quarta-feira, setembro 28, 2005

LARGO DA SÉ


LARGO DA SÉ

Das muitas obras realizadas em Castelo Branco, nos últimos tempos e das quais sou um profundo apoiante, há uma porém que merece neste blog uma chamada de atenção, pela sua pobreza e ao mesmo tempo por reduzir um espaço muito querido dos Albicastrense, num local triste e até medonho.

Estou a referir-me ao largo da Sé. Como foi possível trocar o jardim que lá existia (muito mal tratado nos últimos tempos) por aquilo que mais me parece um largo de um cemitério?

Eu sei que no referido largo ou perto dele ainda hoje aparecem ossadas de pessoas, pois em tempos existiu ali perto um cemitério, mas por amor de Deus, trocar o jardim que ali existia por aquilo que lá está é no mínimo de muito mau gosto e de grande falta de imaginação.

Então a nossa Sé, que agora está tão bonita, não merecia algo mais, que um largo fúnebre?

Que tristeza meus senhores

Senhor Presidente da Câmara nunca é tarde para dar a mão a palmatória, só as pessoas inteligentes são capazes de alterar o que porventura não esteja tão bem.

NOTA NEGATIVA PELO PÉSSIMO TRABALHO!!!

segunda-feira, setembro 26, 2005

MUSEU DE FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR


Tendo trabalhado no Museu durante 27 anos e estando actuamente aposentado, pensei em ter neste blog uma coluna com informações sobre as suas actividades, e ao mesmo tempo dizer o que penso sobre as mesmas.

Tendo trabalhado no Mueseu entre 1976 e 2003, vou aproveitar igualmente este blog para aqui contar o que foi trabalhar nesta instituição e o seu percurso cultural ao longo desse tempo.

Falarei também do que foi trabalhar com o Dr. António Forte Salvado, primeiro director do Museu com quem tive a honra e o prazer de trabalhar, não esquecendo porem a personagem seguinte, falarei ainda do que foi trabalhar com a Dr. Ana Margarida.

Irei também falar
Da

CASA DO PESSOAL DO MUSEU
e
GRUPO DE ANIMAÇÃO CULTURAL DO MUSEU

1976 - 1989

Junho de 1976 foi o mês da minha entrada no Museu, ali tive a oportunidade de conhecer uma pessoa por quem ainda hoje tenho um grande respeito e uma admiração do tamanho do mundo, Dr. António Forte Salvado.

Que dizer do Dr. Salvado?
Que bom seria ter engenho e arte para aqui poder dizer o que pense, e o que sinto, mas a falta de capacidade na escrita, limita-me o saber transcrever para estas linhas tudo aquilo que me vai na alma, apenas direi o Museu Tavares Proença, perdeu com a sua saída em 89 de uma forma vergonhosa e escapafurdia, a sua alma, ficando apenas com o seu espaço físico.

O que um é corpo sem alma?
Apenas um cadáver em decomposição!

Entrei no Museu como já disse anteriormente em Junho de 76, como era o Museu nessa altura?
Dois anos após o 25 de Abril o Museu dava mais alguns passos no sentido de escancarar as suas portas á cidade, o panorama cultural da cidade era desolador apenas duas ou três organizações se mexiam na cidade, as actividades no museu fervilhavam de emoção, as exposições de pintura sucediam-se muitos dos melhores pintores Portugueses, exponham, pela primeira vez em Castelo Branco, o numero de visitantes aumentava a olhos vistos, já se comentava vir a Castelo Branco e não visitar o Museu era com ir a Roma e não ver o papa.
Tive o privilégio de conhecer praticamente todos os grandes pintores Portugueses, das décadas de 70 / 80, não vou aqui dizer os seus nomes pois se o fizesse, alguém ficaria de fora por esquecimento.
Durante os treze em que fiz parte do grupo de trabalho que agitava culturalmente esta cidade, sob a chefia do Dr. Salvado, terão sido feitas mais de 250 exposições de pintura no museu. Porem o museu não era só pintura em colaboração com o saudoso Eng. Russinho e a sua Pró-Arte os concertos sucediam-se, Músicos de vários países davam-nos música no salão do museu.

Que saudades tenho eu do velho piano...
Continua em breve

terça-feira, setembro 13, 2005

ASSEMBLEIA DE CASTELO BRANCO

COLECTIVIDADES
de
CASTELO BRANCO
Assembleia de Castelo Branco
1849 - 2005
Foto - Casa onde durante 156 anos existiu a sede da Associação.

Castelo Branco tem hoje um vasto leque de colectividades populares, que nos últimos anos muito tem contribuído para o desenvolvimento cultural, recreativo e desportivo da nossa cidade.
Porém nem de todas as associações da cidade nos últimos tempos tem desenvolvido um trabalho meritório, vem isto a propósito de uma pequena associação, que tem por nome Assembleia de Castelo Branco.
Fundada em 1849 terá hoje a bonita idade de 156 anos (se ainda existir), e será a segunda colectividade mais antiga do país, fiz parte dos corpos gerentes no ano de 1987 na qualidade de tesoureiro e fui seu sócio até 1988/89 altura em que deixaram de cobrar quotas.
Gostaria de aqui colocar alumas questoes.
Quem esta actualmente á frente da Associação?
Sei que o prédio onde funcionava a sede da associação está em ruínas.
Qual a razão da não abertura da sede noutro lugar, até se resolver o problema com
a actual sede?
Alguma vez se falou com os sócios para discutir o assunto?
Como foi possível deixar que a sede se degradasse com todos os seus haveres lá dentro?
Os seus registos de identidade, estão a salvo ?
Que dirigentes ! Que sócios !
Como foi possível, toda esta anarquia ?

AQUI FAÇO UM APELO
Vamos recuperar a assembleia de Castelo Branco
Contactos – Veríssimo Bispo 272083838, antonio.bispo@netvisao.pt

quinta-feira, setembro 08, 2005

ROTUNDA DA EUROPA

DESCUBRA AS DIFERENÇAS 
1999                                                                                       2003








                       
               
 Antigas entradas para o Bairro do Cansado e para os Escalos.

O MESMO LOCAL TRÊS ANOS DEPOIS

PALAVRAS PARA QUÊ!
PONTUAÇÃO MÁXIMA 20 VALORES

O Albicastrense

quarta-feira, setembro 07, 2005

CAFÉ LUSITÂNIA - 1827 - 2003


(Café típico da primeira metade do século XX)

Local de convívio de muitos albicastrenses ao longo de décadas, foi brutalmente destruído em 2003, para dar lugar a outro tipo de estabelecimento. Era lá que nos anos cinquenta e sessenta as classes mais pobres se reuniam, para ver televisão, ainda hoje recordo as tardes de sábado e domingo que em conjunto com um grupo de amigos para ver os filmes de Mickey Rooney e Shirley Temple, entre outros. Foi lá que assisti ás primeiras transmissões de futebol pela televisão. 
Era lá que nos anos setenta, pós 25 de Abril se discutia política entre um jogo de bilhar e o beber de uma cerveja. 

Numa época em que a cidade de Castelo Branco
 está em claro desenvolvimento, como foi
 possível a sua destruição? 

Será que a defesa da nossa identidade cultural não é tão ou mais importante, que a construção de uma qualquer rua, parque de estacionamento ou rotunda!

Que raio de pessoas somos nós, que tudo permitimos a quem nos governa, (ou desgoverna neste caso), quem  foram os responsáveis pela sua destruição?
TODOS OS ALBICASTRENSES!
 UNS POR OMISSÃO, OUTROS POR FALTA DE SENSIBILIDADE CULTURAL E OUTROS, POR INCOMPETÊNCIA...
O Albicastrense

segunda-feira, setembro 05, 2005

O PARQUE DA MINHA INFÂNCIA

"O Nosso Parque da Cidade" 
Era assim que nos referiamos a ele. Cresci dentro dele e a olhar para ele. Que saudades do cinema ao ar livre, dos concursos dos vestidos de chita e dos espectáculos de variedades. 
Os Noivos eram o seu mais belo encanto! 
Mas o tempo não perdoa, para o bem ou  para o mal, pariu dentro dele um novo parque não desejado. 

Mais funcional, 
menos belo, 
mais limpo,
 menos romântico...

Quem ganhou ou quem perdeu? 
Não sei! 
Só sei, que este não é o parque da minha infância. 

O Albicastrense

UM NOVO SÍTIO NO AR


Tem como objectivo este sítio, colocar questões de interesse local.
Estarei vigilante para denunciar aqui todas as situações que em meu entender prejudiquem não só a terra albicastrense, como todos os seus habitantes.

CONTEM COMIGO!
O Albicastrense não dorme... 

O Albicastrense

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (III)

                                     PARTI-LHE  AS SUAS RECORDAÇÕES SOBRE ESTE LOCAL A imagem deste poste mostra-nos um local não ...