quarta-feira, março 17, 2021

FEIRAS E MERCADOS DA TERRA ALBICASTRENSE

 A TERRA ALBICASTRENSE  NO PASSADO

A Feira mais antiga da memória da cidade é identificada em 1390. Por esta época, o movimento mercantil desenvolvia-se e tinha o seu assente no interior e cercanias do castelo ressaltando a Rua do Mercado, topónimo ainda hoje existente. Mais tarde, descendo pela Rua Nova, permanece durante séculos no Largo da tradicional Praça Velha.
O desvio da vida ativa, para fora das muralhas, os locais de vendas comerciais, andaram em redor da Igreja da Sé até, que aos poucos e poucos, passando pelo atual Largo de Rei D. José, foram parar ao largo da Devesa onde se mantiveram, muito além dos anos 50.
Com o crescimento da atividade comercial na cidade, intimamente relacionada com a situação geográfica de transição Norte/Sul, Leste/Oeste, juntamente com o movimento de muitas outras atividades de produção, únicas na região nasceu em 1420, por mandado de D. João I, uma feira com a duração de 15 dias, da segunda metade de abril até ao primeiro dia do mês de maio.
Duzentos anos depois – 1641, uma outra feira é criada no dia de S. João. Com o decorrer das necessidades prementes das trocas comerciais nasceram, no período de 1641 a 1760, mais quatro feiras, que se realizavam nas seguintes datas e meses: 12 de maio, 25 de abril, 2 de agosto e 4 de outubro.
Este clima de profusão de feiras teve retrocessos, com a extinção de algumas. Em 1762, realizavam-se em Castelo Branco um mercado, no primeiro domingo de cada mês, variando o dia da semana com o decorrer dos anos.
Em 1848, nova feira aparece de 1 a 4 de janeiro.
Nem sempre foi pacífica e a existência do local das feiras e mercados.
Conhecem-se alguns distúrbios, intimamente ligados ou à cobrança exagerada de impostos ou à competição, por vezes selvagem, de um mercado livre em demasia.
Existe documentação municipal e outra, que informa de algumas intervenções das forças da ordem. A tolerância das necessidades da subsistência da comunidade albicastrense, nem sempre foi tomada na devida consideração pela instituição municipal.
Nos dias de hoje os mercados realizam-se à segunda-feira, depois de muitas lutas e alterações e as feiras, têm as seguintes datas: 6 de Janeiro, 30 de Agosto, 4 de Outubro e 18 de Dezembro.
Hoje, as feiras perderam muito ou quase tudo da sua dinâmica inicial.
As facilidades do incremento comercial ditaram, à sua quase totalidade, a sentença de morte. 
As que hoje ainda existem, vão passando, por meros movimentos turísticos desta ou daquela região, completamente afastadas das necessidades, onde tiveram origem.
Da memória das feiras e mercados na cidade de Castelo Branco restam o Largo da Devesa, o Velho Mercado Municipal, que o tufão acelerou o desaparecimento e o famoso vendedor de melancias da Devesa, durante mais de 50 anos, o Tio Carriço. Esta figura, muito popular na cidade, tinha uma maneira singular de escolher as boas melancias, pela ponta de uma vara e enorme orgulho, em vender com mais de 20 quilos. 
Hoje, com a aceleração da industria agrícola e a uniformidade quê se quer dar ás melancias, todas do mesmo tamanho e parecidas como os ovos de avestruz, o Ti Carriço diria: "estas não valem uma parrachica".
Recolha de dados históricos: "Castelo Branco Antigo
da autoria de Ernesto Pinto Lobo.
O ALBICASTRENSE

domingo, março 14, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

 
118 DEZOITO ANOS DEPOIS !!..
 😏  😏  😏   😏
No 15 de Março de 1903, apareceu pela primeira vez, um automóvel em Castelo Branco.
Eram três hora e meia da tarde, quando chegaram a esta cidade, tripulando um automóvel, os drs. Tavares de Melo, e Chmpalimoud, que tinham saído de Coimbra, no dia 14 de Março, às sete e meia da manhã,  oito horas antes da chegada a Castelo Branco
Os festejados automobilistas lamentavam-se pelo estado degradado em que se encontravam as estradas, especialmente entre Penela e Figueiró do Vinho. 
Depois de almoçarem, em Castelo Branco, seguiram para Grândola via Elvas e Évora. Era o maior percurso que jamais se tinha feito, em automóvel no nosso país.

PS. Não havendo informação sobre o carro, será que podia ser um modelo como este, que é do referido ano?

Recolha de dados, Jornal “Reconquista”.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, março 12, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO


ARTUR DE SAMPAYO TORRES DA SILVA FEVEREIRO 

Castelo Branco, 17.03.1851- Lisboa, 02.04.1913

(170 ANOS DEPOIS)

No dia 12 de Março de 1851, nasceu em Castelo Branco, Artur Torres da Silva Fevereiro, que se formou bacharel, em direito. Iniciou a sua carreira forense, como Delegado do Ministério Publico. 
Posteriormente foi nomeada Secretario e depois Diretor Geral da Secretaria do Reino, onde de distingui como zeloso funcionário. Foi vogal do Supremo Tribunal Administrativo. 
Deixou um acervo de leis, decretos e informação, concatenados sob a designação de Anuário da Direção Geral. Tinha Carta do Conselho, a Grão Cruz da Ordem de Cristo, os Colares se São Maurício e de São Lázaro, de Itália, entre outras condecorações.                                                                                                  Albicastrense     

quinta-feira, março 11, 2021

TRISTEZAS NA NOSSA ZONA HISTÓRICA

ESTUPIDEZES DE GENTE BURRA


O expositor que pode ser visto nesta publicação, está situado  ao lado da Igreja de Santa Maria do Castelo.  Expositor, que deveria ter um mapa sinalizando os locais de relevo a visitar na terra albicastrense. Infelizmente uns anormais resolveram vandaliza-lo roubando os mapas que nele estavam expostos.

                                    
Evitar este tipo de vandalismo é praticamente impossível, agora, permitir que estes painéis fiquem durante tempos e tempos nesse estado, é  inaceitável. Aos responsáveis pela nossa autarquia, não posso deixar de exigir  rapidez na resolução  deste tipo de parvoíces .
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, março 08, 2021

UM HOMEM DE GRANDE VALOR.


SEBASTIÃO

PÉROLAS DO CLUBE MAIS REPRESENTATIVO 

DA

TERRA ALBICASTRENSE 

Muitos foram os jogadores que representaram  o Benfica de Castelo Branco ao longo dos tempo, muitos mais iram fazê-lo, todavia, atreve-me a dizer que poucos deram tanto ao clube como Sebastião.  
O ALBICASTRENSE

domingo, março 07, 2021

ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE

EM DEFESA DA NOSSA ZONA HISTÓRICA

- Haverá contenda mais apaixonante que lutar pelas memórias de um local?
 😏   😖   😊
- Haverá combate mais interessante que reedificar um local que o tempo e o desleixo de alguns, deixaram desfalecer?
 
Lutar pela recuperação da nossa zona histórica, é dizer a quem nos últimos 50 anos dirigiu a terra albicastrense, que os albicastrenses de hoje, se recusam a ser coveiros de um local onde residem séculos e séculos da história da terra albicastrense. 
Esgrimar pela sua recuperação, é dizermos a nós próprios, que os nossos antepassados podem repousar sossegados, pois nós seremos guardiões das suas memórias. 
Não deixar morrer de vez a nossa zona histórica, é nosso dever e dever dos nossos filhos, se entretanto nos juntarmos a quem já partiu. Ficar a assistir à derrocada final, é dizer que tudo isso nos passa ao lado e que não queremos saber do que lá se passa.
                                               O ALBICASTRENSE

sexta-feira, março 05, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

 RECORDAR O PASSADO DA TERRA ALBICASTRENSE

No dia 4 de Março de 1910, o Conde de Penha Garcia, em carta dirigida a Francisco Tavares Proença Júnior, informava-o que estava a ser estudado o realojamento do Liceu Nacional de Castelo Branco e que, na sua opinião, achava que o melhor seria construir-se um edifício de raiz.
Porém, a solução encontrada foi transferir o Liceu, do edifício do Largo da Sé (que depois foi a central dos Correios), para o antigo Paço Episcopal, o que teve lugar no mês de Outubro de 1911, uma vez que em 20 de Abril de 1911, foram nacionalizados todos os bens que pertenciam á Igreja. 
Só em 2 de Março de 1946 é que o Liceu, depois chamado de Nuno Alvares, é instalado em edifício próprio, onde hoje ainda se encontra, com a designação de Escola Secundaria Nuno Alvares, de Castelo Branco.
Recolha de dados; “Jornal Reconquista”.
O ALBICASTRENSE

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES

UMA DAS MAIS BELAS PÉROLAS  DA  TERRA ALBICASTRENSE     O ALBICASTRENSE