domingo, janeiro 31, 2021

DIOGO DA FONSECA

DIOGO DA FONSECA

(Corregedor do crime da Corte) 

No seguimento da publicação sobre a pintura que repousa na reserva do nosso museu, a que se seguiram  publicações sobre  Frei Roque do Espírito Santo e Frei Egídio da Aposentação (ambos personagens da pintura), não podia deixar de fora dois irmãos deles por parte do pai.
Hoje segue-se, Diogo da Fonseca, depois será a vez de Frei Bartolomeu da Costa.  
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Filho de Francisco Martins da Costa e de Perpétua da Fonseca, terá nascido por volta de 1500, tendo falecido durante o reinado de Filipe I em 1580. Era irmão do Frei Egídio da Aposentação, lente de Teologia, deputado da Inquisição de Coimbra, muitas vezes vice-reitor da universidade e autor de várias publicações; e de Bartolomeu da Fonseca cónego doutoral da Sé de Coimbra.
Em Castelo Branco, fundou a capela do coro de baixo, que ficava por detrás do altar-mor da Igreja do convento dos Agostinhos, atual Misericórdia, que havia de tornar-se muito conhecida por capela do carneiro ou dos Fonsecas. Ali jaz sepultado com os seus descendentes e muito provavelmente, com o irmão Fr. Bartolomeu da Fonseca.
Foi ministro de D. Sebastião, de D. Henrique e de Filipe I e II. Colaborou na compilação das ordenações Filipinas (um autentico Camaleão este Diogo da Fonseca). Foi Desembargador da casa da Suplicação, de que tomou posse em 1566, membro do conselho supremo de Portugal em Madrid, corregedor do crime na corte. Mestre de leis e jurisconsulto distinto, responsável pela lenda do encoberto, após a morte de D. Sebastião, esteve igualmente envolvido nos episódios que precederam e seguiram a batalha de Alcácer Quibir.
Na qualidade de desembargador da casa de Suplicação, figurou entre os vinte e quatro letrados que deviam julgar a causa da sucessão nas cortes de 1579. Diogo da Fonseca acompanhou, como tantos outros, a política Filipina, conservando-se com proventos e honras no cargo de corregedor do crime durante esse tempo. Quando o Prior do Crato tomou Aveiro e foi recebido efectuosamente em Coimbra, resolveu o Duque de Alba mandar um magistrado, o Dr. Diogo da Fonseca, para aconselhar a câmara a prestar obediência a Filipe II, sob a pena de severas sanções.
A situação era periclitante, pois ainda se ouviam vivas a el-rei D. António!...Tudo ia sofrer completa alteração, não mais haveria complacência, nem mercê, com os protestes e rebeldias dos verdadeiros patriotas Portugueses. 
Vários documentos atribuem-lhe as funções de membro do conselho supremo de Portugal, em Castela. Universitário, Jurisconsulto e politico, a memoria do Dr. Diogo da Fonseca não pode isentar-se da nódoa infamante que infelizmente maculou a quase totalidade dos personagens de elevada cotação intelectual e social, do clero e da nobreza, daquela época, a todos os títulos desgraçada. Salvou-se o povo e uma parte do clero, na resistência à dominação castelhana.
 O Albicastrense

sexta-feira, janeiro 29, 2021

FREI EGÍDIO DA APOSENTAÇÃO

Depois da publicação sobre Frei Roque do Espírito Santo, segue-se  o  seu irmão Frei Egídio da Aposentação. Personagem que podemos ver no lado direito da pintura que repousa no nosso museu.

FREI EGÍDIO DA APOSENTAÇÃO
(1539 – 1626)

Nasceu em Castelo Branco no ano de 1539, irmão consanguíneo de Frei Roque do Espírito Santo e irmão germano de Diogo da Fonseca e de Frei Bartolomeu da Fonseca, aparentava-se pelo lado materno com o jesuíta Pedro da Fonseca.
Estudante em Coimbra desde muito novo, e estudante distintíssimo que sendo discípulo competia com os mestres na profundeza com que explicava os textos mais antinómicos, segundo Barbosa de Melo, professou aos dezanove anos de idade no Convento da Graça dos Eremitas de Santo Agostinho, de Lisboa, em 25 Abril de 1558.
Mestre conventual, iria doutorar-se em Teologia, e ocupar as cátedras de Gabriel, a de Escoto e a de Véspera, da faculdade de Teologia. Chegou a obter a mercê da cadeira de prima, por carta de Filipe III, mas pelos seus achaques não veio a reger. 
As cátedras principais designavam-se, como é sabido, pela nomenclatura das horas canónicas. Somente os Teólogos de grande reputação ascendiam às cadeiras de Prima e de Véspera. Foi doutor em Teologia e substituído na cadeira de Véspera por Frei Pedro Mártir, da Ordem dos Pregadores.
Frei Egídio figura na escola dos afamados teólogos e filósofos da escolástica, desempenou, em diversas ocasiões, o cargo de Vice-Reitor e durante algum tempo o de Reitor da Universidade. Recusou a mitra de Coimbra, oferecida por Filipe III, recusou igualmente o cargo de provincial, para que fora eleito. 
No último período da sua vida ficou cego, suportando com perfeita conformidade o seu infortúnio.
Autor de muitas obras publicadas, e de numerosos textos de filosofia, que até hoje não encontrou quem os analisasse em profundidade, o que nos daria a exacta e definitiva craveira intelectual de Frei Egídio. Esteve com o seu irmão Frei Roque do Espírito Santo em Alcácer Quibir, a tentar demover o rei D. Sebastião da sua louca aventura, porém sem sucesso. Morreu em Coimbra, a 8 de Novembro de 1626, e ali jaz sepultado, entre varões ilustres, na igreja da Graça de Coimbra. 
Muito mais haveria para dizer deste grande albicastrense, no entanto os dados sobre este “homem sábio” são escasso, tornando-se difícil dizer algo mais sobre ele.
A Capela do Carneiro ou dos Fonsecas, (hoje atual sacristia da igreja da Graça), como era vulgarmente conhecida, em Castelo Branco, destinou-a o seu edificador Diogo da Fonseca a mausoléu de família, pais, esposa, irmãos e seus descendentes. 
Era ao mesmo tempo uma homenagem à memória dos insignes irmãos, à consagração do seu valor e de suas glórias terrenas, mas não repousam ali, os restos mortais de Frei Roque e de Frei Egídio, (em tempos terão ali repousado os restos mortais de Diogo da Fonseca, e seus familiares).
O Albicastrense

quarta-feira, janeiro 27, 2021

INVERNO NA TERRA ALBICASTRENSE

 IMAGENS SEM VIDA

Imagens captados hoje perto do Fórum de Castelo Branco.
 Gostaria de dizer, que estas imagens foram captadas sem por
 em perigo quem quer que seja, pois durante a recolha das 
mesmas, não vi nem passei por viva alma.

O ALBICASTRENSE

domingo, janeiro 24, 2021

FREI ROQUE DO ESPÍRITO SANTO

No seguimento da publicação anterior sobre a pintura que repousa na reserva do nosso museu, pintura que  mostra dois dos maiores albicastrense de sempre, aqui fica um pouco da história de Frei Roque do Espírito Santo.

ROQUE MARTINS DA COSTA
(Fr. Roque do Espírito Santo)
“O Maior entre os Albicastrenses”

Nasceu em Castelo Branco no ano de 1520, filho primogénito de Dr. Francisco Martins da Costa e de D. Francisca de Goya. O cronista da Ordem dos Trinitários aponta-lhe desde a infância sucessos extraordinários, baseados no testemunho do arcipreste de Castelo Branco e outros. Destinara-se a cursar Direito Civil, alias, pouco do seu agrado, na Universidade de Salamanca, onde permaneceu alguns anos.
Voltando à sua terra natal e sendo o Pai nomeado procurador pela vila de Castelo Branco às cortes de Almeirim, convocadas por D. João III em 1544, acompanhou seu pai na viagem a Santarém.
Aproveitou então as ocupações do pai, para visitar esta vila onde se prendeu do Convento da SS. Trindade, segundo um cronista “por particular impulso do Espírito Santo” de quem tomou o sobrenome.
Com arreigada vocação religiosa, obteve as necessárias licenças dos prelados e professou neste convento, no mesmo ano de 1544, recebendo o hábito do provincial Frei. António Raposo, o ultimo prelado claustral, antes da reforma, ele próprio havia de ser provincial e suceder-lhe no governo da Ordem. 
Grande latinista, ensinou gramática no convento e, com tal proficiência, que não deve estranhar-se a sua escolha para dirigir o colégio universitário de Coimbra. O seu nome figura à cabeça dos fundadores deste colégio, para guarida dos monges estudantes de letras sagradas, na universidade; e governaria este colégio durante 10 anos.
Foi eleito provincial e exerceu considerável influência na reforma da ordem, em que colaborou pessoalmente, escrevendo o “ papel acerca da reforma que El-Rei D. João III intentava fazer na sua religião trinitaria”. Reedificou o convento de Sintra e à medida que crescia em humildade e penitencia, alastrava a fama de suas obras e virtudes. Sendo provincial e comissário geral dos cativos, habitava uma pobre cela, apenas tinha dois hábitos de pano branco, dois escapulários de linho a servirem de camisas. Castigava-se com severidade e ásperas penitências, votando toda a existência ao sacrifício e à santidade.
A primeira jornada que lhe foi confiada foi resgatar 300 cativos, em Argel. Embarcou para Ceuta com André Fogaça na nau do resgato, em 1557, sendo a jornada coroada do melhor sucesso. Da volta no ano seguinte, havia já falecido em Portugal o rei D. João III, mas subira a tão alto grau de prestigio que a simples indicação do seu nome como que aliciava as circunstancias propicias ao êxito de novas missões, alem desta redenção foi responsável entre 1559 e 1578 “Alcácer Quibir inclusivo”, por muitas outras, tendo percorrido meio mundo nesta sua missão de resgatar prisioneiros Portugueses.
Foi responsável por cartas diplomáticas do Cardeal D. Henrique, para os governadores de antigos territórios Portugueses no oriente. Foi nomeado visitador geral, com poder e autoridade, pela provisão régia de 29 de Março de 1570, subscrita pelo Cardeal - Infante. Voltava a África com cartas de D. Sebastião para fazer “hum resgate muito copioso”. No regresso do resgate de 1574, velejara por Gibraltar até desembarcar no Alentejo.
Sucedeu, nas proximidades de Serpa, esgotar-se a água do poço de S. António – O Velho, achando-se muitos repatriados na mais extrema necessidade; e foi então, segundo a lenda, que de pronto se encheu o poço de água cristalina e fresca. Remeteu avisos ao Rei D. Sebastião sobre o valor das tropas Marroquinas e as dificuldades de quem não dispõe dos meios necessários para alcançar o fim que pretende. Com perfeita lucidez e previsão, escreveu ao Rei: “Advirto a Vossa Alteza que o Xerife tem muita gente, está muito poderoso, e tem grande tesouro, e a gente de pé, e de cavalo para a guerra não tem conto. Estão na sua terra farta de mantimentos, armas e cavalos, que são os nervos da guerra. Os seus soldados gastão pouco, e na guerra eles lhe dá tudo livre. Nós temos poucos cavalos, pouca gente poucos mantimentos, e dinheiro para se continuar com esta guerra da África, porque as necessidades do Reino são muitas, e a gente pouco exercitada.
A todas as insistências de Frei Egídio e Diogo de Palma para que D. Sebastião desistir da batalha de Alcácer Quibir, D. Sebastião respondia: “Dali a dias se havia de ver com o Maluco”. Foi confessor régio de D. Catarina e de D. Sebastião, quando as ocupações lho permitiam, foi quatro vezes aleito provincial, a ultima das quais em 1586.
Governou a província Portuguesa dos Trinitários durante 12 anos. Entre as causas da sua morte parece não serem estranhos alguns desgostos com o governador do reino. Cardeal Alberto; Originados de enredos, que lhe disseram, de ser parcial do Infante D. António Prior do Crato, pretendente à Coroa. Perturbado por não ser ouvido e aceite a esclarecer a situação, renunciou ao cargo de vigário geral.
Viveu ainda seis meses, mas cansado já de anos e, muito mais, de penosos trabalhos, veio a falecer num sábado, a 15 de Maio de 1590.
Na sua morte, segundo o processo de beatificação, foi por todos aclamado com o nome de Santo e estando o seu corpo amortalhado na capela-mor, lhe foram beijar os pés. Se a vila de Castelo Branco não tivesse tantos varões notáveis, bastava para glória a reputação sua, a ver produzida este venerável Padre. 
Ficou sepultado no solo da capela-mor da Trindade em Lisboa.
Com o seguinte epitáfio:
O venerável padre Frei Roque do Espírito Santo, esplendor da religião. Consolador de cativos, ilustre pelo saber, depois de ter suportado muitos trabalhos a favor daqueles de que resgatou para cima de três mil, tendo rejeitado honras de mitras do reino, veio a falecer em paz a 15 de Outubro de 1590, com grande prejuízo dos cativos e da religião e com grande saudade de todos. 
O Albicastrense

sexta-feira, janeiro 22, 2021

O RETRATO DE FREI ROQUE DO ESPÍRITO SANTO E FREI EGÍDIO DA APOSENTAÇÃO.

NO
MUSEU DE FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR
(O que disse José Lopes Dias sobre esta pintura)

Desde logo a primeira impressão é aliciante, na harmonia geral da composição, no seu aparato egrégio, mas pujante de realismo, na perfeição do desenho e no colorido apaixonado dos tons magníficos, onde primam o azul, o vermelho e o branco, em que tudo, na verdade, inculca o valioso trabalho de séc. XVII.
Do lado esquerdo, frei Egídio, no hábito negro dos ermitãs de Santo Agostinho, a face calma e reflexiva de um mestre, abaixa a mão esquerda para um volumoso livro aberto sobre o pavimento, a sua obra de místico e filósofo, enquanto aponta ao céu com a mão direita, como se ensinasse a filosofia de Deus!...
E o semblante exprime efetivamente a mensagem de um intelectual e pensador de escolástica, de um místico ou de um asceta. Frei Roque, na sua frente, veste o hábito branco dos Trinitários, assinalado pela cruz de braços, a azul e a vermelho, a bela cabeça resplandecente de glórias e trabalhos sem fim, tisnada pelo duro sol africano, longas barbas de romeiro e missionário, exponde com os olhos e a alma postos no grupo celestial as mãos piedosas sobre a figura gentil e humilde de um cativo, ajoelhado a seus pés… O espírito voa-lhe para o céu, para as figuras da Trindade, enquanto as atividades práticas se multiplicam na remissão de milhares de cativos.
Entre as duas figuras principais, observa-se uma cena miniatural e alegórica, com frei Roque, presidindo à cabeceira de uma vasta mesa à romagem dos monges que vêm entregar as moedas mendigadas por toda a parte, ou vão partir com o dinheiro destinado aos resgates dos soldados nos presídios marroquinos.
Se a metade terrena do quadro contem dois retratos, duas figuras reais, a parte superior é de concepção puramente académica e celestial. 
A figura do Padre eterno veste-se de largas roupagens, em perfeito academismo, tendo uma das mãos sobre o globo do mundo e, a outra sobrevoada pela alva pompa do Espírito Santo; de escultórico torso nu, Jesus Cristo, realista e renascente, qual imagem humana, ostenta na mão esquerda, sobre o peito, a chaga da crucificação, adornando o corpo para a delicada imagem da Virgem.
A virgem exibe, na mão direita, as cadeias quebradas dos cativos, tendo no peito a cruz de Padroeira dos Trinitários e revendo-se no livro aberto das obras de frei Roque. Entre as figuras primaciais concorrem, em segundo plano coros de anjos ou serafins e emergem do caos bambinos de graça imanente e radiosa.
Deve destacar-se, no pormenor o expressionismo das mãos de orador e mestre em frei Egídio, de compaixão e tutela em frei Roque, majestáticas no Padre Eterno, dedicadas e poderosas em Jesus Cristo, enternecidas, as da Virgem; e mesmo os querubins rosados exibem mãozinhas papudas e tenras, como se o artista expressamente desejasse malbaratar o talento com que dominava uma das grandes dificuldades técnicas das artes plásticas.
Indubitavelmente primorosa, a obra é de relevante interesse, quer no seu valor estético, quer na representação histórica de dois personagens ilustres de Castelo Branco, sendo o nome do pintor ainda hoje desconhecido.

A MINHA COABITAÇÃO COM ESTA BELA PINTURA

 Tive oportunidade de ver este quadro pela primeira vez nos anos sessenta, quando o museu ainda morava nas suas instalações anteriores às actuais (edifício anexo ao governo civil). Nos anos setenta, ao ir trabalhar para o museu Francisco Tavares Proença Júnior, ali o encontrei de novo, e lá se manteve exposto ao público até 1993, altura em que o edifício entrou em obras. 
Quando da reabertura do museu em 1998, o nosso frei Roque e frei Egídio deixaram de ter pedestal no nosso museu, e o quadro regressou temporariamente à instituição onde estivera mais de cem anos (Santa Casa de Misericórdia de Castelo Branco), tendo estado exposto ao cimo da escadaria principal desta instituição, entre 2001 e 2006 (onde a foto que ilustra esta publicação foi obtida), sendo retirado e enviado de novo para o museu em virtude do seu mau estado. 
Resta acrescentar que passados dezasseis anos, esta pintura se encontra na reserva do Museu Francisco Tavares Proença, não se sabendo para quando  a sua exposição ao público.

Uma autêntica tristeza, mágoa que nos envergonha a todos.
Os dados aqui apresentados são excertos retirados do livro: ”Os retratos de Frei Roque do Espírito Santo e de Frei Egídio da Aposentação, do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior” da autoria de José Lopes Dias, editado em 1976.  
                                            O ALBICASTRENSE

quarta-feira, janeiro 20, 2021

UM CRIME EM CASTELO BRANCO EM 1880

MARIA DOS PRAZERES, A MULHER DECAPITADA.

                               
Um excelente trabalho  da Dr. Maria Adelaide Neto Salvado. 

Artigo publicado na revista ACAFA em 2015. 
O ALBICASTRENSE

domingo, janeiro 17, 2021

APONTAMENTOS HISTÓRICOS SOBRE CASTELO BRANCO

FONTANÁRIO DAS AGUAS FÉRREAS DA GRANJA

194 ANOS DEPOIS 

(17 DE JANEIRO DE 1827  - 17 DE JANEIRO DE 2021)

No dia 17 de Janeiro de 1827, os habitantes de Castelo Branco veem satisfeito um antigo anseio, que consistia na construção do Fontanário das Aguas Férreas da Granja.
Esta solicitação foi subscrita por muitos albicastrenses, que se constituíram numa extensa Comissão, a qual, no dia 25 de Agosto de 1826 apresentaram ao juízo de Fora e ao seu Almoxarife da Comenda de Santa Maria do Castelo, Dr. António Manuel da Silva Crespo, o respetivo pedido. O povo da cidade de Castelo Branco responsabilizou-se pelas despesas inerentes à construção do chafariz. A obra ficou concluída em 1829.
O ALBICASTRENSE

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES

UMA DAS MAIS BELAS PÉROLAS  DA  TERRA ALBICASTRENSE     O ALBICASTRENSE