sábado, maio 31, 2014

O CINEMA NA TERRA ALBICASTRENSE


Volto hoje a um tema que já aqui abordei várias vezes, estou a fazê-lo em virtude de até à presente data pouco ou nada ter sido feito para o resolver, independentemente de promessas feitas.
Quando à cerca de dois anos o Fórum de Castelo Branco encerrou as quatro salas de cinema, muitas foram as promessas de que a situação seria transitória e que a curto prazo o problema seria resolvido.
Convém contudo esclarecer, que o encerramento das salas do Fórum não foi um exclusivo da terra albicastrense, pois também na Covilhã e noutras localidades tal aconteceu. Quando do encerramento das salas no Fórum, alguém com responsabilidades na terra albicastrense veio a publico afirmar o seguinte:

estou já em contactos com as principais distribuidoras para fazer com que os filmes comerciais regressem ao Cine-Teatro Avenida, a principal sala de espectáculos de Castelo Branco” a mesma pessoa explicou à Lusa que: “só deixamos de se fazer sessões de cinema no Cine-Teatro Avenida, porque abriram salas particulares na cidade e não fazia sentido concorrer-se aos privados”.

Dois anos depois qual é o cenário? Constatamos que a sala de cinema da Covilhã, Cineplace Serra Shopping reabriu portas em outubro passado, assim como noutras localidades.
Perante a abertura da sala da Covilhã e noutras localidades, seria de esperar que em Castelo Branco o mesmo tivesse acontecido, porém, os responsáveis do fórum num frenesim dos diabos, arrasaram as salas de cinema para construírem mais uma loja de roupa, (será assim tão lucrativo o negocio da roupa?).
Perante tal revés, será que estamos condenados a ter que ir à Covilhã ver uma qualquer estreia de cinema comercial? 
Palavra que este albicastrense não consegue entender que a “tal cidade virada para o futuro de que muitos falam”, não consiga dar aos seus habitantes a possibilidade de assistirem a um estreia cinematográfica, ou ir ao cinema quando muito bem entenderem.
Como os responsáveis pelo Cine-Teatro Avenida parecem não estar interessados na exibição de cinema comercial, este albicastrense (cuja cabecinha pensadora não pára), propõe que se crie uma “quadrilha” (quadrilha de bons albicastrenses), para que perante tão desgraçada circunstância, se proponham reabrir a antiga sala de cinema S. Tiago. Cinema que foi encerrado para que as salas do fórum abrissem e que segundo me foi dito, está como se tivesse sido fechada à dias.
A abertura da sala de cinema no centro comercial S. Tiago, poderia igualmente ser o tiro certeiro para voltar a dar vida a um local que bem merece ser ajudado pelos albicastrense. 
Estarei eu a sonhar acordado, ou esta minha sugestão tem pernas para andar?
TODOS PELA REABERTURA DA SALA DE CINEMA S. TIAGO...
O Albicastrense

quarta-feira, maio 28, 2014

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – LXXXVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
À sessão de 22 de Maio de 1796 segue-se a de 8 de Junho. Logo de entrada os vereadores ocuparam-se dum assunto de “vulto”, como se vê pelo que diz a acta respectiva:
Nesta Vereação foy determinado que visto a nescessidade que havia de huma caza para matadouro dos assougues do Gado que neles se mata e não haver outro mais comodo para o dito fim senão a caza que serve de Palheyro que he de Simão da Costa Sevada que trazia arrendado Pedro Gil pelo preço annual de dous mil reis se tomasse de arredamento por conta do conselho para o sobredito fim pela mesma renda de dous mil reis e que esta determinação se notificasse ao feitor do dito Simão da Costa e ao arrendatário para a largar e que a dita renda corra do dia sete do corrente mez que principiou por conta desta Camara”.
A seguir os vereadores quiseram saber a lei em que viviam a respeito de dinheiro e para isso mandaram que “se exzaminasse os livros da renda e despeza e arremataçoes do mesmo Conselho para se saber se ouve nellas algum engano e se há sobejo ou alcansse”.
E não se limitaram a isto: determinaram que dai em diante se fizesse o mesmo de seis em seis meses, e que o escrivão da Câmara apresentasse para este fim os livros necessários e que fosse o procurador da Câmara o encarregado de ”exzaminar os mesmos livros e rever as contas”.
E, não contentes com isto, os bons vereadores: ”Determinarão mais e nomearão para Sindico desta Camara ao Dr. Joze dos Reys Teixeira Castellão desta Cidade pelo que vencerá pelo seu trabalho oito mil reis annuais que serão lanssados em despesa conforme era costume antigo nesta Camara e qual servirá e cumprirá em tudo segundo as obrigações do dito cargo e segundo o custume”.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”, o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

domingo, maio 25, 2014

O BARROCAL É NOSSO


PEDRAS COM IDENTIDADE

Estive ontem no Museu Francisco Tavares Proença, onde participei na iniciativa: “O Barrocal é Nosso” - pedras com identidade - confesso que vim de lá bastante satisfeito, pois o encontro foi bastante interessante.
Independentemente dos resultados que possam surgir do que ali foi falado, vamos aguardar para ver se esta iniciativa dá frutos, ou se apenas serviu para que cerca de três dúzias de albicastrenses, contassem memórias suas no barrocal. Parar é deixar tudo na mesma, por isso, o caminho só pode ser o da continuidade desta iniciativa, se assim não for (tal como disse anteriormente) estaremos mais uma vez, perante um rolo de desabafos de gente que muito gosta da sua terra, mais que pouco mais pode fazer que isso.
Os amigos do museu estão pois de parabéns, todavia é necessário continuar esta iniciativa. Como as ideias são como as cerejas, pois aparecem umas a seguir às outras, aqui vai uma ideia: que tal convidar os jovens albicastrenses a fotografar o barrocal, e depois realizar uma exposição no museu, com algumas das imagens recolhidas?

Ps. A dupla “Bigodes & Companhia”, associou-se a este “poust” com uma tira humorística.
O Albicastrense

quinta-feira, maio 22, 2014

VELHOS ESTABELECIMENTOS DA TERRA ALBICASTRENSE

PASTELARIA BELAR
Já por variadas vezes aqui falei dos velhos estabelecimentos da terra albicastrense, desta vez vou falar sobre um, que este ano vai comemorar meio século de existência mas cujo futuro, (não querendo ser pessimista) pode estar comprometido a curto prazo.
Nas minhas buscas em velhos jornais da cidade, encontrei no jornal “Beira Baixa” o pequeno recorte que está neste “poust”, a notícia diz respeito à inauguração da Pastelaria Belar e saiu no dia 6 de Dezembro de 1964.
Perante este meio século de existência, resolvi ir à Belar beber um café e tentar saber um pouco da sua história e da sua atual situação.
Confesso que ao entrar na Belar e ao olhar para o local, não pude deixar de matutar: “hoje já não se fazem locais como este”. José Mendes Marçal, atual proprietário da Belar contou-me um pouco da história da pastelaria e do seu próprio percurso na Belar.
Disse-me o senhor Marçal, que foi convidado para trabalhar na pastelaria à 47 anos (convidado pelo proprietário de então), pessoa que depois lhe passou o trespasse. Contou-me ainda, que não são raras as vezes que pessoas surpreendidas pela grandeza da sala, lhe pedem para tirar algumas fotografias, imagens, que depois lhe enviam pelo correio. 
Nas palavras do senhor Marçal, facilmente se pode concluir que o futuro da Belar não está nada risonho, diria até, que o seu futuro parece bastante comprometido.
Foi-se o Café Arcádia, o Café Lusitânia, a pastelaria Rosel, livraria Europa América e muitas outras referencias da terra albicastrense, será que a pastelaria Belar vai a curto prazo seguir-lhes o caminho?
Meio século de existência comemora este ano a pastelaria Belar, a questão que gostaria de colocar aos albicastrenses que visitam este blog, é a seguinte:

Não deveria a autarquia albicastrense defender este tipo de estabelecimentos, uma vez que eles
 são parte da sua  história?

Os albicastrense têm a palavra, ou será que tudo isto não interessa a quem quer que seja?                               
O Albicastrense 

terça-feira, maio 20, 2014

CASTELO BRANCO - 2014 (6)

 PRIMAVERA NA TERRA ALBICASTRENSE


Imagem captada por mim,  para os muitos albicastrenses espalhados por todo o mundo.

 O Albicastrense

sábado, maio 17, 2014

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU

(OPINIÃO DE ALGUÉM QUE TINHA DECIDIDO NÃO IR VOTAR)
Em quarenta anos de democracia, nunca este albicastrense deixou de exercer o seu dever de cidadania e consequentemente ir depositar o seu voto na respectiva urna, todavia, confesso que desta vez a vontade de exercer esse direito, parecia ter ido pura e simplesmente às urtigas.
O motivo dessa insatisfação, é já não acreditar (se é que alguma vez acreditei...) nesta coisa a que alguns chamam comunidade europeia, comunidade que para certas coisas dá muito jeito a alguns bandalhos, mas que para outras o melhor é esquecerem. Todavia a minha desilusão, não fica por aqui, ela cresce e aumenta desmesuradamente, quando verifico que os tais bandalhos bem instalados em Bruxelas e com ordenados de muitos milhares de euros, (e muitas outras mordomias), se cagam muito rapidamente, para todos aqueles que iludiram com promessas e ilusões de melhores tempos. 
Os vendedores da banha da cobra, (os tais que ganham muita massa, à custa dos nossos votos) estão novamente por ai, com juras renovadas, com truques de magia barata, com dizeres que daqui para diante tudo vai melhorar, ou seja, com o mesmo cardápio de sempre. Contudo, depois de muito cogitar sobre as razões da minha revolta, lá vieram as minhas incertezas:
Se não fores votar, não estarás a votar na
malandragem que te está a rapinar todos os dias?”
Perante tal evidência, este albicastrense só pode mesmo transformar a sua revolta em oposição, afirmando que no dia 25 de maio, lá estará para cumprir com o seu dever de cidadania, independentemente de considerar esta “coisa” da Comunidade Europeia, uma grandíssima treta.
O Albicastrense

quinta-feira, maio 15, 2014

ALBERGARIA DE SANTA EULÁLIA - (FINAL)

UM DOCUMENTO HISTÓRICO
(Continuação)
O mordomo de S. Olaya foi instituído por Martim Esteves e sua mulher Maria Migueis que o deixaram a sua sobrinha Maria Eanes, casada com Vasco Eanes de Refoyos, avós de Ruy Vasques de Refoyos, personagens do período do mestre de Avis, o qual foi senhor dos direitos reais da Covilhã, senhor de Sarzedas e Sobreira Formosa e alcaide-mor de Almeida e de Monsanto. A descendência consta de vário livros de genealogias”.
Haja vista aquele Martim Esteves, homem de haveres, que instituiu o Morgado e a Capela de Santa Eulália, com assento ali na Rua dos Ferreiros, entre a porta da vila e o Postiguinho de Valadares. Não tinha o Esteves descendentes, e, por isso, chamou à administração do morgado e capela o seu parente Vasco Anes, e na sua pessoa e por anos sem conta, os seus descendentes que não fossem sandeus ou desmemoriados.
Ora um neto daquele Vasco Anes, que dava pelo nome de Ruy Vasques de Castelo Branco, o vamos encontrar na babugem da insurreição que levou ao trono o Mestre de Avis, não ainda a enaipar com a fidalgaria, mas a acamara-dar com outros escudeiros que se encontravam nas Cortes de Coimbra, segundo refere Fernão Lopes.
Trouxemos para aqui esta nota somente para se agarrar explicação capaz da ascensão dos descendentes de Vasco Anes até ás honrarias que culminam no condado de São Vicente, mas sobretudo, para se adivinhar como inchou de haveres a sua casa agrícola, que chegou a ser uma das maiores, em extensão territorial, em terras da beira...
Nem mais nem melhor se pode dizer para explicar como os descendentes de Vasco Anes , da família de Martim Esteves, chegaram a Condes de S. Vicente. Em 1666 Dom Afonso VI criou o condado de São Vicente da Beira e nomeou João Nunes da Cunha Iº Conde de S. Vicente.
Este João Nunes da Cunha era homem de altos merecimentos, e foi escolhido para Vice-Rei da Índia. Era comendador de Castelejo e de S. Romão de Herval, da Ordem de Cristo. Homem de muitas letras, publicou um Panegírico de El-rei D. João IV e deixou manuscritas algumas obras de matemática e poesia.
Em 1807 Luís da Cunha Sousa e Vasconcelos veio requerer que tendo falecido sem descendência seu irmão José da Cunha, era ele seu sucessor, e como tal requeria a posse judicial dos bens do Morgado que nesta cidade possuía.
Em 1866 o Morgado tinha entrado em franca liquidação. Neste ano da graça que está a corre, do Morgado de Santa Eulália, tudo o vento levou e dele só resta a pálida lembrança registada nestas paginas.

PS. A imagem postada neste poust, foi captada por mim quando das obras de requalificação da Praça Postiguinho de Valadares, imagem onde se podem ver restos da antiga albergaria.
Dados recolhidos em: “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco”. De Francisco Morais e José Lopes Dias.
O Albicastrense

terça-feira, maio 13, 2014

A TORRE DO RELÓGIO


 PÉROLAS DA TERRA ALBICASTRENSE

Já aqui falei muitas e muitas vezes do estado lastimoso a que deixaram chegar a torre do velho relógio da terra albicastrense.
Na última reunião da Assembleia Municipal, o deputado do PSD António Carmona, defendeu, “a classificação da Torre do Relógio e sua devolução aos albicastrenses”.
Ao respetivo deputado, este albicastrense só pode mesmo dar os parabéns pela proposta, confesso porém, que até à presente data ainda não tinha reparado que a torre tinha abandonado a terra albicastrense, será que ela seguiu o conselho do Coelho e foi para outras bandas?
Todavia, já tinha dado pela recusa do velho relógio em dar horas e pela constatação diária de quem olha para a pobrezinha da torre e a vê tão desmazelada.
Agora mais a sério: Perante a proposta do deputado António Carmona, Luís Correia presidente da autarquia albicastrense, esclareceu o deputado e a assembleia “que os serviços estavam a preparar uma intervenção na torre e que o relógio estava à espera de peças para poder ser arranjado”. Argumentando de seguida: “que é cada vez mais difícil a manutenção do velho relógio e, que não sabia até que ponto vamos conseguir aguentar o relógio, que é uma peça histórica”.
Perante as dúvidas do nosso presidente, este albicastrense propõe que se desenterre o relojoeiro responsável pela sua construção, e que os seus restos mortais sejam nomeados responsáveis oficiais, pelo bom funcionamento do relógio, pois assim sempre impedíamos: “o não sei até que ponto vamos conseguir aguentar o relógio”. Ou então, seguir a teoria maluca do Companhia, implantando no velho relógio da torre um sistema digital, (contudo, nada de Chinesices...).
                                       O Albicastrense

segunda-feira, maio 12, 2014

ALBERGARIA DE SANTA EULÁLIA - (III)

UM DOCUMENTO HISTÓRICO
(Continuação)
Das antigas casas de residência do feitor da Capela, cumulante com as funções de albergueiro, eis a referencia do “Tombo”:

Havia morada de casas junto à muralha da porta, da Vila – que pegaõ com a dita muralha da parte do norte, e do Sul com casas de Manuel Jorge solteiro mercador, e pelo oezte com a rua publica chamada a dos Ferreyros, E pello Leste com quintal da mesma casa, que tambem E deste Morgado as quais cazas tem dous sobrados, e tres salas em comprimento, e a cozinha sobre o segundo sobrado e delle se serve António Gomes pelo trabalho de feitorizar a Capella e dar os guizamentos ou aprestos para o Santo Sacrificio das Mifsas, que annuais contidianamente selebrou na Capella de Santa Eulália, e sendo estas medidas pella parte de dentro, a superfície tem de Norte a Sul duas varas, e tres quartas, e de leste a oeste, a todo o comprimento das tres casas doze varas e uma quarta e (….) da sala que parte com o quintal tem delargura tres varas e uma sezma – Tem as ditas casas seu Balçaõ para o mesmo quintal o qua tem seu Pofso com bordas de cantaria e hum figueira, tres parreyras, e dista da muralha he a chaminé da casa da ospedaria pella parte do Oeste e sudueste tres varas e meya, e do Norta, o muro tem outo varas, e do leste e sueste que he do muro até aultima quina da casa da ospedagem tem doze varas, e meya, e pollo Sul vara, e meya porque faz augulo agudo
Dos documentos depreende-se que a Albergaria de Santa Eulália continha quatro camas, e cozinha, e destinava-se a cumprir uma das Obras de Misericórdia, dar pousada aos peregrinos, isto é, facultar aos viajantes, cama, roupa luz e sal, durante três dias. 
Não se admirem olhares modernos da sua exiguidade, em relação com a vida actual, pois não eram maiores, em geral, as de outras terras do país, elas desempenhavam funções sociais bem importantes naqueles tempos. Algumas, recolhiam os peregrinos aos lugares santos e consagrados, Jerusalém, S. Tiago de Compostela, Boulogne, Guadalupe, S. Vicente do Algarve, etc., os doentes e ainda os leprosos, acumulando as diversas modalidades do exercício da caridade. Vasco pais era alcaide-mor das Covilhã e de Monsanto, na epoca de D. Afonso IV, e foi o primeiro que tomou o apelido de Castelbranco “por hã sucesso de guerra que teve nesta Villa”.
O solar dos Castelbrâcos querê algûs que seja a quinta de Val de Figr.ª Junto da Vila lla de Castelbrãco, outros querê que seja a mesma v.ª aonde erão senhores os Castelbrancos da Capella da Albergaria de S. Olaya que foi de Ruy Vasqs, de Castelbranco: os quaes erão chefes deste app.º e por casamento pasou aos Sousas Refoyos e pella mesma causa aos Cunhas Condes de S. Vicente e hoje aos Tavoras”.
Este Ruy Vasques de Castelbranco, parece ser filho de Vasco Paes, ao qual El-Rei D. João Iº, deu a Albergaria-mor de Almeida.
(Continua)
Dados recolhidos em: “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco”. De Francisco Morais e José Lopes Dias.
O Albicastrense

sexta-feira, maio 09, 2014

ALBERGARIA DE SANTA EULÁLIA - ( II )

UM DOCUMENTO HISTÓRICO
(Continuação)
O curioso documento anteriormente publicado assinala a data da instituição, o não cumprimento integral dela pelo que respeita ao hospital, melhor dizendo, albergaria, as vicissitudes dos bens vinculados e sua respectiva sucessão. A albergaria ficava vinculada à capela de morgado de Santa Eulália reza o mesmo “Tombo”.
Esta capella está sita na Rua dos Ferreyros entre a Porta da Vila e ho Postiguinho dos Valadares da parte direyta hindo para a Corredoura e comvento da Graça, e Pafsos dos Bispos deste Bispado da Guarda.
Tem Esta cappela a frontaria toda de Pedra de Cantaria laurada com hu campanário com seu sino, , e a porta virada ao Poente, Rua publica o Altar fica com respondente, E direito com a Porta principal da Entrada he de Retabulo e nelle estaõ as iamgens de he Crucificio de Marfim, com Seu Resplandor ae a imagem de Nofsa Senhora da Conceyçaõ com a sua coroa de Pratta, e a imagem de Santa Eulalia em vulto com Resplandor de Prata. Aos lados deste altar estaõ duas Portas com portados de cantaria euma ao lado esquerdo, que é a que entra para a sachrystia, e outra ai lado direito, que dá Serventia para a Albergaria, e ospedage dos passageiros.
Tem de comprimento sei varas, e uma sesma – de leste a oEste e de largo cinco varas e uma sesma de Norte a Sul.
Asachristia, que fica da parte Esquerda tem decomprimento sinco varas E de Largo duas Varas, e uma quarta, a qual tem sua fresta para o quintal que fica de Leste. A casa que serve de Albergaria eospedege aos Pafsageyros alem da porta por honde se entra tinha huma Porta para o Sul e Lado Direyto que hoje se acha tapada de pedra e outra para Leste que serve de serventia para o quintal das casas que foraõ do Prelado pertencentes a este Morgado com uma chaminé da parte do Leste, em a mesma casa se achaõ quatro barras com quatro camas para os Pafsageyros que a Caridade dos Excelentifsimos Condes lhe promptas para seu agazalho, e Recolhimento em que se podem demorar os mesmos Passageyros por tempo de tres dias a qual caza tem de comprimento quarto varas, e tres quartas e de largura tres, e meya”.
Nada existe actualmente que nos recorde a Capela de Santa Eulália, desmantelada e absorvida nas habitações da entrada da Rua dos Ferreiros. Não deve ser confundida com a Capela dos Pinas, existente algumas dezenas de metros adiante, junto do actual Instituto de Santo António (1955). Seria interessante averiguar onde se encontrará a escultura de Santa Eulália, virgem e mártir, se é que porventura existirá ainda, na sua curiosidade histórica e artística de bom exemplar quatrocentista.
(Continua)
PS. As  imagens postadas neste poust, foram captadas por mim quando das obras de requalificação da Praça Postiguinho de Valadares, imagens onde se podem ver restos da antiga albergaria.
Dados recolhidos em: “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco”. De Francisco Morais e José Lopes Dias.
O Albicastrense

quarta-feira, maio 07, 2014

ALBERGARIA DE SANTA EULÁLIA - ( I )

UM DOCUMENTO HISTÓRICO

Já por variadas vezes aqui escrevi sobre a antiga Albergaria de Santa Eulália, albergaria que existiu na rua dos Ferreiros. 
Ao encontrar no livro; “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco” um artigo sobre ela, não resisti à tentação de aqui postar o referido artigo.
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Dom João pela Graça de Deos Rey de Portugal dos Algarves e quantos esta carta virem Fazemos saber que Rui Vasques de Castelbranco nos disse que Martim Esteves morador em outro tempo em Castelbranco fez Um Morgado, e suçessor ao qual annexou e apricou muitos bens que hauvia, e manter hua Capella e hu Esprital pollos fruitos delles, o qual Morgado deixara a Vasco Annes avó do dito Ruy Vasques em tal condicom, que hoi dito Vasco Annes ouvesfe o dito Morgado, e bens delle annexos em dias desua Vida Em sua Morte, que ficasfe a hu filho qual elle escolhefse que para esto fosse édoneo, e afi aoutro filho que não fosse Sandeo, Nem desmormoriado, com aquelle que a si ouvesse o dito Mordado nom podeçe Vender os bens delle, nem escambar, nem allear, e para Renda delles mantivesse a dita Capella No dito lugar de Castelo Branco, e o dito Esprital com certos leitoz, e mandou outrosi que nenhum Byspo, nem Arcedispo nom tomafse conta nem Recado dos ditos bens, e das rendas delles ao dito Vasco Annes senam tão somente ficasse todo em seu alvidro e despposiçom e difsenos o dito Ruy Vasques, que morto o dito Martim Eztevez ouvera o dito Vasco Annes seu avó o dito Mordado e morto dito Vasco Annes ouvera o dito Morgado Ruy Vasques Padre deldito Ruy Vasques a quem o dito Vasco Anes deixava, e morto o dito Ruy Vasques, que ouvera o dito Morgado elle dito Ruy Vasques a quem o dito Seu Padre deixoi, e dezianos o dito Ruy Vasques, que He por Sua Alma e porque no m cumprira inteyramente aquillo que na dispozicon e ordenacon do dito Morgado Era conteudo com consinamento de su Mulher fizera Doacão ao dito Morgado, e quintava com elle huma parte dos bens, que elle havia, e nom mundando nas condiccoens que o dito Martins Esteves mandara e ordenara per esta guiza, que afua morte delle dito Ruy Vaz quis houvesse o dito Morgado Em seu filho, ou filha qual elle escolheçe, e asi de filho a neto per linha direita qual dos filhos ou filha escolher aquelle que o dito Morgado pessuhir e desfalecento toda linha do dito Ruy Vasques que se torne o dito Morgado ai parente mais chegado idoneo para esto da parte de seu Padre, e quem mantenha a dita Capella e ezprital, e se acontefser, que seja distinta da lenhage do dito Seu Padre, que enton eija (haja) o dito Morgado o Parente mais chegado da parte de Sua Madre que seja idoneo e pertencente para elo, e que nom seja Sndeu, nem desmormoriado, e que mantenha os ditos encargos, e distinto (extincto) em algum tempo o lenhagem de sue Madre que fique a hu da criançom de seu Padre, que seja idonea e pertencente para ello, e ordenou outrosi que estas pessoas supraditas e Cada hua dellas nom podece vender nem dar nem escambar estes bens por nenhuma guiza e pedionoz por mercê que lhe quizessemos confirmar o dito Morgado, e ordenaçom del, e nós vendo o que nos pedia de nosso poder obsoluto vistas as condições, e ordenaçoes do dito Morgado e sucefson comfirmamoslho, e aprovamoslho exprefsamentete a si, como em elle é contheudo, e requeremos e mandamos que se guarde, e mantenha em todo e parte dele afi como É ordenado per o dito Ruy Vasques; E outrosi defendemos a todalas nossa justifsas que nom vaõ contra o dito Mordado, e ordenaçom delle ante o façaõ guardar asi como em elle É conteudo; e porque nos difse o dito Ruy Vasques que elle fizera adoação dos ditos bens e os juntara ao dito Morgado; porque o dito Seu Padre, nem elle atequi nom mantiverão a dita Capella, nem, o dito Esprital asi como deviaõ; e outrisi porque este morgado em favos dos filhos e desendentes do dito Ruy Vasques he feito; e porque o dito Ruy Vasques toma os ditos bens em aquello que monta a Sua terça; portante nós deste dia para todo o sempre defendemos aos filhos, e filhas, e desendentes, e colaterais, e parentes do dito Ruy Vasques que nom vá contra este Morgado, e ordenaçaõ, e doaçaõ, e sucefsom feito per o dito Ruy Vasques, e se contra ello quezerem hir mandamos ás nofsas justijsas, que os naõ oussa nem cosintaõ contradicer, cempre guardem juizo ou fora delle, e esta comfirmação aprovaçaõ e colaboraçaõ lhe fazemos de nossa certa ciencia, e proprio mouimento em todo o dito Morgado, e desposiçom em cada hua das clausulas delles sendo nós delles e cada hua dellas Certo,e Sabedor; e outro si queremos que esta confirmacom valha, Aésta nom embargando Leis Canones Decretos Uzoz, Ordenaçoens dos Reynos Estillos da nossa Corte oppinioes de Doutores que contra ello, e contra o dito Morgado sejaõ ou em todo ao quais todos,e cada um delles nos nom queremos que haja Lugar no dito Morgado; confirmacom nossa, revogamo-la expressamente asi bem enquanto a ellas contradiz em todo ou em parte das quaez cousas mandamos dar esta nossa carta ao dito Ruy Vasques dante na Cidade de Lisboa douz dias de Abril ElRey o mandou Goncallo Caldeira a fez Era de mil quatrocentos trinta e hum annoz.
E naõ dezia maiz há dita carta que aqui foy transiladada a pedimento do sebredito que lhe mandey dar nesta com o feito de minhas Armas aque se dará tanto credito como ao dito Livro donde foi tirada e esta com elle consertada.
Dada em Lisboa oriental a sinco de Novembro ElRey nosso Senhor o mandou por Joaõ Couceyro de Abreu e Castro Guardamor da Torre do Tombo Faustino de Azevedo a fez ano de mil sete centos vinte e sette, e vay Escrita em seis meyas folhas de papel com esta Alexandre Manuel da Sylva a fez escrever. Joaõ Couceyro de Abreu e Castro. Lugar do selo. Pagou com busca setecentos, e outenta reis, e desesinar trezentos e setenta reis. Folhas seis, com uma Rubrica”. (1)
(Continua)
(1) Dados recolhidos em: “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco”. De Francisco Morais e José Lopes Dias.

O Albicastrense

domingo, maio 04, 2014

O POMBAL ALBICASTRENSE

SAÍDA LIMPA OU CAUTELAR ?


Aproveitando a saída dos “senhores” que tão (desinteressadamente) nos emprestaram o dinheiro, não podiam os mesmos levar com eles os incompetentes que nos têm desgovernado?
O Albicastrense

sábado, maio 03, 2014

O HIPÓLITO COMENTA XIX


Quarenta anos depois, da publicação destes desenhos no antigo jornal “Beira Baixa”, aqui ficam mais dois desenhos do Hipólito.





Desenhos de Amado Estriga. 

Textos de João de Mendonça.

O Albicastrense

quinta-feira, maio 01, 2014

CASTELO BRANCO - 2014 (5)

 PRIMAVERA NA
TERRA ALBICASTRENSE


Imagem captada no dia um de Maio,  para os muitos albicastrenses espalhados por todo o mundo.
  O Albicastrense

RUAS DA ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO

AS MINHAS IMAGENS  ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE  O  Albicastrense