sexta-feira, maio 19, 2023

ALBICASTRENSE ILUSTRES - ANTÓNIO AUGUSTO ROXO

 UMA PEQUENA BIOGRAFIA
DE
ANTÓNIO AUGUSTO ROXO
(1845/1913)


(Procurei fotografia de António Roxo para 
colocar nesta pequena biografia, 
infelizmente nada encontrei)

Após algumas perguntas e pesquisas feitas em jornais e revistas antigas da terra albicastrense, eis o que consegui apurar sobre António Roxo.  António Augusto Roxo, nasceu em Castelo Branco no ano de 1845. Neto paterno de Miguel Gregório Roxo; filho de Pedro José Roxo e de Maria Emília de Santiago; teve uma irmã à qual se chamou Ana Roxo. Há registos do pai dele que o dão como administrador do concelho de Castelo Branco. 

A esposa, a mãe D. Maria Emília, "faleceu da vida presente" em fevereiro de 1849, um mês antes de o filho António completar 4 anos. O viúvo não voltou a casar e faleceu na sua casa, na Rua da Ferradura, em 17 de abril de 1861, com 45 anos (de acordo com o registo de óbito).  Segundo este registo, tanto os pais como os avós maternos e paternos, eram desta cidade de Castelo Branco. 

António Augusto Roxo foi um defensor dos interesses materiais e morais de Castelo Branco, a sua Monografia de Castelo Branco revela isso mesmo. Colaborou em diferentes jornais, mas foi no jornal "Notícias da Beira" (1904-1921), onde mais se destacou. Publicou “A Monografia de Castelo Branco” em 1891, trabalho que lhe deu dois anos de imenso trabalho. Foi colaborador assíduo do jornal “Noticias da Beira” e nele publicou alguns trabalhos, entre os quais “Sentimental" e Depois do Absolutismo”. Em relação ao primeiro trabalho, nada consegui descobrir, no que diz respeito ao segundo, prometo desde já falar dele depois da publicação desta pequena biografia.

Morou em várias ruas da terra albicastrense. Numa casa perto do “Ferrinho de Engomar”, mas em data incógnita. Em 1901 morava no Arrabalde dos Oleiros, nº 77 e em 1902 na Rua de Santa Maria, nº 118. Foi amanuense da secretaria do Governo Civil a partir de 14/11/1896, não se sabendo até quando se manteve no cargo. Segundo consta nunca casou, nem se lhe conhecem filhos. Morreu no dia 5 de agosto de 1913. 

ELOGIO FÚNEBRE DO JORNAL NOTÍCIAS DA BEIRA.
QUANDO DA MORTE DE ANTÓNIO ROXO .
 
“ OS QUE NÃO VOLTAM ”

Faleceu, na última terça-feira nesta cidade, o nosso velho amigo António Roxo, autor da Monografia de Castello Branco. Faz falta, porque soube ser alguém, nesta terra onde os homens de valor não abundam. Não podemos, pois, deixar de lamentar, muito sinceramente, a sua morta, compreendendo que desaparece neste homem um denotado defensor dos interesses materiais e morais de Castelo Branco.
Se para comprová-lo, não existissem outras manifestações do seu amor pelo terrão Natal, aí estava a Monografia, que, não sendo um trabalho completo, revela, todavia a par dum estudo aturadíssimo e fatigante, um amor invulgar pelas coisas desta terra, embora ela seja “mãe amantíssima para estranhos, e madrasta desamorável para os seus filhos”. E dele esta frase. Com que amargura António Roxo a teria escrito! E veja-se: António Roxo, sendo um homem inteligente e erudito, nunca conseguiu, na vida burocrata, passar de um simples amanuense….
Apesar de tudo, ele foi sempre um amigo dedicado da sua terra, pugnando pelo progresso dela, no livro e no jornal, com uma audácia firme de combatente cheio de altivez.  Colaborou em diferentes jornais; mas onde a sua atividade literária mais intensamente se afirmou foi no “Noticias da Beira”, que lhe deve bastantes serviços. Neste jornal encontram-se deste o seu primeiro número, trabalhos interessantíssimos de António Roxo, como são os folhetins Simental e Depois do Absolutismo, além de muitos artigos de críticas, notas políticas, etc.
É que a velha política de ódios, que, para satisfazer amigos, não conhecia o mérito dos inimigos ou dos indiferentes, chamavam-lhe insubmisso, pretendendo justificar, assim, uma tremenda injustiça feita a este homem honrado que acaba de cerrar os olhos, para todo o sempre, às misérias humanas.
António Roxo foi, com efeito, toda a sua vida, um revoltado, incapaz de pactuar com uma vilania ou transigir com uma indignidade. Tinha caracter, não sabia adular; e, como desconhecia o segredo que faz triunfar os nulos, o publicista António Roxo jamais deixou de ser um misero manga de alpaca, um modestíssimo amanuense do governo civil… António Roxo revelava, em todos os seus escritos, um fino espírito observador, evidenciando-se sempre um verdadeiro liberal, Homens desta têmpora fazem falta, e é por isso que nós registamos, cheios de mágoa, nestas colunas, a notícia da sua morte.
Que descanse em paz.
Ps. O texto do elogio fúnebre aqui publicado, é uma copia fiel do que foi
publicado no jornal Notícias da Beira, quando da sua morte.
O ALBICASTRENSE

terça-feira, maio 16, 2023

JOSÉ GERMANO DA CUNHA


"A propósito da Monografia de Castelo Branco da autoria de António Augusto Roxo". 

Não sei como reagiu Roxo a este pequeno livro, todavia, tenho para mim, que ele o terá visto não como uma critica ao seu, mas antes, como um complemento ao Memorial.







O meu  bem-haja a quem em enviou este pequeno livro, quando da minha publicação sobre o livro de António Roxo.

O AlBICASTRENSE

sexta-feira, maio 12, 2023

CARTAS DE ANTÓNIO ROXO


Nas minhas pesquisas feitas na nossa biblioteca, encontrei na revista "Estudos de Castelo Branco", um artigo da autoria do Dr. Joaquim Tomás Miguel Pereira, sobre um conjunto de cartas de António Roxo.
Nelas, como poderão ler a seguir, Roxo fala da publicação da sua Monografia de Castelo Branco. Com este artigo, ficamos a saber um pouco mais de Roxo, das dificuldades encontradas na publicação do seu trabalho,  da pouca aceitação que o livro (segundo o autor do artigo), teve na altura. 
Vou continuar esta minha peregrinação sobre quem foi António Roxo, pois tenho para mim, que Roxo merece ser lembrado pelos albicastrenses de hoje e de amanhã.

O ALBICASTRENSE

quarta-feira, maio 10, 2023

ANTÓNIO AUGUSTO ROXO - (1845 / 1913)

        QUEM FOI ANTÓNIO AUGUSTO ROXO?            

A Monografia de Castelo Branco da autoria de António Augusto Roxo, foi publicada em 1890. Em 2005 (115 anos) depois, foi reeditada pela editora Alma Azul.  Tentei  encontrar dados sobre António Roxo, todavia, pouco ou quase nada encontrei, parecendo até, que o homem foi degredado da história da terra albicastrense. Do pouco que consegui descobrir sobre ele, aqui fica o quase nada que encontrei. 

António Augusto Roxo, nasceu em Castelo Branco no ano de 1845. Neto paterno de Miguel Gregório Roxo; filho de Pedro José Roxo e de Maria Emília de Santiago; teve uma irmã que se chamou Ana Roxo. Foi amanuense da secretaria do Governo Civil a partir de 14/11/1896, não se sabendo eu até quando se manteve no cargo. Faleceu em 1913. 

Sessenta e oito anos de vida, restringidos a pouco mais de seis linhas, é realmente muito pouco sobre alguém que teve a grandeza de escrever um livro que ainda hoje é muito apreciado pelos albicastrenses. Duas perguntas não posso deixar de fazer a quem me visita: 
- Quem foi realmente este homem? 
- Escreveu Roxo, algo mais que a sua Monografia sobre Castelo Branco?
Vou ficar-me por aqui, pedindo a ajuda de todos os visitantes do blogue, para me ajudarem a sobre quem foi realmente este albicastrense do passado.
 O ALBICASTRENSE

sábado, maio 06, 2023

MEMÓRIAS DA TERRA ALBICASTRENSE.

 A TERRA ALBICASTRENSE

"CONSTRUIR UMA IMAGEM"

Para este albicastrense que já terá captado e publicado milhares e milhares de imagens da sua terra, o melhor gabo que lhe podem fazer, é não retirarem o seu nome das suas imagens.
Por isso, começo já por dizer, que as três imagens desta publicação, são da autoria de Manuel J. da Costa Roxo, elas foram-me oferecidas por uma neta dele. As imagens foram captadas no ano de 1950 (eu nasci bem perto deste local, nesse mesmo ano). 
O objetivo da recolha das imagens (penso eu!), era deixar para a posteridade as obras que nesse mesmo ano, decorriam no centro da terra albicastrense. Como na altura não existiam meios para captar numa só imagem as obras, o autor captou-as em três imagens.
Quando me foram oferecidas, de imediato me apercebi que juntando as três imagens, poderia por em pratica o que o autor talvez quisesse fazer na altura, uma única imagem a documentar aos obras. Espero que apreciem o trabalho de reconstrução desta imagem, pois ele foi demorado.


O ALBICASTRENSE

quinta-feira, maio 04, 2023

INFORMAR QUEM COMANDA A TERRA ALBICASTRENSE

É FAVOR TOMAREM MEDIDAS


Ao passar pelo local que as imagens mostram, somos invadidos por um cheiro nauseabundo, cheiro que entra nas nossas narinas e nos leva a tapar o narizinho. O malfadado cheiro, vem de um líquido que escorre a céu aberto e desagua numa sarjeta que existe por baixo da ponte do caminho de ferro, que dá entrada  ou saída para o Bairro do Valongo. 
Não sei se o líquido em causa é toxico, mas… que pode ser perigosa pode, pois tudo o que cheira mal normalmente traz graves problemas de saúde. Aos responsáveis pela nossa autarquia peço rapidez na resolução deste assunto, pois se alguém que por ali passar combalir devido a este problema, não poderá a partir de agora, alegar que desconhecia o problema. Como no local só existem duas superfícies comerciais, saber de onde vem o produto não parece difícil.




                                     O ALBICASTRENSE

segunda-feira, maio 01, 2023

ALBICASTRENSES ILUSTRES

A colocação da Monografia de Castelo Branco da autoria de José Germano da Cunha na página do facebook do grupo Castelo Branco, levou-me a postar pela segunda vez, uma pequena biografia deste Albicastrense.

JOSE GERMANO DA CUNHA

(1839/1905)

PANSADOR E POETA

Nasceu em Castelo Branco a 22 de novembro de 1839; faleceu no Fundão a 3 de agosto de 1903. Filho do Dr. Daniel da Silva Pereira e Cunha  e de D. Leonor Cândida da Silva. Depois dos seus primeiros estudos, a falta de vista, que desde cedo se tinha começado a manifestar, acentuou-se por tal forma que, no ano de 1855, os abandonou por não poder seguir uma carreira literária. 
Não deixou, porém, de cultivar sempre as letras, até ao último momento de vida. Ainda bem novo colaborou no Almanaque de Lembranças com diversos artigos e poesias e depois em vários jornais, cujos títulos se podem ler no número homenagem que a Folha do Fundão publicou em 9 de agosto de 1903.
Foi redator e fundador do jornal O Apóstolo da Verdade, que em 26 de maio de 1870 começou a publicar-se no Fundão e que durou até 28 de julho de 1871. Colaborou no jornal A Beira Baixa, do Fundão, cujo primeiro número saiu em 4 de outubro de 1891. 
Foi redator e fundador do Jornal do Fundão, que saiu a público em 6 de fevereiro de 1898, e do Unhais da Serra, que teve princípio em 1 de fevereiro de 1900 e cujos primeiros números foram impressos em Lisboa.
Escreveu:
A torre dos namorados, 1866; Notícia histórica da Santa Casa da Misericórdia do Fundão, 1870; A propósito da Monografia de Castelo Branco; Fotografias (sonetos); Fotografias (versos humorísticos), 2.ª edição correta e muito aumentada, Lisboa, 1893; Apontamentos para a história do concelho do Fundão, Lisboa, 1892; O conselheiro de Estado José Silvestre Ribeiro; Jornalismo do distrito de Castelo Branco (resenha histórica); O Fundão (breve notícia com gravuras), Lisboa, 1898; Entre sombras (versos), 1903.

José Germano da Cunha, que tinha pelo Fundão um entranhado amor, prestou-lhe relevantíssimos serviços. 
O seu nome ficou ligado à Santa Casa da Misericórdia daquela vila, à construção do Casino Fundanense, um bom edifício moderno, que se deve à sua iniciativa e grande tenacidade; ao mercado público. 
José Germano da Cunha sofreu a perda total da vista poucos anos antes de falecer, mas suportou resignadamente  essa situação.
O ALBICASTRENSE 

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES

UMA DAS MAIS BELAS PÉROLAS  DA  TERRA ALBICASTRENSE     O ALBICASTRENSE