sexta-feira, setembro 30, 2016

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE - (XIX)

                                           UM POUCO DA NOSSA HISTÓRIA

Em 25 de Setembro de 1835, foi mandada demolir a Capela de São João, por uma portaria, ficando o terreno, onde o templo se encontrava erguida, pertença da Câmara Municipal de Castelo Branco, a fim de naquele espaço vir a ser instalado o Mercado Municipal.
Todavia, o terreno só veio a ficar devoluto em 1912, pois os albicastrenses sempre foram  contrários  à demolição desta Capela.
Só 77 anos depois (9 de Outubro de 1912), foram retirados da Capela de S. João, todas as imagens, paramentos religiosos e alfaias de culto, tendo sido transportado todo este recheio eclesiástico, para o edifício do Paço Episcopal, ocupado nessa época, pelo Liceu Nacional de Castelo Branco. 
Esta iniciativa teve lugar para que este templo fosse demolido, no sentido de tornar o largo de S. João mais amplo, a fim de haver mais espaço livre, para mais confortavelmente ali se realizarem os mercados semanais.
(Ps. Recolha de dados: Jornal Reconquista).
O Albicastrense

terça-feira, setembro 27, 2016

ZONA DA ESTAÇÃO DE CASTELO BRANCO

UMA ZONA EM MUDANÇA
As imagens aqui postadas, não têm por intenção qualquer nostalgia, pois a zona da estação da terra albicastrense, à muito que estava moribunda. 
Elas são apenas memórias ou lembranças (como se queira vê-las), de outros tempos, tempos, que irei lembrar e recordar com alguma saudade.







Albicastrense


sábado, setembro 24, 2016

PRIMEIRA PAGINA (XXIII)

JORNAL BEIRA BAIXA 
"CINQUENTA ANOS DEPOIS!...."



25 DE SETEMBRO DE 1966



25 DE SETEMBRO DE 2016


O  Albicastrense

quarta-feira, setembro 21, 2016

UMA PÉROLA INSULTADA

TRISTEZAS NA TERRA ALBICASTRENSE
Um anormal resolveu borrar uma das pérolas mais bonitas da terra albicastrense.
Confesso que o meu velho coração quase parou quando vi tal estupidez, burrice, própria de pessoa ou pessoas que deveriam trajar a pele do animal que tem o nome, animal que é muito mais inteligente que quem cometeu a referida imbecilidade. 
Palavra que não consigo compreender, que alguém por simples brincadeira, possa “divertir-se” a arruinar aquilo que é de todos nós
              Que Deus lhe perdoe, porque eu não sou capaz!
  O Albicastrense

terça-feira, setembro 20, 2016

UM IMPOSTO DO CARAÇAS

CURIOSIDADES DA TERRA ALBICASTRENSE

Na sessão Camarária de 13 de Março de 1655, decidiu a respectiva vereação o seguinte:
Aos três dias de março de mil eseis sentos esincoenta esinco anos estando em Camera odoutor domingos Cajado Rebelo Juis de fora,  Thmaz de Carvalho dasilva vreador, Antonio artins Ruivo procurador  mandarão eseguinte elogo na ditta Camera oderenarão que porquanto os pardais fazião muito dano nas ortas e nos cgois eno pão que está junto avilla e que he necessário acudirlhe com oremedio conveniente mandarão que toda a pesos de qualquer calidade que tiver casas em que viva terá obrigasão de dar simquo cabesas depardais que serão entregues ao escrivão da Camera eas pesoas assim davila como do termo e pera  otermo sepasará mandado pera os juízes omandarem apregoar e fazerm rol…. das que dão os ditos pardais emandarão os rois aesta Camera das pessoas que os derão ou deixarão de dar oque comprirão os ditos juízes com pena deseis mil Reis aplicados pera as obras deste concelho equalquer pesoa que não entregar os ditos Simquo pardais até dia de são João paguará quinhentos Reis de coima pera as despesas do concelho”.  
Este estranho imposto, foi criado em 1655 e manteve-se em vigor durante mais de dois séculos. Nos últimos anos o imposto era de difícil de pagamento, pois os pardais tinham rareado, por isso a Câmara fechava os olhos e deixava passar. 
O texto está escrito,  tal como estava na respectiva acta camarária de 1655. 
Recolha de dados,Subsidios para História Regional de Beira-Baixa” de José Ribeiro Cardoso .
O Albicastrense

sábado, setembro 17, 2016

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Vem agora a sessão de 3 de Agosto. na qual se passou apenas o seguinte:
Foi presente um aviso da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, do qual constava que tinha sido dispensado do serviço de depositário das terças da comarca o ”Correio assistente” Francisco António Peres de Lourenço. A Câmara fica ciente e diz que já tinha feito isso e nomeado para o cargo, o Dr. Manuel Rodrigues Beja.

Vem depois a sessão de 16 de Agosto.
Foi presente uma ordem expedita pelo “Superintendente Geral da Dessima da Corte e Reyno e Conservador da Real companhia do novo estabelecimento para a fiaçam e torsido das sedas”, para se proceder à nomeação dos inspectores “para a plantação de Amoreiras e mais Arvores e Mattas”. 
Foram nomeados: - Para a cidade, Simão da Costa Caldeira, para Alcains, o capitão da ordenança Agostinho Simões Coelho, para escalos de Cima, Manuel Ferreira; para a Lousa, o alferes Luís Rodrigues; para a Mata, José Neves de Sousa; para os Escalos de Baixo, Joaquim Fernandes Mateiro; para o Salgueiro, Manuel da Silva; para Cafede, José Ribeiro Galveias; para Monforte, o capitão Manuel Dias Farinha; para Malpica, Manuel Lopes Siborro.

Sessão de 22 de Agosto de 1802. 
Nesta sessão aparecem-nos o juiz de fora, os vereadores, o procurador do concelho, os misteres, pessoas da nobreza e do povo. Assunto importante a tratar? Nada menos do que isto:
O alcaide tinha o ordenado de 60.000 réis por ano. Achando que isso não chegava para poder governar-se, requereu ao Príncipe Regente que lhe elevasse o ordenado para 100.000 réis. O Príncipe regente mandou ouvir a Câmara e esta, porque o assunto era de respeito, convidou toda aquela gente, para que dissesse também de sua justiça.
E toda aquela gente achou que a súplica do pobre alcaide era justa e digna de que Sua Alteza Real “pela sua benignidade o atendesse, tanto porque aquelle ordenado de sessenta mil réis não he sufesiente para o recorrente se tratar comodamnete atento a grande carestia dos víveres como porque o recorrente he um oficial muito hábil que dá boa conta de si em todas as Delegensias de que o incumbem e cumpre com muita exatidão e zele as suas obrigaçoins”.
Depois de tudo isto, o alcaide certamente ficou muito contente e os que o ajudaram a ganhar os 100.000 réis por ano não quiseram estar com mais trabalhos e deram a sessão por finda.
(Continua)        

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais: o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.  
O Albicastrense

TRISTEZAS DA TERRA ALBICASTRENSE

TRISTEZAS DA MINHA TERRA- (V) 😡  😠  😟  😞  😝  😜  😛 Recentemente ao passar na rua Vaz Preto, como vi a porta que a muralha tem aberta, ...