sábado, outubro 02, 2021

CATÁLOGO DOS VIGÁRIOS DE S. MIGUEL, MATRIZ DE CASTELO BRANCO

A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO.

Havia em Castelo Branco duas colegiadas ou colégios coléricos, com organização régia, desde o século XVI, cada uma presidida pelo seu vigário. Os fiéis de uma paróquia estavam espiritualmente subordinados a um presbítero que era o pároco; não podiam confessar-se a outro sacerdote, sem sua autorização; e nenhum presbítero ouvia a confissão em paróquia estranha, sem licença do bispo e do pároco, salvo caso de necessidade. Em consequência desta disciplina, havia o cuidado de mandar demarcar as freguesias, de modo a não levantarem dúvidas, como efetivamente se levantavam, repetidas vezes.´Diz com algum fundamento o padre Miguel de Oliveira, “que a paróquia consiste, de algum modo, a célula da Igreja, como a família é célula da sociedade; com o seu chefe espiritual, o seu templo, o seu povo, o seu território, reflecte a imagem da Igreja universal.
No especto social, tem sido das instituições mais fecundas”, acrescente o mesmo escritor. A paróquia de Santa Maria do Castelo compunha-se de uma parte da vila e dos montes ou povos seguintes: Maxiais, Benquerenças, Taberna Seca. Cebolais, Cebolais de Cima, Retaxo, Repreza, Amarelos e Carapelosa. 
Contava novecentos fogos e 3.387 fregueses, em 1849, ano em que foi extinta pelo decreto de 26-VII. Tendo falecido a 4-XI-1848 o vigário de Sé, Padre Boaventura Robalo, levaram “a presença de Sua Majestade” o vigário geral Dr. José Marques Leite e o governador civil, Albano Caldeira Pinto de Albuquerque, um plano de supressão e divisão da paroquia de Santa Maria, pela ereção de duas novas paroquia, em Benquerenças e Cebolais de Cima, alegando que não resultava detrimento algum para os fieis. 
A cidade, que então contava mil e quarenta e quaro fogos, pertencendo-lhe, como ainda actualmente, o monte de Lentiscais, ao tempo, com oitenta e dois fogos, no total de 5.245 fregueses, passa a constituir uma só freguesia, de S. Miguel da Sé, desmembrando-se a de Santa Maria. Erige-se em curato com Maxiais e Taberna Seca, outro em Cebolais de Cima, com Retaxo e Repreza, ficando anexados à paróquia de Sarnadas de Ródão, os lugares de Amarelos e Carapetosa.

A colegiada de S. Miguel, do período manuelino, compunha-se de quatro beneficiados simples, acrescida de mais um, pelo rei D. João III, segundo o alvará de 18-VIII-1523, até que em 18-VII-1744 novo alvará lhes impos “a condição de curas D’almas”, sendo então considerados auxiliares ou coadjuntores dos párocos.
Além dos cinco beneficiados, com autorização no régio diploma, havia mais dois capelões para cumprimento integral das missas das capelas e dos ofícios quotidianos do coro.
A sua apresentação cabia ao rei, na qualidade de grão-mestre da Ordem de Cristo e apossa criação da diocese de Castelo Branco, em 1771, passou ao padroado real. A colegiada termina em 1834.
 
Eis catálogo dos Vigários de S. Miguel, que nos foi
 possível compilar dos mais diversos livros e documentos:


1561               – Frei Sebastião Rodrigues.
1585               – Frei João Marque.
1624               -  Frei Miguel Roiz Bravo.
1697/1727    – Frei Manuel Godinho.
1745/1751    – Frei Francisco Duarte Caveira.
1752               – Padre Manuel Vaz Touro de Almeida.
1753                - Padre Manuel Mendes Reato.~
1753/1760     - Frei João Roiz Barreto.
1760              – Padre  Simam da Costa da Fonseca Barreto.
1760/1788   – Dr. Filipe Gomes de Santiago.
1788/1792   – Dr. Manuel doe Reis Soares.
1792/1814   – Dr. Manuel Martins Pelejão.
1814              – Padre Manuel Mendes de Abreu.
1818/1834  – Manuel Domingos C           respo.
1834/1848  – Padre Boaventura Robalo.
1848              – Padre Joaquim da Silva Pelejão.
1819(1857    – Frei João Nunes Giraldes.
1857/1864   – Padre Joaquim Giraldes.
1864/1870   -  Padre Manuel Pires Marques.
1885/1886  – Padre José da Silva Trigueiros.
1886/1901  – Padre Eurico José Prazeres da Silveira.
1904/1905  – Padre Joaquim Maria Vieira.
1905/1910  – Dr. José Ribeiro Cardoso. 
Texto retirado do livro: ”Estudantes da Universidade de Coimbra
 naturais de Castelo Branco”, da autoria de, Francisco Morais e José Lopes Dias. 

O Albicastrense            

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