terça-feira, março 31, 2009

Obras na minha cidade



O SEU A SEU DONO
No poste anterior, abordei aqui uma questão que tinha a ver com uma velha casa, situada na rua Vaz Preto, coincidência das coincidências a nossa autarquia resolveu, (e por sinal muito bem no entender deste albicastrense), mandar abaixo na Rua das Olarias, a velha casa que a fotografia documenta, de forma a tornar visível mais alguns metros da velha muralha nesta rua.
Assim como aqui critico algumas das obras feitas pela nossa autarquia, aqui ficam os parabéns do albicastrense, aos nossos autarcas pela medida agora tomada.
Aliás… este manda abaixo, vem reforçar a proposta que fiz no poste anterior.
Senhor presidente!… maravilhe os albicastrenses dando seguimento a este trabalho de recuperação da nossa velha e saudosa muralha, na Rua Vaz Preto.
O Albicastrense

domingo, março 29, 2009

A MINHA CIDADE



Zona Histórica
de
Castelo Branco
Nas minhas caminhadas pela zona histórica da nossa cidade tenho tido a preocupação de tentar saber o que por ali se passando, e ao mesmo tempo ajuizar do andamento dos trabalhos que por ali decorrem.
Na ultima vez que por ali deambulei fui informado por pessoa moradora nesta zona da nossa cidade, que a nossa autarquia teria adquirido o velho prédio que a fotografia número um documenta.
Tentei saber qual o destino que a nossa autarquia irá dar a este velho e degradado prédio, porém de concreto nada consegui descobrir, logo… só me resta especular sobre os rumores que ouvi no local.
Os ecos têm duas versões:
Um diz que a velha casa, é para mandar abaixo. Outro que é para instalar na velha casa após restaurada, um serviço de apoio á zona histórica.
Rumores à parte… conhecendo eu toda esta zona, não tenho duvidas sobre a hipótese que gostaria que a nossa autarquia levasse adiante.
Na ultima recuperação da velha muralha na rua Vaz Preto, foi possível derrubar alguns casebres ai existentes, (tal como a foto número dois demonstra), e voltar a tornar visível parte da nossa velha muralha.
Voltando à fotografia número um nela podemos ver que esta casa agora adquirida pela nossa autarquia, está ligada a um pequeno torreão da velha muralha, e que por detrás desta casa ainda existem vestígios da muralha que em tempos ligava este torreão a uma das portas da antiga vila albicastrense. O derrube desta casa iria permitir que o que resta da velha muralha situada na rua de Vaz Preto ficasse toda ela visível e pudesse ser restaurada.
Se for para ali instalar algum serviço de apoio á nossa zona histórica também não deixa de ser interessante, embora preferisse de longe que a aposta fosse mais arrojada e apostasse na primeira suposição.
Certezas quando ao que acabo de escrever não tenho, porém, se a ideia for uma das aqui descritas não posso deixar de dar os parabéns aos responsáveis por esta belíssima ideia na primeira hipótese, e menos boa na segunda. No entanto… tal como diz o outro!… “Certezas só no fim do jogo”. Também aqui é preciso esperar para sabermos se tudo o que se ouve corresponde de facto á verdade, ou se estamos perante mais uma nuvem de fumo para nos cegar a todos.
O Albicastrense

sexta-feira, março 27, 2009

ANTÓNIO SALVADO

Manuscrito de António Salvado integra acervo da
Universidade de Salamanca
Segundo o jornal “Diário XXI”, o poeta albicastrense António Salvado passa a fazer parte do acervo da Biblioteca Histórica da Universidade de Salamanca.
António Salvado doou a sua versão da obra “Cântico dos Cânticos” de Salomão, trabalho feito a partir do hebraico em 1962 á Universidade de Salamanca, com uma tradução para o espanhol e 14 ilustrações.
A tradução é da autoria do poeta e escritor Perez Alencart e as ilustrações do pintor Miguel Elias.
A entrega foi assinalada no Dia Mundial da Poesia na referida Universidade. O “Cântico dos Cânticos, dedicado ao amor e sensualidade, faz parte dos livros poéticos do Antigo Testamento.
Ao poeta António Salvado, este albicastrense só pode desejar o melhor do mundo
.

O albicastrense

quinta-feira, março 26, 2009

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XIV


(Continuação)
A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto foi escrito neste blogo, tal como foi publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
Comentário do autor: Os selvagens destruidores de árvores não são só de hoje nem de ontem, são de sempre. Publicam-se leis, fazem-se posturas, mas, por mais que se faça, os resultados são sempre pouco menos do que nulos. Na sessão da Câmara realizada em 3 de Fevereiro de 1768 encontramos isto:
Acta de 1768: “E logo determinarão que para a conservação das Arvores que no auto da correissam semandarão plantar na devesa se estabelessem as penas seguintes às pessoas que as danificarem por qualquer modo que seja. Toda apessoa que tirar os carapetos ou as silvas que supõem para Resguardo das ditas Arvores terá de coyma mil rs e dois meses decadea, e sendo filho família pagará seu pay ou apessoa debayxo de cujo domínio estiver a dita coyma, estando os ditos filhos famílias sempre os dois mezes na cadea. E toda a pessoa que cortar alguma das ditas Arvores ou as cobrar terá de coyma seis mil e quatro mezes de cadea, e toda apessoa que prender qualquer género de besta ás ditas Arvores nos dias de Mercado, ou fora delles, ou outra qual casta de Animais terá decoyma mil rs pagos da cadea”.
Comentário do autor: Mesmo comparadas com as de hoje, levando em conta a diferença de valor da moeda, estas multas eram de molde a fazer encolher os mais teimosos e selvagens destruidores das árvores, tanto mais que, por cima da multa, lá estava a cadeia, mas nem por isso as árvores da devesa ficavam eficazmente defendidas. Então como agora… vamos lá com Deus. No mesmo sentido de protecção das árvores, que estava no espírito das leis e nas posturas municipais do tempo, encontramos nova deliberação no dia 27 do mesmo mês de Fevereiro. Resa assim:
Acta de 1768: “E logo determinarão que se observassem as posturas antigas por estarem muito com formes com as leys e ao bom governo deste Povo. E assim mais que Ressalvassem as Arvores todas as pessoas deste Povo na folha da (segue-se o nome da folha que não fomos capazes de ler) cujas foram determinadas pelos louvados o capitam Domingos Lopes Alvarinho e Niculao Joam nomeados pello Doutor Corregedor, as quais Arvores serem lanssadas no Livro Respectivo eficara Relassam dellas mam do Escrivam dos aduados para os notheficar, e saber cada hum o numero das que hade Ressalvar”.
Comentário do autor: Apesar de todos estes cuidados e cautelas, veremos que aqueles que mais interesse devim mostrar pelo cumprimento destas louváveis deliberações não sabiam ou não queriam toma-las na devida conta. Em sessão de 9 de Abril surge um caso muito complicado a respeito da cobrança de certos rendimentos, que resumimos assim: Os “ derramadores de siza” meteram na conta os dois terços da renda das tabernas que devia pertencer á câmara,
Acta de 1768: “Querendo expoliar esta da posse em que está de fazer a dita cobranssa aplicando as ditas duas partes para criassam dos emgeytados e outras despesas, esta posse autorisada com sentensa que ouve do Supremo Tribunal da Fazenda em que Sua Magestade deve tersar na dita Renda das Tabernas”.
Comentário do autor: A Câmara, sentindo-se lesada, reclamou, protestou, fartou-se de dizer da sua justiça. Os dois terços da renda eram seus e precisava deles.
Acta de 1768: “para a despesa da criassam dos emgeytados que não ademite a menor demor pois que não devem perser á fome e as Amas dellas estam clamando pelas suas pagas”.
Comentário do autor: Mas de nada valeu á Câmara reclamar. Ninguém a ouvia. O Marques de Pombal, que era então quem governava, lá entendia que precisava dos dois terços da renda das tabernas, e acamara que se governasse. Mas o dinheiro era preciso. Então a Câmara saiu-se do embaraço determinante.
Acta de 1768: “que se fassa huma finta naforma da Ley visto não haver rendimento neste concelho que chegue para as despezae ordinárias e precisas”.
Comentário do autor: Lembra isto a velha fábula da rã do charco a lamentar-se por ver dois bois á bulha. A bulha era lá com os bois, mas o que fosse vencido iria refugiar-se por ali perto e ela corria o risco de ser esmagada. A Câmara bulhou e com toda a razão com os “derramadores da Siza” ou, melhor, com o governo para quem esses derramadores trabalhavam. Vencida a Câmara, refugiou-se… no lançamento de um finta que o povo teve de pagar com língua de palmo. È verdade que era para a “criassam dos emgeytados”, que não haviam de “perser á fome”, e para calar a boca às amas deles que estavam “clamando pelas suas pagas”, mas sempre foi o povo que veio a pagar as diferenças. Cá temos agora a prova de que aqueles a quem mais devia interessar o cumprimento da deliberação municipal relativa ao “"ressalvamente” das Arvores e eram os primeiros a não fazer caso disse. Em sessão de 26 de Junho os vereadores:
Acta de 1768: “Determinarão que se condenassem as pessoas que faltarão arressalvar as Arvores… que se lhe determinou em virtude do capitulo da correyssão e mandado do mesmo ano, que lhe farão Arbitradas pellos louvados declarados no Referido capiluto, para cujo ressalvamente ellas forão notheficadas como consta por certidão…” E assim foram multados em quantias varias os seguintes proprietários relapsos, por não terem ressalvado as arvores que lhes foram indicadas:
Domingos Ribeiro, 5 árvores; João do Canto, 70 árvores, os Rojos, 8 árvores; António Pires Ruivo, 104 árvores; Manuel Tomaz, 11 árvores; Manuel Vaz Moura, 6 árvores; António Serrão, 8 árvores; Paulo Pires, 10 árvores; Manuel Pires, 15 árvores.
Comentário do autor: O lançamento da multa de João do Canto tem ao lado esta nota: - Este não. Talvez fosse compadre da Câmara. Pelos compadres houve sempre muita consideração… Neste ano, a Câmara não quis ficar na protecção às árvores, foi mais longe no que de algum modo jogava com as coisas agrícolas. Assim é que, em sessão de 9 de Setembro, os vereadores entenderam que deviam regular as vindimas e por isso.
Acta de 1768: “Determinarão que pella experiencia ter mostrado que as vindimas se costumão fazer antes da uva madura, São causa de se arruinarem os vinhos em forma que nas Tabernas, se metem muitos quasi vinagre o que he com prejuízo da utilidade publica e detrimento da saúde dos moradores desta villa, que as vindimas em qualquer sitio que seja, se não fassão senão depois de se lanssar pregão por mandado desta Camara por que se conseda lissenssa para se vendimar com pena de que todo o vindimador que se achar vindimando ou se souber vindimou antes do dito pregam lissenssa, sendo mayor de doze annos homem ou molher será preso por tempo de oito dias e sento e vinte rs de condenassam que pagara antes de sahir da cadeia, isto por cada vez q for compreendido e o mesmo arrespeito dos menores que pagarão seus pays a pena picuniaria e os senhores das vinhas ou os que mandarem fazer as vindimas serão obrigados o pagar de condenassão doys mil rs tudo aplicado para as despesas do conselho e este acordam se nothesiará por pregão pelas ruas publicas”.
Comentário do autor: Não esteve lá com panos quentes a Câmara. Para que as uvas ainda não maduras, não sejam “causa de se arruinarem os vinhos”, vindimas só depois de serem anunciadas por pregão. Para os vindimadores que não esperem pelo pregão, oito dias de cadeia e seis vinténs de multa. Para os que mandassem fazer o serviço, o caso era mais serio: a multa subia dois mil reis. Eram bons tempos. Se hoje a Câmara, ou mesmo o Governo, se metesse a proceder por forma semelhante, veriam o que era gritar pela Liberdade! (Continua)
Ps – Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937. Modificar, emendar ou alterar estes artigos seria na minha perspectiva um insulto ao seu autor.
O Albicastrense

terça-feira, março 24, 2009

LARGO DE SÃO JOÃO


No último aniversário da nossa cidade, alguns dos nossos “ilustres” inauguraram algumas das obras feitas pela nossa autarquia.
Dos muitos mimos ditos em prol da grandeza destas obras, aqui ficam alguns exemplos:
Castelo Branco a Caminho do futuro” ou a “grande cidade do interior” ou ainda “cidade moderna e atractiva” e por fim a “devolução dos espaços nobres á cidade”.
Que me desculpem alguns dos mentores destas pérolas, mas este albicastrense não está nada de acordo com todos estes miminhos, com que alguns querem afagar os mentores de tão significantes obras.
Devolvemos o largo de S. João á cidade!… dizem alguns dos nossos sábios, curiosamente quando da destruição da Capela que se encontrava neste mesmo largo no inicio do século XX, alguém terá afirmado mais ou menos isto: “A cidade beneficiará com este belo melhoramento
Dizer-se agora que o Largo de S. João está a ser devolvido á nossa cidade e aos albicastrenses, é quererem enfiar-nos um grande barrete.
Este velho largo, poderia e deveria ter sido devolvido aos albicastrenses tal como os seus promotores dizem, se o projecto ali desenvolvido fosse efectivamente um projecto que tivesse por fim esse propósito.
Eu só pergunto aos promotores de tão arrojado projecto: Devolver como? se o que ali temos mais não é que um largo de pedra, completamente vazio de tudo aquilo que deve ser este tipo de espaços. Devolver como? Se as zonas verdes ficaram nas gavetas dos projectistas. Devolver como? Se no verão temos o sol para nos torrar os miolos, e no Inverno a chuva para nos encharcar o corpo. Muito mais poderia argumentar em prol do velho largo, porém vou ficar por aqui. Se para se atingir o caminho do futuro é necessário derrubar o nossa passado, então é melhor investir na construção de um foguetão para podermos chegar lá ainda mais depressa.
Castelo Branco é hoje uma cidade mais pobre nas suas memórias passadas.
O albicastrense

segunda-feira, março 23, 2009

A NOSSA HISTÓRIA - (XX)


A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A 26 de Maio de 1864, os correligionários da Rainha D. Maria II, que no dia 20 do mesmo mês se haviam reunido, em comício de solidariedade à Rainha, decidiram manifestar a sua Majestade, toda a sua simpatia e lealdade e adesão, nomeando uma junta Governativa, com o objectivo de conservar todo o distrito de Castelo Branco, fiel à Rainha.
Para tanto declararam apoiar as medidas decretadas pelo Primeiro-Ministro Costa Cabral, medidas estas que proibiam, determinadamente os enterros nas Igrejas e nos adros das mesmas, como era habito fazer-se naqueles tempos. Esta determinação foi fortemente contestada pelo Movimento Popular, conhecido da Maria da Fonte ou Patuleia, que exigia que os cadáveres continuassem a ser sepultados nos templos e nos solos sagrados adjacentes às Igrejas.
PS. Em Castelo Branco as pessoas foram durante muitos e muitos anos, sepultadas perto da Igreja da Sé.

A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram
 publicados no Jornal "Reconquista"
O Albicastrense

domingo, março 22, 2009

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIAS E NA ARTE - (XLVIII)


MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO
(IGREJA DA MISERICÓRDIA VELHA – 1)

Entre a Rua de Ega e a Rua dos Oleiros ergue-se a Igreja da Misericórdia Velha, cuja fachada principal está voltada para o lado do Poente, numa estreita rua transversal denominada da Misericórdia.
Este templo tem actualmente por orago Santo António de Lisboa e foi, durante mais de três séculos, da invocação da Rainha de Santa Isabel.
Uma pedra de granito assente no seu pavimento, sob o arco da capela-mor, tem a seguinte inscrição:
“Esta capela foi mandada fazer por Simão da Silva h… da Índia e mandoulha fazer Anna Correia sua testamenteira á custa dos seus legados que manda os faça em seu testamento”.
Está ilegível o vocábulo que se segue ao nome do testador, supondo-se ser a designação do cargo que desempenhou na Índia. Simão da Silva era um fidalgo natural de Castelo Branco, muito estimado na corte do Rei Venturoso. Camião de Góis refere-se a este fidalgo, na sua crónica do Felicíssimo D. Manuel, narrando o facto de haver sido enviado como embaixador de rei de Manicongo, capitaneando cinco navios onde eram transportados ricos presentes do rei português e sendo portador de seguinte credencial:
Nos, D. Manuel, Rei de Portugal, etc., enviamos a vós, Simão da Silva, fidalgo da nossa casa, pessoa de que muito confiamos e a quem, por nos ter muito bem e fielmente servido, temos boa vontade, o qual escolhemos para vos enviar, por o termos conhecido por esforçado e de muita fidelidade e que vos dará de si boa conta… Muito vos rogamos que o ouçais e lhe deis inteira fé e crença em tudo o que de nossa parte vos disser e falar, assim como o fareis se por nós fosse dito e falado e em muito prazer o receberemos de vós, e nós esperamos em Nosso Senhor que da ida do dito Simão da Silva vós recebais muito prazer e contentamento e que em todas vossa coisas o acheis assim bom e verdadeiro servidor, como nós nas nossas e em todo o nosso serviço o temos achado, porque por isso o escolhemos para vo-lo enviar e muito vos rogamos que pois prouve a Nosso Senhor que por Sua misericórdia vos alumiar..."
Presume-se que Simão da Silva tenha falecido nesta embaixada pelos anos de 1512 ou 1513 e que a primitiva Igreja de Santa Isabel tenha sido edificada no primeiro quartel do século XVI.
Em 1514 o Rei D. Manuel I instituiu o Misericórdia de Castelo Branco, cuja instalação foi feita numas casas anexas à Igreja da Rainha Santa.
Pretendendo aquele monarca saber com o que poderia contar para a fundação da Misericórdia dirigiu de Almeirim ao ouvidor do Mestrado da Ordem de Cristo a seguinte carta:
Ouvidor! Nós, El-Rei, vos enviamos muito saudar. Nós somos informados como pela pobreza e pouca esmola da confraria da Misericórdia de Castelo Branco a dita confraria não andava ordenada como cumpria ao serviço de Deus e bem da vila havia três confrarias de Santo André, da Santo Logo e outra de S. João que tinham muitos bens de que se mantinha um Hospital e diziam certas Missas e que, alem disse, sobejava renda e desse sobejo se podia prover e reparar a dita confraria da Misericórdia. E porque queremos saber como isto está, se é assim como nos disseram e se alem das despesas ordenadas sobeja alguma renda, vos mandamos que vades à dita vila e nos informeis de tudo bem declarado para provermos a isso como bem nos parecer.
Escrita em Almeirim a 16 de Fevereiro de 1514. Gaspar Roiz a fez, Rei”.
(Continua.)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951 - Autor. Manuel Tavares dos Santos
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...