domingo, outubro 31, 2010

sexta-feira, outubro 29, 2010

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - VIII



NOVA DESCOBERTA
A imagem que desta vez aqui deixo para ser identificada pelos visitantes, parece-me mais difícil que as anteriores, pois trata-se de uma rua que hoje está totalmente diferente. A imagem foi captada nos anos 20 do século passado e fica situada nos dias de hoje !!!!!!!......
Mais não digo! Pois... nas outras vezes foi demasiado fácil.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que a perspicácia de todos possa ser posta à prova.
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 27, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXIX

BIGODES & COMPANHIA
O jornal “Reconquista” publicou na sua última edição, declarações feitas por dirigentes de algumas associações da nossa cidade, declarações onde se fala de artistas, de palhaços, de promessas não cumpridas e até de alguém que diz ter sido enganado!
Bigodes & Companhia admiradores ferrenhos de circos e apaixonados por palhaços, lamentam este tipo de comparações e esclarecem os dirigentes das referidas associações, que por vezes mais vale ser palhaço, que parece-lo. Palhaços contactados pela dupla para se pronunciarem sobre esta problemática “palhaçal” declaram todo o seu apoio aos dirigentes associativos, (pois não é fácil desempenhar o papel de palhaço) e convidam-nos desde já, a estarem presentes no próximo circo que vier a Castelo Branco, para poderem ver ao vivo os melhores artistas do mundo.
O Albicastrense

segunda-feira, outubro 25, 2010

OPINIÃO


NO PAÍS DOS BERLINDES...
A situação em que vivemos hoje no nosso pais, fez-me recuar ao início dos anos sessenta, altura em que eu brincava, (entre outros jogos), ao jogo do berlinde. O jogo do berlinde,(para quem não sabe), consiste em fazer no chão um pequeno triângulo, fazendo nas três pontas do triângulo, uma pequena cova. Depois com um berlinde joga-se de uma cova para o outra, o jogo termina quando um dos putos, (com um “abafa”: bola maior e colorida) abafava os berlindes dos outros. Falta dizer que os berlindes, (na altura), eram pequenas bolas de vidro que extraíamos do gargalo dos antigos pirolitos e que os abafas eram berlindes maiores, com várias cores e que apenas alguns putos mais “endinheirados” os tinham, pois era preciso compra-los nas papelarias.
No seguimento da explicação do jogo do berlinde, (e do abafa), dos meus tempos de criança, vou comparar este jogo à desgraçada situação que vivemos actualmente no nosso pais. Nos últimos vinte anos vivemos num pais “desgovernado” por alguns abafas, (os assombrosos políticos da nossa praça...), e com muitos berlindes a assistir e alguns a participar no jogo, (os Portugueses). Os abafas oriundos quase sempre da mesma vidreira, (embora muitas vezes queiram argumentar diferenças, entre si), abafam os berlindes com promessas e mais promessas de melhores dias. Os berlindes, (como não podia deixar de ser), deixaram-se abafar pelos abafas-comilões, que pouco a pouco os foram conduzindo para um gigantesco buraco, que não pertencia ao jogo do berlinde. O tempo passou e os abafa-mores, (também conhecidos por P.M.), e seus abafa-menores, foram acusando os abafas-anteriores do gigantesco buraco.
Perante a grandeza do brecha, o abafa-mor e seus seguidores, resolveram abafar ainda mais os berlindes. Sempre com a mesma argumentação: “É preciso reduzir o tamanho do buraco, pois corremos o risco de não conseguir sair do rombo e de nos afogarmos dentre dele”. Alguns dos berlindes resignados pela imensidão do buraco, rolam e debatem entre si, que o culpado é este ou aquele abafa-mor e que no próximo jogo do berlinde, vão jogar com outro abafa-mor. Outros berlindes, mais resistentes ao abafa-mor responsável pelo buracão existente, declaram que o actual abafa-mor há muito deveria deveria ter saído do jogo e responsabilizado pelo buracão.
Outros berlindes já gastos pelas voltas que o jogo lhes deu, perguntam: “como vamos nós continuar a rolar, se já não temos força sair do buraco onde nos enfiaram?” A história destes berlindes não é uma história acabada! Talvez um dia, (quem sabe...) eles deixem de rolar ao sabor deste tipo de abafa-mores e resolvam eles próprios abafar estes abafa-coloridos, que lhes têm enegrecido a vida e empobrecido o pais.
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 22, 2010

EXPOSIÇÃO - XIV

(17 ) (15)
ANTÓNIO ANDRADE FERNANDES
17 - O peso dos dias de cinza
15 - Na primavera seguinte

O Albicastrense

quinta-feira, outubro 21, 2010

COMENTÁRIOS - XII


Carlos Vale disse...
Pouca gente soube.
No dia 1 e 2 de Outubro de 2010 na Escola Superior de Tecnologia (EST/IPCB), a Ordem dos Arquitectos Raia Centro realizou as suas Jornadas. Soube meramente por acaso e fiz questão de ir lá ver. Para quem não soube, estiveram expostos os projectos relativos ao Concurso de Projectos para a Zona da Estação, ente eles o projecto ganhador que teve honras de apresentação de uma maqueta. Para que tinha dúvidas, o túnel pedonal vai sair mesmo junto ao primeiro cruzamento onde começa o muro do Liceu.
Se o projecto for para diante é mesmo o que vai acontecer. É verdade o projecto da "RISCO" é o que propõe. Estava lá! Por isso havia razões para se afirmar no momento em que o assunto foi aqui discutido no Albicastrense, que a Avenida Nuno Alvares vai sofrer um atentado. Ou será "crime" urbanístico? E há mais aspectos que não agradam. Surpreende que não seja a própria Câmara a mostrar os projectos e a maqueta à população. Fica o desafio. Venha de lá a exposição. Os albicastrenses merecem e têm esse direito, o direito de ver e participar na discussão.
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 20, 2010

CENTRO RODÓVIARIO DE CASTELO BRANCO

O marasmo em que caíram as obras referentes à construção do novo Centro Rodoviário de Castelo Branco, inquietaram a minha curiosidade e levaram-me a inquirir aqui e ali, sobre o significado deste devagar devagarinho, ou ainda quanto mais vagarosamente melhor.
Após algumas perguntas que não me levaram a lado nenhum, fui abalroado por uma Gralha despocada que me esvoaçou aos ouvidos, que afinal o referido Centro de Transportes Rodoviário de Castelo Branco, já não iria para o local inicialmente previsto.
Segundo a mesma Gralha, (que merece toda a credibilidade que se pode dar a um pássaro desbocado) o local escolhido inicialmente, (antiga fábrica da cortiça) não é o mais adequado, derivado aos seus acessos.
Ainda segundo a mesma Gralha, o tão proclamado e necessário Centro Rodoviário da nossa cidade, passaria para o local onde actualmente estão as ruínas da antiga fábrica Metalúrgica, (terrenos que a nossa autarquia se prepara para adquirir).
O problema das gralha é que nunca nos palram todas as informações! Ou seja... dão-nos pequenos palrares, que depois nos deixam a massa cinzenta pronta a entrar em estado de inquietação.
No entanto! Dando alguma credibilidade a este passarão e olhando com olhos de ver, sobre o que os responsáveis pela nossa autarquia tem feito no espaço inicialmente previsto para a construção do Centro Rodoviário, uma coisa salta à vista de todas os que por ali passam.
- O abre túnel e fecha túnel que temos assistido na nossa estação, parece dar a entender que por ali já houve melhores dias e de que por aquele local alguma coisa anda ao desnorte.
- O silêncio e o marasmo que reina à volta da construção do Centro Rodoviário da nossa cidade, parece indicar que outros interesses se levantam.
Não vou aqui fazer perguntas sobre os segredos instalados na construção deste Centro Rodoviário, porque sei que ninguém me irá responder!
Porém... (a ser verdade o que a velha Gralha me palrou!...) não posso deixar de me interrogar sobre tudo isto.
- Será normal que se programe a construção de uma estrutura destas, (que custa milhões de euros) sem que primeiro seja feito um estudo exaustivo sobre o local, para se saber se o terreno em causa, reúne ou não, todos os requisitos necessário para essa construção?
- Ou será!... Que os terrenos da antiga Fábrica da Cortiça e da Metalúrgica, são um manjar demasiado apetitoso para certa gente?
Responda quem souber ou quiser, que este albicastrense está cada vez mais confundido, com silêncio “dourado” que reina à volta desta e de outras obras fundamentais, para o futuro da nossa cidade.
O Albicastrense

segunda-feira, outubro 18, 2010

EXPOSIÇÃO DE PINTURA


No Cyber Centro de Castelo Branco, (espaço situado no antigo quartel da Devesa) está patente ao público, até dia 24 uma exposição de pintura que recomendo a quem tiver algum tempo livre. A exposição está incluída nas comemorações do “Dia Do Exercito” na nossa cidade. Os quadros como se pode ver pelas fotografias que aqui deixo, são bem interessantes.
Meus amigos! Tal como costume dizer... dê corda aos sapatos e vá até lá, pois tem apenas seis dias para a visitar.

O Albicastrense

domingo, outubro 17, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXXVIII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Comentário do autor: A sessão imediata realizou-se em 21 de Março de 1790. Tem o seu tanto de interessante e por isso reproduzimos na integra a respectiva acta, ou “auto de vereação”, como então se dizia, e não vai em tipo 8. Para se poder ler melhor vai em tipo 10, itálico. Depois de se dizer quem estava presente à sessão, lê-se o seguinte:
Acta: E logo ali foi apresentado por mim Escrivão da Camara huma pedição do Reverendo Dr. Promotor Fiscal e Procurador Geral da Ex. Mitra deste Bispado na conformidade de despacho nella posto que tudo he do theor e forma seguinte:
Ex.mo Senado: “Diz o Promotor Fiscal e Procurador Geral da Ex. ma Mitra deste Bispado que elle tem notiçia que o Padre Luiz da Costa Guterres do Lugar do Barro Freg.ª de Santa Margarida da Coutada deste mesmo Bispado na cauza de hua apelação que segue no Juizo da Legacia em que lhe he parte o Sup. Ajuntara três attestaçoens com que pretende provar que o Ex. mo e Reverendo Sr. Bispo deste Bispado no dia sete de Janeiro de 1789 no seu mesmo Paço descompusera de palavras e offendera com empurroes, murros e bofetones athé por fora do tido Paço a hum Manuel Da Costa Gueterres, Irmão do dito Padre (digo do referido Padre) em ocazião que lhe aprezentava certos requerimentos do Reverendo Superior do chegandosse a asseverar em huma dellas que isto era publico e notório nesta Cidade.
E suposto que as ditas attestaçoens, alem de falsas por si mesmo se convencem e nada valem contudo pretende o Superior para mayor conhecimento de verdade e interesse da Justiça que V. Senhoria em plena Camara ouvida a Nobreza e Povo sobre o referido aleivoso facto e bem assim sobre o carater do Ex. mo e R. mo Sr. Bispo de Castelo Branco lhe passe do que se achar a este respeite huma attestação em forma e por todos asignada.
Pede a Vossa Sr.ª a mercê de havelo assim por bem mandando para isso convocar a Nobreza e Povo. E receberá mercê. Despois: “Posta na mão do Escrivão este a apresentará em Camara para se deferir. Castilho”. A qual sendo lida em voz alta pelo Juiz pela ordenação Presidente da Camara aos officiaes da mesma e à Nobreza e Povo que para esta auto se havia convocado por pregoens Gerais e a toque de sino lhe disse e propoz que todos e cada hum de per si dissesse livremente o que em sua consiencia soubessem ou lhes constaçe a respeito do que se pede e declara na dita petição o que sendo visto ouvido e bem entendido per todos os sobreditos
officiais da Camara Pessoas Nobres e do Povo logo no mesmo Auto cada hum de por si e todos em huma voz comua disserão e debaixo de Juramento afirmarão que o Ex. Reverendo e Reverendíssimo Bispo desta Dioceze hera hum Prelado perfeitíssimo, benigno e afável para com os seus súbditos e conhecida caridade para com os pobres exzatissimo nas suas obrigações, exemplar em sua vida e custumes comedido e urbano em suas palavras, prudente em suas acçoens, passifico, humano, piadozo, e dotado de huma santa mancidão, pelo que todos uniformemente asseverarão que elles tinhão por calunia famoza, aleive conhecido, e por grosseira impostura o dizerçe que o Ex. e Reverendíssimo Bispo deste Bispado no dia 7 de Janeyro de 1789 descompuzera de palavras, e ofendera com empurroens, murros, e bofetões athé por fora do seu mesmo Paço a Manuel da Costa Gueterres, Irmão do Padre Luiz da Costa Guiterres, em ocazião que lhe aprezentava requerimento deste mesmo, e he manifesta falsidade o acrescentarçe que isto hera publico e constante nesta Cidade porquanto nunca em tal se ouviu falar, nem disse há rumor ou a mais leve fama antes pelo contrario todos tinhão por certo que esses injuriozos attestados concebidos na mais refinada mentira só poderão ser dados por pessoas conrropidas descontentes, por ódio e em vingança do dito Ex. mo e Rv. Prelado.
O que sendo visto e ouvido pelo dito Juiz Presidente lhe mandou tomar esta declaração e asserção jurada neste mesmo auto que com elles assignou, e mandou outro sim que se desse ao Sup. por certidão para com ella requerer o que lhe convier, havendo deste modo por deferido a petição do mesmo Sup. De que tudo mandou fazer este Auto que assignou com os officiaes da Camara Nobreza e Povo.
Comentário do autor: Seguem-se as assinaturas, que são mais de oitenta, das quais doze são de cruz. No numero dos que assinam esta acta conta-se tudo o que ao tempo havia de distinto na nossa terra: os Tudelas de Castilho, os Mendanhas de Valadares, os Mesquitas, os Coutos de Refoios, os Frazões, os Falcões, etc., etc. Aparecem-nos também o capitão-mor de Sarzedas, desembargadores, um, marechal do campo, tabeliães, procurador do povo, etc.
Quer-nos parecer que toda esta gente junta a pronunciar-se com tanto vigor a favor do Prelado sempre valerá mais alguma coisa do que os dois irmão Guterres (o escrivão Aranha também escreve uma vez Guiterres), apesar de um ser padre... ou talvez por isso mesmo. Provavelmente o padre, que assim procedia a respeito do seu Bispo, era como muitos outros padres que infelizmente tem havido por esse mundo. Procedeu por forma a ser suspenso do exercício das ordens ou coisa parecida ou então, para arreliar o seu Prelado, toca a queixar-se dele, acusando-o de ter tratado o irmão, dentro do próprio Paço, a empurrões e bofetões, não falando já da descompostura por palavras. Se assim não foi, Deus nos perdoe o juízo que fazemos a respeito de quem já lhe prestou contas.
Fosse, porém, ou não fosse assim, o padre é que precisava uns bofetões bem puxados, por ter tentado desprestigiar o seu Bispo. Adiante.
A freguesia de Santa Margarida da Coutada pertence ao concelho de Constância. Tivemos a curiosidade de ver se lá descobríamos vestígios destes Guterres e parece-nos que não foi mal empregado o nosso trabalho.
Na freguesia de Santa Margarida da Coutada encontramos um Manuel da Costa Guterres, precisamente o nome do irmão do padre. Pelo menos há dois anos estava lá e era comerciante.
Na sede de concelho encontramos um João da Costa Guterres, proprietário rural e dono de um lagar de azeite. Muito provavelmente são descendentes do irmão do padre, talvez bisnetos ou trinetos.
Que rezem pelas almas dos avós... basta de andar a meter o nariz na família de quem já lá vai há muito.
(Continua)
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 15, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXVIII


BIGODES & COMPANHIA
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Castelo Branco (SMAS) acabam de instalar dois de dez dispensadores de sacos, que irá instalar na nossa cidade, para excrementos de cães.

“RETIRE O SACO”

O convite é feito aos donos dos cães que passeiam pelo centro da cidade de Castelo Branco e tem como objectivo evitar surpresas desagradáveis para todos os outros.
A dupla “Bigodes & Companhia” embora brincando com a instalação dos dois dispensadores de sacos para excrementos de cães, declara-se apoiante deste tipo de medidas, avisa no entanto os donos dos bichinhos, que os sacos são para apanhar o cocó dos bichos e não para levarem para casa
.
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 14, 2010

ANTIGAS INSTITUIÇÕES DA MINHA CIDADE

NOVENTA E NOVE ANOS DEPOIS...
A 14 de Outubro de 1911, com a saída do liceu do edifício situado no largo da Sé, (o qual foi pertença de D. José Saldanha), para o Palácio do antigo Paço Episcopal, foi instalado no bloco arquitectónico do largo da Sé, o internato Nacional.
Esta instituição destinava-se a dar apoio e protecção aos alunos mais desfavorecidos de posses económicas, que frequentavam o Liceu.
Para tanto, este alojamento estava equipado de camaratas amplas e arejadas; confortáveis salas de estudo, bem como aprazíveis recreios. Tudo isto já era iluminado a luz eléctrica.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 13, 2010

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - VII




NOVO DESAFIO
Esta fotografia com pouco mais de cento e vinte anos, mostra-nos uma casa que serviu de mercado até meados do ano de, 1890.
A casa ainda hoje lá se encontra, porém, deixou de ter o alpendre que a foto documenta. Se olharem com atenção para a fotografia, facilmente descobrirão o local onde ela está actualmente localizada.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que a perspicácia de todos possa ser posta à prova.
O Albicastrense

segunda-feira, outubro 11, 2010

Museu de Francisco Tavares Proença Júnior - XII



UM PEQUENO RESUMO HISTÓRICO
(1971 a 2010)
(Continuação)
Depois das exposições, o tema seguinte só podia ser mesmo os bordados de Castelo Branco. Falar da Escola-Oficina de Bordados do Museu, não é tarefa fácil para mim, pois o seu fim é hoje um dado adquirido por todos.
No entanto correndo o risco de poder ser imparcial, aqui ficam alguns dados sobre a sua criação e ao mesmo tempo alguns dados sobre algumas das exposições realizadas, entre os anos de 1976 e 1989.
Em 1975 os bordados entram no museu, vindos de um instituição ligada à antiga Mocidade Portuguesa, que com o 25 de Abril de 1974 tinha sido extinta.
Os primeiros tempos no museu, não foram fáceis para as bordadoras, pois o salário das bordadeiras dependia do que conseguiam vender.
Só em 1976 a Oficina-Escola de Bordados Regionais, é oficialmente criada com a saída do decreto-Lei nº 805 de 8 de Novembro.
Não se pense porém, que a criação da Oficina-Escola de Bordados do Museu, se deveu a um qualquer milagre ou que caiu do céu aos trambolhões! Muito antes pelo contrario... a sua criação, foi um acto de coragem e de muita força de todos os que ali trabalhavam e de algumas pessoas que em Lisboa se recusavam a deixar cair no charco este projecto. Para completar este projecto, em 1987 o então Ministro da Educação e Cultura, inaugura as novas instalações da Oficina Escola de Bordados a funcionar em edifício anexo ao Museu, (Foto-1).
Com a construção deste pequeno anexo, que dispunha de várias claras-bóias para receber luz do exterior, parecia que finalmente os nossos bordados tinham instalações dignas e adequadas ao seu funcionamento, puro engano meus amigos!
Em 1995 durante as obras realizadas no edifício que alberga o museu (Antigo Paço Episcopal), resolveram alguns Chico-Espertos da nossa capital, arrasar entre outras coisas no nosso museu, este pequeno edifício para ali construir (calcule-se!..) uma cafetaria que iria permitir a ligação entre o museu e o Jardim do Paço. Se a ideia da cafetaria como forma de ligar Museu/Jardim era completamente idiota, o resultado foi de bradar aos céus! Pois a meio das obras o carcanhol acabou e lá se foi a brilhante ideia pela sanita abaixo. Nem uma coisa nem outra!
Apenas um espaço vazio, que ainda hoje passados quase 15 anos, vazio se encontra. Vou ficar por aqui nestas minhas recordações, senão ainda me ponho aqui a deitar baba e ranho e passar para algumas das exposições de bordados realizadas entre os anos de 1976 e 1989.
- Em Agosto de 1976 o Museu realiza a sua primeira exposição. A Universidade de Lisboa é o local escolhido para este primeiro acontecimento. Segundo notícias da época, exposição foi um enorme êxito. A exposição contou com presença de quatro bordadoras do museu.
- Em Fevereiro de 1977 o Museu realiza no seu espaço a segunda exposição de Colchas de Castelo Branco. Exposição contou com 18 colchas executadas na Oficina-Escola de Bordados do Museu e teve muito boa adesão por parte dos albicastrenses.
- Em Junho de 1977 é inaugurada na Universidade do Minho (Braga) nova exposição de colchas de Castelo Branco. Segundo notícia publicada no jornal “reconquista” terá tido grande êxito.
- Em 1979 é inaugurada na Casa do Infante no Porto, uma exposição de colchas de Castelo Branco. Segundo notícia publicada no jornal “reconquista”, a exposição constava de 20 colchas confeccionadas na Oficina-Escola do Museu e foi um verdadeiro sucesso.
- Em Janeiro de 1980, o Museu realiza no seu espaço nova exposição. Exposição, a que deu o nome de “Preservação e valorização do património cultural e natural das terras da Beira-Baixa”. A exposição era constituída por colchas existentes no Museu Francisco Tavares Proença e em outros Museus do estado e ainda em algumas colecções particulares.
- Em Junho de 1982 o Museu participa no Casino Estoril no 1º Salão de Artes Decorativas. Segundo notícia publicada pelo jornal “reconquista” foi vista por mais de 74.000 pessoas. Da exposição fazia parte uma valiosa colecção de colchas da nossa região. Três bordadeiras estiveram presentes nesta exposição, trabalhando à vista do público.
- Em Janeiro de 1984 numa iniciativa do Governo de Macau e com a colaboração do Gabinete de Relações Culturais Internacionais do Ministério da Cultura, o Museu realizou naquele antigo território Português, uma exposição de colchas confeccionadas na Oficina-Escola. Mais uma vez o êxito foi enorme.
- Em Fevereiro de 1986 o Museu realiza no Centro Regional de Artes Tradicionais do Porto, outra belíssima exposição de colchas confeccionadas na Oficina-Escola. A iniciativa contou com a colaboração da Câmara Municipal do Porto.
- Em Janeiro de 1987 nova exposição, desta vez integrada numa mostra de produtos Portugueses em Madrid. 10 colchas confeccionadas no Oficina-Escola estiveram nesta exposição, que teve grande adesão por parte “De Nuestros hermanos”.
- A última exposição de que aqui quero falar, realizou-se no Casino do Luso em Agosto de 1988. Integrada num Programa de Animação Termal e que tinha como finalidade a divulgação de várias regiões do nosso pais.Segundo a imprensa da época teve um grande número de visitantes.
Termino este poste sobre a Oficina-Escola de Bordados do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, afirmando que: por mais água-benta que alguns queiram deitar para cima do seu esqueleto, (uns dizendo; que ela vai continuar! Agora para se dedicar ao estudo do bordado... outros dizendo; que não vão ficar de braços caídos perante este esqueleto) o seu desaparecimento será o final de uma época, que dificilmente se repetirá na história futura dos nossos bordados.
(Continua)
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 08, 2010

OS NOSSOS POETAS

POESIA DE ANTÓNIO SALVADO EM SALAMANCA
António Salvado será o poeta homenageado durante o XIII Encontro de Poesia Ibero-Americana hoje no Teatro Liceo, da cidade de Salamanca. O Encontro coordenado pelo poeta Alfredo Pérez Alencart e tem como assessores os professores da Universidade de Salamanca Juan Antonio González Iglesias, Francisca Noguerol Jimènez e Carmen Ruiz Barrionuevo. Para além de António Salvado, os poetas Isel Rivero (Cuba), Rómulo Bustos Aguirre (Colombia), Juan Carlos Mestre (España), Óscar Rodríguez (España), Marcelo Gatica (Chile), Frank Estévez (España), Juan Carlos Galeano (Colombia), Boris Rozas (Argentina-España), Margarita Arroyo (España), Luis Guillermo Alonso (España), Ernesto Román Orozco (Venezuela) e Harold Alvarado Tenorio (Colombia) são os poetad presentes. O poeta brasileiro Carlos Nejar e o português António Osório representarão a língua de Camões. António Pedro Pita, Director Regional da Cultura do Centro, também vai estar presente nesta manifestação de intercambio entre poéticas de língua ibérica, organizado pela Fundação Salamanca, com a apoio da Fundacion Caminho d ela Lengua Castelhana e do Ministério da Cultura de Espanha.

O poeta hispano-peruano Alfredo Pérez Alencart, apresentará uma ampla antologia de Salvado, com o título “A Hora Sagrada”, que inclui composições dos poetas participantes e obras do pintor Miguel Elías. António Salvado nascido em Castelo Branco em 1936, é poeta, ensaísta e antologiador. Está traduzido em castelhano, francês, italiano, inglês e japonês. Verteu para português, entre outros, os poetas Cláudio Rodriguez, Ricardo Paseyro ou António Colinas. Licenciado em Letras tem dividido a sua vida profissional pelo ensino e pela museologia. Para a critíca do “Diário de Notcias”, Maria Augusta Silva: “Numa leitura (ou releitura) da poesia de António Salvado sente-se o quê? Uma estética do sentir? Uma estética formal? Ambas, por certo, e fazem-se num casamento de equilíbrios, prestando justiça a Schiller quando filosoficamente advoga que, no ser humano, distinguem-se o "impulso sensível" e o "impulso formal", um e outro reciprocamente moderadores no intento da sonhada harmonia. É essa grande harmonia regeneradora que se desenvolve na obra poética de António Salvado.” Algo que criado a partir da nossa Beira, ultrapassou todas as fronteiras.

quarta-feira, outubro 06, 2010

HOSPITAL DE SÃO FRANCISCO XAVIER

OPINIÃO
Já aqui disse por variadas vezes, que o blog " Castelo Branco o Albicastrense " tem como principal vertente falar de Castelo Branco. No entanto, como o seu autor não tem palas nos olhos que o impeçam de ver o que se passa ao seu redor, sempre que se justifique (o que aliás já aconteceu várias vezes), poderei falar aqui de situações que pense serem merecedoras de serem divulgadas, quer no bom ou no mau sentido. É muito comum ouvirmos este ou aquele, bater nesta ou naquela instituição, acrescentando logo de seguida, que na terra do beltrano ou sicrano é que as coisas funcionam como deve de ser. É igualmente comum darmos porrada nesta ou naquela instituição pela prestação um mau serviço, porém, quando as situações correm como devem correr, facilmente argumentamos que eles estão lá para isso.
Vem esta conversa a propósito de uma situação que aqui quer divulgar; encontro-me há alguns dias fora de Castelo Branco, (pois estou na casa do filhote a passar meia dúzia de dias e de onde estou a publicar este post), quando menos se esperava, senti-me mal e tive que recorrer ao Hospital de São Francisco Xavier para saber qual era o problema. Fui às urgências deste hospital público, (eu disse público!), contei o meu problema no balcão e esperei cerca de 10 minutos na sala de espera; fui chamado para saberem da gravidade do meu problema (senha verde), voltei para a sala de espera; cerca de cinquenta minutos depois, estava perante um jovem médico.
Fui observado de forma exemplar por esse médico; que de imediato, mandou que me fizessem um electrocardiograma
, análises, raio X (ou chapa aos pulmões como antigamente de dizia) e por fim, uma sessão de aerossol, para poder respirar melhor. Nova espera; cerca de hora e meia depois, tinha o resultado na mão. No total; em pouco mais de três horas, tinha o diagnóstico do meu problema. Mas não é tudo! Durante esse tempo caíram nas urgências deste hospital, dezenas e dezenas de pessoas que vinham do Amadora-Sintra, cujas urgências tinham sido inundadas no dia anterior. Meus amigos!… Dizia no início deste post, que temos a obrigação de denunciar situações de mau funcionamento ou negligência, (o que aliás aqui faço com muita regularidade sobre o dia-a- dia da nossa cidade).
Pois desta vez, quero "denunciar" o bom trabalho realizado por todo pessoal do referido hospital, que me assistiu e dizer a alguns profetas da desgraça, que o nosso Serviço Nacional de Saúde está bem e se recomenda.
Por fim; ao doutor Ricardo Bernardo, (que não conheço, nunca visto em lado nenhum, que dificilmente voltarei a ver e que nunca irá ler este post) o meu BEM-HAJA, pela forma dedicada e interessada como tratou o autor deste blog.
O Albicastrense

sexta-feira, outubro 01, 2010

JORNAIS DA MINHA TERRA



IMPRENSA DA MINHA CIDADE
UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (II)
Em 31 de Janeiro de 1889 aparece outro semanário; “O Distrito de Castelo Branco”. Tinha como director e redactor, Carlos Correia Sampaio, (no número 12, foi substituído por António Rodrigues Cardoso).
Como editor António Rodrigues Cardoso. Como administrador Joaquim Lúcio Pelejão. Era impresso na tipografia, Joaquim Lúcio Pelejão. Tinha Administração no Largo da Sé. A sua periodicidade era semanal.
Dizia... “não ter política e não procurar adeptos”. Finou-se no número 816, saído a 5 de Setembro de 1906.
Nota: Neste jornal aparece pela primeira vez o nome de António Rodrigues Cardoso. Cardoso nasceu em Sobreira Formosa, no ano de 1865 e faleceu no dia 28 de Janeiro de 1944. A ele se devem as famosas crónicas “Efemérides” publicadas durante quase quatro anos, nos jornais “Era Nova e Beira Baixa” que assinava com o as iniciais “ARC”.
Foi professor do ensino particular, complementar e da Escola do Magistério Primário. Foi um erudito jornalista e chefe da secretaria da Câmara Municipal de Castelo Branco, desde 1905 a 1926.
Foi director dos seguintes semanários regionalistas; Do jornal “Distrito de Castelo Branco”, desde 31/1/1889 a 17 de Maio de 1906. Do jornal “Gazeta da Beira”, desde 8 de Julho de 1906 a 2 de Outubro de 1910. Do jornal “O Beirão” de 8 de Dezembro de 1912 a 10 de Fevereiro de 1917. Do jornal “Era Nova”. E por ultimo o jornal “Beira Baixa”. Durante largos anos foi dirigente administrativo da casa Agrícola Tavares Proença.
Nos anos cinquenta do século passado, resolveu a nossa autarquia atribuir o seu nome a uma das ruas da nossa cidade (transversal que vai da Avenida Humberto Delgado, para o antigo Convento de S. António) no entanto, esta pequena homenagem é ainda hoje muito pouco para o que este homem deu à nossa cidade.
Em 1889 reaparece “O Albicastrense”. Tinha como director Carlos Correia Sampaio e tinha sua redacção na rua de Santa Maria. Tinha Sede Administrativa na Rua de Santa Maria e era impresso na tipografia do Correio da Beira. Dizia-se Independente de todos e quaisquer partidos políticos.
Nota: Tal como da primeira vez, oito messes depois do seu aparecimento, sumiu-se sem deixar rasto.
Em 1993 aparece “O Cabula” folha humorística. Tinha como director Manuel Paiva Pessoa (que viria a ser director do nosso museu em 1926). Como editor António Rodrigues Cardoso. Tinha a Sede administrativa na Rua da Sé e era impresso na tipografia de Artur da Silva. Era bimensal e publicou 26 números, o ultimo dos quais em 1896.
Nota: 26 números em 11 anos! Deveria ter muita pouca graça... pois ficava-se pela publicação de dois número por ano, embora dissesse que era bimensal.
Ainda em 1893 veio à luz, “A Defesa da Beira”. Publicava-se aos domingos.
Era impresso na tipografia do seu editor e proprietário, António da Trindade Cardoso e Silva, na rua dos Ferreiros. A partir do segundo ano começou a ser impresso na rua de Santa Maria, tinha administração e tipografia na rua dos Peleteiros.
Nota: Deste pouco ou nada se sabe.
A primeira publicação que se conhece do século XX na nossa cidade, aparece em Dezembro de 1900 e tinha por titulo: “Retratos da Beira”.
O primeiro numero saiu a 8 de Janeiro de 1900 e e tinha por director, Artur Silva (o mesmo que tinha sido director da folha Humorística “O Cabula), e era impresso na sua própria tipografia, que se situava na Rua do Pina.
Era editor e proprietário, José Luís de Carvalho. Dizia-se: Publicação quinzenal, ilustrada que se proponha inserir em cada numero um ou mais retratos de homens sem distinção de classes ou partidos, que na província da Beira Baixa se tenham evidenciado.
Nota: Segundo sei, publicou sempre um retrato na sua primeira pagina: Manuel Vaz Preto, no primeiro numero, João Franco no segundo, José Maria Veiga de Silva Campos de Melo no terceiro, José Joaquim de Sousa Cavaleiro no quarto, (do quinto nada se sabe) e Afonso Costa no sexto numero. Terminou neste mesmo numero, em Fevereiro de 1901.
Nota: Publicou ainda esta revista algumas biografias de políticos albicastrenses, assim como fotografias da nossa cidade do inicio do século XIX. Tentei encontrar na nossa biblioteca algum exemplar desta revista, infelizmente por ali não existe qualquer exemplar desta revista.
(Continua)
Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e actuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca da nossa cidade.
O Albicastrense