quarta-feira, março 20, 2019

RECORDAR GENTE SIMPLES QUE MERECE SER RECORDADA

MÁRIO CABARRÃO  "MÁRIO TROÇO"
(1919 - 2015)

Se fosse vivo, Mário faria este ano cem anos de idade. Mais conhecido por Mário Troço que por Mário Cabarrao, foi durante décadas uma das figura mais típicas  da terra albicastrense.  Durante os seus mais de 80 anos como barbeiro, cortou o cabelo e fez a barba a muitas gerações de albicastrenses. 

POSTE PUBLICADO QUANDO DA SUA MORTE EM 2015.

Morreu ontem com 96 anos Mário Cabarrão. O Mário era igualmente conhecido pelos albicastrenses mais velhos, como Mário Troço.
Este albicastrense que conheceu muito bem Mário Cabarrão, não podia deixar de aqui mencionar este triste acontecimento, afirmando, que a terra albicastrense está hoje mais pobre com a partida deste velho homem. Em sua homenagem, aqui fica uma reportagem publicada pelo jornal Expresso, (deu várias) e algumas imagens captadas por mim na sua barbearia em 2013.

   JORNAL EXPRESSO - 2010.
“Barbeiro há 80 anos, diz que gostava de cortar o cabelo a Cavaco Silva”.
RECONQUISTA - JOÃO CARREGA.
"Mário Cabarrão é aos 91 anos, o barbeiro mais antigo da cidade de Castelo Branco e um dos mais experientes do país".

Chegámos à hora marcada e Mário Cabarrão, 91 anos, atendia mais um cliente naquela que é a barbearia mais antiga da cidade de Castelo Branco.
"Sou barbeiro há mais de 80 anos", diz, enquanto avisa o senhor a quem corta e apara o cabelo. - "Aqui já moram poucos", diz. - "Pois, é que toda a vida usei chapéu. Se calhar foi por isso que me caíram", responde o homem, dos seus setenta anos, enquanto aguarda pelo OK do mestre Mário para se levantar da cadeira. - "Está como novo, meu amigo!", concluiu, para depois puxar por um cigarrito, o segundo ou o terceiro do dia.
"Há que fumar uma cigarrada para abrir o apetite à verdade", justifica.
No número 3 da Praça de D. José, junto ao Banco de Portugal, Mário Amaro Cabarrão, mantém a boa disposição, e continua fiel a um atendimento personalizado e educado.
A arte aprendeu-a aos 10 anos de idade, com os mestres Manuel Pires Correia, Antero Correia e José Pires Correia. "O meu pai levou-me lá e disse: se me entregarem a pele fico contente", recorda, para depois explicar: "nesse tempo havia muito respeito e não havia lugar a faltas de educação. Éramos tratados como homens, agora é tudo uma garotada".
O que é certo é que esse dia terá mudado o resto da vida de Mário Amaro Cabarrão. 
Permaneceu com os mestres até ir cumprir o serviço militar e, em 1940, quando regressou optou por criar o seu próprio negócio, que ainda hoje mantém. "Pedi emprestados, ao Banco de Portugal, três mil escudos. Uma fortuna, na altura, mas que paguei religiosamente. 
Estabeleci-me por conta própria e aqui estou", lembra. A primeira barbearia abriu-a na Rua J. A. Morão, mas depois mudou-se para o local onde ainda hoje se encontra.
"Já cortei o cabelo a milhares de pessoas. Hoje os clientes são menos, mas continua a vir gente de todas as idades", diz.
Mário Amaro Cabarrão gosta de seriedade e educação nos negócios e na vida. "Há indivíduos que chegam aqui cortam o cabelo e dizem que vão buscar a carteira ao carro. Nunca mais os vejo. Isso é estarem a brincar com o trabalho dos outros", sublinha.
No entender de Mário Amaro Cabarrão, "é do trabalho que sai tudo. Eu, com 91 anos, tenho que continuar a trabalhar, porque a reforma que tenho vai toda para os medicamentos".
Ainda no Estado Novo, o mestre Mário Cabarrão quis começar a descontar para a Segurança Social da época, mas não deixaram. "Só depois com o Marcelo Caetano isso foi possível. Daí que a reforma seja curta", refere.
As barbearias são locais ímpares para se conversar de tudo e mais alguma coisa. Mas Mário Cabarrão explica que "antes do 25 de Abril a boquinha tinha que estar bem calada. Nessa altura não podíamos trabalhar as horas que queríamos. Eu tinha duas filhas para criar e precisava de trabalhar mais horas para lhes dar uma vida condigna. Cheguei a ter perseguições!". 
Com a queda do regime veio essa liberdade e também a possibilidade de se falar abertamente de tudo e mais alguma coisa, sobretudo de futebol. O aparecimento de doenças como a SIDA não mudaram o modo de trabalhar de Mário Amaro Cabarrão.
"Há clientes que optam pelas lâminas, outros que preferem a navalha. Mas há um remédio que não falha e não há males que aqui entrem. Passo sempre as navalhas pela lixívia e pelo álcool. A receita foi-me dada pelo médico Elias Cravo, um bom homem que foi meu cliente", justifica.
A barbearia continua com a mesma traça original. Tal como os seus mestres Mário Amaro Cabarrão também ensinou a arte a muitos aprendizes. Hoje, aos 91 anos, gostava de cumprir o desejo de poder cortar o cabelo ao Presidente da República, Cavaco Silva.
"Sou amigo dele. Já o cumprimentei três ou quatro vezes e quando venceu as eleições envie-lhe uma carta a felicitá-lo por ter ganho a quatro lobos. Ele respondeu-me a agradecer. É um grande homem!", concluiu. 
 O Albicastrense

quinta-feira, março 14, 2019

CEMITÉRIO DA TERRA ALBICASTRENSE


O assunto que vou abordar neste poste é bastante delicado, porém, não discutir o que tem que ser dissecado é fazer de conta que tudo está bem, isso não é com este albicastrense. Peço pois desculpa, a quem não concordar comigo sobre este tristíssimo assunto. Li recentemente no facebook, um poste em que alguém se insurgia contra a desgraçada situação em que muitas das campas do cemitério da terra albicastrense se encontram.
Essa mesma pessoa, dizia que tendo ido à nossa autarquia reclamar da situação em que se encontrava a campa do seu familiar, lhe foi apalavrado que o assunto ia ser resolvido, contudo, duas semanas depois (segundo a mesma pessoa), tudo continuava na mesma.
Infelizmente nos últimos anos, tenho visitado demasiadas vezes o nosso cemitério, estou portante à vontade para abordar este infeliz assunto.
A situação em que se encontram muitas das campas é simplesmente desastrosa, muitas delas, estão completamente derrubadas e ao abandono. Se o abandono das campas pode ser atribuído aos familiares dos defuntos, o arranjo das campas é da responsabilidade de quem ali trabalha. Não vou aqui acusar quem quer que seja, sobre a miserável situação em que se encontram dezenas e dezenas de campas, contudo, penso que algo tem que ser feito para resolver este infeliz assunto.
Indo ao encontro de que algo tem que ser feito, dava aqui o exemplo do cemitério de Santa Catarina em Abrantes (inaugurado em 2007).
As duas imagens que podem ser vistas neste poste, foram captadas nesse cemitério, sitio onde está sepultado um familiar meu. As referidas imagens, dão-nos uma vista do referido cemitério. No cemitério de Abrantes, pode ainda dizer-se: que não existem defuntos de 1ª, 2ª, ou 3ª mas apenas defuntos, todos eles com pedra igual e relva em cima das campas.
A proposta que aqui deixo aos responsáveis pela nossa autarquia, só pode ser a seguinte: porque não estudar a possibilidade de um novo cemitério na terra albicastrense com estas características?
Aos visitantes peço que aqui opinem sobre esta questão, se assim não for, é sinal que tudo está bem.
O Albicastrense

terça-feira, março 12, 2019

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXXII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação
Na mesma sessão foi nomeado para síndico da Câmara o Dr. Joaquim José Afonso Milheiro e, para Procurador-Geral do Fisco, o mesmo com o adminiculo que no primeiro caso faltou, de “Advogado por auditórios desta Cidade”.

Na sessão de 9 de Maio de 1808.
Não se passou nela nada que interesse.
Substituição de um derramador da décima por outro e mais nada.

Pior ainda foi a Sessão de 28 de Maio. 
Na qual, segundo reza a ata, “não houve que despachar”. O que que vem a seguir: Coutaram-se os alqueives, mandando sair deles os gados dentro do prazo de três dias e não se fez mais nada. 
O mês de Junho passa perfeitamente em claro. Nem uma sessão para amostrar. 

Sessão de 10 de Julho.
Os vereadores só tornaram a reunir-se nesse dia.
Esta interrupção nas sessões da Câmara tem, ao que nos parece, esta explicação: Durante o mês de Junho estabeleceu-se uma cera confusão na vida da cidade, em consequência da passagem por aqui de tropas francesas e caminho de Almeida, que pouco depois regressavam e por aqui se demoravam.
Uma vez ou outra as tropas espanholas, que agora já eram inimigas dos franceses, e isso alentava a gente da terra, que começava a manifestar-se abertamente contra Napoleão e as suas tropas e chegou a aclamar D. João e a impor que fossem descobertas as armas de Portugal dos edifícios públicos, que tinham sido tapadas com uma camada de cal preta. Ao mesmo tempo que isto se dava, andava por essa terras da Beira e general Loison. 
O famoso Maneta, a praticar violências de toda a ordem, violências que chegaram ao conhecimento da gente da terra e a encheram do maior terror, especialmente quando se soube o que tinha acontecido a Alpedrinha, onde se roubou, queimou e matou a torto e a direito, sem se poupar ninguém nem coisa nenhuma, e se recebeu a noticia de que o Maneta vina sobre Castelo Branco. Então foi um grito unânime:
 Salve-se quem puder!
Fugiu toda a gente que pode fazê-lo, levando consigo, em carros de bois e de parelhas, em bestas de carga e às costas, tudo o que pode levar.
Os ânimos só serenaram um pouco, em 6 de Julho, se soube que o Maneta se tinha se tinha desviado com a sua tropa pela estrada de Tinalhas, ido acampar a Chão da Vã e seguira por Sarzedas para se juntar com as tropas do Junot, que já então encontravam quem lhes fizesse frente.
Começaram então a voltar os que tinham fugido e no dia 10 de Julho a Câmara reuniu-se e fez constar por pregoes que dava “licença geral para a carreja do pam”.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

sábado, março 09, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 7



"RECORDAR
 É 
VIVER".


ANTIGO PARQUE 
 DA TERRA ALBICASTRENSE









RECORDAR
UM LOCAL ONDE
MUITAS GERAÇÕES
DE ALBICASTRENSES
FORAM FELIZES.

                 O Albicastrense

sexta-feira, março 08, 2019

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE - 6

MORADORES DA VILLA DE CASTELLO BRANCO. 
"PROVISÃO DE LICENÇA PARA HUM MERCADO POR MÊS”
“RECORDAR É VIVER”

Recolha de dados: 
"Revista Estudos de Castelo Branco"
O Albicastrense

domingo, março 03, 2019

sexta-feira, março 01, 2019

PRAÇA CAMÕES


VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO
VANDALISMO

Hoje ao passar na Praça Camões, reparei que  o painel que lá existe com dados sobre a nossa zona histórica foi vandalizado.
Num dos lados do painel, foram arrancados os referidos dados, estando  o outro lado do painel, também bastante danificado (como se pode ver nas imagens postadas). 
Ao autor ou autores desta "façanha" estúpida, só posso dizer-lhes, que destruir aquilo que é de todos nós, é crime. 
O Albicastrense

JARDIM DO PAÇO - UMA DAS NOVAS SETE MARAVILHAS DE PORTUGAL

UMA VITÓRIA DE TODOS NÓS. 😍 😌 😋 😊 😉 O ALBICASTRENSE