quinta-feira, outubro 17, 2013

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – LXXVIII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
A sessão imediata realizou-se em 22 de Junho. Foram nomeados para avaliar as “ervagens do concelho e povo” os louvados Manuel Martins Más-barbas e Eusébio Ferreira e, como conheciam tudo aquilo como os seus dedos, avaliaram-nas logo ali, sem mais demoras. Eram vinte e quatro as ervagens e foram avaliadas em 1.185.000 réis. 
A mais cara foi a dos Alvarinhos, a que se deu o valor de 72.000 réis; a mais barata foi a da Granja do Ribeiro, que ficou em 25.000 réis. E mais nada por então.
O mês de Julho passa em claro. Os bons doe vereadores só tiveram forças para tornar a reunir-se em sessão no dia 16 de Agosto e o que se passou conta o escrivão Aranha assim:
Porpondosse esta Vereação a necessidade q. há de se concertarem as calçadas p. evitar assim total ruina e q. no conselho não havia prezentemente dinhr. para esta e outra indispenssaveis obras se detreminou com assistência dos Procuradores do Povo a venda dos Pastos dos olivais para ovelhas como se tem praticado em diferentes ocazioens para semelhantes fins: e a venda não só enteressa o publico mais ainda os particulares pela utilidade q. rezulta aos seus Predios dos Estercos das mesmas ovelhas e da guarda dos seus Tapumes tendo mostrado a experiência q. em tempo algum são mais bem defendidos do que quando se tem feito esta venda com excluzão de todos os outros gados.
Nomearão para Juiz do afficio de Alfayates a Franc. Jozé Garrido”.
Por onde se vê que os donos dos olivais ainda tinham que agradecer à Câmara o favor de lhes vender os pastos que neles criavam. Ganhavam o “esterco das mesmas ovelhas” e tinham quem lhes guardasse os olivais de graça.
De mais a mais, o que os pastos rendessem serviria para consertara as calçadas, que estavam numa desgraça....
Com a nomeação do juiz dos alfaiates é que não se sabe se estes ficaram bem servidos, mas enfim, foi o melhor que se pode arranjar.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

segunda-feira, outubro 14, 2013

CENTRO DE CULTURA CONTEMPORÂNEA


Estive na inauguração do Centro de Cultura Contemporânea da terra albicastrense, confesso que fiquei bastante impressionado com a obra do arquitecto catalão, Josep Lluís Mateo e com a exposição de abertura do centro de cultura.


É costume dizer-se, que só os burros e os tolos não mudam de opinião.

Como não me considero nem burro nem tolo, aqui estou não a dar o dito por não dito, mas antes a afirmar, que independentemente do local não ser o mais adequado, nem o modelo arquitectónico o mais desejado para o local onde foi construído, os responsáveis da autarquia albicastrense estão de parabéns pela construção do Centro de Cultura Contemporânea.


Contudo, seria injusto não mencionar o mentor desta construção, ao presidente que agora sai só posso mesmo dar os parabéns, e dizer-lhe que a terra albicastrense está hoje culturalmente muito mais rica, graças ao bom trabalho realizado pela equipa que comandou ao longo dos últimos dezasseis anos.


Terminava lembrando que a polémica da construção desde centro, é hoje um facto do passado. A partir de agora, interessa tornar esta infraestrutura uma mais valia para a cultura da terra albicastrense.

O albicastrense

sábado, outubro 12, 2013

ZONA DE S. TIAGO


UMA ZONA AO ABANDONO
Recentemente um dos jornais da terra albicastrense, mostrava imagens de uma velha moradia ao abandono perto da capela de S. Marcos, moradia que tem frontaria para a rua de S. António e traseira, para a rua de S. João de Deus. Fui ao local captar algumas imagens, e tentar saber um pouco mais sobre esta velha casa em particular.
Em relação à citada moradia, as imagens recolhidas por mim através de um buraco na portão, dizem-nos que estamos perante um velho palacete com algum interesse, pois no quintal podem ver-se alguns portados interessantes, assim como um pequeno muro em granito.
Segundo informações recolhidas por mim no local, a casa foi residência durante muito anos, do capitão Laranjeira, pessoa muito conhecida e apreciada na cidade, e com grandes responsabilidades no antigo quartel de cavalaria 8.
Segundo a mesma fonte, este capitão (grande benfiquista) fez algumas comissões nas antigas colónias, e terá morrido já neste século.
Convém contudo  lembrar aos mais distraídos, que a situação desta velha moradia, é apenas um grãozinho de areia na ruinosa situação urbanística em que se encontra toda a zona de S. Marcos. 
Quando em novembro do passado ano, foi aprovado na Assembleia Municipal um projecto de requalificação para a zona de S. Marcos, da autoria do arquitecto Marçal Grilo, (por unanimidade) imaginava eu, que finalmente a pobre zona onde eu e os meus sete irmãos nascemos e onde os meus avôs e pais viveram durante parte das suas vidas, iria ter a cara levada e em virtude disso podermos ver por ali comércio e pessoas a viver.
Grande decepção a minha! Pois de um momento para o outro, mandaram para o lixo o projecto que tinham aprovado, e resolvem ficar-se por um pequenino parque de estacionamento de superfície, no local onde anteriormente estava a garagem da beira. 
Meus amigos! Este faz de conta que anda para depois ficar praticamente tudo na mesma, serve-me de lição, para a próxima só lanço os foguetes quando as obras estiverem a brotar.
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 09, 2013

ANTIGOS ESTABELECIMENTOS DA TERRA ALBICASTRENSE


 LEMBRAR ANTIGOS ESTABELECIMENTOS,
DA 
TERRA ALBICASTRENSE.

Para recordar alguns dos velhos estabelecimentos da terra albicastrense já desaparecidos, vou aqui postar alguns anúncios publicados no jornal Beira Baixa, nas décadas de 50 e 60.
Estabelecimentos que durante muitos e muitos anos, foram o sustento de muitas famílias albicastrenses, mas, que por um ou outro motivo fecharam portas.
Confesso que ao ver alguma desta publicidade, dei comigo a sorrir para o jornal e a perguntar a mim próprio: “será que alguém se lembra deste café, ou desta casa de fotografia”?  

O ALBICASTRENSE

quinta-feira, outubro 03, 2013

AOS NOVOS ELEITOS

A TERRA ALBICASTRENSE 
E OS 
PRÓXIMOS QUATRO ANOS...
Numa altura em que uns saem e outro entram no “comando” da autarquia da terra albicastrense, este albicastrense quer desde logo, declarar o seguinte. Para quem sai, independentemente de algumas criticas aqui feitas a algumas das obras realizadas na terra albicastrense, o trabalho realizado ao longo dos últimos doze anos por aqueles que agora terminam o seu mandato, foi de boa qualidade.
Perante tal facto, só resta a este albicastrense desejar a quem agora sai, que o futuro lhes sorria e agradecer-lhes o bom trabalho realizado em prol da minha terra.
À equipa que agora entra, este albicastrense só pode mesmo solicitar que aquilo que não foi feito nas gestões anteriores, seja uma prioridade para os atuais autarcas.
Estão neste caso: a recuperação da zona histórica a um passo mais acelerado, (se assim não acontecer, daqui por 50 anos, a recuperação da zona histórica, estará ainda por concluir), a requalificação do Bairro do Valongo, pois os seus moradores são também eles albicastrenses, e como tal, não podem continuar a ser tratados como albicastrenses de segunda ou terceira classe, (requalificação prometida e nunca cumprida nas gestões anteriores).
Por fim, que a autarquia preste um maior apoio aos albicastrenses mais necessitados, pois é hoje bem claro, (infelizmente) que na terra albicastrense existe gente em grandes dificuldades. Caros eleitos, este não é um recado! É antes um apelo de quem olha ao seu redor e vê aquilo que alguns se recusam a ver, e tal como diz o povo, não ver aquilo que está à frente dos nossos olhos, é pior que ser cego.
Por isso, o desafio proposto é: Abram os olhos! Pensem! Apliquem-se! Escutem as pessoas! Existe uma imensa diferença entre uma piscada necessária e a cegueira desnecessária.

O Albicastrense

terça-feira, outubro 01, 2013

O HIPÓLITO COMENTA XV



Quarenta anos depois da publicação destes desenhos no antigo jornal “Beira Baixa”, aqui ficam mais dois desenhos do Hipólito.







Desenhos de Amado Estriga. 

Textos de João de Mendonça.

O Albicastrense

ANTIGAS CAPELAS DA TERRA ALBICASTRENSE

CAPELA DE SÃO PEDRO (Em  1853 a capela já não existia).  Estava num lugar em que se achava edificada, que é próximo ao chafariz de São Marco...