terça-feira, setembro 16, 2025

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

 

 JORNAIS DA MINHA TERRA

UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (V)
(Continuação)
Em Agosto de 1919 surgiu à luz do dia o jornal; “A VOZ DA RAZÃO”. Este periódico tinha como subtítulo; “Pela verdade, pela justiça e pela legalidade”.
Tinha como seu diretor; Fernando Pardal. Como redatores e Secretários; José Maria Curado e José da Cruz Mendes. Eram seus administradores; João Ribeiro Costa e Florindo Bispo.
Era impresso na Empresa Tipográfica Lda, com sede em Castelo Branco. Tinha como estatuto redatorial; “Ser uma folha defensora dos empregados das barbearias de Castelo Branco”. 

Dizia que iria ser publicado, quando os interesses da classe assim o exigisse.
Nota: Então não é, que os interesses dos barbeiros se finaram com o primeiro numero!...
Em Setembro de 1919 apareceu em Castelo Branco, o primeiro número do jornal republicano, de sensibilidade política sidonista. Tinha por titulo; “A DEFESA DE CASTELO BRANCO”. Tinha com diretor, administrador e editor; José de Sousa Viera, (o qual posteriormente veio a ser substituído por Eurico Salles Viana). A sua administração tinha a sede na rua Machado dos Santo, (?) era propriedade da empresa de defesa de Castelo Branco.
Era composto e impresso na tipografia Casa Progresso em Castelo Branco. Dizia ser; “Um Jornal Republicano, conservador e extremo defensor dos interesso locais”. 
Terminou com a publicação do número 12, em Outubro de 1919.
Nota: É caso para dizer que os referidos interesses locais, morreram ao fim de uma dúzia de edições.
Em 1920 reorganizou-se o partido republicano, e vem à luz do dia; “A PROVÍNCIA”. Tinha como seu diretor; Jaime Lopes Dias, e como administrador; João Graça. A redação estava instalada no Largo de S. João.
Após um ano de existência, a responsabilidade do jornal passou para António Trindade, (médico e diretor da Escola Primaria Superior).
No final de 1922 foi suspense. Reapareceu em 28-1-1923, tendo como administrador; Joaquim de Matos Borata e passou a ser o órgão do Partido Republicano Nacionalista.
Em 1923 foi interrompido por duas vezes, em Dezembro desse ano, o dr. Trindade foi nomeado Governador Civil e passou a direção do jornal para José de Barros Nobre. 
Nota: Na biblioteca municipal existem alguns exemplares deste jornal. Terminou com o número 124, em 30 de Dezembro de 1923. Em Setembro de 1921, começou a ser publicado um novo jornal. Tinha como título; “O ALBERGUE”. Tinha como diretor; O Padre Baltazar Dinis de Carvalho. Como administrador; José dos Santos Portela Feijão, que era também editor.
Era impresso na Tipografia Progresso, em Castelo Branco. Dizia; “Destinar-se a angariar meios para a criação dum albergue, em Castelo Branco” Eurico Salles Viana fez publicar em 1922 dois números especiais sobre a travessia de Gago Coutinho e Sacadura Cabral e, sobre a inauguração do monumento aos mortes da Grande Guerra, monumento que foi erguido no Centro da Devesa. Terminou em Setembro do mesmo ano, com a publicação do número quatro.
Nota: Para quem tinha tantas ambições, morreu designadamente depressa de mais
Em 1923, Manuel José Oliveira Pio, sargento da G.N.R. Aparece como director de “AURORA”. Este semanário era editado por; João Marques Pereira e tinha como administrado; Francisco dos Santos Chambino.
Era impresso na Rua da Granja, e dizia-se; “Humorístico e alheio à politica!”. Publicava-se aos domingos.
(Continua)
PS. Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e atuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, setembro 12, 2025

AS NOSSAS INSTITUIÇÕES

  MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR 
(115 ANOS COM MUITAS  HISTÓRIAS)

Assisti ontem na biblioteca António Salvado a uma mesa redonda, acontecimento promovido pele sociedade dos amigos do museu. Associação  que convidou todos os candidatos à nossa autarquia nas eleições a realizar no próximo mês . O prato" principal da conversa, foi o museu Francisco Tavares Proença júnior. Confesso que fiquei desiludido, desilusão que me levou a abandonar a sala quando terminou a primeira volta. 
Nada mais vou dizer sobre o assunto, pois prefiro guardar para mim as magoas da citada mesa redonda. Em 2025 o Museu Francisco Tavares Proença Júnior celebrou  115 anos. Cento e quinze anos onde o drama (sempre com a casa ás costas), a tragédia (abandono e assaltos as suas instalações), e tempos felizes (finalmente um espaço digno e gente capaz para dele cuidar).

DATAS HISTÓRICAS
1909 - A 2 de Dezembro é aprovado o regulamento do Museu de Arqueologia. 
1910 - A 17 de Abril é inaugurado, na capela do Convento de Stº António dos  Capuchos, o Museu Municipal. É nomeado seu primeiro diretor – Francisco Tavares Proença Júnior. 
A 30 de Abril é emitida uma portaria régia de louvor a Tavares Proença pela criação do Museu.
1912 - O Museu é transferido para o edifício da antiga escola normal primaria, escola primaria Conde Ferreira, no Castelo.
1914 - Em Setembro é constituída a Sociedade dos amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior.
1915 - O Museu reabre no Convento de Stº António dos Capuchos.
1916 - Em 24 de Setembro morre Francisco Tavares Proença Júnior, em Lá Rosiaz na Suiça. 
O Museu passa a denominar-se Museu Municipal Francisco Tavares Proença Júnior. É nomeado Diretor  Dr. Manuel Paiva Pessoa.
1926 - A assembleia Municipal delibera a transferência do Museu para a dependência da tesouraria da Câmara, edifício onde hoje se encontra o Conservatório Regional.
1927 - A assembleia Municipal delibera fazer obras no segundo andar da cadeia para ai instalar o Museu Municipal.
1929 - O Museu é transferido para as dependências de Repartição das Obras Públicas, continuas ao edifício do Governo Civil de Castelo Branco. É nomeado
Diretor-Conservador  António  Elias Garcia. 
1962 - O Museu é encerrado ao publico, após um longo período de instabilidade.
1963 - É nomeado Diretor D. Fernando de Almeida.
1964 - O antigo Paço Episcopal é alvo de remodelação a fim de ai instalar o espólio do Museu.
1968 - O Museu é assaltado nas suas velhas instalações contínuas ao antigo Solar dos Viscondes de Portalegre (Atual Governo Civil).
1969 - A Museu é assaltado pela segunda vez.
1971 - A 20 de Março o Museu é inaugurado no antigo Paço Episcopal, onde atualmente se encontra.
1973 - O Museu é submetido a um regime técnico e administrativo idêntico a outros Museus do Estado, através do decreto-lei nº 424 de 23 de Agosto. Sendo nomeado diretor, Dr. António Forte Salvado 
1976 - É fundada a Oficina-Escola de Bordados Regionais, através  do decreto-lei nº 805 de 8 de Novembro.
1982 - O Museu transita para o Ministério da Cultura e Coordenação Cientifica.
1989 - É nomeada diretora Dr.ª Clara Vaz Pinto.
1993 - Em abril iniciam-se as obras de remodelação do Museu.
1998  - O Museu é reaberto ao público.
1999 - É nomeada diretora Dr.ª Ana Margarida Ferreira.
2005 - É nomeada diretora a Dr.ª Aida Rechena (2005/2015)
2010 - O Museu Francisco Tavares Proença comemora cem anos de existência.
2015/2025 - Depois de ter sido entregue (de novo à autarquia Albicastrense), o museu está à dez sem diretor e com imensos problemas por resolver.  
Ps. Desenhos são da autoria de Nuno Mata.  
O ALBICASTRENSE

terça-feira, setembro 09, 2025

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

 JORNAIS DA MINHA TERRA

UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (IV)

(Continuação)
Em Dezembro de 1911 saiu a primeira edição do jornal; ”O Futuro da Beira”. Tinha como subtítulo; “Pelo povo e para o povo”. 
Era impresso na rua dos Oleiros e tinha na sua direção; Carlos Martins. Tinha como editor; Eugênio Cardoso. Tinha como redatores; António Guilhermino Lopes, António Romão e José Gardete Martins.

A sua redação situava-se em Proença a Nova. 
Dizia-se defensor; “Dos direitos das classes produtoras e órgão da Liga do Fomento da Beira”.
Nota: Para um jornal que se dizia defensor as classes produtoras, (parece que não consegui defender-se a si próprio) finou-se com a saída do número seis.
Em Fevereiro de 1912 apareceu o jornal, “A Beira”. Tinha como subtítulo; “Paz e Progresso”. Tinha como seu diretor; António Pignatelli. Como editor; Eugênio Cardoso. Como administrador; António Nunes Cardoso e António Nunes Basílio.
Aparece como propriedade do “Grupo União Albicastrense” e tinha a sua redacção na rua do Postigo. Era impresso na rua dos Oleiros.
Procurava defender os interesses do “Grupo”, (a briosa Corporação dos Bombeiros Voluntários) e os legítimos interesses da cidade.
Nota:
Este jornal dizia-se defensor da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco. Creio que não terá ajudado a apagar muitos fogos, uma vez que saiu de cena, após a publicação do décima número.
Em Dezembro de 1912 surgiu o jornal, “O Beirão”. Tinha como subtítulo; “Deus e Pátria”. Era um semanário Monárquico e tinha como diretor; António Rodrigues Cardoso, (cá está ele outra vez). Como administrador; José Geraldes Cardoso. Era editado na rua dos Cavaleiros. Dizia; “Que tinha por objetivo advogar dentro da lei, os direitos dos católicos e defender os fracos e os perseguidos”.
Nota:
Este para a época aguentou-se bastante tempo. Publicou 200 edições ao longo dos seus cinco anos de existência. Cinco anos e duzentos números é sem duvida um feito para esses tempos.
Em 1912 iniciou a publicação o semanário; “O Futuro”. Tinha como subtítulo; “O órgão da Classe Operaria”. Era seu director; Júlio Pereira e tinha como administrador; Júlio E. Nard. Tinha como editor; Eugênio Cardoso.
A sede situava-se na rua dos Oleiros, em Castelo Branco. Era composto e impresso na tipografia Trindade..
Nota:
Este tinha um bom nome, porém, para um jornal que tinha como subtítulo; “Órgão da classe operaria” dá ideia que foi abandonado por essa classe, pois finou-se após a publicação do número cinco.
A 22 de Setembro de 1912 surgiu à luz do dia em Castelo Branco, o jornal “O Rebate”, (sucessor do jornal “o Futuro). Dizia; “ser um órgão das classes trabalhadoras”.
Tinha como seu director; José Fernando Alves. Como administrador; José Eugênio Nard. Era seu editor; José Oliveira Carvalho. Tinha a sua administração, na rua do Saibreiro. Era propriedade de um grupo de operários de Castelo Branco. Era composto e impresso na tipografia Pelejão. Afirmava, “ser o continuador do programa do jornal, O Futuro”, que terminara pouco tempo antes. A partir do numero oito, dizia ser “propriedade do núcleo do Partido Socialista de Castelo Branco”. No entanto no numero 26 já afirmava que o jornal, “era propriedade de um grupo de Operários de Castelo Branco”.
Nota: Também este não foi seguido pelas classe que dizia defender, evaporou-se após a publicação no número 74 em 1915. Mesmo assim ainda por cá andou cerca de dois anos e meio.
Em Dezembro de 1912, iniciou a sua publicação o semanário “A União” Era seu direcão. Era composto e impresso na tipografia de Joaquim Lúcio Pelejão. Dizia ser um semanário político, e que iria fazer a propaganda da agremiação partidária a que pertencia. Assim como iria discutir os atos públicos das pessoas educadas e elogiar os tos de utilidade para o pais e para a região.
Nota:
Parece que discutir os atos públicos a elogiar ao atos de utilidade para o pais e para a região não lhe valeu de muito, pois finou-se com a saída do número 65, em 1914. Em Abril de 1915 Castelo Branco deu à luz o seu primeiro jornal desportivo, “O ECO”. Dizia ser; “Árduo defensor do desenvolvimento do desporto na nossa cidade”.
Tinha como diretor; António Pedro Costa e como redator principal; Joaquim Santos N. Sal. Aparecia como seu administrador; Mário B. Ramos (que também era seu editor e proprietário). A sede da administração localizava-se na rua 5 de Outubro. Era um jornal copiografado com desenhos feitos a mão.
Nota: Nem o facto de ser um jornal desportivo lhe valeu de muito, ficou fora de jogo com a saída no número nove, nesse mesmo ano de 1915
(Continua)
Os dados constantes nos postes: “Jornais da minha terra” foram recolhidos em antigos jornais da nossa cidade, e em publicações que se encontram na biblioteca da nossa cidade.
O ALBICASTRENSE

sábado, setembro 06, 2025

ANTIGO HOTEL DE TURISMO

TRAGÉDIAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Nos últimos dias, muito se tem falado da possibilidade de no  espaço do antigo hotel de Turismo, ser erguido um novo hotel. 
A discussão está lancada, havendo quem esteja a favor e quem esteja contra a sua construção, no local do antigo hotel. O que muitos desconhecem e que o antigo hotel de Turismo não teve uma existência maravilhosa, contrariamente às belas imagens que nos deixou e nos encantam. 
Imagens que muitas e muitas vezes nos levam a perguntar "porque raio o mandaram abaixo?". O antigo hotel tinha um número reduzido de quartos, o que tornava praticamente impossível a sua rentabilidade, dai, ter sido derrubado para no seu lugar ser construído um mais moderno, coisa que não aconteceu (consta) derivado ao  25 de abril.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Dez anos para ser construído e inaugurado (1935/1945), depois, seguiu-se um percurso de muitas e muitas dificuldades, até que no meio da década de setenta foi derrubado para no local ser erguido um mais moderno e rentável. Ou seja, o hotel que adoramos ver em antigas imagens da terra albicastrense (entre os quais  eu), esteve no local entre a sua inauguração e o manda abaixo cerca de 27/28 anos!  
Na primeira edição do jornal "Reconquista", 13 de maio de 1945 descobri a noticia que pode ser lida nesta publicação.



Para terminar. Confesso que não     compreendo a insistência de quererem construir um novo hotel na residência do antigo. Na terra albicastrense, o que não faltam, são espaços de excelência,  para  poderem construir um hotel com espaços ajardinados e inclusivo, com parque próprio. 

                                O ALBICASTRENSE

segunda-feira, setembro 01, 2025

LEMBRAR 20 ANOS DE EXISTÊNCIA - (2005 / 2025)

VINTE ANOS A FALAR DA TERRA ALBICASTRENSE 
                                        😉 😊 😋 😍 😎 😏 😐

MEMÓRIAS
No próximo dia 5 de setembro, este blog. fará 20 anos. Quando em 2005 o resolvi criar, nunca imaginei  que 20 anos depois ainda andaria por cá, por isso, no seu 20º aniversário, tenho para mim, que se justificam algumas palavras sobre o seu percurso. 
Tirando a minha família, o blog. “Castelo Branco - O - Albicastrense"  terá sido o maior desafio da minha vida, (e olhem, que estive no antigo ultramar num destacamento de fuzileiros), aventura onde além de dar a conhecer o passado da terra albicastrense aos visitantes, se podia discutir igualmente o presente. 
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           Um pequeníssimo balanço
              dos vinte anos passados. 
- Centenas e centenas de horas na nossa biblioteca a folhear jornais, livros e folhetos antigos sobre o passado da terra albicastrense.
- Milhares e milhares de horas frente ao computador.
- Mais de 2800 publicações.
- 11.967 visitantes no ultimo mês (agosto deste ano).  
- Mais  de 1.500.000 visitantes ao longo dos vinte anos.
- Alguns insultos por discordância de opinião.
- Alguns agradecimentos por dar a conhecer o passado e o presente da terra albicastrense destacando, o bem-haja de muitos albicastrenses no estrangeiro.
- Por fim, lembrar que as publicações sobre o passado da terra albicastrense, são memórias deixadas por gente que muito amou a terra albicastrense.  
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20 anos depois e com o aparecimento das redes sociais, os blogs estão pouco a pouco a esvaziar-se, vazio inevitável pois como tudo na vida, nada dura para sempre. Para terminar, posso afirmar que o bloque irá continuar no ar, porém, a sua atividade (como muitos dos visitantes já notaram), irá diminuir. 
Por fim, o meu agradecimento a quem me segue deste 2005, pois sei que o bloque tem visitantes que o seguem desde o seu aparecimento.
                                            BEM-HAJAM A TODOS
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5 de Setembro de 2005

O INÍCIO

UM NOVO SÍTIO ESTÁ NO AR

A criação deste bloque tem como objetivo, colocar questões de interesse local. Estarei vigilante para denunciar aqui todas as situações que em meu entender, prejudiquem não só a terra albicastrense, como todos os seus habitantes.
CONTEM COMIGO!
O ALBICASTRENSE NÃO DORME...
O ALBICASTRENSE

quinta-feira, agosto 28, 2025

ANTIGOS JORNAIS DA TERRA ALBICASTRENSE

 JORNAIS DA MINHA TERRA

UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (III)
(Continuação)
Em 1904 apareceu aquele que viria a ser um dos dinossauros da imprensa da nossa região, “Noticias da Beira”. O primeiro numero sai em 29 de Maio de 1904 e o último em 1926, ao todo saíram 831 números deste jornal.
A pesar de algumas vezes “suspenso”, manteve-se durante vinte e dois anos. Foi seu primeiro diretor António Trindade Cardoso e Silva que o imprimia na Rua dos Peleteiros. Consta que o dono da tipografia, Artur Silva, não tinha trabalho e resolveu, então formar um grupo com Pedro Bispo e António Trindade, do qual nasceu o referido semanário. Porém surgiram desentendimentos entre o diretor e o editor, e o jornal passou a ser impresso em Portalegre, a administração mudou para a Rua de S. Sebastião. Ao fim de sete anos toma o subtítulo de “Semanário Republicano” e começou a ser impresso na Tipografia Cristiano e Silva, na Praça da Republica em Castelo Branco.
Em 1914 era seu diretor Francisco Xavier Pereira. Em 1918 esteve suspenso. E em 1919, reaparece tendo como diretor Martinho Lopes Tavares Cardoso, era impresso na tipografia Batista em Castelo Branco.
Em 1922 era seu diretor o Dr. Adolfo de Lemos Viana; tinha a administração na Rua da Ferradura, e era impresso na tipografia J. Trigueiros, na Praça da Republica, em Castelo Branco. Neste semanário se encontra um interessante folhetim de António Roxo ; “O Pimentel” sobre a vida política social de Castelo Branco na segunda metade do século XIX.
Nota:
 curiosamente este jornal apregoou no eu primeiro numero que era livre e despido de preconceitos e sem qualquer ligação interna a qualquer “coterie" politica ou mercantil. No entanto passou a sua existência a dançar o tango quer com o partido Renegador ou com o partido Republicano. Terminou tal como disse no inicio, com a saída do numero 831, que tinha como artigo de fundo: “A Rivérada”.
Em 1905 vem a lume outro periódico “O Jornal” tinha como subtítulo; “Semanário Regenerador”. Era dirigido por Vicente Sanches, tendo como editor e administrador Francisco Alves Mateus. Dizia-se defensor dos ideais do Partido Regenerador na Beira-Baixa. Terminou com a saída do número 52 em Outubro de 1910.
A “Gazeta da Beira” iniciou a sua publicação em 1906 e tinha como seu director, António Rodrigues Cardoso. Era impresso na Tipografia Trindade; passou depois a sua impressão para a Rua dos Ferreiros, e a redação para a Rua do Pina. Dizia-se essencialmente politico, pois vai fazer politica partidária e cujos princípios podem resumir-se assim... “Justiça a todos, favor dos nossos”. Finou-se com o número 207, em Outubro de 1910.
Em 1911 nasceu “A Beira Baixa”. Era um semanário democrático que tinha como diretor fundador, José Pinto da Silva Faia. O primeiro número saiu em 9-4-1911. Tinha redação em Proença-a-Nova. Desiludido com o novo regime republicano do qual fora adepto convicto, João Pinto da Silva Faia deixou a dirção do jornal e preferiu o isolamento. Foi substituído no cargo por; António Trindade Cardoso e mais tarde por; Carlos Martins.
Dizia-se defensor dos interesses da província e muito especialmente do distrito e como republicano prestava todo o seu concurso à formidável obra da regeneração social do novo regime. Terminou com a saída do número 30 em Dezembro de 1912. Muitos dos que abandonaram este jornal, iriam depois aparecer no jornal, “O Futuro da Beira”.
Em 1911 aparece outro jornal, desta vez tem por titulo: “O Futuro da Beira” e tinha por subtítulo; “Pelo povo e para o povo”. Prometia defender os interesses da província, pugnar pelas classes produtoras e pela difusão dos modernos processos de explorar as riquezas naturais e dizia ser órgão da liga do fomento da beira Baixa.
Tinha por diretor; Carlos Martins, como editor; Eugénio Cardoso.
Nota:
 
para quem prometia defender a província fez muito pouco, pois terminou com a saída do numero 6, a 28 de Janeiro de 1912.
Ainda em 1911 dá à luz o semanário “A Pátria Nova”, jornal de orientação republicano. Tem como diretor; António Lobato Carriço e como editor; Lobato Carriço. O primeiro número sai a 23 de Novembro de 1911 e tinha sede administrativa na Praça da Republica e era impresso na tipografia Silva.
Dizia: “Estar sempre, absolutamente e incondicionalmente ao lado da Pátria", pugnando pela sua defesa e prestigio das instituições Republicanas.
A partir de 1912 foi seu diretor Carlos Ascensão e passa a ser impresso na tipografia Progresso, no Largo da Sé.
Tornou-se então do órgão do partido evolucionista em Castelo Branco, era seu diretor o coronel Francisco Nunes da Silva. Em 1913 era seu diretor Manuel Pires Bento e chefe de redação, José Ribeiro Cardoso.
Nota: O último número, (175) saiu em 14-5-1915. Uma semana depois apareceu uma folha suplemento, onde se faz a declaração de que estava suspense. E não é, que se finou mesmo!
(Continua)
PS. Os dados constantes nos postes: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e atuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
O ALBICASTRENSE

MEMÓRIAS DO BLOG - “A primeira publicação do blog” - setembro de 2005".

quarta-feira, setembro 07, 2005 CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003 (CAFÉ TÍPICO DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX) Local de convívio de muitos albic...