sexta-feira, novembro 28, 2008

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XI

JOÃO EVANGELISTA DE ABREU
Nasceu em Castelo Branco em 1828, filho de Manuel Mendes de Abreu médico cirurgião municipal.
Assentou praça como voluntário em 1845 no regimento de cavalaria nº 8. Em 1846 matriculou-se na Universidade de Coimbra. A Revoluçao de Maria da Fonte
em 1846, fez com que interrompesse os seus estudos, e com alguns dos seus colegas apresentou-se à junta militar do Porto que lhe deu o posto de alferes. Com a derrota do seu partido, beneficiou de uma amnistia em Abril de 1847. Voltou de novo a Coimbra, onde recebeu o grau de bacharel formado em matemática, sendo então despachado alferes aluno, concluiu o curso de engenharia e foi despachado alferes efectivo.
Em 1856, foi despachado lente substituto da Escola do Exercito, neste mesmo ano foi escolhido pelo governo da altura,(do Duque de Loulé), para ir para Paris completar o curso de engenharia e aí se tornou distinto de aulas.
Voltando a Portugal precedido de grande e bem merecida reputação, foi encarregado de várias obras, infelizmente a morte surpreendeu-o quando ele contava apenas 41 anos de idade.
Faleceu em Lisboa a 3 de Fevereiro de 1869, com as faculdade intelectuais alteradas.

Ps. Os dados referentes a este ilustre albicastrense, foram retirados do livro de António Roxo; Monografia de Castelo Branco. António Roxo refere-se a João Evangelista de Abreu como; “O Célebre Engenheiro“, no entanto tentei encontrar dados sobre este albicastrense, e não encontrei rigorosamente nada.
Se alguém dispor de dados pessoais, ou obras de relevo desenvolvidas por este engenheiro albicastrense, pode deixá-los na secção de comentários para que todos nós possamos ficar mais conhecedores da vida deste nosso conterrâneo.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 27, 2008

Castelo Branco - 2008


Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

O Albicastrense

segunda-feira, novembro 24, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (XV)



A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS

A 27 de Novembro de 1285, estiveram em Castelo Branco, suas majestades o rei D. Dinis e sua esposa a Rainha D. Isabel de Aragão.
Os régios visitantes saíram no dia seguinte. Porém, o monarca achando que a vila não se desenvolvia e que o casario estava deveras espartilhado pelas muralhas, com ruas muito apertadas e vielas estreitas, ordenou que se construíssem novas muralhas, a fim de haver mais espaço para melhor se urbanizar e para se poderem abrir ruas mais amplas, onde melhor se transitasse e mais confortavelmente se merendasse.
Neste sentido o perímetro das muralhas que estava a asfixiar a urbe, passou a ter o triplo do seu comprimento.

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis
Recolha Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

LARGO MELVIN JONES



O largo Melvin Jones, conhecido pela grande maioria dos albicastrenses como largo do hospital Amato Lusitano, foi recentemente remodelado.
Não vou aqui contestar a necessidade desta remodelação, nem o novo aspecto do largo Melvin Jones, pois se o fizesse teria que ser bastante desagradável para com os autores deste “lindo” trabalho.
Porém não posso deixar de colocar aqui algumas questões, em relação a esta reforma. O velho largo foi arquitectado na década de setenta ou oitenta, (se a memória não me atraiçoa), vinte a trinta anos depois, entendeu a nossa autarquia reformulá-lo! Tudo bem… (ou será tudo mal !?). A sensação com que fiquei ao passar por este local, foi a de que por vezes mais vale ficar quieto, ou então olhar ao nosso redor e verificar se não existem outras prioridades neste mesmo lugar.
O problema é que mesmo ali ao lado, existe um espaço de terreno, (que não sei a quem pertence) com meia dúzia de oliveiras que serve de parque de estacionamento, a quem visita os seus familiares no nosso hospital e cujo estado é bastante deplorável.
Este aterro que todos nós conhecemos e que seguramente já nos serviu de parque de estacionamento, está à muitos e muitos anos naquele mesmo lugar, e não foi seguramente ali colocado depois da requalificação do largo Melvin Jones. Curiosamente quando se esperaria por parte da nossa autarquia, uma resolução para esta desgraçada situação!!
Eis… que surge a milagrosa ideia, de remodelar o largo do hospital e deixar o calamitoso espaço abandonado por tudo e por todos na mesma desgraceira!
Mas que raio!! Até podiam reformular, modificar, mudar, ou pura e simplesmente fazer um novo largo, mas requalificar o largo e fechar os olhos perante a situação deplorável que existe ao redor deste largo, não lembraria nem ao diabo!
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 20, 2008

Castelo Branco na História - XLII


Continuação.
Em 1911 foram instalados no Paço Episcopal a Escola Normal do Magistério Primário e o Liceu Nuno Alvares. O primeiro destes estabelecimentos de ensino funcionou até à sua extinção, em 1921, no corpo do edifício construído no século XVIII e que forma um ângulo recto com o corpo principal. Neste corpo esteve instalado o Liceu até ao ano de 1946, ocupando todo o edifício após e extinção da Escola Normal.
Esteve o edifício devoluto durante 9 anos e no ano lectivo de 1955-1956 começou a funcionar a Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco e ali ficou até 1962. De novo devoluta até 1971, altura em que é sujeito a obras para li se instalar o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, instituição que ainda hoje, ali se encontra. O jardim anexo ao palácio actualmente Jardim do Paço, foi fundado pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça e delineado no gosto italiano do século XVIII. Ao mesmo Bispo se deve a construção da Cascata de Moisés a dos aquedutos de distribuição de agua nos lagos e repuxos. Ao cimo da cascata, uma estatua de Moisés tem a data de 1726.
Sobre a entrada da galeria subterrânea, onde se encontram as torneiras dos jogos de agua, existe uma imagem de S. João Batista com uma inscrição latina na base e cuja tradução é a seguinte: Das mulheres não nasceu maior homem que S. João Batista ao qual pregador do deserto, João entre todos o mais humilde, dedicou este retiro no ano do Senhor de 1726.
Foi também da iniciativa do mesmo bispo o arranjo da quinta ajardinada cuja porta férrea tem no seu frontão uma inscrição latina que significa: Ano do Senhor de 1718.
D. João de Mendonça; nasceu em Estremoz em 1 de Junho de 1673. Foi o sexto filho do Conselheiro de Estado D. Lourenço de Mendonça, terceiro conde de Vale de Reis, regedor das justiças e deputado da Junta dos Três Estados, e de D. Maria de Mendonça, filha de Manuel de Sousa de Silva e de D. Joana de Mendonça. Estudou Humanidades no colégio de Santo António de Lisboa e Direito Canónico na Universidade de Coimbra. Em 15 de Junho de 1694 foi provido, pelo Cabido da Guarda no cargo de arcediago daquela diocese. Em 28 de Dezembro do mesmo ano tomou posse do Canonicato e do lugar de tesoureiro - mor da arquidiocese de Évora.
Doutorou-se em Cânones, na Universidade de Coimbra, em 17 de Julho de 1698. Foi nomeado em Novembro do mesmo ano, condutário com privilegio de lente e depois de1700 ascendeu a lente da Universidade, regendo varias cadeiras. Em 1704 foi deputado extraordinário do Santo Oficio e em 1709 o Rei D. João V nomeou-o Sumilher de Cortina. Foi promovido a bispo da Guarda em 1711, desempenhando este cargo durante 23 anos com inteira justiça, segundo os seus biógrafos. Vivia com grande pompa e residiu frequentes vezes no Paço de Castelo Branco, onde veio a falecer em 2 de Agosto de 1736.
Continua.

PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos

O Albicastrense

terça-feira, novembro 18, 2008

A Velha Muralha Albicastrense




Após algum marasmo, as obras de recuperação da velha muralha albicastrense, avançam a bom ritmo.
Estas obras, são um passo importante na recuperação física do que resta da velha senhora, porém, a este restabelecimento deveria seguir-se o seu reconhecimento histórico.
Aos responsáveis pela nossa autarquia, lançava aqui o seguinte desafio; Senhor presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, a recuperação da velha muralha é fundamental… mas explicar aos albicastrenses de hoje e aqueles que nos visitam, a nossa historia é tão ou mais importante.
A afixação na praça Postiguinho de Valadares de um painel didáctico onde fossem colocadas as imagens sobre a nossa muralha, que Duarte d’Armas desenhou e publicou no seu; “Livro das Fortalezas - 1505“, seria em meu entender, a melhor homenagem que os albicastrenses de hoje poderiam fazer aos de ontem, assim como às próximas gerações.
O mesmo painel poderia ainda conter dados históricos sobre a fundação da velha vila albicastrense, e alguns nomes ligados a essa fundação.
O Albicastrense

NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS JUDEUS E CRISTÃOS-NOVOS DE CASTELO BRANCO - (II)

POR MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO SEGUNDA PUBLICAÇÂO: Embora já tenha publicado o trabalho de Manuel da Silva Castelo Branco, resolvi volta...