgiram algumas vozes a falar do assunto, resolvi  fazer alguma  pesquisa  e conversar com quem está dentro do  assunto, tendo eu descoberto o seguinte: A ideia  terá sido  pensada no mandato de Luís Correia (não sabendo eu, se o projeto de Álvaro Siza Viera, foi entregue a Luís Correia ou a Leopoldo Rodrigues. 

O projeto de Álvaro Siza Vieira (como se pode ver na imagem desta publicação), prevê a construção do complexo funerário na antigo barracão de mercearias e de um  jardim anexo onde atualmente está um parque de estacionamento. 

O problema é que colocar  um pequeno jardim no local onde está atualmente o parque de estacionamento, parece ter encontrado  alguma resistência na autarquia, resistência que terá impedido o avanço da construção do complexo funerário. 

O problema parece ter sido ultrapassado junto de Siza  Vieira (autor do projeto), através de um acordo para  construir o complexo em duas fases, primeiro o edifício e depois o logo se vê quanto ao jardim. 


Abriu-se concurso para a construção do complexo funerário em  março deste ano (mais de 894 mil euros), nenhuma firma de construção concorreu. Segundo sei, o concurso vai brevemente ser colocado de novo a concurso. Passados mais de cinco anos, o projeto continua ser isso mesmo, um projeto. Será que desta vez vai aparecer alguma empresa de construção, interessada no concurso?

Este Albicastrense apela para que de uma vez por todas, este assunto calce botas e comece a andar, pois a terra Albicastrense assim o deseja e merece. 

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, junho 26, 2025

FUTURO COMPLEXO FUNERÁRIO DE CASTELO BRANCO - (I)

TRISTEZAS DA TERRA ALBICASTRENSE

😖 😕 😔 😓 😒

Fui hoje á capela de S. Marcos, despedir-me de alguém que nos deixou. Confesso que mais uma vez me entristeceu  a falta de condições da capela para atos funerários. Uma autêntica tristeza, é o mínimo que posso dizer da falta de condições. 
Quem quiser ir à casa de banho, tem que subir umas escadas bem estreitas e quase impossíveis de subir para pessoas com idade avançada. O espaço onde fica a urna é demasiado pequeno, o que obriga as pessoas a fazer fila para se despedirem de quem partiu, enfim, um espaço pouco digno e com muita falta de condições nos dias de hoje. 
O mais grave neste triste assunto, é, que tendo a nossa autarquia  adquirido frente  á capela de S. Marco, um edifício onde em tempos funcionou um armazém de mercearias para lá construir um complexo funerário da autoria de Álvaro Siza Vieira,  nada de nada tenha acontecido. 
Em 2023 fiz neste bloque, uma pergunta sobre a indecisão do faz ou não faz o complexo funerário. Dois anos depois, o assunto continua em banho Maria. Perante tanta indecisão, volto a perguntar: "meus senhores, a ideia é para avançar, ou para fazer de conta ?"  Nada dizer sobre o assunto, é dar um tiro nos próprios pés. 


terça-feira, outubro 10, 2023

             VERDADE OU MENTIRA!!

DIZEM QUE VÃO FAZER.

MAS… NADA  DE NADA  ACONTECE.

😒 😓 😔 😕 😖

Nos últimos anos tem circulado na terra albicastrense, que no local onde está instalado este antigo armazém de mercearias, irá nascer um centro funerário, complexo cujo projeto (segundo dizem) é da autoria de um arquiteto de renome português.  
Consta até, que o armazém já teria sido adquirido pela nossa autarquia, mas…. nas  portas do armazém, continua a estar "VENDE-SE". Confesso que não sei se a terra albicastrense necessita ou não do projeto que dizem existir, declaro que tudo isto me parece uma autêntica estupidez, pois publicitar-se uma construção e depois deixar arrastar pelas ruas da amargura toda esta situação, é profundamente lamentável.

Meus senhores, decidem-se!

Ou fazem ou não fazem, pois, os albicastrenses começam a ficar cansados de tanta indecisão.

O ALBICASTRENSE

segunda-feira, junho 23, 2025

FONSECAS DE CASTELO BRANCO - (I)

ALBICASTRENSES  DO PASSADO 
Frei Roque do Espírito Santo

O MAIOR ENTRE OS ALBICASTRENSE

Nasceu em Castelo Branco no ano de 1520, filho primogénito de Dr. Francisco Martins da Costa e de D. Francisca de Goya. O cronista da Ordem dos Trinitários aponta-lhe desde a infância sucessos extraordinários, baseados no testemunho do arcipreste de Castelo Branco e outros.
Destinara-se a cursar Direito Civil, alias, pouco do seu agrado, na Universidade de Salamanca, onde permaneceu alguns anos.
Voltando à sua terra natal e sendo o Pai nomeado procurador pela vila de Castelo Branco às cortes de Almeirim, convocadas por D. João III em 1544, acompanhou seu pai na viagem a Santarém.

Aproveitou então as ocupações do pai, para visitar esta vila onde se prendeu do Convento da SS. Trindade, segundo um cronista “por particular impulso do Espírito Santo” de quem tomou o sobrenome.
Com arreigada vocação religiosa, obteve as necessárias licenças dos prelados e professou neste convento, no mesmo ano de 1544, recebendo o hábito do provincial Frei. António Raposo, o ultimo prelado claustral, antes da reforma, ele próprio havia de ser provincial e suceder-lhe no governo da Ordem. Grande latinista, ensinou gramática no convento e, com tal proficiência, que não deve estranhar-se a sua escolha para dirigir o colégio universitário de Coimbra. 
O seu nome figura à cabeça dos fundadores deste colégio, para guarida dos monges estudantes de letras sagradas, na universidade; e governaria este colégio durante 10 anos. Foi eleito provincial e exerceu considerável influência na reforma da ordem, em que colaborou pessoalmente, escrevendo o “papel acerca da reforma que El-Rei D. João III intentava fazer na sua religião trinitária”. Reedificou o convento de Sintra e à medida que crescia em humildade e penitencia, alastrava a fama de suas obras e virtudes. Sendo provincial e comissário geral dos cativos, habitava uma pobre cela, apenas tinha dois hábitos de pano branco, dois escapulários de linho a servirem de camisas. Castigava-se com severidade e ásperas penitências, votando toda a existência ao sacrifício e à santidade.
A primeira jornada que lhe foi confiada foi resgatar 300 cativos, em Argel. Embarcou para Ceuta com André Fogaça na nau do resgato, em 1557, sendo a jornada coroada do melhor sucesso. Da volta no ano seguinte, havia já falecido em Portugal o rei D. João III, mas subira a tão alto grau de prestigio que a simples indicação do seu nome como que aliciava as circunstancias propicias ao êxito de novas missões, alem desta redenção foi responsável entre 1559 e 1578 “Alcácer Quibir inclusivo”, por muitas outras, tendo percorrido meio mundo nesta sua missão de resgatar prisioneiros Portugueses.
Foi responsável por cartas diplomáticas do Cardeal D. Henrique, para os governadores de antigos territórios Portugueses no oriente. Foi nomeado visitador geral, com poder e autoridade, pela provisão régia de 29 de Março de 1570, subscrita pelo Cardeal - Infante.
Voltava a África com cartas de D. Sebastião para fazer “hum resgate muito copioso”. No regresso do resgate de 1574, velejara por Gibraltar até desembarcar no Alentejo.
Sucedeu, nas proximidades de Serpa, esgotar-se a água do poço de S. António – O Velho, achando-se muitos repatriados na mais extrema necessidade; e foi então, segundo a lenda, que de pronto se encheu o poço de água cristalina e fresca.
Remeteu avisos ao Rei D. Sebastião sobre o valor das tropas Marroquinas e as dificuldades de quem não dispõe dos meios necessários para alcançar o fim que pretende.
Com perfeita lucidez e previsão, escreveu ao Rei: “Advirto a Vossa Alteza que o Xerife tem muita gente, está muito poderoso, e tem grande tesouro, e a gente de pé, e de cavalo para a guerra não tem conto. Estão na sua terra farta de mantimentos, armas e cavalos, que são os nervos da guerra. Os seus soldados gastão pouco, e na guerra eles lhe dá tudo livre. Nós temos poucos cavalos, pouca gente poucos mantimentos, e dinheiro para se continuar com esta guerra da África, porque as necessidades do Reino são muitas, e a gente pouco exercitada.”
A todas as insistências de Frei Egídio e Diogo de Palma para que D. Sebastião desistir da batalha de Alcácer Quibir, D. Sebastião respondia: “Dali a dias se havia de ver com o Maluco”
Foi confessor régio de D. Catarina e de D. Sebastião, quando as ocupações lho permitiam, foi quatro vezes aleito provincial, a ultima das quais em 1586. Governou a província Portuguesa dos Trinitários durante 12 anos. Entre as causas da sua morte parece não serem estranhos alguns desgostos com o governador do reino. Cardeal Alberto; Originados de enredos, que lhe disseram, de ser parcial do Infante D. António Prior do Crato, pretendente à Coroa.
Perturbado por não ser ouvido e aceite a esclarecer a situação, renunciou ao cargo de vigário geral. Viveu ainda seis meses, mas cansado já de anos e, muito mais, de penosos trabalhos, veio a falecer num sábado, a 15 de Maio de 1590.

Na sua morte, segundo o processo de beatificação, foi por todos aclamado com o nome de Santo e estando o seu corpo amortalhado na capela-mor, lhe foram beijar os pés. Se a vila de Castelo Branco não tivesse tantos varões notáveis, bastava para glória a reputação sua, a ver produzida este venerável Padre.
Ficou sepultado no solo da capela-mor da Trindade em Lisboa.

Com o seguinte epitáfio:

O venerável padre Fr. Roque do Espírito Santo, esplendor da religião.
Consolador de cativos, ilustre pelo saber, depois de ter suportado muitos trabalhos a favor daqueles de que resgatou para cima de três mil, tendo rejeitado honras de mitras do reino, veio a falecer em paz a 15 de Outubro de 1590, com grande prejuízo dos cativos e da religião e com grande saudade de todos.

Aqui jaz neste túmulo.

Nenhuma virtude, em suma, lhe foi estranha, incluindo-se a do mais acendrado patriotismo. Ao passo que os irmãos comodamente serviram os réis Filipes. Fr. Roque seria acusado de parcial do pretendente português, o malogrado D. António, Prior do Crato,
Ps. O Museu Francisco Tavares Proença tem na sua reserva, um quadro onde pode ver-se, Frei Roque e seu irmão Frei Egídio.
                                                                  O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...