ESTALAGENS E ESTALAJADEIROS
(Primeira parte)
Num precioso estudo sobre os privilégios
dos estalajadeiros Portugueses, nos seculos XIV e XV, a Dr. Iria Goncalves
acentua que, sendo numerosa as estalagens no norte, dispersavam-se nas atuais províncias
do Alto Alentejo e Trás-os-Montes, para se tornarem quase inexistentes na região
de Castelo Branco.
Não estranhamos o facto pois
sabemos quão fragmentaria é a documentação dessa época. Como porem Castelo
Branco deveria ser lugar de muita passagem, por isso, logo no início do seculo
XVI nos surge a notícia de uma estalagem no arrabalde da vila, a então fotogenia ficou lindamente estampada nos desenhos de Duarte de Armas executou para o
seu Livro das Fortalezas. O primeiro estalajadeiro
conhecido foi Afonso Luís que, em 1508, mandou fazer e acrescentar umas casas,
sitas no arrabalde da vila, para serem estalagem. D. Manuel privilegiou-o e escusou-o
das servidões do conselho, como era norma.
(Continua)
Da Revista “Estudos de Castelo Branco”, retirei o artigo publicado por Fernando de Portugal aqui publicado. Artigo que tem por titulo: “Cinco notas para a história de Castelo Branco”.
O ALBICASTRENSE


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