Obras a iniciar brevemente naquela avenida
BEM – VINDOS A UM BLOGUE LIVRE DE OPINIÕES SOBRE CASTELO BRANCO, SEJAM ELAS BOAS OU MÁS. O BLOGUE É DE TODOS E PARA TODOS OS ALBICASTRENSES…
sexta-feira, outubro 05, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
Exposição
Exposição de Gráfica Original
Joaquín Capa
Não vou aqui dizer quem é Joaquín Copa… Se quiser saber quem é este artista! Vá visitar esta belíssima exposição e fique a conhecer a obra deste homem.
Ao ver esta bela exposição não pude deixar de recuar no tempo e lembrar-me das muitas e belas exposições feitas na década de oitenta no museu Francisco Tavares Proença Júnior.
Há muitos anos que não tinha o privilégio de poder descobrir tão bela exposição. A cor e a luz dos quadros, espalham-se pela sala da nora a dão aquele espaço um aspecto deslumbrante, parecendo estarmos numa autêntico cenário de um conto de fadas.
Levante o seu rabo da cadeira, e vá até lá…
terça-feira, outubro 02, 2007
Obras na minha cidade
Qual o critério que a nossa autarquia encontrou para movimentar toda esta embrulhada é que eu gostaria de compreender...
Para exemplificar esta minha perplexidade, dava aqui um exemplo;
As obras de remodelação do Mercado Municipal custaram 2.500.000 Euros,1300.000 Euros saíram dos cofres da Câmara Municipal e 1220.000 da comunidade europeia, passado todo este tempo a obra ainda não está terminada. A sensação com que fico após o anúncio de mais obras na nossa cidade, é de que na grande casa Autárquica cá do burgo alguém anda desorientado.
Então começam-se todas estas obras e deixam arrastar outras que à muito deveriam estar terminadas
?
A remodelação da praça tem ainda outro pormenor completamente incompreensível para este albicastrense. Além das obras não terem ainda finalizado, constato hoje que a galeria comercial existente no primeiro andar da referida praça é uma autêntica treta.
Para este espaço, estava programada a abertura duma área comercial dedicada ao artesanato local (?) e a abertura dum grande Restaurante. Das quinze lojas ali construídas, apenas nove estão ocupadas e mesmo essas nem sempre estão abertas porque os respectivos ocupantes têm outros estabelecimentos conforme se pode ver no panfleto informativo afixado nas portas das lojas, (sabia senhor Presidente?).
Dizer-se que o referido espaço é dedicado ao artesanato é de muito mau gosto, pois apenas em três ou quatro lojas isso acontece, o resto não passa de xisbec importado (Made in China), proponho desde já o baptismo deste espaço para "Galerias da treta"...
Quanto à abertura do restaurante nem vê-lo, será que meteu férias grandes?
Terminava sugerindo ao nosso presidente o seguinte;
Não teria mais lógica terminar primeiro esta obra, assim como o embelezamento da área envolvente da nova biblioteca, (que está um mete nojo), antes de avançar com novas obras?
As obras em curso na nossa cidade são importantes, mas terminar aquilo que começamos antes, parece-me de bom senso no mínimo!
quinta-feira, setembro 27, 2007
Jornais da minha cidade - II
A Nossa Imprensa
A 29 de Maio de 1904, apareceu
A sua administração situava-se na Rua dos Peleteiros, nº 39,
Foi um dos grandes marcos da imprensa albicastrense, quer pela sua longevidade quer pela sua pertinência, intransigência, espírito e vida, fortemente agitada. Embora no primeiro numero afirmasse que estava despido de preconceitos e livre de peias partidárias, sem ter ligações a qualquer “ coterie” politica ou mercantil, a verdade é que o director era um fervoroso Regenerador, afirmando ser este o único partido capaz de ultrapassar toda a crise do desenvolvimento.
Depois do dia 5 de Outubro de 1910, passou a servir as novas instituições, sob a direcção de Gastão Correia Mendes, tornando-se órgão dos republicanos filiados no Partido Republicano Português. Em 30 de Outubro de 1910, passa a ter como subtítulo: “ Semanário Republicano”. Em 1923, é proprietário das comissões Politicas do Partido Democrático. Termina em 23 de Maio de 1926, com a publicação do nº 831 e com um artigo de fundo fortemente contundente” Rivérada”
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista”
Castelo Branco na História - II
No cunhal nascente sul da torre do castelo que ainda subsiste, existiu. Antes da sua derrocada em 1936 e da sua reconstrução em 1940, uma pedra quadrangular aparelhada à romano em duas almofadas que a dividiam em partes iguais, numa das quais estava esculpido um Phallo, emblema do Deus Priapo de religião pagã;
Nas proximidades do cunhal sul poente da alcáçova do castelo (hoje desaparecida) e aproximadamente à altura de
Na muralha foi encontrada uma lápide com uma inscrição tumular que vem transcrita e traduzida por António Roxo na sua Monografia de Castelo Branco, publicada em 1890;
Entre as ermidas de Santa Ana e da Nossa Senhora de Mércoles têm aparecido fragmentos de telhas e de utensílios de uso doméstico; Entre Escalos de Cima e Lardosa junto à estrada nacional, numa propriedade denominada Vale da Lagoa, foram descobertos alicerces de casas, utensílios, fragmentos de tijolos e algumas moedas do tempo de César; Na rua de Santa Maria,
Foram os vestígios das edificações romanas e a designação de Castelo Branco, tradução Portuguesa de Castra Leuca, que conduziram alguns autores à errónea persuasão de que era esta a povoação que estava situada na colina da Cardosa.
Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, corroborando a opinião de Manuel Pereira da Silva Leal, diz no Elucidário que “ ainda que Cattaleuca, palavra grega, signifique ad albos, não podia existir algum dia na Cardosa que ficava entre Tejo e Douro, devendo, para ser a de Psolomeu, ficar entre Tejo e Guadiana”.
Ainda segundo o Elucidário de Viterbo, o município da Egitania abrangia os territórios situados desde a Zarça ( hoje na Espanha) Até Tomar e de Seia Até Almourol.
Dividia-se este município em preceptorias governadas pelos freires das Ordens Militares.
Subsistiu a antiga vila romana, situada na Cardosa, durante a época em que esteve submetida ao domínio dos suevo-godos e dos sarracenos. Após a conquista do antigo município da Egitania por D. Afonso Henriques, fez este rei uma doação da sua maior parte aos Templários, em 29 de Novembro de 1203 da era de César ou de 1165 da era de Cristo.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. M. Tavares dos Santos
O Albicastrense
sábado, setembro 22, 2007
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (IX)
Curiosamente nasci nesta rua em 1950, ainda ela se chamava, Rua de S. Marcos. Nesse mesmo ano, decidiram os responsáveis autárquicos da terra Albicastrense, mudar o nome de algumas das ruas da nossa cidade. Entre essas mudanças, conta-se esta rua, que deixou de se chamar de S. Marcos, para se começar a chamar de Francisco Tavares Proença Júnior.
Depois desta minha explicação sobre a mudança do nome, não será difícil saber onde ela fica, todavia vou fazer a pergunta de sempre:
Sabem onde fica esta rua?
Aceitem o desafio e escrevam na secção de comentários a sua localização da dita cuja.
QUEM FOI FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR?

Nasceu a 1 de Junho de 1883, em Lisboa, filho de Francisco de Almeida Tavares de Proença e de Luzia de Judite Galdino.
Durante a sua estadia no colégio o jovem Francisco conheceu novas realidades, cresceu física e intelectualmente, tende sido um aluno brilhante.
A 27 de Julho de 1900 deixou Inglaterra com destino a Portugal, fazendo uma paragem por Paris, tendo visitado a Exposição Universal e apreciado o pavilhão de Portugal.
A nove de Agosto chega a Castelo Branco com um aspecto muito debilitado, atribuído por todos ao cansaço da viagem e à má alimentação, faz exames médicos e é-lhe diagnosticado tuberculose. Parte para Davos na a Suíça a fim ser internado no sanatório de Schatzalp, situava-se nos Alpes Suíços. A 30 de Março de 1901 regressa a Portugal, no início do verão instala-se numa das suas casas na Serra da Estrela e aproveita a estadia para conhecer melhor alguns aspectos da região: geografia, hidrologia, etnologia e climatologia, tende inclusivamente preparado um estudo que nunca chegou a ser publicado.
Em Dezembro de 1901 regressa a Davos para novo tratamento e aproveita o tempo para se dedicar à fotografia. A vinte de Marco de 1902 è considerado completamente curado e regressa á serra da estrela, onde permanecera até ao fim do verão desse ano. Em Outubro do mesmo ano ingressa na Faculdade de Direito de Coimbra mais por vontade do seu pai do que por sua própria vontade. Durante a estadia em Coimbra surgem as primeiras referências ao seu gosto pelo estudo da arqueologia, tendo sido aqui que a paixão pela arqueologia tomou forma: Começou a frequentar o Museu do Instituto, a convite do Dr. Bernardino Machado, bem como a sua biblioteca, o direito ficou assim relegado para segundo plano.
Nos fins-de-semana deslocaram varia vezes à quinta da Cortiça propriedade da família, situada perto de Leiria, onde tentava por em pratica os seus conhecimentos de arqueologia. Em Março de 1903 descobre a Anta da Urgueira e registou a topografia das capelas da Senhora de Mercules, de Santa Ana e de São Martinho, neste ano ainda publica vários trabalhos. Em 1905 é convidado a participar no congresso Préhistori que de Franca, em Pèrigueux, onde apresenta duas comunicações. Em 1906 publica vários trabalhões e visita pela primeira vez o museu da Figueira da Foz, nesse mesmo ano escreve ao pai a dizer-lhe que está muito descontente com o curso de direito e que tinha desejo de dar outro rumo à sua vida, o pai proibiu-o de abandonar a Universidade. Em Outubro de deste mesmo ano vai a Lisboa visitar o Museu de Etnologia e conhece o Dr. Leite de Vasconcelos, volta a Coimbra para tentar concluir os seus estudos, porem advocacia não era de facto a sua vocação e perde o seu tempo com os amigos.
Em Junho de 1909 publicou “Anta da Urgueira (Beira Baixa)” e prepara ansiosamente a inauguração do Museu Arqueológico de Castelo Branco.
Em Janeiro de 1910, desloca-se a Lisboa onde se encontra com leite de Vasconcelos, com quem conversa sobre a inauguração do Museu por ele financiado recebendo por doação as peças da sua colecção privada ficando também a seu cargo a direcção a e conservação do espolio.
A 17 de Abril abriu ao público o Museu de Castelo Branco que teve na sua primeira direcção Francisco Tavares Proença Júnior, o conservador Dr. Manuel Pires Bento e o Conservador – Ajudante Sr. Manuel dos Santos.
Nesse mesmo ano fez o lançamento do nº 1 da sua revista a que chamou “ Materiais para o estudo das antiguidades portuguesas”
Ainda nesse ano o pai envolve-se na luta politica pelos ideais Monárquicos, e foi o chefe do Partido progressista no distrito de Castelo Branco, e a 5 de Outubro dá-se a implantação da Republica em Portugal.
Depois da Implantação da Republica em Portugal Francisco Tavares Proença Júnior aderiu à causa Monárquica e sublevou a Beira Baixa contra os Republicanos e juntou-se na Galiza, ao movimento de Paiva Couceiro, não tanto para defender os seus ideais mas sim os do seu pai. Durante aproximadamente dois anos entra em escaramuças contra os republicanos, sendo obrigado a fugir de Portugal.
Em Outubro de 1912 voltaram a evidenciar-se os sinais da do doença respiratória que lhe tinha sido diagnosticada em 1900, parte par Davos e instala-se no hotel Curhaus onde é observado pelo Dr. Spengler, que lhe disse não haver motivos para preocupação, regressa a Paris, onde aluga um pequeno apartamento.
Um mês depois volta a Davos com novos sintomas da doença, em Abril de 1913 escreveu ao Presidente da Republica Francesa, Raymond Poincaré, a dar-lhe conhecimento de um projecto com inovações para um navio de guerra.
Em Maio, não suportando mais o ambiente de Davos, mudou-se para Lousanne e a 8 de Junho remeteu para a Chancelaria Particular do Imperador da Rússia uma carta dando-lhe conhecimento do projecto, anteriormente apresentado ao Presidente Francês. Os Russos pediram mais detalhes ao que respondeu com algumas indicações isentas de pormenores técnicos. Nunca recebeu resposta.
No dia 12 de Outubro a comissão executiva da Câmara Municipal de Castelo Branco aprovou por unanimidade a alteração do nome do museu, para Museu Municipal Tavares Proença Júnior.
A 14 de Outubro realizou-se o seu funeral em Castelo Branco
JARDIM DO PAÇO - UMA DAS NOVAS SETE MARAVILHAS DE PORTUGAL
UMA VITÓRIA DE TODOS NÓS. 😍 😌 😋 😊 😉 O ALBICASTRENSE
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