terça-feira, janeiro 31, 2017

A ANTIGA TASCA DO PONSUL

 UM SÍTIO ONDE MORA A MÁGOA


Quando da publicação do poste sobre as memórias do blogue, poste sobre a antiga Tasca da “Ti Amélia”, alguém deixou uma pergunta no meu facebook: Como está atualmente o local?”.
A pergunta despertou-me o interesse e hoje fui até lá. Confesso que preferia não ter ido, pois o local está uma autêntica calamidade, (como se pode ver nas imagens aqui postadas).
Se a tristeza matasse, este albicastrense não estaria a bater nas teclas do computa neste momento, pois, ao ver o abandono estabelecido por ali, a tristeza apoderou-se de mim e confesso, que algumas lágrimas se soltaram dos meus olhos. 

A antiga tasca está em ruínas, a velha ponte em ruínas está, a estrada que nos leva até lá, parece uma peneira.

Como é possível que não tendo a terra albicastrense um local como aquele para saborear, se dêem ao luxo de desprezar um espaço que bem podia ser uma atracção para os albicastrenses e para quem nos visita?



Responda quem poder e quiser, (pois eu, talvez por ter muitas e boas memórias do local), não consigo perceber o desleixo e a burrice a que
 o local     
foi destinado. 



Albicastrense


segunda-feira, janeiro 30, 2017

MEMÓRIAS DO BLOGUE – (I)

Em Agosto de 2006 postei neste blogue, um poste sobra a tasca do Ponsul, publicação a que dei o nome de: “A Tasca da Ti Amélia”. 
Onze anos depois, verifico que a referida publicação terá sido uma das mais visitadas do blogue, (mais de 2.000 visitas)
Em memória de quem já não está entre nós e da antiga Tasca do Ponsul, aqui fica de novo o referido poste. 

AGOSTO DE 2006
A TASCA DA “TI AMÉLIA”
(UMA TASCA COM CERCA DE 100 ANOS, À BEIRA DO FIM) 
Estive este fim-de-semana na tasca da “Ti Amélia”, também conhecida por Tasca do Ponsul.
Conversei com a “Ti Amélia”, (esposa do “Ti Rodrigues”), antigo proprietário (já falecido), que em poucas palavras me contou um pouco da história desta tasquinha.
Segundo ela, a referida tasca foi construída por um individuo, natural de Malpica do Tejo, no início do Século XX.
Após alguns anos a explorar o estabelecimento, trocou-o por umas terras situadas perto de Malpica do Tejo com o “Ti Humberto”, (Pai do Ti’ Rodrigues) que após a sua morte a deixou ao filho. 
A tasca da “Ti Amélia”, também conhecida por tasca do “Ti Rodrigues”, situada perto da antiga ponte do Ponsul, tinha como petisco principal, (e único), a famosa miga de peixe, sempre acompanhada por peixe frito. 

A miga era feita com peixe apanhado no rio Ponsul, rio, que passa a meia dúzia de metros da casa. Com a morte do "Ti Rodrigues" e a construção da barragem Espanhola, (que deu cabo da água do rio), lá se foram as famosas migas. 

Confesso, que tenho muitas saudades
das migas da tasca do Ponsul!

Para quem como eu ali saboreou as referidas migas, aqui ficam algumas imagens captadas na casa, porém, sem qualquer sabor ou cheiro da famosa miga.
O Albicastrense

quinta-feira, janeiro 26, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXV

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Realizou-se a sessão imediata em 16 de Março. Apareceu Diogo da Fonseca Barreto e Mesquita a requerer que fosse avaliada uma parte de ervagem da “Granja de Sua Alteza Real” que por ele fora arrematada e na qual fora impedido de meter os seus gados.
A Câmara disse que sim, lá foram os louvados, avaliaram e ervagem em oito mil réis, que foram abatidos ao valor da arrematação, e acabou-se a história e a sessão também.

Logo três dias depois, ou seja em 19 de Março, temos nova sessão.
Foi aberta uma carta do Príncipe Regente, “que se achou ser a pauta dos novos oficiais da Câmara que hão-de servir o presente anno nesta mesma Câmara”. Os novos vereadores eram José Nicolau de Figueiredo da Costa Pegado, Manuel Vaz Nunes Preto e José Carlos de Sousa. O procurador do concelho era (cá o temos outra vez) o Dr. José esteves Povoa.
E, como havia a Câmara Nova, a velha não esteve para se ralar mais, foi-se embora e acabou a sessão.

Temos a nova sessão a 25 de Março. 
Para se entender o que nesta sessão se passou, convém esclarecer que, no dia 5 do mesmo mês, como se vê por um termo lavrado à parte, a Câmara, acompanhada pelo procurador do concelho, alcaide e três lavradores, tinham feito uma nova demarcação da coutada da folha de S. Bartolomeu, metendo os malhões conforme entendeu. 
Isso não agradou a outros lavradores interessados no caso e veja-se e seguir, a acta da sessão do dia 25 de Março).
“E logo acordarão que sendo-lhes manifesto por queixas, e requerimento dos lavradores o grave prejuízo que recebiam as lavouras em talhar-se a coutada com diminuição com que se havia amalhoado presentemente a mesma coutada esta mesma amalhoação hão por ninhum effeito, e determinação ficasse subsistindo a dita coutada com aquelles malhoins que teve antigamente quando acabou de ser coutada e não com os malhoins que agora se lhe puzeram, e para que assim se fique entendendo desta forma o mandaram apregoar”.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais: O que acabaram de ler é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.  
O Albicastrense

quarta-feira, janeiro 25, 2017

TIRAS HUMORÍSTICAS – CXV

A dupla “Bigodes & Companhia”, depois de uma larga ausência neste blogue, resolveu enviar-me uma tira humorística sobre o poste anterior aqui postado. 
Embora não ache graça nenhuma à respetiva tira, não posso deixar de a publicar, se o não fizesse, estaria a violar o direito à palermice dos dois engraçadinhos.
O Albicastrense

segunda-feira, janeiro 23, 2017

ANTIGA RUA DO SACO – (III)


Em 2013, postei aqui dois postes sobre a primitiva rua do Saco da zona histórica da terra albicastrense. 
No primeiro elogiava as obras a decorrer no local, no segundo, (9 meses depois do primeiro), dava conta da sua inauguração e do facto da mesma se encontrar inacessível a quem fosse visitar a zona histórica. Quatro anos depois, aqui estou eu novamente a falar de uma situação completamente inconcebível.
Este albicastrense não consegue compreender, que quatro anos depois da inauguração, (2013) o espaço apenas tenha como visitantes, os gatos, os ratos e as ervas daninhas!
Tentei saber o motivo do local estar a ser gozado apenas pelos seres mencionados anteriormente, um passarinho chilrou-me aos ouvidos que o enigma se deve ao facto, de um dos prédios da rua de Santa Maria, que dá traseira para este espaço, estar em mau estado e poder provocar algum perigo. Perante tal hipótese, só posso argumentar o seguinte:
Então gastaram ali uma carroça cheia de notas, fizeram inauguração e depois constataram que existia o malandro de um prédio, que ameaça cair em cima de quem visitar o local?
Ao presidente da autarquia albicastrense, (por quem aliás tenho grande apreço), e que penso ter estado na inauguração em 2013.
Não posso deixar de verbalizar que a continuação desta situação é uma verdadeira anedota, piada, que não só envergonha os responsáveis pela situação, como nos envergonha a todos nós.
É completamente inadmissível que um dos locais mais agradáveis da  zona histórica da terra albicastrense, apenas esteja disponível para ser desfrutada por gatos, ratos e ervas daninhas.
                                      O Albicastrense

terça-feira, janeiro 17, 2017

UM DOCUMENTO HISTÓRICO

DA
 TERRA ALBICASTRENSE

Da estadia do Marques de Saldanha em Castelo Branco em 1837 vem este documento curioso. 
É o recibo passado por Saldanha de 3.487$40, dinheiro que ele levou da cidade, e donde consta o nome dos que entregaram a massa.
À cabeça do rol figura Joaquim José Nunes Fevereiro, o maior proprietário da cidade e avô de Francisco Tavares de Almeida Proença.
A revolta dos marchais não vingou, e por isso o governo não pagou, e o marquês de Saldanha esqueceu-se de embolsar à custa dos seus bens próprios o dinheiro recebido. 
Relação das pessoas que nesta cidade foram coletadas na quantia de quatro contos de réis, metal exigido pelo Marques de Saldanha para pagamento da tropa do seu comando, em ofício de 1 de Agosto de 1837 

Joaquim José Nunes Fevereiro                                                      600$000
Francisco António Peres Loureiro                                                  400$000
José Henriques Fróis                                                                      400$000
Barão de Castelo Novo                                                                   250$000
Daniel José Morão                                                                          210$000
D. Rita Maria dos Reis                                                                    150$000
Luís António H. D’Almeida                                                                60$000
Alexandre António Pedroso                                                            210$000
Joaquim José Machado                                                                     50$000
Luís de Pina Carvalho Freire Falcão                                               250$000
António Henriques D’ Almeida                                                         30$000
Padre José D’ Azevedo                                                                   100$000
José Nunes Fevereiro                                                                     100$000
Padre José Rodrigues da Fonseca                                                   60$000
José Christóvão dos Santos                                                             20$000
Joaquim Domingos Guedes                                                              20$000
A Viúva de Manuel Joaquim Caio                                                     30$000
Carlos José Fevereiro                                                                         5$000
José Inácio Robalo                                                                             5$000
Fernando José de Carvalho                                                              10$000
Francisco José Serrasqueiro                                                              5$000
Padre José Paulo Magro                                                                   30$000
Manuel Henriques Casado                                                                20$000
Dr. Francisco José Aparício Beja                                                      40$000
Dr. António Vaz da Silva                                                                   20$000
Padre Carlos José Machado                                                              10$000
António José Rodrigues                                                                    10$000
Padre João Nunes Geraldes                                                              25$000
Martinho da Silva Ribeiro                                                                 30$000
Francisco Gomes Aires                                                                     10$000
Manuel da Silva Ribeiro                                                                    10$000
João Marques Leite                                                                           10$000
João Fonseca Coutinho                                                                   100$000
José Fernandes Ripado                                                                     10$000
António Henriques D’Almeida Júnior                                               24$000
Joaquim Marques Leite                                                                     10$000
José Silvestre Penteado                                                                   20$000
M. da Conceição,(Viúva D’António da Silva)                                    38$000
João Henriques D’Almeida                                                             100$000

Recebi das pessoas constantes desta relação a quantia de três contos quatro centos oitenta e sete mil e quatro centos réis, metal, cuja será abonada e paga pelo governo de Sua majestade, ou pela minha fortuna particular, no caso imprevisto de falência da parte do governo.
Quartel em Castelo Branco, 5 de Agosto de 1837
                                                                             Marquês de Saldanha
Recolha de dados: "Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco" da autoria de Francisco Morais e José Lopes Dias. 
                                                                     O ALBICASTRENSE     
       

sexta-feira, janeiro 13, 2017

UMA PÉROLA INSULTADA - III

O ANTES E O DEPOIS!
Estou a postar as imagens do antes e do depois desta nossa linda janela, na esperança de que daqui a três meses, (foi o tempo que se passou desde que aqui mencionei este assunto pela primeira vez),  tudo não esteja na mesma. 
Não mandar limpar esta nossa pérola, ou olhar para o lado como se nada houvesse a dizer sobre a malvadez cometida, torna-nos cúmplices daqueles que a maltrataram, por isso, este albicastrense reivindica a quem pode e manda, que se tomem medidas para limpar as respetivas porcarias.
O Albicastrense

JARDIM DO PAÇO - UMA DAS NOVAS SETE MARAVILHAS DE PORTUGAL

UMA VITÓRIA DE TODOS NÓS. 😍 😌 😋 😊 😉 O ALBICASTRENSE