terça-feira, dezembro 03, 2013

O CINEMA NA TERRA ALBICASTRENSE

CINE-TEATRO VAZ PRETO 


Numa altura em que a terra albicastrense está sem uma sala de cinema a tempo inteiro, nada melhor que recordar aqui outros tempos.

O Albicastrense

sábado, novembro 30, 2013

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – LXXX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
No dia 21 de Dezembro de 1795, por conseguinte a mais de mês e meio da sessão anterior tornou a reunir-se a Câmara. Do que se passou diz assim a acta:
Nesta vereação se determinou que visto António Jozé da Cunha naõ ter sido preenxido de toda a quantia que tinha emprestado para as Festas que nesta cidade se fizerão pello feliz nascimento da Princeza da Beira, e ainda se lhe restarem a quantia de duzentos mil réis os ouvesse de Jozé Pessoa Tavares pelo produto das Ervagens que a rematou para sy e para o João de Ordaz passandosse mandado pela referida quantia”.
Muita paciência tinha o tal Sr. António José da Cunha, para se aguentar tanto tempo à espera do seu rico dinheiro! Já a Princesa da Beira devia estar quase uma senhora e só agora acabava de se pagar a quantia que a Câmara teve de pedir emprestada para a celebração das festas do seu nascimento.
A sessão seguinte realizou-se no dia 1 de Janeiro de 1796 e, como era da praxe, começou-se pela eleição das Justiças para as diversas terras do termo. Depois de apurado caso das Justiças, procedeu-se à nomeação dos derramadores da sisa, e entre estes lá nos aparece o insubstituível Dr. José Esteves Póvoa. Os outros eram José Vaz da Cunha, Manuel António de Carvalho, Francisco José de Pina, João Pantonilha (ou Pantorrilha? Tanto se pode ler uma coisa como a outra) e João do Amaral. Foram ainda nomeados os “almotaceis” para os três meses seguintes e por fim trata-se do seguinte:
Nesta Vereação apareceu o Mister do Povo Alexandre Domingues e seu companheiro Francisco Jozé de Carvalho e requererão que por utilidade do Povo se estabelecesse hua Taberna de azeite sem que contudo esta privasse em algûa couza o direito dos particulares de mesma forma que se praticava com a Taberna do vinho com a declaração que devem ser excluídos do azeite todos os revendedores, à vista de cujo requerimento lhe foy deferido e se arematasse a dita Taberna com a condição de que o rematante seria obrigado a ter sempre azeite eficaz sugeito todas as vezes que o não tiver a pagar as mesmas Posturas que se achão estabelecidas contra os revendedores”.
Não se percebe bem como se excluíam da venda de azeite “todos os revendedores”, como se lê na acta. Só podiam concorrer à arrematação da “Taberna do azeite” os produtores? E se o azeite que produziam se lhes acabasse, que haviam de fazer? Se o não tinham já seu, tinham de o comprar a quem o tivesse e em tal caso lá estavam metidos na conta de “revendedores”. Ou em tal caso tinham de fechara a “Taberna”. Não se percebe bem mas adiante.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 27, 2013

CRÓNICAS DO QUINTAL DOS MARRECOS – (VII)

O IMPERADOR DOS NEVOEIROS 
O quintal marrécal anda num alvoroço do caraças, o superior marreco economista Imperador dos Nevoeiros, afirmou aos órgãos da comunicação social marrécal, o seguinte:
Aumentar a paga mínima mensal das massarocas aos marrecos é estragar a vida aos pobres”, acrescentando de seguida; está acontecer algo de bom na sociedade portuguesa, mas que isso não é visível”. 
Para terminar o Imperador declarou ainda; "não há um tipo sindicalizado que receba salário mínimo porque quem recebe não tem dinheiro para pagar as quotas".
Perante tais declarações, o marreco Arménio Piza Calos, (Secretario-Geral da Central Marrecal), afirmou o seguinte: "Há espaço para subir o salário mínimo nacional e a própria OIT defendeu, num relatório recente, que o salário mínimo deve aumentar para melhorar a economia e o rendimento de quem trabalha". 
Acrescentou ainda o marreco Piza Calos; "há pessoas que falam do que não sabem,  é bom que se diga que há muita gente que recebe o salário mínimo e desconta 1% do seu rendimento para os sindicatos".

Alguns marrecos povões, fartos de ouvir finórios que nunca se enganam e que raramente têm dúvidas, não se ficaram e responderam ao Imperador dos Nevoeiros:

O marreco Zé da Pedrada, declarou na barbearia do Zé Troço, que o Imperador ou estava com a maluqueira na tola, ou então andava a fumar charros com defeito.
A marreca Maria dá Musica, afirmou que o infeliz Imperador, deveria meter a viola no saco e ir dar música para outra freguesia, pois no quintal marrécal, ela é a única a poder dar música aos marrecos.
O marreco Tonho dos Repolhos, ofereceu-se para ofertar ao marreco Imperador, umas couves com pesticida.
O marreco Luís Vesgo, disse que o citado marreco deve andar com cataratas nas olheiras, por isso, recomenda-lhe uma visita à “Óptica Boa Vista”. Óptica que tem como frase publicitária; “a óptica que põe um vesgo a ver o que só quer ver”.
O marreco Manel dos Tomates, informou os fregueses do seu estabelecimento (a loja dos tomates), que iria convidar o Imperado para lhe fazer uma vistoria aos tomateiros, uma vez que as declarações feitas pelo Imperador sofrem de substrato tomatal.
A marreca Albertina dos Fretes, disse na mercearia da Rosa, que se não estivesse já fora de rodagem, convidava o marreco Imperador para dar uma cambalhota, e que depois o convidava para almoçar com ela na sopa dos pobres, (local onde ela come a única refeição do dia).
O marreco Zé das Bichas, designado como rei do jetset do quintal marrécal, comunicou através do seu agente, que o Imperador deve andar com diarreia bichana, pois no seu discurso é notória a falta de convívio com outras bicharocas.
O marreco Alfredo Ferrugento, proprietário de um armazém de ferro, afixou no seu armazém de o Imperador deve andar com uma infecção nos neurónios, infecção provocada pelo muito ferro e magnésio nos locais que anda a frequentar.
PS. O escrivão deste assento, não se responsabiliza pelas declarações dos marrecos citados, declarações que segundo alguns, mostram a inveja instalada no quintal marrécal.
O Escrivão do Quintal Marrécal

domingo, novembro 24, 2013

A VELHA RUA DO SACO

                             EU SÓ QUERIA ENTENDER....
À tempos postei aqui uma implicação onde dava a conhecer as obras que decorriam na antiga rua do Saco (rua que começou por ser pública, depois privada e agora novamente pública). Publicação onde elogiava as obras a decorrer, assim como a recuperação da velha muralha que ali esteve tapada durante muitos e muitos anos.
Durante a campanha para as últimas eleições da autarquia albicastrense, as obras foram dadas por terminadas e deu-se a respetiva inauguração, como não estava nesse altura em Castelo Branco, não pude estar presente.
Depois disso, tentei por variadas vezes visitar o espaço recuperado, contudo, ao chegar ao local, (para espanto meu) verifico que o referido espaço embora tenha sido inaugurado, está proibido de ser visitado, pois os portões quer pela rua de Mouzinho Magro, quer pela entrada da Praça Camões, estão fechados.
A pergunta que aqui deixo aos atuais responsáveis pela autarquia da terra albicastrense, só pode ser uma:
O espaço foi inaugurado para fazer de conta.
Ou a velha rua do Saco foi recuperada não para ser visitada, mas para poder ser mirado do lado de fora.
Palavra que por mais que tente, esta é uma daquelas situações que não consigo compreender e muito menos entender.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, novembro 22, 2013

ANTIGAS CAPELAS DA TERRA ALBICASTRENSE

CAPELA DE SÃO PEDRO (Em  1853 a capela já não existia).  Estava num lugar em que se achava edificada, que é próximo ao chafariz de São Marco...