sexta-feira, julho 12, 2024

TOPONIMIA ALBICASTRENSE - RUA JOÃO EVANGELISTA


A Rua João Evangelista não será seguramente uma das ruas mais conhecidas da terra albicastrense, aliás, estou convicto que poucos saberão onde ela fica.  Não porque esteja escondida num qualquer bairro da cidade, mas antes, por estar numa zona um pouco recatada da nossa cidade.

Dados históricos

São várias as fontes históricas, que dão detalhes sobre a vida do evangelista e apóstolo. Algumas são apócrifas, como outro Evangelho, que, segundo alguém, devem ser atribuídas precisamente à sua pena.
Sabemos que João era o mais novo entre os Doze e o que viveu mais que todos. João era natural da Galileia, de uma região às margens do Lago de Tiberíades. Por isso, era de uma família de pescadores. Seu pai se chamava Zebedeu e sua mãe Salomé. Seu irmão, Tiago, chamado Maior, também foi apóstolo. Jesus sempre se referia a ele e estava no meio dos poucos, que O acompanham, nas ocasiões mais importantes: por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na sua Transfiguração sobre o Monte Tabor e durante a sua agonia no Getsêmani. 
Durante a Última Ceia, João ocupou um lugar de honra, à direita do Senhor, em cujo ombro encostou a cabeça, como gesto de carinho. Naquele momento, o Espírito Santo infundiu-lhe a sabedoria, com a qual pôde escrever o seu Evangelho na velhice. 
João foi o único que esteve aos pés da Cruz, além de Maria, com a qual passou os três dias antes da ressurreição; foi também o primeiro a chegar ao túmulo vazio, após o anúncio de Maria Madalena. Porém, deixou Pedro entrar por primeiro, por respeito e por ser mais velho. Desde então, transferiu-se com Maria para Éfeso, onde começou a sua pregação do Evangelho na Ásia Menor. 
Parece que João sofreu pela perseguição de Domiciano e foi exilado para a ilha de Patmos. Depois, com a chegada de Nerva, retornou para Éfeso, onde terminou seus dias, com mais de cem anos, por volta do ano 104.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, julho 10, 2024

MEMÓRIAS DO BLOGUE - ENCICLOPÉDIA - (VI)

 

ACONTECIMENTOS DE OUTROS TEMPOS
(Trezentos e vinte anos depois)

No dia sete de Julho de 1704, após a saída das tropas castelhanas da vila de Castelo Branco, onde estiveram desde 22 de Maio, abriu-se a porta de S. Tiago, uma das sete entradas na vila, a qual se sitiava a norte e ao cimo da calçada da Alegria.
Portugal tinha-se envolvido na guerra da sucessão de Espanha, tomando partido do Arquiduque Carlos de Áustria, que era apoiado pela Inglaterra e Holanda e prometeu a D. Pedro II que se viesse a ser rei de Espanha, cederia a Portugal algum território e vilas e cidades Espanholas, que se situasse em junto da fronteira com Portugal, bem como grande parte da província da Galiza.

A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, julho 03, 2024

MEMÓRIAS DA VIDA PARTIDÁRIA DA TERRA ALBICASTRENSE

O movimento a que me refiro, é o MES (Movimento de Esquerda Socialista) A casa foi devastada pelo tempo, o movimento político evaporou-se, os militantes, uns morreram, outros passaram-se para outros partidos. 
Para terminar tenho a dizer, que conheci albicastrenses que militaram neste movimento, gente íntegra que muito lutaram por um Portugal melhor é mais justo, mas que já não estão entre nós. 


MES - “UM POUCO DA SUA HISTÓRIA”.

A sua criação resultou da articulação política de  sindicalistas militantes do catolicismo progressista, intelectuais de diversos sectores e de quadros do associativismo académico, alguns dos quais vinham assumindo posições conjuntas em documentos e acções de agitação política no período anterior à Revolução. Muitos dos primeiros militantes do MES tinham-se envolvido nas lutas oposicionistas contra a ditadura,  com destaque para o movimento que, em 1969, concorreu às eleições para a Assembleia Nacional, sob a sigla da Comissão Democrática Eleitoral (CDE). 
A formação do MES foi anunciada pela  "Declaração do Movimento de Esquerda Socialista - M.E.S", subscrita por Agostinho Roseta, Augusto Mateus, Jerónimo Franco, Jorge Sampaio, Marcolino Abrantes, Paulo Bárcia, Rogério de Jesus, António Machado, Alberto Martins, Luís Filipe Fazendeiro, Luís Manuel Espadaneiro, Carlos Prata, José Galamba de Oliveira, Joaquim Cavaqueiro Mestre, José Manuel Galvão Teles, Eduardo Ferro Rodrigues, Nuno Teotónio Pereira, Ceser de Oliveira, Vítor Wengorivius, Eduardo Dionísio, João Martins Pereira e João Bernard da Costa entre outra gente menos menos conhecida de todos nós.

                                                    O ALBICASTRENSE

quinta-feira, junho 27, 2024

MEMÓRIAS DO BLOGUE - "UM POSTAL DE CÂNDIDA BRANCA FLORES".

MEMÓRIAS DO BLOQUE - "10 ANOS DEPOIS"!
NA BUSCA DA FATI

(TRINTA E SEIS ANOS DEPOIS)
(Publicação de 22 de junho de 2014)

O postal que aqui estou a postar, foi encontrado por mim numa velha casa em ruínas na antiga rua do Saco, quando da recuperação desta rua pela nossa autarquia. 
Diz o postal: Para a Fati, com um beijinho da Cândida Branca Flor”. Cândida Branca Flor morreu há 13 anos. (A cantora colocou termo à vida a 11 de Julho de 2001 através da ingestão de álcool e comprimidos). 
Faz hoje trinta e seis anos (2014) que este postal foi oferecido pela Cândida à “Fati”, por este motivo e também por ser um pouco abelhudo, resolvi colocar aqui o postal para ver se consigo descobrir o seguinte:

Quem será esta “Fati” que morava numa velha casa da rua de Santa Maria, casa que tinha traseiras para a antiga rua do Saco?

Calculo que esta Fati (se for viva), possa ter cerca de cinquenta anos. O motivo deste meu raciocínio, prende-se com o facto de terem passados entretanto 36 anos e ter em conta que normalmente, são os jovens que pedem este tipo de recordações. 
Aos albicastrense que visitam este blog peço o seguinte: Se conhece alguém que more, ou que tenha morado na rua de Santa Maria, (perto do centro artístico albicastrense), pergunte a essa pessoa se conhece ou conheceu algum com o nome de Fátima (Fati é diminutivo de Fátima)
Entre o lixo existente na casa em ruínas, encontrei também uma fotografia, (
imagem que pode ver neste poste). Será esta jovem a Fati? 
Como todos temos um pouco de Sherlock Holmes, que tal dar uma ajuda na resolução deste enigma, partilhando este poste no seu Facebook. Este meu pedido pode ser para alguns uma autêntica patetice, (o que não deixa de ser verdade) todavia, deixem-me pensar e sonhar que através da Internet talvez consigamos devolver o postal da Cândida Branca Flor a alguém que com certeza já foi muito feliz a olhar para ele
Nota de hoje; 27/06/2024.
Infelizmente nada descobri na altura sobre a Fati. Será que dez anos apos a minha primeira publicação sobre o paradeiro da jovem que pode ser vista na imagem  (que suponho ser  pessoa a quem Cândida ofereceu o postal e colocou dedicatória), será possível avançar na descoberta deste enigma? Neste grupo já se provou que por vezes os "milagres" acontecem, por isso, peço a colaboração de todos para sabermos quem foi esta Fati, e se ainda está viva.                                  
                                                         O ALBIASTRENSE

quinta-feira, junho 20, 2024

PISTA DE PATINAGEM

TER RAZÃO ANTES DO TEMPO


"PISTA DE  PATINAGEM DO CCCCB.

 VAI SER ABERTO CONCURSO PARA LHE FAZER O FUNERAL.

 

Muitas vezes aqui afirmei que a construção da pista de patinagem tinha sido uma autêntica estupidez, burrice, que só os intervenientes na sua construção não quiseram enxergar. A utilização da referida pista ao longo dos anos, foi uma autêntica desilusão, raramente vi por ali gente a utiliza-la. Como se sabe pelo jornal "Reconquista", brevemente irá ser aberto concurso para lhe fazer o funeral.

Apenas uma questão, não deveria ser responsabilizado quem contra tudo e contra todos, resolveu gastar uma pipa de euros numa coisa que apenas serviu para alimentar o seu ego?


 
                                       
                                        
                                       
                                              O ALBICASTRENSE

sábado, junho 15, 2024

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXXV

 FRANCISCO ANTÓNIO RIBEIRO DE PAIVA 

(1753/1831)

Professor da Faculdade de Filosofia Naturalidade - Castelo Branco, 23.7.1757 - Antuzede (Coimbra), 11.1831. Filiação - António Ribeiro de Paiva e Isabel Aires Henriques.

Matrículas - Filosofia, 12.11.1773; Matemática, 20.12.1774; Medicina, 1777.Graus - Bacharel Formado, 21.11.1777; Licenciado, 27.11.1778; Doutor, 10.1.1779. Cadeiras - História Natural (1780-1783), subst. interino/demonstrador; Física Experimental (1780-1783), subst. interino/demonstrador; História Natural (1783-1791), 2º substituto; Física Experimental (1783-1791), 2º substituto; Zoologia e Mineralogia (1791-1813), 1º lente. Jubilação - Por Carta Régia de 29.7.1813Cargos - Vereador do Corpo da Universidade (1.3.1809); Decano da Faculdade de Filosofia (7.6.1811); Director da Faculdade de Filosofia (19.6.1811-1831).

Publicações - Introductiones Zoologiae (Coimbra, 1794). 
Observações - Irmão do Lente da Faculdade de Filosofia Manuel Joaquim Henriques de Paiva. 

Doutorou-se gratuitamente por Aviso Régio de 23.12.1778. Serviu no Corpo de Voluntários Académicos em 1808. Cavaleiro da Ordem de Cristo. Sócio da Academia Real das Ciências.


Nota: O excerto apresentado foi retirado da obra Memoria Professorum Universitatis  Conimbrigensis, com a autorização do Prof. Doutor Augusto Rodrigues, editor literário.

                                                         O ALBICASTRENSE

sábado, junho 08, 2024

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

O BUSTO DE VAZ PRETO

No dia dois de junho de 1920, foi colocada no antigo passeio público, (Centro Cívico), a primeira pedra do que havia de ser um monumento erigido em memória do conselheiro Vaz Preto, a cuja influencia política, junto do Rei D. Carlos, se ficou a dever a passagem por Castelo Branco, da linha-férrea da Beira Baixa. Porém, dado que as dimensões do busto em bronze não estavam proporcionadas à vastidão da praça do Município, em 1943 a edilidade municipal decidiu colocar o monumento no Largo da Sé. 

Já neste milénio, o busto que tinha destaque no largo da Sé, foi apeado do seu enorme pedestal, para ir para um pedestal menor. Resta acrescentar que a construção do busto de Vaz Preto, se fez por subscrição pública.


PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal” A Reconquista

O ALBICASTRENSE

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES

UMA DAS MAIS BELAS PÉROLAS  DA  TERRA ALBICASTRENSE     O ALBICASTRENSE