sexta-feira, julho 16, 2021

FALTAR A PALAVRA DADA

PALAVRA QUE NADA VALEU.

No dia 21 de Setembro de 2020, após várias insistências minhas no sait da empresa, recebi da Sonae MC por correio electrónico, a seguinte informação.

Olá, António.

Informamos que a chaminé centenária irá ser restaurada. A Sonae MC rege-se por um forte compromisso de sustentabilidade ambiental, no entanto, graças à presença de um ninho de cegonhas na chaminé do terreno do novo Continente Bom Dia Castelo Branco, decidimos aguardar que as cegonhas abandonem o ninho, previsivelmente a partir de setembro, para podermos reabilitar a chaminé que se encontra em risco de colapsar. O plano será restaurar a chaminé, de forma a que as cegonhas possam manter o seu lar quando regressarem. Estamos a acompanhar o processo, para garantir que todos os procedimentos decorrem dentro da legalidade e protegem a biodiversidade do local. Agradecemos a sua preocupação e estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional.  Obrigado.

Ao qual respondi da seguinte forma: 

Muito obrigado pela informação. Agradeço desde já, a vossa atitude na defesa de uma centenária chaminé. Os albicastrenses não se irão esquecer desta vossa atitude. Irei comunicar no meu blogue e facebook, a vossa  decisão. Mais uma vez o meu bem-haja. 

Dez meses depois (16 de Julho de 2021), nada de nada aconteceu. Ou seja, uma empresa de grande prestígio e de âmbito nacional, empenha-se em fazer determinada obra e quase um ano depois, nada de nada acontece!
                                      É CASO PARA PERGUNTAR:

Quando uma empresa como a Sonae MC falta ao prometido, será que devemos continuar a fazer compras nas suas Superfícies Comercias? Que cada um responda por si, mas, eu que entrei hoje pela primeira vez na superfície da Carapalha e nada comprei, irei continuar a nada comprar, enquanto a chaminé estiver como está. 

 O Albicastrense


quarta-feira, julho 14, 2021

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXLV

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. 
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação) 
Vem agora a sessão de 18 de Outubro de 1810.
"Nomearam-se os cobradores para Décima, e contribuição de defesa desta cidade, e seu Termo” e o juiz dos barbeiros e mais nada.
A sessão seguinte, realizou-se em 20 de Outubro  do mesmo ano.
O que se passou conta-o o nosso Vaz Touro assim;
Nesta nomeação para depositário de todos os móveis desta feitoria pertencentes a Real Fazenda a João Jacinto Pereira, em virtude de hum ofício do feitor das munições de boca para o Exercito, e mandarão fosse notificado para tomar posse de tudo pena de procedimento. 
“E não houve vagar, para mais nada”.
E na sessão seguinte, que se realiza em 28 do mesmo mês,
Também só houve vagar para mandar coutar os alqueives a partir do dia 30.
Sessão seguinte em 3 de Novembro.
A respectiva acta reza assim:
Em cumprimento de hum oficio do Juiz da Correção desta Cidade pelo qual se exige que a Câmara nomeei hum depositário idóneo para interinamente receber algum dinheiros pertencentes a Real Fazenda por se ter o Recebedor Geral retirado com o Cofre geral  na forma das Reais Ordens em quanto se não recolher o dito recebedor geral, nomearão a António da Silva e mandarão fosse avisado para que desde hoje por diante ficasse interino. A Retirada do recebedor geral com o cofre, para que não corresse riscos o dinheiro pertencente à Real Fazenda. Dentro das linhas de Torres Vedras estava um pouco mais seguro. Para o que fosse recebendo, que pouco seria em quanto os Franceses por cá andassem, bastava um recebedor interino. 
Para fazer uma ideia da desordem em que andava tudo pelos fins do ano de 1810 e princípios de 1811 por motivo de terceira invasão francês em Portugal, basta reparar para isto, que no seu pouco diz muito. 
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”; O que acabaram de ler é uma transcrição, do que foi publicado na época. 
O Albicastrense

domingo, julho 11, 2021

A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO. - (IMAGENS PINTADAS).

PÉROLAS
(Uma pequena homenagem a quem captou estas imagens da terra albicastrense).

                                                                O ALBICASTRENSE

quarta-feira, julho 07, 2021

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

PÉROLAS DO PASSADO

(Imagem pintada e restaurada por Veríssimo Bispo)

UMA BELA IMAGEM DO PASSADO DE TERRA ALBICASTRENSE

A imagem aqui colocada terá sido captada na primeira ou segunda década  do passado século.  Trata-se sem qualquer dúvida de uma bela imagem daquele tempo. Tempo em que no centro na terra albicastrense pouco ou quase nada existia. Quanto à pergunta habitual sobre o local, pergunto igualmente, se alguém me diz onde começava e terminava o muro que  podemos ver na imagem?

 Fosse quem fosse que captou esta imagem, este albicastrense não pode deixar de lhe dizer bem-haja, independentemente de ele já ter morrido à muitos e muitos anos.
   O ALBICASTRENSE

segunda-feira, julho 05, 2021

CEMITÉRIO DA TERRA ALBICASTRENSE

OBRAS DE SANTA ENGRÁCIA

Este é um assunto que muito me entristece a que gostava de não ter que falar dele aqui, mas, ficar calado seria fazer como muitos dos que vão ao nosso cemitério, que é; ficam indignados da situação e depois metem a viola no saco.
As obras promovidas pela nossa autarquia são por norma, obras que se arrastam no tempo. 
Não vou aqui mencionar situações anteriores, pois quem quiser pode facilmente ter conhecimento do facto. Desta vez, coube o azar ao cemitério da terra albicastrense, ou seja, uma simples alteração ao portão do cemitério, arrasta-se no tempo e na indignação de quem ali vai visitar os seus ante queridos. E simplesmente vergonhoso o devagar devagarinho das obras de alteração ao portão.
Se juntarmos ao portão a tristeza do estado de muitas das campas, bem podemos dizer que os olhos do responsável pelo nosso cemitério, estão mais virados para as flores de plástico colocadas nas campas, que para a triste situação do nosso cemitério. 
Aproveito esta oportunidade para propor aos nossos autarcas, a construção de um novo cemitério, ou, de uma nova ala no atual. Onde as pedras fúnebres fossem todas iguais e o espaço fosse relvado, tal como o novo cemitério de Abrantes. E por aqui me fico neste tão delicado assunto. 
                                                             O ALBICASTRENSE

sábado, julho 03, 2021

VELHAS IMAGENS DA TERRA ALBICASTRENSE

      PÉROLAS DO PASSADO

(Imagem pintada e restaurada por Veríssimo Bispo)

UMA BELA E FANTÁSTICA IMAGEM DO PASSADO DE TERRA ALBICASTRENSE.

A imagem aqui publicada, terá sido captada em finais da década de trinta  do passado século. 
Quanto à pergunta habitual sobre o local, também desta vez me  parece desnecessário, pois, o edifício que pode ser visto na imagem  é demasiado conhecido dos albicastrenses.
Esta imagem foi captada pela antigo Foto Beleza, empresa que tinha porta aberta  no Porto. 
                                                        O ALBICASTRENSE

quinta-feira, julho 01, 2021

CINE-TEATRO AVENIDA

 UMA INSTITUIÇÃO QUE MUITO ORGULHA OS ALBICASTRENSES.

     Jornal "Beira Baixa"   
 (2 de Outubro de 1954)
 
Acontecimento feliz.
É hoje inaugurado em Castelo Branco o Cine Teatro Avenida.

“É hoje inaugurado com a solenidade requerida o Cine Teatro Avenida de Castelo Branco. Grande realização que por si mesmo se impõe à admiração de todos naquele esplêndido e gracioso edifício que se levanta imponente no gavêto principal da nova Avenida Marechal Carmona, os seus efeitos como a sua história dão relevo especial a esta época de notável progresso que se vive em Castelo Branco.
Não se furtou a Empresa a sacrifícios de vária ordem para dotar a nossa cidade de melhoramento tão relevante.
Alguns dos seus componentes, e destacamos justamente o nome e a pessoa de Tomás Mendes da Silva Pinto, puseram nesta obra que podemos classificar de grandiosa, todo o seu entusiasmo, toda a sus sensibilidade bairrista e todas as suas qualidades de inteligência e empreendimento.
Nela se amalgamaram dignamente o capital, a arte de bem projectar e construir e o amor à Terra que é esta cidade a que todos queremos devotadamente. Que o exemplo, alto e grandioso, se imponha e frutifique.
 E que a cidade saiba sempre, corresponder-lhe com bondade e justiça. “Os responsáveis pelo jornal "Beira Baixa” desejam sinceramente à empresa do Cine Teatro Avenida, as maiores prosperidades.
Alguns apontamentos:
Esta importante obra custou cerca de 7 mil contos; o projeto é da autoria dos Arquitetos Raul César Caldeira e Albertino Galvão Roxo; a obra de estacaria sobre a qual se montou com solidez e estabilidade necessárias, o imponente edifício, foi feito pelo Sr. Teixeira Duarte e aquele pela “Construtora Abrantina”; a instalação elétrica é do Eng. Marques Sequeira: o mobiliário e decorações são da fábrica de Manuel de Sousa, dos arredores do Porto, a aparelhagem de cinema é da Philips Portuguesa; os cristais são todos de fabrico nacional.
Nos três primeiros dias da inauguração exibe-se a Companhia de Teatro Nacional – Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro – com a peças “Prémio Nobel”, “Essa mulher” e “O leque de Lady Windermere”, seguindo-se um Baile nos vastos salões do primoroso edifício. A inauguração do Cine Teatro Avenida é, por todos os títulos, um grande acontecimento em Castelo Branco e despertará, por certo, o melhor interesse das populações da região. 
Recolha de dados: Blog, “Memoria recente e antiga”.
O Albicastrense

RECONSTRUÇÃO DA NOSSA MURALHA

ZONA HISTÓRICA Na madrugada de 21 de janeiro de 2025, deu-se a derrocada de parte da muralha que fica na esquina da rua Vaz Preto com a rua ...