sábado, fevereiro 14, 2015

ZONA HISTÓRICA

TRISTEZAS NA ZONA HISTÓRICA
DA
TERRA ALBICASTRENSE

Muitas são ainda as casas em ruínas na zona histórica de Castelo Branco, independentemente do bom trabalho já feito nesta área nos últimos tempos, as imagens aqui postadas são apenas um exemplo da tristeza que ainda mora na referida zona.
É completamente inadmissível que existam senhorios cujas casas estejam como as imagens mostram, e que a autarquia albicastrense nada faça (ou nada possa fazer) para resolver este tipo de atentados à nossa zona histórica.
Mais uma vez aqui fica a denúncia e ao mesmo tempo o apelo, para que situações como estas sejam de uma vez por todas resolvidas o mais rapidamente possível, pois, é totalmente inadmissível que depois do investimento feito na zona histórica da terra albicastrense, nada aconteça para resolver de uma vez por todas estas desgraçadas situações.

O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VII)

LEMBRANÇAS....
Para a história do Bispado de Castelo Branco”
(Continuação)
Estremecem de indignação e de impotência da época. Provavelmente de Alcântara, debalde Junot proclama aos portugueses e, em primeiro lugar, a esta cidade (20 de Novembro de 1807), os falsos propósitos de nos “salvar da dominação inglesa”, de manter a disciplina e o bom comportamento da suas tropas, sob a pena das leis e conselhos de guerra; debalte, seria acolhido com Delabord, Loison, o governador Peyre Ferry e outros chefes gauleses à mesa do prelado, no magnifico Paço, concorrendo a cidade no bom gasalhado aos intrusos, em boletos, requisições e facilidades de varias ordem.
Sofriam-se ultrajes na honra e na fazenda, e assim sucederia em outras terras beiroas, Sarzedas, Covilhã, Alpedrinha e Tinalhas, até que, decorridos tempos, contra a saque, o morticínio e o incêndio, os primeiros gritos de explosão patriótica levantassem a resistência e a insurreição por toda a parte.
Por ali passou o Conde de Aranda, comandante do exercito franco-espanhol na Campanha de 1762, o infante espanhol D. Carlos, em 1833, e bem merecia evocar-se o que de curioso, trágico ou burlesco, presenciou o histórico cenário. Mas após o ultimo bispo de Castelo Branco, foi-se de deteriorando e delapidando o recheio do Paço, até 1835, em que passou a outras funções. 
Ali se hospedou Saldanha em 1846, que por medida de segurança mandou recolher a baixela a Tomar, restituída no ano seguinte e conservada em deposito particular, até 1854, em que se verificou ter o peso de 28864,9 oitavas de prata. Tudo foi entristecendo e envelhecendo naquela casa, até à instalação do liceu em 1911 e após ter decaído em funções mesquinhas....
(Continua)
Texto retirado do livro: Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de: Francisco Morais e José Lopes Dias

O ALBICASTRENSE

terça-feira, fevereiro 10, 2015

EXPOSIÇÃO " PLANET FERROVIA "


     DE
CASTELO BRANCO
Visitei este fim de semana a exposição que se encontra no Centro de Arte Contemporânea de Castelo Branco. 


O trabalho de Viktor Ferrando é inspirado em planetas e satélites, desenvolvido a partir de materiais ferroviários em desuso que impressionam pelas dimensões e que não deixam, seguramente, ninguém indiferente.

Se mora em Castelo Branco ou pensa vir até cá, não deixe de visitar esta interessante    exposição.

O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – XCIV

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para o outro jornal, deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Continuando, temos agora a sessão de 9 de Maio de 1798. Apareceram nela a Nobreza e o Povo, porque era preciso informar o Governo da Rainha sobre um requerimento de Simão da Costa Caldeira Pedroso, que pretendia tapar uma porção de terreno de quarenta palmos de largura e de comprimento tudo o que ia “desde a Moreira que deve ficar fora athé a outra quina da casa” de que o requerente já era possuidor, junto ao Largo de S . João.
Vereadores, Nobreza e Povo acharam que o requerimento era de atender e os louvados avaliaram o foro, que pelo terreno devia ser pago em reis.
Que terreno fosse esse não sabemos nós dizer, porque a “Moreira que deve ficar fora” ninguém sabe onde ficava, mas devia ficar pelas alturas das casas que a família Caldeira Pedrosa hoje ainda possui ali perto, no começo das descida para o chafariz da Mina.
A sessão seguinte realizou-se no dia 15 de Maio e meteu também Nobreza e Povo, porque também se tratava da cedência de terreno por afloramento.
Primeiro era Manuel Gonçalves Custodio que pretendia aforar “um bocado de terra do concelho, no sitio da Devesa do lugar de Escalos de Baixo”.
Responderam todos que sim, que estava bem.
Depois era um requerimento de “Maria Luiza Pica Peixe, que pretendia tapar uma terra na folha de S. Bartholomeu no sitio do Carvalhinho”; mas a requerente tinha morrido e por isso atirou-se o requerimento para o cesto dos papeis velhos e passou-se adiante.
A sessão seguinte realizou-se no dia 7 de Junho. O que nela se passou foi isto:
Nesta Veriação foi aprezentada huma Provizão em que Sua Mag. consede a esta Camera a liberdade de poder nomear hum novo Medico com o Partido de Duzentos e quarenta mil reis como consta de huma Provizão que se acha Registada no Livro do Registos desta Camara a folha 297 e por todos uniformemente foi determinado que nomeavão para Medico desta cidade segundo Partido igual ao que já há de duzentos e quarenta mil reis a Felipe Joaquim Henriques de Payva por com correrem nella os requezitos necessarios, porque no tempo que tem rezedido nesta cidade tem dado provas do seu bom talente, e atevidade, e zello tem curado nesta mesms cidade sem qiue athe o prezente tenha percebido couza alguma”.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

domingo, fevereiro 01, 2015

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VI)

LEMBRANÇAS....
“Para a história do Bispado de Castelo Branco”

(Continuação)
O destino da residência alcançava certo grau de luxo, um século depois, com o mitrado D. João de Mendonça, filho dos condes de Vale de Reis e natural de Estremoz.
Cursara Filosofia e Humanidades no Colégio de Santo António de Lisboa, estudante porcionista no Colégio Universitário de S. Paulo e matriculado em Cânones desde 1690. Vinha a disfrutar a Sé da Guarda (em 1711), após sagrado bispo pelo Cardeal da Cunha e, em tal qualidade, demorava bastas vezes em Castelo Branco.
O aparato da corte de D. João V e uma visita à cidade eterna (em 1717) concorreram, decerto, para a construção do anexo Jardim de S. João Batista, com as datas de 1725, na peanha da estátua do santo percursor e de 1726 na bem conhecida Cascata de Moisés. As alfaias da residência, tapetes de Rás, faianças e porcelanas, vidros e pinturas, biblioteca erudita, moedas, mobiliário, indumentária, artefactos e botica episcopal preciosa deviam-se, com efeito à memória de D. João de Mendonça, conservadas e melhoradas pelos seus sucessores.
O seu ultimo benfeitor, na construção do peristilo, do salão a casaa correspondentes do lado sul, dos estuques e da capela, foi D. Vicente Ferrer, 2º bispo albicastrense.
O edifício adquirira então a fama de sumptuoso, em adereços artísticas, tapeçarias, a cadeirões, baixela de magnificas pratas e bragal de colchas artísticas, de sorte que nenhum outra morada episcopal a excedia no conforto de aposentos e salas, no mimo dos fogões, nos jardins com laranjeiras bravas, ao gosto da Itália do sul, jogos de água e tanque alagado, sua curiosa estatuária de granito, a perpetuar doutores e apóstolos da Igreja, reis de Portugal, signos do Zodíaco, símbolos das artes, da natureza e da geografia; com anexos de pomar e horta, quinta e bosque de sombras aprazíveis, hoje moderno jardim, recreio e pulmão da cidade; com farto olival e o cercado dos coelhos bravos, açougue da culinária pascense... Ali foi hospedo de D. Vicente Ferrer, Junot, em 1807, no comando da 1ª invasão napoleónica.
(Continua)

O ALBICASTRENSE

ALCAIDES - MORES DE CASTELO BRANCO - (i)

  MAIS UMA VEZ VOU PUBLICAR UM FANTÁSTICO TRABALHO DE MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO.  😀 😁 😇 😉 😊 O trabalho será publicado em quatro ...