quinta-feira, dezembro 08, 2022

OS MUROS DO CEMITÉRIO FORAM FINALMENTE PINTADOS

RECLAMAR É UM DIREITO

Em 2021 reclamei neste blogue contra o facto de terem arranjado o portão do nosso cemitério, e não terem pintado os muros do mesmo. 
Alguém comentou na altura, que a nossa autarquia tinha em mente recuperar os arruamentos do dito cujo e pintar os respetivos muros. 
Um ano depois os muros foram pintados, mas… os arruamentos no interior do cemitério continuam uma desgraça.




A questão que aqui deixo aos nossos autarcas é a seguinte: Então pintam os muros e esquecem-se dos arruamentos?


Palavra que não consigo entender este; “hoje pintamos os muros, amanha... logo se verá”.
O ALBICASTRENSE 

sexta-feira, dezembro 02, 2022

O AMOR E A MORTE... NOS ANTIGOS REGISTOS PAROQUIAIS ALBICASTRENSES – (17)


Por Manuel da Silva Castelo Branco

XIII - QUANDO A GUERRA BATE À PORTA. II Parte - A Guerra da Sucessão de Espanha (1704).  

Nos seis Assentos acima transladados, o vigário de Santa Maria, Frei António Gomes Assores, dá-nos algumas notícias sobre os acontecimentos vividos em Castelo Branco ( e em particular na sua freguesia), a quando da ocupação da vila pelas tropas espanholas e francesas que apoiavam Filipe, duque de Anjou ( e já aclamado Filipe V), na sucessão ao trono de Espanha.
(Continuação)
Assento 30
- A 24.1.1704, se fecharam as portas de Santiago per mandado do Senhor marquês das Minas, general e governador das Armas da Província.
- Entrou o inimigo francês e castelhano a conquistar esta vila Dia do Corpo de Deus, que foi em 22.5.1704, e se rendeu-a no dia seguinte. Esteve nela 40 dias, tempo bastante para a deixar assolada (como deixou), a igreja de Santa Maria queimada, o castelo e muro arruinados.
- Publicaram-se as pazes nesta vila, entre o senhor rei de Portugal D. João V e o senhor rei de Castela D. Filipe V, a 6.5.1715, governando a Igreja o S. Clemente XI e o Bispado o Ex.mo Senhor João de Mendonça que, a 11 do dito mês, benzeu o sítio e pôs a fundamental pedra no Recolhimento que novamente ergueu na dita vila, acompanhando-o o eclesiástico, nobreza e plebe da terra / (Letra de Frei António Gomes Assores, Vig° de Stª Maria).
Assento 31
- Os baptizados, que se seguem, o foram na igreja de S. Miguel por me queimarem os hereges franceses e um ladrão castelhano a igreja, deixando-ma incapaz de se baptizar nela.
Assento 32
- No ano de 1704, governando a Igreja de Deus o S. Papa Clemente XI, o reino D. Pedro II, a província o marquês das Minas, o bispado D. Rodrigo de Moura Teles (eleito já arcebispo primaz), se fecharam as portas desta vila, a 24 de janeiro.
- Mas também, a 7 de Julho seguinte, se abriu a de S. Tiago e fui eu o primeiro que, com a nossa mão sagrada, a comecei a abrir.
 Assento 33
- A 22.5.1704, dia em que caiu 5ª feira do Corpo de Deus, entrou nesta vila o inimigo frencês e castelhano deixando-a roubada e por fim, em paga de 40 dias que aqui moraram com alcantrão me puseram fogo à Igreja. Deus vingue tão grande desacato.
Assento 34
- Em Junho de 1704, matou o inimigo a Pedro Simão, do Cebolal, monte desta freguesia de Santa Maria. Foi sepultado na igreja do dito monte e teve oficio, de que fiz este termo que assinei.
O Vig° Frei António Gomes Assores.
Assento 35
- A 22.6.1704, faleceu Catarina Magro, solteira desta vila e freguesia, não fez testamento. Foi sepultada em Cambas, onde andava (como os demais desta vila) fugida por amor do inimigo; e, no dito lugar de Campas lhe fez o R. do Prior meio oficio. E, por verdade, fiz este termo que assinei.
O Vig° Frei António Gomes Assores.
Comentário
Portugal acabara por aceitar o outro candidato - Carlos, arquiduque de Áustria - proposto pela Inglaterra... Assim, em Maio de 1704, um poderoso exército de Filipe V, reforçado com um contigente francês do comando de Berwick, penetra no país pela Beira e apodera-se de Salvaterra do Extremo, Segura,
Monsanto e Castelo Branco. Do sucedido então na urbe albicastrense temos um relato coevo, que vamos transcrever seguidamente:- “Passou o exército inimigo a invadir a vila de CasteloBranco, a maior de toda aquela procíncia. Achava-se esta vila com pouca ou nenhuma guarnição de soldados e desamparada de muita parte dos paisanos, porque muitos e os de maior suposição se tinham ausentado com suas famílias, justamente atemorizados do poder castelhano e das notícias das entradas que tinha feito nas terras rendidas.
E somentese acharam em Castelo Branco 80 soldados ingleses ou holandeses, que se retiraram ao castelo; ficou a vila defendida com os poucos paisanos que nela ficaram e estes sem cabo nem governador, porque todos tinham despejado a terra. Com tão pouca defensa e com uns muros antigos e menos munições, acharam os castelhanos a vila de Castelo Branco, aondechegaram com o exército Dia do Corpo de Deus, 22 de Maio do dito ano de 1704.
De tarde, lançaram cordão à vila e assestaram duas peças de artilharia aos muros, as quais na noite do dia que chegaram, puseram dentro da igreja de S. Miguel, paróquia da dita vila (fora dos muros e à distância de um tiro de espingarda) e saíam os tiros das peças pelas portas da dita igreja, porém sem dano (ou pouco) dos muros.
Resistiu a praça 24 horas e, como o povo se viu com tão pouca defensa, lançaram bandeiras de paz e fizeram chamada, de que resultou a entrega da praça ou entrarem logo os franceses dentro da vila, saqueando as casas e o que podiam. E em poucas horas se rendeu também o castelo, cuja guarnição egovernador foram prisioneiros para Castela, ficando na vila alguns paisanos com permissão dos castelhanos que, depois da vila entrada, moderaram muito a fúria dos franceses para não prosseguirem o roubo dos paisanos já rendidos”.
O marquês das Minas, reforçado com tropas do Minho e de Trás-os-Montes, sai de Almeida e recupera sucessivamente Segura, Idanha, Zebreira, Ladoeiro, Castelo Branco, Rodão, etc. Berwick, vendo-se ameaçado pelas tropas do marquês da Minas, abandona Portalegre e retira para Espanha. Dura a luta até 1712, ano em que no dia 7 de Novembro se faz o armistício entre Portugal e Espanha.
(Continuativo)
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, novembro 30, 2022

PATRIMÓNIO DA TERRA ALBICASTRENSE – “Ferrinho de Engomar”.

  UMA PÉROLA COM MAIS DE CEM ANOS FINALMENTE RECUPERADA

Muitas foram as vezes que aqui barafustei, contra a miserável condição em que se encontrava o bonito prédio que pode ser  observado nas imagens.

Hoje ao passar pela alameda, captei algumas imagens do dito cujo, para aqui postar e poder mostrar aos albicastrenses a sua recuperação. 

Este prédio centenário, prédio que  no passado designaram de “Ferrinho de Engomar”, está pronto para aguentar mais cem anos.

A quem o recuperou, este albicastrense só pode mesmo dizer, Bem-haja.







ALBICASTRENSE

quinta-feira, outubro 27, 2022

INAUGURAÇAO DO ESTÁDIO MUNICIPAL VALE DO ROMEIRO - 1956

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE


ESTÁDIO MUNICIPAL
VALE DO ROMEIRO

O antigo jornal “Beira, Baixa” publicou na sua edição de 9 de Setembro de 1956, a reportagem  que podem ver sobre a inauguração do estádio municipal de Castelo Branco. 


O ALBICASTRENSE

terça-feira, outubro 25, 2022

ORATÓRIOS DA TERRA ALBICASTRENSE

ORATÓRIO DA RUA J. A. MORÃO

Em Castelo Branco existem dois oratórios de grande dimensão, um no largo Fernão Sanches (zona histórica), e outro na rua J. A. Morão. Existe um terceiro (em tamanho mais pequeno), na rua João Carlos Abrunhosa.

Três belos oratórios da terra albicastrense que bem merecem ser destacados. Hoje destaco o da rua de J. A. Morão, depois serão os outros. 
Tentei saber quando ele foi colocada na rua ou o porquê do local,  infelizmente nada consegui descobrir. 

O ALBICASTRENSE

domingo, outubro 23, 2022

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

PORMENORES DO ANTIGO JARDIM DA SÉ



REQUALIFICAÇÃO DO 
LARGO DA SÉ 


Se a irritação abafasse, estou convicto que quem
transformou este jardim naquilo que hoje lá existe, já tinha sido abafado pelos albicastrenses à muito muito tempo.

O ALBICASTRENSE

sexta-feira, outubro 21, 2022

ZONA HISTÓRICA

RUA DO RELÓGIO 

“AMA-LA É A ÚNICA MANEIRA DE A RECUPERAR”

Nos últimos tempos tem existido por parte de quem comanda a terra albicastrense, a preocupação de dar vida a nossa zona histórica, não reconhecer esse trabalho seria uma grande injustiça.  
A recuperação da Casa da Forno obtém os aplausos de grande parte  dos albicastrenses, porem, o arrastar da recuperação da casa dada por António Salvado para nela funcionar um “sítio” dedicado ao poeta, faz doer o coração aos muitos amigos de António Salvado.


A nossa zona histórica não pode nem deve ser unicamente um local onde organizamos anualmente um festejo dedicado aos templários, passeios temáticos ou outras atividades. 
A prioridade das prioridades na nossa zona histórica, passam por recuperar casas e colocar nelas gente que ali queira viver, só assim, conseguiremos dar vida a uma zona onde ela quase deixou de existir.
O arrastar de obras prometidas na nossa zona histórica, é no entender deste albicastrense, uma verdadeira calamidade, è fundamental que as promessas feitas por parte de quem comanda a terra albicastrense, sejam para ontem e não para o dia de S. Nunca. As imagens desta publicação mostram-nos a rua do Relógio, local onde a tristeza se instalou e onde a vida parece ter sido extinta.  

O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...