sábado, agosto 15, 2015

PRIMEIRA PÁGINA (XVI)

JORNAL BEIRA BAIXA
CINQUENTA ANOS DEPOIS...
(15 de Agosto 1965 - 15 de Agosto de 2015)
                       
















                                                                  O ALBICASTRENSE

quinta-feira, agosto 13, 2015

PORTADOS QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSE

OS  50  MAIS  BELOS 
PORTADOS  QUINHENTISTAS
(Poste - 7)  



      (Postados 36 de 50)
      O Albicastrense

terça-feira, agosto 11, 2015

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - CI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
Quatro dias depois, ou seja em 20 de Julho, lá estão de novo os vereadores reunidos em sessão, apenas para isto: 
Nesta vereação foi proposto que suposto se tivessem avaluado os olivais desta cidade em duzentos mil réis contudo como eles se não avaluarão logo, a demora tem feito com que o gado Bois e Egoas tenham comido o agostadouro fica por tanto valendo cento e trinta mil réis”.
Vem logo dois dias depois nova cerimónia da posse de um cargo de certa importância, o de Procurador da comarca, para que tinha sido nomeado o Doutor Francisco Xavier Borges Pereira Feraz. Assistiu também muita gente e da mais grata da cidade. Exerceu o cargo três anos certos. À margem do auto lá está uma nota a dizer que foi suspenso no dia 22 de Julho de 1803.
A deliberação adoptada pela Câmara em sua sessão de 6 de Julho de 1800 na sentido de “as vereaçoins se fazerem nos dias que determinam as Leys da  Reyno”, isto é, duas sessões por semana, não teve desde logo execução, pois que a sessão seguinte se realiza um mês e três dias depois, ou seja em 9 de Agosto. A ata respetiva começa assim: 
Nesta foi apresentada huma ordem do Juizo Provedoria na qual vinha inserta outra de Sua Alteza Real o Príncipe Regente Nosso Senhor em Virtude da qual mandava o mesmo Senhor que a Camera desta cidade desse a sua resposta sobre um requerimento que a Camera da Villa de Alpedrinha fez ao mesmo Senhor para efeito de concertar as calçadas”. Depois segue-se a resposta, que é de respeito pelo tamanho. Resumimo-la.
"A Câmara, Nobreza e Povo de Alpedrinha, queriam que esta cidade e sua comarca concorressem para as despesas da “calçada nova que intentavam fazer na passagem daquela Vila para a Covilham”, mas o que se dizia no respectivo requerimento não era exacto. Diziam que por ali tinham de passar as lãs para as fábricas da Covilham, mas não era exacto, pois que estas seguiam em carros pela estrada que serviam esta cidade, a da Guarda, Trancoso e Pinhel. A calçada era para comodidade da população de Alpedrinha e por isso era justo que fosse ela a pagá-la, tanto mais que lá havia recursos. Bastava saber-se que só uma ervagem lhe rendia 50 moedas de ouro. Constava, era certo, que a dita ervagem tinha sido vendida por alguns anos; mas, como essa venda fora feita “para uma obra inútil e de ostentação, qual foi a de duas torres para a sua Igreja empregassem o seu produto para areparaçam das ditas calçadas”.
Além disse a Camara de Alpedrinha no que pedia cortava á larga, pois que podia economizar muito dinheiro aproveitando a pedra da calçada velha e a que faltasse podia ir busca-la ali mesmo ao pé, mas não estava para isso, “e bem se vê ser feito com o que há-de ser pago pella bolça alheia”. 
Não devia contar com o auxílio desta cidade e sua comarca, para o que bastava ter em consideração as quantias avultadas com que contribuíra ainda não havia muito para as pontes de Caria e calçada da Guarda, parte das quais ainda estava por pagar a quem emprestara o dinheiro.

Em conclusão e em resumo: não podia dar nada, porque ninguém dá o que não tem, e porque o pedinte tinha por lá com que podia governar-se e se o não tinha, a culpa era dele, pois o tinha gastado em obras de ostentação.

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, agosto 08, 2015

PORTADOS QUINHENTISTAS DA TERRA ALBICASTRENSE

OS  50  MAIS  BELOS 
PORTADOS  QUINHENTISTAS
(Poste - 6)                                        



(Postados 30 dos 50 )
O Albicastrense

quinta-feira, agosto 06, 2015

CARTAS DE PERDÃO MANUELINAS

Das muitas joias encontradas por mim na revista “Estudos de Castelo Branco”, as cartas de perdão manuelinas publicadas por Fernando Portugal, são pérolas que não posso deixar de aqui postar.

ALGUMAS CARTAS DE PERDÃO MANUELINAS
                                                        (Por Fernando Portugal)
As cartas de perdão só muito raramente tem merecido a atenção dos nossos principais investigadores. Para isso muito tem contribuído a carência, ainda hoje observada, de bons índices capazes de proporcionar uma fácil e rápida consulta.
Algumas cartas de perdão, é certo, nada dizem de interesse, mas outras há que contêm informações dignas do maior realce.
Ascendem ao milhar o número de cartas de perdão registadas ao longo dos 47 volumes que constituem a chancelaria de D. Manuel, mas muitas outras se perderam como já tivemos ocasião de mostrar. Como presentemente nos debruçamos sobre essa chancelaria, coligimos algumas cartas de perdão referentes a moradores em Castelo Branco de que temos conhecimento e de que damos os sumários.
Entre elas há duas que, embora passadas a moradores em Nisa e Crato, interessam, diretamente ou indiretamente, a Castelo Branco.

- Maria Dias, mulher viúva, moradora em Castelo Branco, houvera afeição carnal com Nuno Frazão, clérigo de missa, morador na mesma vila, com o qual estivera manceba teuda e manteuda, e recebera todo bem fazer e todas cousas que faziam mister. E estava prenhe havia quatro ou cinco meses. E ora era apartada dele e queria daí em diante viver bem e honestamente.
Data em Setúbal, 1496, Março, 30 (chanc. De D. Manuel).

- Maria Gomes, mulher viúva, moradora em Castelo Branco. Estando viúva houvera afeição carnal com Brás Fernandes, castelhano, casado, morador nos reinos de Castela, e assim estivera por sua manceba teuda e manteuda e recebera dele bem fazer e tudo o que era mister, que a trazia vestida e calçada. E houvera dele um filho. E agora se apartara dele e desejava viver honestamente, e Joana Lopes, mulher de Brás Fernandes, lhe perdoara por um público instrumento, escrito em castelhano, qua parecia ser feito e assinado por Pero Folgado, público escrivão na vila de Lacarça.
Data em Setúbal, 1496, Abril, 6. (chanc. De D. Manuel).
(Continua)
                                    O Albicastrense

domingo, agosto 02, 2015

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

 
O NOSSO MUSEU
A Assembleia Municipal aprovou na passada segunda-feira, com a abstenção do Bloco de Esquerda (!) a minuta do protocolo que prevê a passagem do museu para a autarquia albicastrense, como se pode ler no jornal “Reconquista” desta semana.
Para quem trabalhou no museu durante 27 anos e tem opinião sobre o que pensa ser melhor para o museu que serviu durante quase três décadas, (modéstia à parte) este é um regresso às origens que não posso deixar de saudar e ao mesmo tempo, atestar que a medida apenas peca por tardia.
Contudo é necessário recordar a quem apadrinhou este bom regresso, que o passado do museu às mãos da autarquia albicastrense (1910/1971) foi um verdadeiro desastre, pois durante esse tempo, foi mais o tempo em que ele esteve de portas fechadas que de portas abertas.

- Desejo acreditar que brevemente uma nova era se vai iniciar, e que dentro de algum tempo a terra albicastrense se irá orgulhar de novo do seu museu, instituição que merece o apoio e o carinho de todos os albicastrenses.
- Quero igualmente afirmar, que o enlace entre o Museu e o Jardim do Paço, é algo que só gente totalmente cega não conseguiu ver, sonhar, ou compreender durante muitos e muitos anos. Este enlace irá semear novos tempos e encaminhar o museu para um lugar que já foi seu, mas que por estupidez e malvadez de uns tantos perdeu.

À autarquia albicastrense só posso mesmo dar os parabéns pelo regresso do filho desviado em 1971, e dizer-lhe; “A água do rio transporta o barco, mas também pode afundá-lo”. 
Partindo da realidade do que foi o passado recente do nosso museu, (hoje centenário), só posso exprimir que é necessário encontrar novo rumo, rota que terá que ser diferente da percorrida nos últimos tempos, pois se assim não for, o barco pode afundar-se de vez, independentemente das muitas boas vontades.
O Albicastrense

NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS JUDEUS E CRISTÃOS-NOVOS DE CASTELO BRANCO - (II)

POR MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO SEGUNDA PUBLICAÇÂO: Embora já tenha publicado o trabalho de Manuel da Silva Castelo Branco, resolvi volta...