segunda-feira, agosto 02, 2021

O POMBAL DA TERRA ALBICASTRENSE

TRISTEZAS

DA 

 TERRA ALBICASTRENSE

Muitas vezes aqui critiquei o facto deste belo edifício estar ao abandono. Edifício situado bem no coração da terra albicastrense. 
Hoje tenho que dar a mão à palmatoria e reconhecer que estava bem enganadinho, pois ao passar pelo local, fui surpreendido com o “harmonioso” pombal em que ele está transformado.
Ou seja, a nossa autarquia permitiu com a sua apatia e o não quer saber dos senhorios, transformar este belo edifício (em tempo), numa autêntica atração turística para a terra albicastrense.
Aos responsáveis da nossa autarquia (que muita vezes aqui critiquei, por nada fazerem pela recuperação deste edifico), as minhas sinceras desculpas, pois licenciar este prédio bem no coração da nossa terra para pombal, é no mínimo genial. 
Perante tão genial ideia, proponho desde já, o licenciamento de outros prédios para fins semelhantes.
E lanço desde já a ideia, de transformar alguns dos prédios perto deste (igualmente ao abandono), numa colossal colmeia para agasalhar abelhas.
                                                          O ALBICASTRENSE

domingo, agosto 01, 2021

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS DO PASSADO

(Imagem pintada e restaurada por Veríssimo Bispo)

UMA BELA IMAGEM DO PASSADO DE TERRA ALBICASTRENSE


A imagem aqui colocada terá sido captada nos anos 30/40 do século XX . 
O local é a Devesa da terra albicastrense, podendo ver-se ao fundo o antigo palacete da família Fevereiro . Edifício derrubado nos anos sessenta do mesmo século.

 Fosse quem fosse que captou esta imagem, este albicastrense não pode deixar de agradecer, independentemente de ele já ter morrido à muitos e muitos anos.
   O ALBICASTRENSE


sexta-feira, julho 30, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

 UM POUCO DA HISTÓRIA DA IGREJA DE SANTA MARIA DO CASTELO

 
"O TÚMULO DOS LEÕES"
 
O mais antigo monumento sepulcral, de que há notícia na Igreja de Santa Maria do Castelo, aparece designado nos registos por; “o moimento” ou “moimento levantado” e, ainda, por “túmulo dos leões”, visto assentar sobre 3 de pedra.
Consistia num caixão de pedra, com 15 palmos de comprimento por 6 de alto, suportado pelos 3 leões e situava-se no meio do corpo da igreja, à parte direita, junto ao púlpito e abaixo da porta travessa. Pertencia à família do ilustre albicastrense D. Fernando Rodrigues de Sequeira (1338-1433), cavaleiro de Aljubarrota, Mestre da Ordem de Avis, Regente e Defensor do Reino enquanto D. João I esteve fora dele à conquista de Ceuta (1415). 
Ali se haviam depositado os restos mortais de sua mãe D. Maria Afonso e da avó desta, chamada D. Estevaínha; e, durante vários séculos, seria a última jazida dos descendentes do Mestre por via de sua filha D. Brites Fernandes de Sequeira, entre os quais D. Maria e Baltazar de Siqueira.
A partir de finais do século XVI, os morgados desta geração passaram a viver noutras povoações (Proença-a-Nova e Rosmaninhal), ficando o mausoléu a um ramo dela, encabeçado no Dr. Simão de Oliveira da Costa (1604-1673), que ali mandou colocar novamente o seguinte letreiro: 
Aqui jaz a Madre de Fernão Roiz de Siqueira Mestre da Cavalaria de Avis. Nele seriam ainda depositados mais alguns membros desta família, como por exemplo:
- Frei António Estaço da Costa, em 17.11.1663. Capitão de cavalos António Estaço da Costa Cavaleiro da Ordem de Cristo ano de 1663.
- P. Martinho de Oliveira da Costa, arcipreste do distrito de Castelo Branco, em 28.12.1691.
 - P. Matias de Siqueira da Costa, tesoureiro da igreja de Santa Maria.
Em 1753, já o túmulo fora demolido “pela indecência e deformidade que resultava da ruína que lhe tinha causado a diuturnidade de tempo” conservando-se apenas a última lápide; mas, atualmente, nada resta desta significativa memória do passado...
O Albicastrense

segunda-feira, julho 26, 2021

CENTRO ARTÍSTICO ALBICASTRENSE

TODOS SOMOS POUCOS PARA AJUDAR  ESTA COLECTIVIDADE A ULTRAPASSAR AS SUAS DIFICULDADES.

Um amigo meu, publicou hoje no seu facebook o anúncio aqui postado. Anúncio que me deixou com os poucos cabelos que ainda tenho, em pé. Já me tinham chagado ecos de que algo não andaria bem por lá, mas, não esperaria que as coisas tivessem chegado a este ponto. 

Eu não posso deixar de aqui lançar um apelo aos sócios da coletividade. A presença dos sócios é necessária no próximo dia 31. Eu irei estar presente, pois deixar morrer uma coletividade com a história do CENTRO ARTÍSTICO ALBICASTRENSE é um acto infame, indignação à qual não quero estar associado.

Aproveito para recordar uma publicação postada neste blogue, quando dos CEM ANOS da coletividade.

CENTRO ARTÍSTICO ALBICASTRENSE
"UMA COLETIVIDADE CENTENÁRIA"
(1908-2008)

Esta coletividade, comemora do próximo dia 23 de Fevereiro, 100 anos de existência. Cem anos que seguramente terão tido momentos altos e baixos. Dos atos comemorativos deste centenário, faz parte um jantar de sócios, que irá decorrer na sede da coletividade nesse mesmo dia. Se é sócio e quer participar, ainda está a tempo de se inscrever neste ato centenário.

UM PEQUENO RESUMO HISTÓRICO. 

O Grémio dos Artistas; terá sido fundado, na segunda metade do século XIX. Os seus serões dançantes e outras atividades poéticas e culturais eram, um acontecimento bastante importante na cidade de Castelo Branco nessa época.
No entanto já muito próximo do fim desse século, os sócios do Grémio dos Artistas, entraram em discussões constantes entre si, e foram de tal modo, que a associação acabou por se extinguir. Dessa extinção, (segundo relatos), resultou o aparecimento de duas novas associações na nossa cidade: “O Centro Artístico Albicastrense e O Clube da Castelo Branco”.
Centro Artístico Albicastrense, foi fundado a 23 de Fevereiro de 1908, por artistas, (operário, aquele que exerce uma arte), sob a ideia do artista Manuel de Oliveira Leitão. A sua fundação deve-se a albicastrenses de classe baixa, em contraste com outras associações existentes nessa época na nossa cidade.
Nos seus estatutos era possível ler-se em determinado artigo o seguinte: Definem como fins da associação a instrução dos associados desenvolvimento e progresso das artes e indústrias da localidade e recreio dos sócios através de jogos e outras diversões, tal artigo constara ainda nos seus estatutos? O Centro Artístico Albicastrense instalou-se após a sua fundação em 1908 numa casa arrendada no Largo de S. João. Na década seguinte por volta 1912 instalou-se na rua de Santa Maria, onde ainda hoje tem sede própria, (comprada nessa mesma década). Nas décadas de trinta a sessenta o Centro Artístico Albicastrense, juntamente com a Assembleia de Castelo Branco e o Clube de Castelo Branco, eram as três grandes associações albicastrenses e tinham inclusive prioridades sociais. A partir da década de setenta, esta coletividade perdeu grande parte da sua mística enquanto instituição de artistas (!) pois passou a aceitar qualquer indivíduo para sócio da coletividade. Como é hoje o dia-a-dia desta coletividade, da qual sou sócio acerca de quarenta anos, mas sobre a qual sei muito pouco. Quais as suas atividades atualmente?

 BANDA E TUNAS

Em 1921 existiu no Centro Artístico Albicastrense uma Tuna dirigida por Alberto Sele. Em 1928, o Centro Artístico Albicastrense tinha uma Banda que era dirigida, pelo mestre Jóia, esta banda ressurgiria nos anos sessenta sob a batuta de Serafim Chamusca e desapareceria pouco tempo depois. 

(Ps) Alguns dos dados aqui divulgados foram retirados do livro “ISTOPIA”. Edição da Câmara Municipal de Castelo Branco
O Albicastrense

sábado, julho 24, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

        A NOSSA HISTÓRIA

CENTO E VINTE NOVE ANOS DEPOIS.

(24 de julho de 1892 - 24 de julho de 2o21).

O ANTIGO CORETO FARIA HOJE 131 ANOS, SE AINDA EXISTISSE.

No dia 24 de Julho de 1892 foi inaugurado no passeio da devesa, conhecido por passeio verde, um artístico coreto. 

Nesse coreto, tocaram bandas filarmónicas durante largos anos. Durante a cerimónia inaugural, actuou a Orquestra do Clube Harmonia, sob a regência do maestro Urbano de Jesus Escoto.  

O coreto veio a ser desmantelado pelo tornado que assolou Castelo Branco, no dia 6 de Novembro de 1954. O tornado  destruiu a pesada cúpula, transformado toda a estrutura  metálica, num montão de ferros retorcidos.

                                                       O Albicastrense

quinta-feira, julho 22, 2021

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS DO PASSADO

(Imagem pintada e restaurada por Veríssimo Bispo)

UMA BELA IMAGEM DO PASSADO DE TERRA ALBICASTRENSE

A imagem aqui colocada terá sido captada no inicio do século XX .  Trata-se sem qualquer dúvida de uma bela imagem daquele tempo. Tempo, em que a torre era muito diferente da que hoje conhecemos, todavia, tudo o resto nada mudou.

 Fosse quem fosse que captou esta imagem, este albicastrense não pode deixar de lhe dizer bem-haja, independentemente de ele já ter morrido à muitos e muitos anos.
   O ALBICASTRENSE

terça-feira, julho 20, 2021

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE


CENTO E SETENTA E DOIS ANOS DEPOIS.

A NOSSA HISTÓRIA

No dia 20 de Julho de 1849, foi extinta a freguesia de Santa Maria do Castelo, de Castelo Branco, a qual passou a ficar anexa à freguesia de São Miguel da Sé.

Esta alteração deu origem à criação de três novas freguesias: Benquerenças, Cebolais de Cima e Retaxo, povoações estas que pertenciam à freguesia de Santa Maria do Castelo de Castelo Branco. 

O ALBICASTRENSE

RECONSTRUÇÃO DA NOSSA MURALHA

ZONA HISTÓRICA Na madrugada de 21 de janeiro de 2025, deu-se a derrocada de parte da muralha que fica na esquina da rua Vaz Preto com a rua ...