domingo, agosto 24, 2025

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

JORNAIS DA MINHA TERRA


UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (ll)
Em 31 de Janeiro de 1889 aparece outro semanário; “O Distrito de Castelo Branco”. Tinha como diretor e redator, Carlos Correia Sampaio, (no número 12, foi substituído por António Rodrigues Cardoso). Como editor António Rodrigues Cardoso. Como administrador Joaquim Lúcio Pelejão. Era impresso na tipografia, Joaquim Lúcio Pelejão. Tinha Administração no Largo da Sé. 
A sua periodicidade era semanal. Dizia... “não ter política e não procurar adeptos”. Finou-se no número 816, saído a 5 de Setembro de 1906.
Nota: Neste jornal aparece pela primeira vez o nome de António Rodrigues Cardoso. Cardoso nasceu em Sobreira Formosa, no ano de 1865 e faleceu no dia 28 de Janeiro de 1944. A ele se devem as famosas crónicas “Efemérides” publicadas durante quase quatro anos, nos jornais “Era Nova e Beira Baixa” que assinava com o as iniciais “ARC”. Foi professor do ensino particular, complementar e da Escola do Magistério Primário. Foi um erudito jornalista e chefe da secretaria da Câmara Municipal de Castelo Branco, desde 1905 a 1926. Foi diretor dos seguintes semanários regionalistas; Do jornal “Distrito de Castelo Branco”, desde 31/1/1889 a 17 de Maio de 1906. Do jornal “Gazeta da Beira”, desde 8 de Julho de 1906 a 2 de Outubro de 1910. Do jornal “O Beirão” de 8 de Dezembro de 1912 a 10 de Fevereiro de 1917. Do jornal “Era Nova”. E por ultimo o jornal “Beira Baixa”. Durante largos anos foi dirigente administrativo da casa Agrícola Tavares Proença. 
Nos anos cinquenta do século passado, resolveu a nossa autarquia atribuir o seu nome a uma das ruas da nossa cidade (transversal que vai da Avenida Humberto Delgado, para o antigo Convento de S. António) no entanto, esta pequena homenagem é ainda hoje muito pouco para o que este homem deu à nossa cidade.
Em 1889 reaparece “O Albicastrense”. Tinha como diretor Carlos Correia Sampaio e tinha sua redação na rua de Santa Maria. Tinha Sede Administrativa na Rua de Santa Maria e era impresso na tipografia do Correio da Beira. Dizia-se Independente de todos e quaisquer partidos políticos.
Nota: Tal como da primeira vez, oito messes depois do seu aparecimento, sumiu-se sem deixar rasto.
Em 1993 aparece “O Cabula” folha humorística. Tinha como diretor Manuel Paiva Pessoa (que viria a ser director do nosso museu em 1926). Como editor António Rodrigues Cardoso. Tinha a Sede administrativa na Rua da Sé e era impresso na tipografia de Artur da Silva. Era bimensal e publicou 26 números, o ultimo dos quais em 1896. 
Nota: 26 números em 11 anos! Deveria ter muita pouca graça... pois ficava-se pela publicação de dois número por ano, embora dissesse que era bimensal.
Ainda em 1893 veio à luz, “A Defesa da Beira”. Publicava-se aos domingos. Era impresso na tipografia do seu editor e proprietário, António da Trindade Cardoso e Silva, na rua dos Ferreiros. A partir do segundo ano começou a ser impresso na rua de Santa Maria, tinha administração e tipografia na rua dos Peleteiros. 
Nota: Deste pouco ou nada se sabe.
A primeira publicação que se conhece do século XX na nossa cidade, aparece em Dezembro de 1900 e tinha por titulo: “Retratos da Beira”. O primeiro numero saiu a 8 de Janeiro de 1900 e e tinha por director, Artur Silva (o mesmo que tinha sido diretor da folha Humorística “O Cabula”), e era impresso na sua própria tipografia, que se situava na Rua do Pina. Era editor e proprietário, José Luís de Carvalho. Dizia-se: Publicação quinzenal, ilustrada que se proponha inserir em cada numero um ou mais retratos de homens sem distinção de classes ou partidos, que na província da Beira Baixa se tenham evidenciado. 
Nota: Segundo sei, publicou sempre um retrato na sua primeira pagina: Manuel Vaz Preto, no primeiro numero, João Franco no segundo, José Maria Veiga de Silva Campos de Melo no terceiro, José Joaquim de Sousa Cavaleiro no quarto, (do quinto nada se sabe) e Afonso Costa no sexto numero. Terminou neste mesmo numero, em Fevereiro de 1901. 
Nota: Publicou ainda esta revista algumas biografias de políticos albicastrenses, assim como fotografias da nossa cidade do inicio do século XIX. Tentei encontrar na nossa biblioteca algum exemplar desta revista, infelizmente por ali não existe qualquer exemplar desta revista.
(Continua)
Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e atuai) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca da nossa cidade.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, agosto 21, 2025

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

JORNAIS DA MINHA TERRA

UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (l)

Perde-se no tempo o surgimento do primeiro jornal na nossa cidade. Depois de Lisboa, Porto e Coimbra, Castelo Branco terá sido uma das primeiras cidades fora dos grandes centros urbanos a ter imprensa periódica.
Nas minhas pesquisas na nossa biblioteca e em antigos jornais da cidade, encontrei um pouco do rasto da imprensa da nossa cidade nos últimos cento e cinquenta anos.
Rasto que nos mostra nomes de antigos ilustres da cidade, sítios onde funcionavam as suas sedes e locais, onde eram impressos esses jornais, ou ainda dos grandes ideais que eles diziam defender.
É apenas uma pequena lista de velhos jornais da nossa cidade, jornais que por um ou outro motivo, (independentemente daquilo que diziam defender), não passaram muitas vezes dos primeiros números e em alguns casos do primeiro.
Esta lista de jornais, poderá ser aumentada por todos aqueles que possuírem dados, sobre a imprensa da nossa cidade e os queiram aqui divulgar. 
O primeiro jornal de que há memória na nossa cidade, foi: “A Sentinela da Liberdade”, terá vindo à luz do dia no já longínquo ano de 1846. Pensa-se que tenha tido como primeiro director: João Sebastião Serrano, que era na época director da tipografia do Governo Civil. O primeiro número terá sido a 19 de Dezembro, de 1846.
A sede do jornal era no Governo Civil, onde por sua vez era impresso. Dizia: “Pugnar pela Junta do Porto e difundir o seu programa”, anunciava no seu primeiro número que iria sair ás segundas e sextas-feiras.
Nota: Prometia muito! Mas ficou-se pelo número um... pois padeceu nesse mesmo número.
Curiosamente entre a saída do “Sentinela da Liberdade” e o próximo que se segue: “A Aurora” existe um vazio de 26 anos.
O jornal “A Aurora” aparece a 1 de Agosto de 1872. Dele pouco ou nada se sabe. Segundo consta, a sua periodicidade seria semanal.
Não se sabe quantos números terão saído, nem quando terá partido.
Nota: A razão deste vazio é-me desconhecida, porém, não será difícil associá-la a motivos de ordem política.
Em 1883 aparece: “O Cri-Cri”. Folha humorística que tinha como diretor artístico: José Alves Tavares. Como director literário: Augusto Alves Tavares. Como redactor: José Alves Tavares. Como editor: José Alves Tavares (este mais parecia o jornal da família Alves). Era uma publicação litográfica e tinha por princípio a crítica à política, seguida na cidade,
O primeiro número apareceu a 16 de Julho de 1883. Saíram três números.
Nota: para folha humorística teve muita pouca graça!... Pois finou-se num abrir e fechar de olhos.
Em 1884 dá à luz o jornal que viria a ser o primeiro digno desse nome: “O Correio da Beira”. Tinha como sub-titulo: “Órgão do Partido Progressista em Castelo Branco” e dizia que se publicava: “para tomar parte na cruzada santa, pela liberdade e independência e prosperidade do reino”, (Meus amigos! lá conversa tinham eles...).
O primeiro número saiu a de vinte de Abril de 1984. Era publicado aos domingos, e a partir de 1992 tornou-se bissemanal, (começou a sair às quartas-feiras e domingos). No primeiro número trazia no cabeçalho como director: Pedro da Silva Martins. Como editor: António Trindade Cardoso e Silva. A partir de 1890 sai de director, Pedro Martins e entra Trindade Cardoso. Era propriedade de Pedro da Silva Martins e de Trindade Cardoso.
Em 1893 por dificuldades financeiras (segundo alguns historiadores), foi-se, deixando atrás de si 497 números publicados e nove anos de existência.
Nota: Este jornal, por aquilo que tive o cuidado de ler em alguns exemplares que se encontram na nossa biblioteca, era avesso à politica de Manuel Vaz Preto e muito próximo de Francisco Tavares de Almeida Proença, (mentor politico do jornal). Defensor de uma linha politica, que não renegava e que defendia com unhas e dentes, (se é que se pode utilizar esta expressão para um jornal).
Convém lembrar que este jornal, foi um dos grandes defensores da linha do caminho de ferro da Beira Baixa, e que teve como colaborador António Roxo.
(Continua)
Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e atuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, agosto 15, 2025

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

 ACÇÃO REGIONAL 

(101 ANOS DEPOIS)

UM POUCO DO PERCURSO DOS ANTIGOS JORNAIS, LONGO DOS TEMPOS

No dia 11 de Dezembro de 1924 apareceu à luz do dia, o jornal “Acção Regionalista”. Trazia no cabeçalho como diretor e seu editor; Manuel Pires Bento. Da lista de redatores constava; José Lopes Dias. 
Era propriedade do “Grupo de Acção Regionalista”. Em 20 de Janeiro de 1927, no número 108, auto suspendeu-se por entrar em contencioso com a Comissão de Censura Distrital. 

O número 109 apareceu em 15 de Dezembro de 1927, com o seguinte estatuto redatorial: “Servir o país, de um modo geral, e em especial para defender e promover os interesses da Beira Baixa e do Distrito de Castelo Branco”. 
A sede da administração, situava-se na rua Almirante Reis número 30 em Castelo Branco. Era composto e impresso na tipografia pessoa do Fundão. A partir do número 145, passou a ser composto e impresso na tipografia Portela Feijão. Terminou em 1931, mantendo-se sempre fiel às ideias regionalistas. Sete anos foi o período de tempo que este jornal aguentou, porém, pelo que pude ver na nossa biblioteca (em antigos exemplares) portou-se bastante bem e terá sido um dos bons jornais do seu tempo.

PS. A recolha dos dados históricos; Jornal ”Reconquista”. 
O ALBICASTRENSE

terça-feira, agosto 05, 2025

IGREJA DE SANTA MARIA DO CASTELO

UMA PRECIOSDADE A SER RECUPERADA 


Fui hoje ao castelo ver como decorrem as obras de recuperação da Igreja de Santa Maria do Castelo. Confesso que fiquei bastante contente com o andamento das obras, podendo mesmo afirmar, que muito brevemente as obras estarão concluídas.  
 Sem qualquer complexo de o fazer, ao presidente da nossa autarquia deixo o meu bem haja por esta recuperação.
 Acrescentando eu, que a antiga Igreja da Misericórdia Velha tem que ser igualmente recuperada, pois o seu estado é simplesmente lastimoso.

O ALBICASTRENSE

quarta-feira, julho 30, 2025

CÂMARAS NAS RUAS DA CIDADE

VIDEOVIGILÂNCIA EM  CASTELO BRANCO

A questão não e nova, pois o assunto já foi  variadas vezes falado em Castelo Branco, contudo, nunca ouve fumo branco para avançar. 
Ao ler a reportagem do Jornal "Reconquista" da passado semana, reparei que a mesma termina com uma citação do nosso presidente: "se o sistema já estivesse em serviço, teria evitado que o parque infantil da Devesa, inaugurado há menos de um mês fosse vandalizado". Tenho para mim, que a privacidade de cada um de nós é algo que temos e devemos proteger, porem, evitar que vândalos destruam o que é de todos nós, tem que ser igualmente protegido. 
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, julho 25, 2025

EXÊNTRICOS DA TERRA ALBICASTRENSE


MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Do  livro, "A Propósito da Monografia  de Castelo Branco", da autoria de José Germano da Cunha (1891), retirei o texto que podem ler a seguir. 
Confesso que adorei o texto e que muito adoraria eu, ter conhecido este excêntrico albicastrense do passado.  

ALEXANDRE ANTÓNIO PEDROSO

O CELEBRE MORGADO DA ALEGRIA”

Falecido em Castelo Branco em 1850. Este homem dotado de prestigiosa força muscular pegava em dois bons sacos de sementes, um em cada mão, e subia uma escada com a maior agilidade. Contudo, e este desenvolvimento físico não correspondia o intelectual. Possui-a abastada fortuna, e isto provavelmente fez com que o dispensassem do incomodo de estudar, como as vezes acontece. Pertencia as famílias ilustres do Condo Redondo e Marques das Minas.
Cercado de mimos na sua infância, e deste então acostumado a viver fora do seu seculo, conservou sempre várias tradições e hábitos fidalgos da corte na idade media, a par das mais ridículas superstições. 
Vestia sempre de seda, ou de veludo, trajava ele casaca, colete de grandes abas, recamado de luzentes lentejoulas, calção e meias, sapatos de fivelas, chapéu armado, bastão de marfim tao alto como ele, que o era bastante.
Uma figura. E por este modo se apresentava em toda a parte. Livre de preconceitos, arreceando-se muita das mulheres, tinha verdadeiro horror as bruxarias, feitiços e mãos olhados. Por isso esse extraordinário excêntrico ia, a altas horas de noite, todo diplomático de bilha na mão, buscar água ao chafariz para que lha não enfeitiçassem. Conta-se também que serviçais seus, depois de fazerem oscilar fortemente os presuntos que pendiam do teto, o chamavam para ele ver que os mesmos presuntos estavam embruxados e os mandar imediatamente por fora de casa, o que solicitamente se cumpria sem demora. E o mesmo destino tinham muitos outros objetos acometidos de igual doença.
Sempre alheio a todo o movimento progressista da sociedade, este notável, atravessava as ruas da cidade sem ser perseguido pelos apupos da rapaziada como figura carnavalesca. Caminhava altivo e sobranceiro, como uma tradição viva, uma relíquia respeitável, legada pelas nobres gerações extintas no século das grandes transformações em todos os ramos da atividade humana. 
Este homem podia ter visto o Marquês de Pombal em todo o esplendor da sua omnipotência e mais tarde ao seu desterro. Podia ter aos 14 anos, assistido á tomada da Bastilha e depois à decapitação de Luís 16º e de Maria Antonieta, a todo esse caos da revolução francesa, donde saiu a luz da liberdade e de emancipação e a quantos sucessos se seguiram extraordinários e demolidores do antigo regime, os quais presenciou na parte respeitante ao nosso país. E ele. de pé entre os seus amarelados pergaminhos, como estatua de bronze levantada em seu pedestal, apontava para o passado, dizendo-lhes: “Sou teu”.
E firme e intemerato viu desabafar em redor de si instituições, crenças, costumes e quanto pertencia a uma civilização condenada ao ostracismo. Sobre esses escombros ergueram-se as sociedades modernas tao diversa, tão outras. E ele, representante do retrocesso, conservou-se sempre fiel às tradições e preconceito de raça, no seu posto, como protesto vivo, talvez inconsciente, contra a invasão das novas ideias, que proclamavam os direitos do homem. Não se insurgiu, empregando meios violentes, ou mesmo diatribes aceradas.
A sua individualidade própria era o protesto mudo e singelo; o modo de se apresentar, a riqueza exótica do seu traje, o seu carácter cavalheiroso e inofensivo, tudo isto lhe atraia o respeito e a consideração publica, e fez com que atravessasse incólume as épocas calamitosas, que afligiram Portugal. Não podia deixar de despertar os sorrisos escarnecedores e muitos dos que o viam; porem, não se passava disto. 
Não era um doido, ou um idiota; era simplesmente um excêntrico, cuja memória eu respeito, porque encontro nesse vulto original, único talvez em toda a península que quer seja de sublime e épico. Não longe das suas 80 primaveras, fez a maior das tolices. Casou? Perguntará o leitor. Não senhor; nessa não caiu ele; já aqui se disse que tinha um medo supersticioso das mulheres. A tolice, que fez, foi deixar-se morrer. Há quem diga que o mandaram para cova de patinho e capela.
PS. O texto está escrito tal como José Germano o escreveu 1891.
O ALBICASTRENSE

sábado, julho 19, 2025

OS FONSECAS DE CASTELO BRANCO - (IV)

   ALBICASTRENSES DO PASSADO

DIOGO DA FONSECA
(Corregedor do crime da Corte) 

No seguimento das publicações anteriores,  Frei Roque do Espírito Santo, Frei Egídio da Aposentação, Frei Bartolomeu da Costa segue-se o ultimo dos irmãos. 
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Filho de Francisco Martins da Costa e de Perpétua da Fonseca, terá nascido por volta de 1500, tendo falecido durante o reinado de Filipe I em 1580. Era irmão do Frei Egídio da Aposentação, lente de Teologia, deputado da Inquisição de Coimbra, muitas vezes vice-reitor da universidade e autor de várias publicações; e de Bartolomeu da Fonseca cónego doutoral da Sé de Coimbra. Em Castelo Branco, fundou a capela do coro de baixo, que ficava por detrás do altar-mor da Igreja do convento dos Agostinhos, atual Misericórdia, que havia de tornar-se muito conhecida por capela do carneiro ou dos Fonsecas. Ali jaz sepultado com os seus descendentes e muito provavelmente, com o irmão Fr. Bartolomeu da Fonseca. 
Foi ministro de D. Sebastião, de D. Henrique e de Filipe I e II. Colaborou na compilação das ordenações Filipinas (um autentico Camaleão este Diogo da Fonseca). Foi Desembargador da casa da Suplicação, de que tomou posse em 1566, membro do conselho supremo de Portugal em Madrid, corregedor do crime na corte. Mestre de leis e jurisconsulto distinto, responsável pela lenda do encoberto, após a morte de D. Sebastião, esteve igualmente envolvido nos episódios que precederam e seguiram a batalha de Alcácer Quibir.
Na qualidade de desembargador da casa de Suplicação, figurou entre os vinte e quatro letrados que deviam julgar a causa da sucessão nas cortes de 1579. Diogo da Fonseca acompanhou, como tantos outros, a política Filipina, conservando-se com proventos e honras no cargo de corregedor do crime durante esse tempo. Quando o Prior do Crato tomou Aveiro e foi recebido afetuosamente em Coimbra, resolveu o Duque de Alba mandar um magistrado, o Dr. Diogo da Fonseca, para aconselhar a câmara a prestar obediência a Filipe II, sob a pena de severas sanções. A situação era periclitante, pois ainda se ouviam vivas a el-rei D. António!... Tudo ia sofrer completa alteração, não mais haveria complacência, nem mercê, com os protestes e rebeldias dos verdadeiros patriotas Portugueses. 
Vários documentos atribuem-lhe as funções de membro do conselho supremo de Portugal, em Castela. Universitário, Jurisconsulto e politico, a memoria do Dr. Diogo da Fonseca não pode isentar-se da nódoa infamante que infelizmente maculou a quase totalidade dos personagens de elevada cotação intelectual e social, do clero e da nobreza, daquela época, a todos os títulos desgraçada. Salvou-se o povo e uma parte do clero, na resistência à dominação castelhana.
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...