terça-feira, novembro 29, 2011

TRISTEZAS DE UMA CIDADE




RUÍNAS DA VELHA GARAGEM DA BEIRA
A palavra “ruína” tem segundo a Wiklipédia Livre, o seguinte significado: “Ruína, do latim ruina, com o significado de ruir, cair, arquitetonicamente é o termo que descreve o resto, destroço ou vestígio de uma estrutura. Muitas civilizações deixaram suas ruínas como único vestígio; outras, como marca mais forte de sua arquitetura. Isto se aplica às famosas ruínas gregas, às construções em Angkor e às ruínas maias. Figurativamente pode designar decadência, degradação ou perda de crédito financeiro”.
Perante o que nos diz a Wikipédia Livre, este albicastrense só pode mesmo pro-pôr aos responsáveis pela autarquia da sua terra, que comecem desde já a preparar a candidatura das ruínas da antiga Garagem da Beira, à candidatura de ruínas de interesse nacional. Pois, se umas tais ruínas de: Pompeia, Conimbriga, Tiahuanaco, Acrópoles de Antena são de interesse mundial, as ruínas da garagem da beira datadas do meio do século passado, são igualmente merecedoras de interesse planetário.
Agora mais a sério! Dois anos após o início do derrube desta garagem, os albicastrenses nada sabem sobre os motivos que levaram à suspensão das obras no local. Onde antigamente existia uma velha garagem em avançado estado de degradação, existe hoje um monte de ruínas à espera não se sabe do quê!...
Se alguém ali cometeu uma burrice, é bom que essas pessoas sejam responsabilizadas pelo facto, e que de imediato se encontrem soluções para tornar toda aquela zona, numa zona que orgulhe a cidade e os albicastrenses. Ou será que nos cérebros dos responsáveis pela situação existente, reina um deserto de ideias para o local?
Em dezembro de 2009, perguntei num poste que aqui publiquei sobre o derrube da garagem da beira (entre outras coisas), o seguinte:
Está esta obra a ser seguida por responsáveis devidamente competentes, e conhecedores da história da minha terra?
Segundo parece os meus receios tinham razão de ser, pois pelo estado em que tudo se encontra, fica-se com a ideia que tudo foi tratado (no mínimo) em cima do joelho, e quando assim é, o resultado é uma grande cagada.

O Albicastrense

sexta-feira, novembro 25, 2011

AMATO LUSITANO - SABORES INTEMPORAIS

OS SABORES INTEMPORAIS
DE
AMATO LUSITANO

Tal como aqui anunciei, realizou-se entre os dias 10 e 12 do corrente mês em Castelo Branco, o Congresso; “500 anos – os saberes intemporais de Amato Lusitano”.
A realização deste congresso, foi uma justa homenagem a um dos mais ilustres albicastrenses de sempre.
Aos responsáveis pela sua realização, este albicastrense só pode mesmo dizer bem-haja e pedir para que tudo o que se passou no congresso seja publicado, para que todos aqueles que o desejarem, possam ter acesso ao que por lá se passou.
Tal como disse na altura, não assisti ao congresso por não estar em Castelo Branco, contudo, chegaram-me às mãos alguns dos documentos ali distribuídos, documentos que irei aqui publicar pouco a pouco.
Começava com um pequeno documento que tem por titulo: “Os Sabores Intemporais de Amato Lusitano”.
Ao ler este documento, confesso que fiquei com água na boca pela “receita” que Amato lusitano receitou ao Oliverio.
Numa terra onde os pratos típicos são quase inexistentes, não seria uma boa ideia transformar esta “receita” medicinal, numa verdadeira ementa gastronómica?
MANJAR DE FÍGADOS....
ARROZ FEITO EM LEITE....
SUMO E GRAINHAS DE ROMÃ....

Senhores proprietários da restauração albicastrense, a crise no sector é danada, para sair dela torna-se (entre outras coisas) ter imaginação e ser audaz.
Que tal prepararem tachos, panelas e todos os ingredientes necessários, para porém estes pratos na mesa dos albicastrenses e de todos aqueles que nos visitam?
Não é todos os dias, que se tem oportunidade de confeccionar pratos com 500 anos de idade! Toca a pôr estes pratos na gastronomia dos albicastrenses....
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 23, 2011

POETAS E ESCRITORES DA MINHA TERRA




POETA ANTÓNIO SALVADO EM DOSE DUPLA

Sessão de leitura do livro "O SOL DE PSARA", editorial Licorne do poeta António Salvado e apresentação da obra “Conjunto de Sonetos seguido de Novo Livro de Odes e de Redondilhas e Heróicos Quebrados”, da Palimage, dia 25 de Novembro, Sexta, pelas 18h.00, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco. A sessão contará com a presença do poeta beirão Manuel Silva-Terra, da Professora Maria de Lourdes Gouveia Barata e elementos do grupo Váatão.
Como escreve o crítico Alfredo Pérez Alencart: “A ampla trajectória de António Salvado, baseada fundamentalmente numa extraordinária riqueza métrica própria de uma poesia culta revisita, muitas vezes, os caminhos amorosos prestando uma atenção constante ao canto interrogativo do ser e elegíaco, numa celebração constante do gozo da vida.”. Uma poesia densa para Nicolão Saião que escreveu: ”Há um verso que a meu ver descreve com exactidão o mundo da escrita de António Salvado: só a natureza purifica os sons”, diz ele a dada altura no poema dedicado a Claudio Rodriguez. (Claudio Rodriguez, sublinho, ou seja: um dos poetas europeus onde a natureza se confrontou decisivamente com os sons duma modernidade assumida, reencaminhada nos troços vicinais de um continente que não perdera de vista a claridade da Grécia mas sabia ser impossível não a tentar reconverter através do mergulho achado em Rimbaud e Dylan Thomas). Poeta da natureza, António Salvado?

Sim, mas também da linguagem que a certifica, perpassa e ultrapassa. Conhecedor dos clássicos, sempre soube viajar pela comovida desconstrução da escrita. E, assim, é um contemporâneo tanto dos que se foram como de todos os outros que a seguir irão vindo.”Uma voz singular da nossa cidade que há que continuar a escutar".
O Albicastrense

segunda-feira, novembro 21, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA TERRA - XVIII

CASTELO BRANCO ANTIGO
A imagem que coloco à descoberta dos visitantes, foi publicada no antigo jornal “Beira Baixa”, em 1957.
As perguntas desta vez são duas: em que local da nossa cidade foi a imagem captada, e o que fazem as pessoas ali reunidas?
Será que esperavam pelo inicio da missa?
Será que esperavam pela morte da bezerra?
Ou será que esperavam pelas novidades do dia de são nunca à tarde?
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 17, 2011

REVISTA ESTUDOS DE CASTELO BRANCO - VIII

"ESTALAGENS E ESTALAJADEIROS"

O oitavo “post” sobre a revista “Estudos de Castelo Branco”, faz parte do artigo publicado por Fernando de Portugal na referida revista, trabalho que tem como título: “Cinco notas para a história de Castelo Branco”.
Depois da primeira nota; “Pelourinho de Castelo Branco”, aqui fica a segunda; “Estalagens e Estalajadeiros”.




O Albicastrense

quarta-feira, novembro 16, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LIII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Na sessão do dia 24 do citado mês de Setembro foi apresentado, logo de entrada, o seguinte requerimento:

“Diz João Antunes Pelejão Medico desta cidade que ele tem servido o partido desta Câmara deste muito antes do São João proximamente passado por molestia e empedimento do Dr. António Tavares Neves medico do dito partido e hoje falecido e porque não he tão justo do que participar do comodo o que sofre os incomodos, e o satisfazer com o premio ao que trabalha tende o Sup. Carregado e carregando ainda com os incomodos, e trabalhando da serventia do ponderado partido pertende se lhe contribua desde o dito dia de S. João por diante com o mesmo ordenado que vencia o dito falecido medico enquanto o Sup. se não munir com provizão para o receber visto que entretanto reconhecendo as rezoens que assistem ao mesmo Sup. não duvida o Dr. Provedor abonar nas contas deste conselho o ponderado ordenado.
Pede a V. S. S. Sr. Presidente e mias officiais da Camara sejão servidos mandar-lhe contribuir com o ponderado ordenado desde o tempo sobredito ficando o Sup. responsável a obter Provizão em tempo conviniente. E R M”.

Devemos confessar que o requerimento não é precisamente um modelo. Se o bom do médico não entendia mais de medicina do que de bom português, grandes contas terá dado a Deus pelos doentes que lhe caíram nas unhas.
Mas os vereadores não se preocuparam com a redacção do requerimento. Entenderam que estava muito bem feito o pedido, que o medico tinha razão, visto “carregar só com o peso que athegora estava repartido por dous”, e por isso foram de parecer que devia cobrar o ordenado que recebia o médico falecido “desde o dia de São. João proximo passado em diante e isso alem do partido que ele já tinha”. Abotoava-se com os dois ordenados, o felizardo.
Impunham-lhe porém duas condições: havia de “mandar vir a Provizão dentre de seis meses” e havia de curar de graça os doentes pobres.
Depois disto, nomearam os “almotasseis para servirem nos três meses de Outubro, Novembro e Dezembro” e foram para suas casas muitos satisfeitos “por não haver mais que despachar”.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

segunda-feira, novembro 14, 2011

COMENTÁRIOS - XIV


DAR PALAVRA

MORREU JOSÉ FEVEREIRO
Amigo Serrasqueiro.
Mais que aceitar o seu comentário, ele aqui fica também como em post, pois José Fevereiro não só o merece, como assim o exigem todos os verdadeiros albicastrense
Carlos Serrasqueiro disse...
Permita-me o responsável deste "Mui Digno Blog", a ousadia de colocar este meu "comentário informativo" junto de um artigo que diz respeito a ilustres do Séc. XXIII. Como considero a pessoa que eu hoje gostaria de homenagear, um verdadeiro "ilustre", achei por bem que outros ilustres de séculos passados não se iriam incomodar com este meu "ilustre amigo" deste século! Lamentavelmente, hoje domingo 13/11/2011, faleceu mais um verdadeiro Albicastrense. Um jovem (dos anos 50/60), que muito contribuiu para a vida artística da nossa cidade. Para uns, o seu nome não dirá muito, para outros, trará conerteza muitas recordações... Na certeza porém, quase todos nós, dança-mos ao som da sua música, e foi através dele que vi muita alegria transplantada nos rostos dos Albicastrenses. Além do exemplar funcionário da empresa Danone que sempre foi, (já aposentado), foi também elemento de vários Conjuntos Musicais da cidade, entre os quais se destacam o Zaranza Bit, e o Contraponto. Obrigado José Fevereiro, por tudo aquilo que fizestes por esta cidade, de que tanto gostavas!
O Albicastrense

sábado, novembro 12, 2011

Rua da Discórdia



“Lima Fernandes” substitui “Marechal Spínola” em rua de Alpiarça.
A notícia sobre esta decisão, caiu como uma bomba em quase tudo o que é comunicação social, parecendo até, que a mudança de nomes, poderá ter sido um acto de injustiça para com um dos intervenientes, e um acto de justiça para com o outro.
No entender deste albicastrense, a decisão da câmara de Alpiarça só a ela e aos alpiarcenses diz respeito, por isso nada tenho a acrescentar, contudo, como não sou cego e muito menos anjinho, sei que as opiniões se vão dividir em relação à decisão que a autarquia alpiarcense tomou.
E como sempre, não vai faltar quem aponte intenções políticas a esta decisão, contrapondo que Spínola até foi opositor a algumas políticas do regime anterior, nomeadamente à política colonial, e que depois de instaurada a democracia, foi nomeado presidente da República Portuguesa.
A estes irão responder, aqueles que defendem que às ruas de uma qualquer terra, devem ser atribuídos os nomes de personalidades locais, que estejam de algum modo ligadas à terra que os viu nascer e muitas vezes á terra onde estão os seus restos mortais.
Confesso que estou entre aqueles que defendem (salvo algumas excepções) que cada localidade deve dar às suas ruas, praças ou largos, nomes de filhos seus.
Para quem contesta este medida, apenas um pergunta: será mais importante para qualquer cidadão, ter o nome de uma personagem de âmbito nacional numa das ruas da sua terra (que aliás já tem centenas de ruas com o seu nome espalhadas por Portugal) em vez de ter o nome de um filho da terra que se destacou?
Contudo o que me leva a escrever este post, é lembrar aos albicastrenses, que esta medida nada de inovador, em Castelo Branco quando da implantação da república, foi um “ver-se-te-avias”, pois os republicanos resolveram de uma “penada”, mudar grande parte dos nomes da velha urbe albicastrense, para nomes ligados à república, anos mais tarde alguns dos velhos nomes foram repostos.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 10, 2011

CONGRESSO - Os saberes intemporais de Amato Lusitano




Infelizmente este albicastrense não pode estar presente, em virtude de não se encontrar em Castelo Branco, mas daqui manda um grande abraço, aos responsáveis por esta grande iniciativa e convida todos os albicastrenses (a entrada é livre) para assistirem ao mesmo.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 09, 2011

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XXIII

LEONARDO NUNES
(14??-1569)
Formou-se em medicina e exerceu clinica em Castelo Branco. O primeiro documento que se lhe refere data de 17 de Julho de 1522, data em que designado por bacharel e residente em Castelo Branco, lhe é passada carta de físico e, autorizado por el-rei D. João III a curar em todos os seus reinos e senhorios.
Por carta regia de 23 de Março de 1536 é nomeada físico da Casa da Suplicação, com o ordenado de 2400 reis por ano.
Nesta carta e nas demais se lhe dá o titulo de licenciado. Foi também fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, cujo hábito recebeu em Tomar a 19 de Dezembro de 1546.
Serviu a Casa de Bragança de que tinha 20.000 reis de tença, impondo-se à consideração de todos pelas suas qualidades profissionais e, tecendo-lhe os maiores elogios D. João. Conde de Redondo, numa carta datada de 1541, em que agradece a el-rei o ter-lhe enviado Leonardo Nunes, para o tratar e a sua família.
A ele se refere também o celebre Amato Lusitano, seu patrício, dizendo: “Leonhar dus Nuius est premios opud dignitates obtineat”.
A 4 de Maio de 1554 é nomeado fisico-mor do reino por falecimento de Mestre Diogo, tendo 4240 reais por ano de vestária e, mais tarde em 16 de Setembro de 1554 é designado para exercer interinamente as funções de cirurgião-mor do reino. Faleceu a 19 de Janeiro de 1569, devendo-lhe suceder no cargo de fisico-mor seu filho o Dr. Ambrósio Nunes, segundo um alvará de lembrança que se não cumpriu inteiramente, ficando porem a receber e tença de 80.000 reis, enquanto não fosse provido outro oficio que os valesse.
Foi casado com D. Leonor Coronel, filha de mestre Nicolau Coronel físico da Câmara de D. Manuel I, de que houve uma geração distintíssima.

Texto da autoria de: Manuel da Silva Castelo Branco
O Albicastrense

domingo, novembro 06, 2011

ASSEMBLEIA DE CASTELO BRANCO


IMAGENS DO MEU DESALENTO
Ao passar à porta da velha casa que deu guarida à Assembleia de Castelo Branco durante muitos e muitos anos, reparei que alguém rebentou com uma das almofadas da porta.
Como sou um pouco curioso, espreitei pelo buraco feito na porta e vi o pobre espetáculo, que as fotografias ilustram este poste mostram, como trago quase sempre comigo uma pequena máquina fotográfica, aproveitei para captar as imagens que aqui postei.
É costume dizer-se: “O que os olhos não vêem, o coração não sente”, pois, tal é bem verdade! Ao ver o triste espetáculo que as fotografias nos mostram, confesso que fiquei um tanto ou quanto abalado, uma coisa é ler-mos ou ouvirmos que os albicastrenses deixaram morrer a velha Assembleia de Castelo Branco, outra é ver-mos no local os poucos haveres que ela tinha, à espera de irem para o caixote do lixo.
Muito já se falou e escreveu, sobre esta velhinha colectividade da minha terra, (a segunda mais velha do pais), contudo, nada se fez para a ajudar a sair do buraco que alguns, que se dizem albicastrenses, a deixaram afundar.
Não vou aqui culpar quem quer que seja pelo triste fim da velhinha Assembleia de Castelo Branco, pois as culpas nunca são de um indivíduo em particular, mas antes de um conjunto de indivíduos, porém, sempre posso desabafar e gritar bem alto!

ONDE ESTÃO OS ALBICASTRENSES QUANDO AS COLECTIVIDADES DA SUA TERRA, NECESSITAM DELES!?
Depois do desabafo, só me resta mesmo perguntar: Será que numa outra terra, os seus habitantes ficariam serenamente (na bancada) a assistir ao afundamento de uma colectividade com mais de cento e cinquenta anos, sem mexer palha?
Responda quem quiser ou souber, pois este albicastrense começa a ficar sem palavras (se é que alguma vez as conseguiu ter) para este deixa andar, ou quanto pior melhor.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 03, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XVII



CASTELO BRANCO ANTIGO
A fotografia deste mês, terá sido captada na década de cinquenta ou sessenta do passado século.
O local que esta velha fotografia nos mostra, está hoje muito diferente, contudo se olharmos para ela com algum cuidado, facilmente encontramos nela algo que ainda hoje se encontra no local, independentemente dos anos passados.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 01, 2011

VELHOS JORNAIS DA MINHA TERRA - V



UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS
Em Agosto de 1919 surgiu à luz do dia o jornal; “A VOZ DA RAZÃO”. Este periódico tinha como subtítulo; “Pela verdade, pela justiça e pela legalidade”.
Tinha como seu director; Fernando Pardal. Como redactores e Secretários; José Maria Curado e José da Cruz Mendes. Eram seus administradores; João Ribeiro Costa e Florindo Bispo.
Era impresso na Empresa Tipográfica Lda, com sede em Castelo Branco.
Tinha como estatuto redactorial; “Ser uma folha defensora dos empregados das barbearias de Castelo Branco”. Dizia que iria ser publicado, quando os interesses da classe assim o exigisse.
Nota: Então não é, que os interesses dos barbeiros se finaram com o primeiro numero!...
Em Setembro de 1919 apareceu em Castelo Branco, o primeiro número do jornal republicano, de sensibilidade política sidonista. Tinha por titulo; “A DEFESA DE CASTELO BRANCO”. Tinha com director, administrador e editor; José de Sousa Viera, (o qual posteriormente veio a ser substituído por Eurico Salles Viana).
A sua administração tinha a sede na rua Machado dos Santo, (?) era propriedade da empresa de defesa de Castelo Branco.
Era composto e impresso na tipografia Casa Progresso em Castelo Branco. Dizia ser; “Um Jornal Republicano, conservador e extremo defensor dos interesso locais”.
Terminou com a publicação do número 12, em Outubro de 1919.
Nota: É caso para dizer que os referidos interesses locais, morreram ao fim de uma dúzia de edições.
Em 1920 reorganizou-se o partido republicano, e vem à luz do dia; “A PROVÍNCIA”. Tinha como seu director; Jaime Lopes Dias, e como administrador; João Graça. A redacção estava instalada no Largo de S. João.
Após um ano de existência, a responsabilidade do jornal passou para António Trindade, (médico e director da Escola Primaria Superior).
No final de 1922 foi suspense. Reapareceu em 28-1-1923, tendo como administrador; Joaquim de Matos Borata e passou a ser o órgão do Partido Republicano Nacionalista.
Em 1923 foi interrompido por duas vezes, em Dezembro desse ano, o dr. Trindade foi nomeado Governador Civil e passou a direcção do jornal para José de Barros Nobre.
Nota: Na biblioteca municipal existem alguns exemplares deste jornal. Terminou com o número 124, em 30 de Dezembro de 1923.
Em Setembro de 1921, começou a ser publicado um novo jornal. Tinha como título; “O ALBERGUE”. Tinha como director; O Padre Baltazar Dinis de Carvalho. Como administrador; José dos Santos Portela Feijão, que era também editor.
Era impresso na Tipografia Progresso, em Castelo Branco. Dizia; “Destinar-se a angariar meios para a criação dum albergue, em Castelo Branco” Eurico Salles Viana fez publicar em 1922 dois números especiais sobre a travessia de Gago Coutinho e Sacadura Cabral e, sobre a inauguração do monumento aos mortes da Grande Guerra, monumento que foi erguido no Centro da Devesa.
Terminou em Setembro do mesmo ano, com a publicação do número quatro.
Nota: Para quem tinha tantas ambições, morreu designadamente depressa de mais.
Em 1923, Manuel José Oliveira Pio, sargento da G.N.R. Aparece como director de “AURORA”. Este semanário era editado por; João Marques Pereira e tinha como administrado; Francisco dos Santos Chambino.
Era impresso na Rua da Granja, e dizia-se; “Humorístico e alheio à politica!”. Publicava-se aos domingos.
(Continua)
PS. Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e actuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
Albicastrense

RUAS DA ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO

AS MINHAS IMAGENS  ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE  O  Albicastrense