terça-feira, outubro 10, 2023

VERDADE OU MENTIRA!!

DIZEM QUE VÃO FAZER.

MAS… NADA  DE NADA  ACONTECE.

😒 😓 😔 😕 😖

Nos últimos anos tem circulado na terra albicastrense, que no local onde está instalado este antigo armazém de mercearias, irá nascer um centro funerário, complexo cujo projeto (segundo dizem) é da autoria de um arquiteto de renome português.  Consta até, que o armazém já teria sido adquirido pela nossa autarquia, mas…. numa das vitrinas do armazém, continua a estar "VENDE-SE". 
Confesso que não sei se a terra albicastrense necessita ou não do projeto que dizem existir, declaro que tudo isto me parece uma autêntica estupidez, pois publicitar-se uma construção e depois deixar arrastar pelas ruas da amargura toda esta situação, é profundamente lamentável.

Meus senhores, decidem-se!

Ou fazem ou não fazem, pois, os albicastrenses começam a ficar cansados de tanta indecisão.

O ALBICASTRENSE

sábado, outubro 07, 2023

ÁLBUM FOTORÁFICO DO CHAFARIZ DE S. MARCOS


 CHAFARIZ DE SÃO MARCOS

ATRAVÉS  DOS TEMPOS


(ÁLBUM FOTOGRAFICO DE UMA RELÍQUIA DA TERRA ALBICASTRENSE) 

Construído em finais do século XVI, numa época em que os arrabaldes da antiga vila de Castelo Branco cresciam e havia a necessidade de efetuar um melhor aproveitamento das águas nascentes, assim como dos velhos poços existentes na vila.
O velho chafariz de S. Marcos (inicialmente conhecido por chafariz da Defesa), é composto por um espaldar definido por duas pilastras ladeadas por volutas que assenta num tanque retangular em péssimo estado. 
O chafariz apresenta elementos decorativos, inspirados na arquitetura manuelina, no espaldar estão gravados relevos com a representação do escudo nacional, ladeado à direita pela esfera armilar e à esquerda por flores-de-lis sob a Cruz de Cristo.
J. A. Porfírio Silva, no seu "Memorial Chronológico e Descriptivo da Cidade de Castelo Branco", diz o seguinte sobre o velho chafariz.
“O chafariz de São Marcos é assim denominado por estar próximo à capella de S. Marcos. A sua água que sai por uma só bica, é salobra e pouco asseada, e por isso só serve para usos muito ordinários, e para os gados beberem. Tem a nascente na encosta do Castelo, d'onde corre por um cano subterrâneo até ao seu destino, exceto no rigor do estio em que seca totalmente. 
A construção deste chafariz por ser bastante ordinário nada tem de notável; e à vista da pedra d'armas que nele se acha muito sitiante á que existe na casa da camara, pôde-se presumir que a edificação será da mesma época”, (palavras pouco elogiosas, para o nosso velho chafariz).

Resta acrescentar, que o velho chafariz está classificado como; IIP (“Imóvel de Interesse Público”,) pelo decreto nº 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978).
 
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, outubro 04, 2023

CURIOSIDADES TOPONÍMICAS

RUA DO MURO
(ANTIGA RUA DO PÉ DO MURO)

                                        Por Manuel da Silva Castelo Branco.

Tenho notícia da Rua do Pé do Muro (hoje conhecida por Rua do Muro) a partir de vários documentos quinhentistas, alguns dos quais irei sumariar por ordem cronológica.
Constituía então um arruamento que “corria” junto ao troço da cerca amuralhada da vila (o “muro”) virado ao Norte e compreendido entre as Portas de S. Tiago e da Vila, sem contudo estas serem atingidas pelas suas extremidades… 

Com efeito, a “ponta” inferior terminaria talvez na atual Travessa do Muro, que antes teria tomado várias designações (Rua de Álvaro Sola, Rua de Pedro Homem). Quando à “ponta” superior há várias hipóteses:

A) Acabaria no local, onde chega hoje a Travessa da Rua D’ Ega, correspondendo assim, inteiramente, à atual Rua do Muro.
B) A cerca de 80 metros daquela travessa, derivaria para a direita e depois à esquerda em direção à Porta de S. Tiago, mas sem a alcançar por ali se achariam então casas quintais e lagares…

De todos estes topónimos só o 1º aparece no rol de 1527. Dos dois restantes apenas tenho notícia documental a partir de 1761, mas tal facto não se pode considerar significativo, pois, como já vimos, Jorge Boino viveu em Castelo Branco e naquela zona durante o século XVI, sendo um dos capitães das ordenanças, organizadas em 1527…. Segundo o Cónego Anacleto Pires Martins, a Rua de Jorge Boino (assim chamada até 1834), correspondia ao troço superior da atual Rua do Muro.
Neste caso e de acordo com a hipótese a), ela substituiu a dita “ponta” da Rua do Pé do Muro (talvez a partir de meados do século XVI); seguindo, porém a hipótese b) somos levados a pensar que a referida derivação passaria a assumir (total ou parcialmente) um nome semelhante ao que ainda hoje ostenta (Rua do Caquelé), pois, em documentos do século XVIII, vai sempre mencionada por Rua do Caquelhe e antecedida pelas ruas de Jorge Boino, do Pé do Muro e de Pedro Homem.
Recolha de dados: “Subsídios para o Estudo da Toponímia Albicastrense do Século XVI”, de Manuel da Silva Castelo Branco.
O ALBICASTRESNE

domingo, outubro 01, 2023

CURIOSIDADES TOPONÍMICAS

 

Nas minhas deambulações pela zona histórica da terra albicastrense, passei variadíssimas vezes pela rua do Caquelé, ao passar por lá, quase sempre me interroguei sobre o significado do nome dessa rua. 
Decidi fazer alguma pesquisa sobre o significado desse nome, após alguma procura, aqui fica  o que descobri sobre o  nome dessa rua.

Num artigo publicado nas Atas das Primeiras Jornadas do Património Judaico da Beira Interior (2008). O Cónego Tarcísio Alves, dá-nos uma explicação engenhosa e surpreendente para a origem do nome deste topónimo.

Diz-nos ele: “Junto à Judiaria ficava o «almocakué» ou cemitério dos judeus. Este ficaria entre as Ruas do  Muro e Caquelé. Na verdade, a decomposição da palavra almocakué (cemitério) danos três elementos curiosos: al (o); mons (monte, campo); kakué (mortos). 
Da evolução do último elemento terá vindo «Caquelé», nome que ainda hoje existe numa das ruas daquela zona”.
Ps. Espero que esta minha explicação em relação ao nome de Caquelé, possa ajudar quem por  já ali passou e possa ter tido as mesmas duvidas que tive.
O ALBICASTRENSE

sábado, setembro 23, 2023

CURIOSIDADES DA TERRA ALBICASTRENSE

 MEMÓRIAS!...

No início do ano e 1836 o governador civil enviou aos habitantes de Castelo Branco a seguinte “prenda”.
José Garcês Pinto Madureira, cavaleiro da ordem de Cristo, bacharel formado em Matemática, coronel do exército, governador civil do distrito de Castelo Branco, etc.
 
1º Todas as tabernas e lojas de bebidas se fecharão as oito horas da noite durante o inverno, e às nove durante o verão. A contravenção desta Ordem fica sujeita ao castigo que as leis vigentes cominam em tais casos.
2º Todas as pessoas que passada a hora marcada no paragrafo antecedente forem encontradas pela ronda da polícia paradas às esquinas das ruas, ou em qualquer ponto da cidade, serão pressas imediatamente e conduzidas a cadeia, para depois serem julgadas em polícia correcional.
E para que chegue a notícia de todos e ninguém possa alegar ignorância do disposto neste edital, o mando afixar nos lugares mais públicos desta cidade. O Governador Civil José Garcês Pinto Madureira
 
PS. O motivo para esta medida, poderá ter sido uma prevenção ao que pudesse acontecer por ocasião, do casamento de D. Maria como seu segundo marido, visto que por motivo do falecimento do primeiro a ordem publica fora alterada em Castelo Branco.
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, setembro 21, 2023

ANTÓNIO ROXO - DEPOIS DO ABSOLUTISMO - (8)

"MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE"

Espaço da vida político-social de Castelo Branco, após a implantação do regime constitucional.  Um fantástico trabalho que António Roxo publicou durante anos no jornal "Notícias da Beira". Que nos anos sessenta, a "Revista Estudos de Castelo Branco", publicou.

O ALBICASTRENSE

AGRADECIMENTO AOS VISITANTES

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