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quinta-feira, agosto 22, 2013

ALBICASTRENSES ILUSTRES XXXIII

MARIA CIPRIANA LOBATO OLGUIM
26 de Abril de 1898  - 1 de Janeiro de 1984 

Enfermeira de Guerra, entre 1914 e 1918. Populariza-se no cinema, depois de se estrear em Tinoco em Bolandas (1924) de António Pinheiro.
Participou em inúmeros filmes do cinema português dos anos  50, tais como, O Costa do Castelo (1943), A Menina da Rádio (1944), O Leão da Estrela (1947), O Grande Elias (1950), O Noivo das Caldas (1956), O Crime da Aldeia Velha (1964), O Trigo e o Joio (1965), Nazaré (1952), Madragoa (1952).
Trabalhou praticamente com todos os grandes realizadores da sua época, Artur Duarte, Perdigão Queiroga, Leitão de Barros, António Lopes Ribeiro, na década de 80 foi dirigida por Lauro António em, Manhã Submersa (1980). Ao longo da sua carreira cinematográfica, participou em mais de 40 filme, sendo pois justo que a recordemos e não a deixarmos cair no esquecimento colectivo. 
Interpretou esporadicamente, peças de teatro televisivo. Sob a direcção de Artur Ramos; Auto da Natural Invenção, de Luiz Francisco Rebello; Dez Contos de Reis, de Teresa Rita Lopes; Realidade da Fantasia de Claude Gével.
O Albicastrense

sexta-feira, agosto 31, 2012

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXVIII

FERNÃO DA SILVA CASTELO BRANCO
(15??-15??)
Filho de Jorge de Sousa, Fidalgo da Casa Real e de sua quarta mulher D. Simoa Rebelo, herdeira de seu tio Rodrigo Rebelo, 1º Capitão de Goa no tempo de D. Afonso de Albuquerque.
Passou à Índia em 1547 na nau S. Tomé e, ali serviu valorosamente no tempo de Governador Jorge Cabral, distinguindo-se na tomada de Bardala, em que ficou ferido no cerco de Ormuz sob o comando de D. Álvaro de Noronha.
De regresso ao reino pouco se demorou, partindo novamente a 30 de Janeiro de 1556, com a capitania de Chaúl e, nomeado embaixador ao Imperador da Etiópia, desempenhando todas as missões com a maior satisfação, pelo que o Vice-Rei D. Luís de Ataíde lhe entregou outras empresas de grande importância, sendo uma delas a defesa do Passo de Mercantar, atacado em 13 de Março de 1571 por Idalxa.
Já falecido em 1575, ano em que sua viúva D. Beatriz Correia assinou a escritura da compra de uma horta e olival, junto à igreja de Nossa Senhora dos Anjos em Lisboa.

Recolha de dados: “Figuras Ilustres de Castelo Branco”, de Manuel da Silva Castelo Branco,
O Albicastrense

quinta-feira, abril 21, 2011

ALBICASTRENESES ILUSTRE - XXI


FREI DIOGO DE S. MIGUEL
1505-157(?)
De nome familiar Diogo Frazão, nasceu em Castelo Branco em 1505, sendo filho de João Rodrigues e da sua mulher D. Joana Frazão. Não encontramos notícias da sua mocidade, mas é legitimo admitir que que tivesse tido uma formação universitária, pois Frei António da Purificação referindo-se a ele, classifica-o de “doctíssimus”.
A 15 de Junho de 1538 professa no Convento dos Ermitas de Santo Agostinho, em Lisboa. Por três vezes é nomeado Reitor do Colégio da Graça de Coimbra, sendo também eleito Provincial da sua Ordem: a primeira vez em Coimbra em 1568, a segunda em Évora, no ano de 1576. Em 1570 lança os fundamentos do Convento da Nossa Senhora da Luz da vila de Arronches, de que veio a ser o primeiro Prior, vindo a falecer cerca de dez anos mais tarde no Convento da Nossa Senhora da Assunção de Penafirme. Verificando quão proveitoso seria para os religiosos da Sua Ordem, em especial os que não conheciam o latim, terem presente em Português as regras da disciplina a que se deviam submeter e seguir, escreveu em 1563. “Exposiçam da Regra do grandioso Padre santo Augustinho, copilado de diversos Autores”, que dedica à Rainha D. Catarina.
Este livro foi escrito numa linguagem elegante e sugestiva, ainda hoje encanta pelos princípios morais que encerra, pela argumentação penetrante mas singela, pois conforme diz: …
“nê menos gastarey têpo em q'as palavras sejam elegantes e polidas, porque há verdade de qualquer escritura, milhor se entenda e gosta dita com palavras chãas e claras, que com palavras altas e afeitadas...”.
Por: Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

sexta-feira, dezembro 11, 2009

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XVI

MARIA EMÍLIA LOURAÇA
(1869/1925)
Nas minhas aventuras pelos jornais antigos da nossa cidade, descobri a notícia que aqui podem ver. Curiosamente em 2008 tinha aqui escrito um poste, onda dava a conhecer esta ilustre albicastrense.
A notícia não nos diz a data em que a decisão terá sido tomada, nem os motivos que terão levado os responsáveis da altura a metê-la na gaveta.
Em 1980 o saudoso padre Anacleto, levantou o problema que caiu mais uma vez em saco roto. Só recentemente a nossa autarquia lhe fez justiça, ao atribuir a uma rua do Bairro da Carapalha, o nome desta ilustre albicastrense.

PEQUENA BIOGRAFIA
Faleceu em Castelo Branco em 12 de Fevereiro sua terra natal, e onda sempre viveu, Maria Emília Louraça de Oliveira Pinto, com 57 anos de idade. Era professora do ensino particular, ilustre escritora, e distinta jornalista. Foi directora e editora do quinzenário, de sensibilidade literária e noticiosa, que se publicou em Castelo Branco, desde 5 de Agosto de 1917 a 26 de Outubro de 1919, sob o título “ A Aurora”. Apesar da sua notável cultura, dinamismo, talento intelectual e forte intuição jornalística, Mara Emília Louraça viveu sempre com imensas dificuldades económicas. Neste sentido para sobreviver tinha de recorrer ao trabalho de eximia encadernadora, que executava na modesta papelaria de que era proprietária e se situava na rua da Figueira nº 37, em Castelo Branco, que também servia de redacção e administração do jornal “A Aurora”. Ali compunha o jornal e ali vendia também estampas, revistas, histórias da carochinha e literatura de cordel.

Rua. Professora Emília Louraça Castelo Branco 6000-342
O Albicastrense

MEMÓRIAS DE ALBICASTRENSES DO PASSADO

  ALBICASTRENSES QUE MARCARAM UMA ÉPOC A  CLUBE DA CASTELO BRANCO A imagem desta publicação mostra a direção do Clube de Castelo Branco no a...