ESTALAGENS E ESTALAJADEIROS - (2)
(Continuação)
No ano seguinte, nova carta de estalajadeiro era passada, esta a Silvestre
Martins, morador na vila, que também acrescentou casas para o mesmo fim, pelo
que obteve igual privilegio do monarca. Alguns anos depois, em 1520, um tal João Serrano comprou as casas da
estalagem do Afonso Luiz. E, embora o Venturoso tivesse outorgado privilegio ao
dito Afonso o Luís ou a quem por ele a
estalagem mantivesse, o certo é que tornou a privilegiar o novo proprietário,
escusando-o de ir com presos, nem dinheiro.
Não sabemos se este João
Serrano é João Serrão que, sendo, em 1508, escrivão das sisas em Castelo Branco,
tais erros cometeu no oficio que D. Manuel houve por bem retirar-lhe para o
conceder a António Lopes, criado de Nuno Sousa, figura bem conhecida, cremos. Mas, mesmo assim, admitindo que não se trata da mesma personagem, resolvemos
reproduzir aqui o documento dado o franco interesse das esculentas informações
que contém.
(Continua)
Da Revista “Estudos de Castelo Branco”, retirei o artigo publicado por Fernando de Portugal aqui publicado. Artigo que tem por titulo: “Cinco notas para a história de Castelo Branco”.
O ALBICASTRENSES
Sem comentários:
Enviar um comentário