domingo, abril 19, 2009

Poetas de Castelo Branco - II


Tal como aqui tinha anunciado decorreu na Biblioteca Municipal, o lançamento do novo livro do poeta albicastrense António Forte Salvado.
Estive lá, e confesso que fiquei comovido com o que ali se passou. Gostaria de ter palavras para poder descrever o que ali senti, na falta delas apenas posso dizer;
Afortunada terra que tal filho tem. A este grande albicastrense, este modestíssimo albicastrense só pode desejar muita saúde, para que nos possa continuar a presentear com mais livros como este.
Aqui fica um dos muitos poemas que podemos saborear neste magnifico livro.


( Nuvens brancas, errantes,)

Trapos ensanguentados.
Em pedaços os corpos
aproximados ao fedor do nada,
subtraídos à alma que também
sucumbiu ao canhão,
ali estão como furna d’excrementos
sem aguardarem corvos
que devorem a carne retalhada
(eles se banqueteiam
ao mesmo tempo que enumeram quantos
amanhã morrerão
p’ra que mais corpos haja
a sombrear o sol --
facinorosos corvos
de plumagem diferente)
Trapos embeberados
dos ódios dos interesses.
A sua derradeira obediência
à voz do assassínio.


O Albicastrense

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