domingo, fevereiro 17, 2019

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXXI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal, deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
(Continuação)
Na sessão de 17 de Março de 1808.
Tratou-se, em primeiro ligar, de substituir Joaquim José Mendes Fevereiro, que era “Depositário para as Terças e mais Ramos da responsabilidade” e se encontrava gravemente doente, por pessoa capaz. Não foi difícil achar o substituto, José Vaz da Cunha. Depois a acta foi assim.
Nesta mesma Câmara foi apresentada uma carta do Juiz da Correção desta Comarca que representa a esta mesma ser necessário nomear quatro pessoas capazes e abonadas para concorrerem com o encargo de E’goas de Leite em lugar de outras tantas que se tem livrado por Privilégios que obtiveram se procede na eleição e por votos uniformes nomearam”.
- Diogo da Fonseca Portalegre
- Joaquim António Garcia Lobo
- Francisco José Pereira
- Dom João Mouzinho Topete de Castello Devide e Herdade de São Luís.
E ficou assim o assunto arrumado.
No dia 25 de Março de 1808.
Substitui-se o procurador do povo. António Ignacio Cardos Frazão, que não podia continuar no cargo em virtude de ser vereador, por Diogo da Fonseca Barreto Mesquita, que teve como companheiro de desdita Joaquim José Machado.
Vem agora a ata de 9 de Abril de 1808.
Em que aparecem colectados.
Na cidade como Negociantes, Traficantes, 21: como “rendeiros de rendas públicas”, 9; como “rendeiros de rendas particulares”, 16.
Em Cebolais, “pela fabricação de lã”, 47;
Em Retaxo, pelo mesmo motivo, 32;
Em Malpica, apenas um rendeiro de taberna;
Em Monforte, como rendeiro 3;
Em Escalos de Cima, como rendeiro 3;
Na Lousa, como rendeiro, 4;
No Salgueiro, como rendeiro, 1;
Em Alcains, “pelo fabrico de lã e chapéus”, 58.
E tanta gente colectada para se obter, em conjunto, a importância de 366.703 reis!
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

ANTIGO PALÁCIO DO GOVERNO CIVIL


O antigo palácio do Governo Civil está novamente de portas abertas. Quem por ali passar, pode ver ali içada a bandeira nacional, coisa que não acontecia deste a extinção do cargo de Governador Civil.  

O novo inquilino, é o Secretario de Estado da Valorização do Interior. Confesso que este nome tão pomposo me deixa confuso,  assim como as funções que o senhor Secretario de Estado irá desempenhar.
Independentemente desta minha confusão, não posso deixar de aqui aplaudir o facto, de finalmente, ver o nosso lindo palácio ser  utilizado.
Vamos aguardar para ver,  se a deslocação desta Secretaria de Estado de Lisboa para a terra albicastrense é uma mais-valia,  ou se estamos perante uma medita para enganar tolos. 
Albicastrense

terça-feira, fevereiro 12, 2019

A TASCA DA TI LURDES

A TRISTEZA MORA AQUI

As imagens aqui postadas mostram-nos um espaço que em tempos foi uma referência neste tipo de estabelecimentos na terra albicastrense.
Esta tasca, situada na rua Dadrá, foi durante muitos e muitos anos o ex-libris das tascas albicastrenses.
Transformada em restaurante (mas curiosamente manteve sempre o estatuto de tasca), está ao compete abandono e transformada numa autentica lixeira e casa de banho de quem ali vai fazer as suas necessidades. Palavra que não consigo compreender, que estando esta tasca no local onde está e tendo ela as características que tem, não haja alguém que lhe deite a mão e a coloque ao serviço da gastronomia da terra albicastrense.
                                                     O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O TÚMULO DO LEÕES DA IGREJA DE SANTA MARIA

Frei António Estaço, capitão de cavalos e cavaleiro da Ordem de Cristo, faleceu em o mesmo dia que sua mãe (a 17.11.1663) e está enterrado em o túmulo dos leões.
O mais antigo monumento sepulcral, de que há notícia na igreja de Santa Maria do Castelo, aparece designado nos registos por “o moimento” ou “moimento levantado” ou ainda, pelo “túmulo dos leões”, visto assentar sobre 3 de pedra.
Consistia num caixão de pedra, com 15 palmos de comprimento por 6 de alto, suportado pelos 3 leões e situava -se no meio do corpo da igreja, à parte direita, junto ao púlpito e abaixo da porta travessa.
Pertencia à família do ilustre albicastrense D. Fernando Rodrigues de Sequeira (1338-1433), cavaleiro de Aljubarrota, Mestre da Ordem de Avis, Regente e defensor do reino enquanto D. João I esteve fora dele à conquista de Ceuta (1415).
Ali se haviam depositado os restos mortais de sua mãe D. Maria Afonso e da avó desta, chamada D. Estevaínha; durante vários séculos, seria a última jazida dos descendentes do Mestre por via de sua filha D. Brites Fernandes de Sequeira, entre os quais D. Maria e Baltazar de Siqueira.

QUEM FOI FREI ANTÓNIO ESTAÇO?
Morreu dos ferimentos sofridos na guerra em 17.11.1663, foi batizado na igreja de Santa Maria a 1.2.1618, sendo filho de Manuel Oliveira de Vasconcelos e D. Helena da Costa de Lemos.
Ainda jovem tomou parte nas lutas da Restauração, sendo-lhe concedida a patente de capitão dos Auxiliares da comarca de Castelo Branco, em 27.9.1647. Prestou assinalados serviços não só na dita vila como nos mais diversos lugares e ocasiões: na entrada da vila de Ferreira e socorro a Salvaterra do Extremo, Penamacor e à província do Alentejo; na queima dos lugares de Pedras Alvas e Estorninhos, Fuente Guinaldo, Perosi e Penhaparda; na peleja que se travou com o inimigo em Alcântara e assistência ao forte da Zebreira; na presa de gados em terras de Castela, entrada do campo de Cória e recontro de Penha Garcia, em que foi ferido.
Por tudo isto, teve a mercê de cavaleiro da Ordem de Cristo com 40000 réis de tença, em 29.5.1655. Frei António Estaço, capitão de cavalos e cavaleiro da Ordem de Cristo.
Recolha de dados: "Figuras Ilustres de Castelo Branco". 
Autoria, Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

CASTELO BRANCO
"A DEVESA DE OUTROS TEMPOS"




DO PRETO E BRANCO PARA A COR




IMAGEM RESTAURADA
 POR 
VERÍSSIMO BISPO

O Albicastrense

quinta-feira, janeiro 31, 2019

CHAFARIZ DE SÃO MARCOS - (IX)

EM DEFESA DO CHAFARIZ DE SÃO MARCOS
(UM CHAFARIZ MUITO MAL AMADO) 
  "MEMÓRIAS  DO CHAFARIZ DE SÃO MARCOS"                 

A água do velho chafariz era antigamente oriunda de um nascente que germinava numa das encostas do castelo da nossa cidade. 
Era conduzida até ao chafariz, por meios subterrâneos. 
Muitas foram as obras feitas ao longo dos tempos no velho chafariz, porém, muitas delas foram autênticos absurdos.  
Numa dessas reparações (século XIX), substituíram a boca de granito que tinha, para lhe colocarem um tubo de ferro.
O Albicastrense

domingo, janeiro 27, 2019

CHAFARIZ DE SÃO MARCOS - (VIII)

EM DEFESA DO CHAFARIZ DE SÃO MARCOS
(UM CHAFARIZ MUITO MAL AMADO)


MEMÓRIAS DO CHAFARIZ DE SÃO MARCOS

O nome deste chafariz deve-se  ao facto de estar situado nas proximidades da capela que tem como orago São Marcos.
 Foi construído no século XVI e era designado outrora pelo nome de Chafariz da Devesa, porque esta abrangia a extensão compreendida desde a muralha (ruas Vaz Preto e Tenente Valadim) até ao actual bairro do Cansado.

O Albicastrense

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...